Segunda Chance

15 ♛ Aqui Para Sempre ♛


Notas iniciais
Meninaaaaaaas, olá! Meus amores me desculpem pela demora, mas essa semana é a festinha da minha sobrinha, minha princesinha de cachos vai fazer cinco anos, e eu estou ajudando em algumas coisas, e acabei ficando sem tempo, mas espero que posso entender e gostem do capítulo, aliás, já quero dedicá-lo a ThatyEvora e Anastasia Steele, obg por favoritarem amores ♥ Meninas, boa noite, um superbeijo e boa leitura ♥ ♥

Christian Grey

Sento-me na mesa de jantar e peço a uma das empregadas que vá chamar as meninas. Desde a hora que elas chegaram, elas ficaram enfiadas nos quartos, até mesmo Clarissa. Por algum motivo acho que elas estão tramando algo, mas eu não sei, ainda não.

Clarissa é a primeira a entrar, e como de costume ela me dá um beijo e senta a minha direita. Abigail entra e me dá um sorriso vergonhoso. Ela é uma linda garota, muito tímida, e pelo pouco que conversamos, pude notar como ela é inteligente. Retribuo seu sorriso e observo-a sentar ao lado de Clarissa. Gabriela entra e me encara sem dar um mínimo sorriso, ela revira os olhos e vai sentar ao lado de Abigail, que a ajuda.

—Onde vocês estavam? —Pergunto encarando as três.

—Eu estava brincando com a Gabby. —Clarissa diz sorrindo.

—A tarde toda? —Pergunto surpreso.

—Ela dormiu a maior parte do tempo. —Clarissa olha para a irmã e ri, ela apenas encolhe os ombros dando um sorriso que não mostra os dentes, mas por outro lado deixa explícito suas lindas covinhas. —Depois eu fiz meu dever, a Aby me ajudou.

—É mesmo? —Pergunto surpreso e Abigail balança a cabeça. —E você, querida? O que fez a tarde toda?

—Bom... —Abigail sussurra parecendo estar surpresa com algo. —Fora ajudar a Lis, eu apenas... li e estudei.

—Você gosta de ler então?

—Sim. —Ela sorri amplamente.

—Eu tenho uma biblioteca no corredor ao lado da escada. Você deveria visita-la.

—Eu iria adorar!

—Que bom. —Murmuro sorrindo. Olho para Gabriela e acho que ela está esperando eu perguntar algo, mas fico na dúvida, e no fim, acabado perguntando. —E você, o que fez, baixinha?

—Eu não sou baixinha. —Gabriela me lança um olhar furioso e faz bico olhando para o lado. —A Aby me ajudou a fazer uma pulseila para a minha mamãe.

—Ah, uma pulseila? —Pergunto imitando seu ‘L’, e ela parece gostar. —Eu posso ver depois?

—Não.

—Ah, mas eu iria adorar.

—Tudo bem. —Ela diz bufando e vira o rosto de novo.

Sorrio encantando. Com as três, mas acho que Gabriela tem algo tão especial que me chama a atenção. Eu não sei se é porque sempre sinto que deve protegê-la, mas... esse jeitinho absurdamente lindo dela me faz querer estar ainda mais perto. Mesmo que ela me ignore e diga sempre: ‘você não! ’ Eu ainda assim quero estar perto dela. Talvez porque ela se parece tão com Clarissa, de uma forma mais baixa e brava, mas elas são irmãs, e eu não vejo motivo para não a ter por perto.

Só de pensar que algum homem seria capaz de abandoná-la. Essa garotinha linda que só quer atenção... não, eu não posso imaginar. Pensando nela, acabo me lembrando de Abigail. Vendida pelo próprio pai. Isso é loucura! Como podem haver homens tão ignorantes assim? Abandonar os próprios filhos, por nada?!

Fico perdido em pensamentos durante todo o jantar, e as meninas ficam apenas conversando. Depois do jantar eu peço a Abigail que a ajuda Gabriela a tomar banho, e peço a Gail que ajude Clarissa, já que eu tenho algumas coisas da empresa para resolver, e isso me deixa preso no escritório até cerca de dez horas da noite.

Quando saio do escritório encontro Gabriela no corredor, fico surpreso ao vê-la, e ela apenas me encara timidamente.

—Posso ajuda-la? —Pergunto curioso e então ela levanta uma pulseira feita a mão, com cores rosas e azuis. Sorrio e me abaixo em sua frente segurando a pulseira. —É muito linda.

—Você acha que a mamãe vai gostar?

—Ah, querida, sua mamãe vai adorar qualquer coisa que você dê a ela. —Murmuro sorrindo.

—E você?

—Eu?

—Você gosta?

—Sim, é adorável. —Murmuro sorrindo com carinho para essa coisinha.

Obligada.

—Não há de que. —Estendo sua pulseira e ela sorri pegando de volta, ela se vira, mas para e vira me encarando de novo.

