Notas iniciais
Se der, comentem... Pleaseeeee ;D

Hum... 5:40h, acordei mais cedo do que devia.
Tomo meu banho, escovo meus dentes e me olho no espelho. Ufa, não estou com olheira!
Penteio o meu cabelo, os cachos logo somem. Só ficam ondas.
Não sei o porquê, mas está manhã sinto vontade de me arrumar um pouco melhor, o que não é mera coincidência porque acordo mais cedo do que o normal. E nessa manhã minha intuição aposta num vestido vermelho bem simples e nada muito curto, claro! E dessa vez... Vou de bolsa! Mochila cansa às vezes. Colégio sem uniforme tem suas vantagens! Imagine... uniforme todos os dias, cansa!
Tomo meu cafezinho da manhã, e dessa vez não tem nem cereais, nem frutas. Hoje vou comer torrada com geleia. Minha avó costuma comer isso todas as manhãs.
Coloco a comidinha do Geofrey e lá vou eu!

Durante a caminhada para o colégio, sinto calafrios, não sei o por uê... O sol estava muito forte!
Atravesso a rua de minha casa para entrar num caminho mais rápido que costumo fazer. Quando atravesso um velho senhor se refere a mim dizendo
–- Olá, moça bonita! Eu sou o Dr. Munhoz, vejo que a senhorinha não passa bem... Quer ajuda médica? (o rosto daquele senhor parecia bem apreensivo)
–- Olá, senhor! Eu não passo bem??! Como assim? (não tinha entendido nada do que aquele senhor estava dizendo, fiquei assustada, não estava me sentindo mal).
–- Sim, querida, você está sangrando pelo nariz. E seu rosto pálido, quer que eu a acompanhe ao hospital? (no rosto dele parecia estar preocupada, ele estende a mão para que possa me ajudar)

–- Senhor, eu sangrando?? Como?? Estava a caminho da minha escola... Preciso falar com meus pais. Obrigada pela ajuda.
–- Ei, ligue para seus pais no caminho, vamos! Eu sou médico cirurgião e não sei ao certo do que você tem, pode ser uma coisa simples, mas também pode ser algo grave. Não podemos correr riscos! (no seu rosto parecia que estava falando sério)
Sem pensar muito, fui junto a ele ao hospital. No caminho liguei para meus, eles disseram que já estavam saindo do trabalho e que chegariam ao hospital o mais rápido possível. E também agradeceram ao senhor que me ajudou.
É estranho, eu estava me sentindo tão bem! Mas enquanto eu caminhava com aquele senhor, no meu vestido vi o sangue pingar. A sorte é que as cores eram similares, então não foi tão ruim assim.
Chego ao hospital, sou encaminhada para um médico. Ele me avalia já com meus pais presentes e diz que precisa fazer alguns exames. Falou que eu poderia ter estourado os vasos e outras coisas lá que eu não me lembro. Mas disse a ele que senti calafrios, então ele afirmou que era preciso fazer alguns exames.
Fiz no dia os exames, pois meus pais queriam logo ver o que era. Já que perderam o dia de trabalho, era melhor aproveitar e fazer esses exames. Como disse meu pai:
Coisas de saúde não se adiam, quanto menos tempo se leva para resolver, mais tempo se leva para viver. Essa frase é inédita dele. Meu pai e suas frases de vida...

O primeiro exame foi o de sangue. Fui para a enfermaria, lá uma moça alta foi coletar meu sangue. Sabe... Eu sempre gostei de tirar sangue, mas aquela moça meu deu medo, ela era estranha. Alta e com cara de estressada. Quando ela pegou aquele troço para me furar eu só fechei o olho!
Ela disse: ¬Relaxe, eu só tenho cara de mau... É só uma picadinha....
Ufa! Aquilo me aliviou. Ocorreu tudo bem.
Após isso, fomos diretamente encaminhados ao médico novamente. Entramos em sua sala, ele pediu para esperarmos que já pegara o resultado do exame.
Ele saiu e depois de dois minutos voltou. Sentou em sua cadeira, e ficou observando o relatório do exame. Sua cara era séria, e sua demora a falar, um pouco me assustou. Ele ficou uns dez minutos sem falar. Então minha mãe meio apreensiva com aquilo tudo, ansiosa, pergunta: Doutor, o que está acontecendo? O que diz aí no exame?.
Ele diz: Senhora, se acalme. Estou avaliando aqui todos os dados de sua filha. Nesse momento, é preciso manter a calma..
Minha mãe e meu pai se olham, e pelo seus rostos e o do médico também, era algo sério.
Meu pai pergunta: Doutor, seja o for, pode falar!
Ele diz: Sim, pai! Se acalme... Estou avaliando o exame de sua filha... E... Preciso que vocês sejam fortes. Sua filha está com leucemia, é um câncer que afetas as células e vai se desenvolvendo justamente nas células vermelhas e brancas, as quais ajudam no transporte de oxigênio e combatem infecções. Ela ataca praticamente o que chamamos de medula óssea. Nesse momento vocês precisam ser fortes. Emily parece ser uma menina forte, e temos certeza que vamos conseguir uma maneira de ajuda-la. Estarei aqui no hospital à disposição de vocês, além de que ficarei de plantão essa noite... [...]..

Meus pais se chocaram com aquilo tudo, e eu também! Bom, eu nem quero lembrar mais do que o médico falou porque no meio das palavras dele, meu pensamento foi sendo levado a minha infância. Fui sempre bem cuidada. Era zelo demais! Sempre fui uma criança saudável...
Aquilo foi uma reviravolta na minha vida e na de meus pais.
A partir daquele dia, me decidi a viver mais, viver mais do que eu imaginei, viver muito, o quanto puder! Aproveitar a cada momento, sempre me lembrando de pessoas boas e estando ao lado de pessoas boas. Eu não sabia e nem sei bem como é essa doença, mas sei que meu tempo de vida depende muito de meu tratamento e também de Deus. Eu queria que aquilo tudo fosse um sonho. Um dia começando tão bem... Foi acabar assim! Mas não quero mais pensar nesse assunto deprê. Chega!