Chlistian você também vai embola? Como meu pai fez?

—Não querida, eu nunca irei embora. Eu não seria louco de te deixar.

Gabriela sorri amplamente e se aproxima me olhando cautelosamente e então toca meu rosto, acabo fechando os olhos, surpreso e com o coração acelerado. Então ela começa a percorrer a mão pela minha mandíbula, soltando um pequeno riso ao tocar minha barba. Por alguns momentos sinto como se ela fosse minha filha. A mesma sensação que tive com Clarissa, tudo se repete aqui enquanto essa pequena menina toca meu rosto com cuidado, analisando cada característica.

Sorrio completamente bobo quando ela se recosta contra meu peito. Envolvo-a com meus braços, apertando-a carinhosamente, então ela me dá um beijo na bochecha, me empurra e sai correndo.

Confesso que ainda fico parado alguns segundos, sorrindo abobalhado graças a ela. Levanto-me e tento me encontrar, mas o pelo resto da noite fico pensando nessa doce menina.

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Durante a madrugada

Levanto-me um pouco confuso quando ouço Gabriela chorar, mas me lembro que Ana disse que ela acorda assim vez ou outro, e é só dar algo para ela tomar. Saio do meu quarto e encontro-a na sala, chorando enquanto encara a parede. Aproximo-me e pego-a em meus braços, ela vem sem reclamar e deita a cabeça no meu ombro. Levo-a até a bancada da cozinha e coloco-a sentada. Esquento um pouco de leite e acrescento chocolate para ela, esquento tudo em seu copinho e depois lhe entrego.

Gabriela volta para os meus braços, e eu me sento no sofá enquanto ela toma seu leite, e tudo que posso fazer é observá-la.

—Posso me juntar as vocês?

Viro-me e vejo Abigail descer as escadas, com um pijama de calça e blusa de manga, e cabelos presos em um coque. Sorrio e balança a cabeça. Acabo pensando em como será quando Clarissa tiver essa ideia, isso me assusta. Seria tão bom se elas fossem crianças para sempre.

—Aconteceu algo? —Pergunto encarando Abigail. Ela se remexe no sofá e sorri, mas as lágrimas tomam seus olhos, deixando-me realmente muito preocupado. —Pesadelo?

—Realidade. —Ela suspira. —Christian, eu seria má agradecida com a Kate e a Ana... se eu sentisse falta da mamãe?

—Claro que não, querida. —Murmuro olhando-a. —Vem, senta aqui.

Abigail sorri e se levanta, ela se aconchega ao meu lado e eu envolvo-a com um braço enquanto seguro Gabriela com o outro.

—Eu sinto tanta falta dela. —Abigail sussurra se encolhendo. —Ela era tão boa..., mas ela se foi.

—Quantos anos você tinha?

—Dez anos. Sabe... ela era tão parecida com a Ana, toda vez que eu olho para ela, eu lembro da minha mãe. Elas duas têm a mesma bondade, a gentileza. E eu queria tanto que ela não tivesse me deixado. Eu fiquei apavorada. E meu pai... ele sempre me deixou sozinha, então... ele me deu... como ele pode fazer isso comigo, Christian?

—Está tudo bem, tudo bem. —Murmuro apertando-a cuidadosamente. —Ele não deve saber a menina maravilhosa que você é.

—Eu tenho tanto medo... medo que elas me deixem. Elas são as melhores pessoas que eu já conheci.

—Ah, querida, elas nunca iriam fazer isso.

—Você acha?

—Eu tenho certeza. E outra, você tem muito mais. Tem a Elliot, Mia e eu.

—Vocês são as melhores pessoas do mundo. —Abigail diz sorrindo. Ela se afasta um pouco e encara Gabriela dormindo, depois me encara. —Posso te perguntar algo?

—Claro. —Murmuro sorrindo.

—Por que você não diz para ela?

—Ela? —Pergunto confuso.

—A Anastásia. Por que você não diz que gosta dela?

Paro boquiaberto, sem saber o que dizer, e essa monstrinha apenas ri encolhendo os ombros. Ela dá um beijo na minha bochecha e se levanta. Fico olhando-a, ainda confuso.

—Sabe Christian... A Ana sempre me diz que a oportunidade pode estar na nossa frente, e se não fizermos algo, ela vai passar. Você gosta dela, eu sei disso, e ela gosta de você. Não espere perdê-la para outro. Você não tem medo, eu não sei, mas... ela... ela passou os últimos anos presa, enquanto você tinha sua liberdade. É melhor você correr.

Abigail encolhe os ombros e sai da sala correndo, deixando-me atordoado. Por que essa pestinha tinha que ter razão?

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Anastásia Steele

Despeço-me de Kate e desço do Taxi correndo, apenas com meu celular e a chave na mão. Eu fiquei dois dias foras, e foi absurdamente bom, a reunião foi ótima, nós conseguimos fechar negócio, mas a saudade das minhas filhas está muito grande, e eu não posso esperar mais para vê-las.