***

Quando acordo, meus pais ainda estão na mesa, que surpresa!
Pergunto
–- Ué, vocês não devia estar trabalhando?
–- Filha, fique tranquila! Te levaremos para escola! (meu pai fala enquanto toma a xícara de café.) E, olha filha, fique com esse celular ligado... Qualquer coisa, nos ligue! Já comunicamos a diretora a acontecido e ela estará... -- Logo a interrompo: -- Não, não quero ser tratada como alguém doente. Quero ser igual aos outros! (emburro meu rosto.).
–- Filha, você está sendo tratada normal. Qualquer um naquele colégio seria tratado desta mesma maneira. Eu só ia dizer que ela estará a sua disposição, e que se caso houver alguma problema, é só comunica-la.
Eu abaixo a cabeça conformada com a situação e compreendo a minha mãe.
Chego a escola, Jane vem até mim: -- Amiga, o que houve? Por que não veio ontem?
–- Ah! Jane, eu passei um pouquinho mal, mas agora já estou melhor...
–- Ata! Tudo bem, então! Da próxima avisa, viu...? Eu e Mike nos preocupamos muito! Inclusive Alessandro na hora do intervalo veio nos encher, perguntou de você... (ela me olhou rindo para ver qual seria minha reação ao saber que Alessandro perguntou por mim).
–- É mesmo? Mas cadê o Mike, hein? (não tinha dado a mínima para o que ela disse sobre o Alessandro. Fiquei olhando para os lados a procura do Mike.).
–- Ué... Ele estava comigo agora a pouco...
–- Ele nem veio falar comigo? Será que ele me viu...?
–- Sim! Eu mesma interrompi nossa conversa para falar com você. Ele viu... Estranho!
–- É! Bota estranho nisso... (naquele momento pensei: Mike tem que ter uma boa desculpa para dizer por que não veio falar comigo!).
–- Mas ele estava muito preocupado com você! Você não tem ideia como você fez falta...
–- Sério? (eu a abracei e fiquei pensando em Mike).
–- Muito, mas vamos pra aula... Na sala agente encontra o Mike...
Então vamos nós. Assistindo a aula de Filosofia, começo a pensar em não contar para ninguém da minha doença. Não sei, mas penso que ninguém queira namorar com uma menina leucêmica. Sei que não vou viver tanto tempo quanto eu esperava. Bom, eu nunca me imaginei muito velha mesmo.
Volta e meia me vem esse caso da minha vida... De câncer e tudo mais. Eu não quero pensar nisso, eu quero viver a minha vida sem me preocupar com isso.
Eu até pensei que ia levar isso como o fim de tudo, mas pra mim está sendo um começo.
Um recomeço pra tornar minha vida melhor, ir além das expectativas. Quero provar para mim mesma que posso ser feliz, mesmo que por pouco tempo.
–- Ei! Emily, acorde! Vamos, já bateu o sinal... -- Jane me apressa.
–- Ah... Vamos! Respondo.

Eu estava tanto no mundo da lua que nem procurei o Mike na sala. Nem senti a sua presença... Meus pensamentos estavam tão longes. A Jane parece que me acordou de um sonho... Sonho esse que não quero mais ter!
Sento-me com Jane para o lanche. Então, chega Mike... -- Emily, o que aconteceu? (ele me abraça preocupado colocando as mãos sobre minha cabeça)
–- Nada não! Só não passei muito bem! Eu pergunto isso a você, por que não falou comigo hoje de manhã?
–- Mas está bem mesmo? Depois falo com você melhor. Ah! E ontem o Professor Geografia pediu para fazermos um trabalho de apresentação... Uma espécie de mata! Depois te explico melhor... Mas o caso é que o trabalho deve ser feito em dupla, e como a Jane queria fazer individualmente, tomei a escolha de te colocar no meu trabalho... Tem problema...? Se quiser fazer individual... Eu logo o interrompo:
–- Não! Está ótimo! Obrigada pela preocupação...
–- Ih! É mesmo... Me esqueci de falar com você, Emily... (diz Jane batendo a mão na cabeça)
–- Tá tudo bem, amiga...
–- Então, Emily, o trabalho é pra semana que vem... Será que dá pra você ir lá pra casa hoje pra eu te falar direitinho sobre o trabalho e agente já adiantar alguma coisa... Sei lá... (Mike fala coçando a cabeça e virando pra mim um olhar meio envergonhado)
E Jane como sempre, rindo e me irritando... Quando ele falou aquelas coisas, só sinto o cotovelo de Jane bater em mim... É muito amor para aturá-la!
–- Tá beleza, Mike! Valeu por se propor a fazer o trabalho. Que horas na sua casa? Eu não sei onde fica...
–- Não, tranquilo... Se quiser, fica para o almoço...
–- Ata... Mas e seus pais, eles não sabem que vai uma sem educação pra lá... (fico sorridente)
–- Ah! Fique tranquila... Meus pais nem ligam pra isso. Ainda mais que é trabalho de escola e tudo mais...

Notas finais
Quero começar uma nova história... claro, continuando com essa! E estou disposta a fazer sobre vários gêneros, com exceção de alguns que a idade aqui não permite rsrs Se quiser, pf, comente... mande MP... do gênero da nova história! Vale tudo! rs ;D bjusss!