Passo pelo são de entrada do prédio e corro para o elevador, digito o código da cobertura e logo o elevador está subindo. Passo pelas portas do hall e ouço o gritinho de Gabriela ao me ver. Surpreendo-me ao vê-la brincando de LEGO com Christian, mas deixo a surpresa de lado e corro para abraçá-la.

—Mamãe. Mamãe. —Ela repete enquanto em abraça apertado.

—Ah, que saudade que eu estava do meu anjinho.

—Ana! —Sorrio ao ouvir Abigail, ela desce as escadas correndo e vem me abraçar, em seguida Clarissa aparece sorrindo e também corre para me abraçar.

—Ah, que saudade que eu estava de vocês. —Digo sorrindo amplamente e encaro Christian, ele sorri e se senta no sofá. —Como foi ficar aqui?

—Foi muito legal. —Abigail diz sorrindo. —O Christian cuidou muito bem de nós, e me ajudou com o dever.

—Ah, é mesmo? —Pergunto sorrindo. Caminho até o sofá com as meninas e me sento olhando para Christian. —Eu fico feliz que vocês tenham gostado. Você gostou, Gabby?

—Sim, mamãe. —Gabriela diz sorrindo e encara Christian, deixando-me muito surpresa. Ela tira algo do bolso e eu vejo que é uma pequena pulseira feita a mão.

—É para mim?

—Sim, mamãe.

Começo a conversar com as meninas, animadamente, elas me contam tudo sobre os dois últimos dias, e para a minha surpresa, tudo envolve Christian. Fico muito feliz ao ver que Gabriela está tão bem com Christian, é claro que eu senti ciúmes quando ela foi abraça-lo, e ficou assim como ele, mas de uma forma foi tão boa.

Acabamos ficando para o jantar. As meninas me perguntaram como foi na reunião, e claro que a pessoa falando animadamente agora, era eu. Durante todo o tempo, em que eu falava, eu pude ver Christian me olhando e sorrindo. Eu nem se quer o abracei, não sei por que, mas eu quero fazer isso. Eu não parei de pensar nele. Eu senti tanto sua falta que chega a ser absurdo.

Por volta das nove, eu peço para as meninas irem arrumar suas coisas, e fico sozinha na sala com Christian, ele senta ao meu lado, e sem falar nada me puxa para seus braços, apertando-me fortemente. Fico em silêncio, inalando o cheiro que só ele tem.

—Senti sua falta. —Ele murmura e eu sorrio.

—E eu a sua. —Confesso sorrindo timidamente, e sou tomada por um rubor quente. Christian joga a cabeça para o lado um pouco, ele sorri e acaricia meu rosto, do mesmo jeitinho que Gabriela faz, então, ele faz meu coração disparar quando começa a se aproximar. Seus lábios tocam os meus e eu perco o folego.

—Mamãe, nós... —Christian se afasta rapidamente e nós nos viramos vendo as meninas boquiabertas nos encarando.

—Ah, meu Deus! —Abigail diz super envergonhada, ela se vira e corre o hall com Clarissa e Gabriela que solta um ‘uh’.

Olho para Christian e gargalho. Ele beija o cantinho da minha boca, fazendo todo riso cessar, depois se levanta e pega a chave do seu carro, seu celular e carteira em cima do criado-mudo. Levanto-me e o sigo ainda muito atordoada. As lembranças acabam voltando, o primeiro beijo.

Balanço a cabeça quando passamos pelas portas duplas e encaro as meninas. Elas fazem uma careta e entram no elevador, e de novo eu estou surpresa por Gabriela não dizer absolutamente nada e pedir o colo de Christian.

Quando chegamos em casa, Pietro dá um super grito animado ao ver Gabriela, e ela vai correndo abraça-lo, depois eu o encho de beijos e ele vai para os braços da mão. As crianças vão brincar, Abigail vai organizar os novos livros que ganhou do Christian, e nós, Kate, Elliot, Christian e eu, ficamos conversando sobre os novos negócios.

Na hora de ir embora, Clarissa pede para ficar, e Christian não nega isso, ele se despede da filha com vários beijos, e faz o mesmo com Gabriela que adora, depois ele dá um abraço em Aby, um beijo nos sobrinhos e eu vou levá-lo até a porta. Paro encarando-o e ele sorri.

—Bom, eu... estou feliz por você. —Ele diz sorrindo. —É ótimo ser seu amigo e poder compartilhar todo seu sucesso.

—Amigo. —Acabo testando a palavra e ela balança a cabeça.

Esse idiota não pode quase tentar me beijar, depois de me provocar tanto. Conquistar a minha filha, e agora dizer que somos amigos.

—Ah, que se foda a amizade! —Exclamo e o puxo pela gola da blusa.

Notas finais