Seguindo Rumos
4 O Recomeço - Parte 1
Notas iniciais
–--- Ah! Então tá certo... (sorrio para ele)
Acabando a aula, eu e Mike saímos juntos da sala para irmos para sua casa, mas no portão do colégio eu ligo para os meus pais para ver se eles me deixavam ir.
Ligo pra minha mãe, quem atende é meu pai:
–--- Oi, filha! Tá tudo bem? O que houve?
–--- Não, pai. Tá tudo bem, fica tranquilo... Mamãe tá aí?
–--- Olha filha, sua mãe tá ocupada agora com as coisas do escritório... Mas por quê?
–--- Não, nada não... É que eu e o meu amigo Mike temos um trabalho de Geografia que é pra semana que vem, e nós vamos fazer juntos...
–--- Ata... mas e a sua amiga, Jane?
–--- Ah, não... ela vai fazer sozinha.
–--- Filha, eu sou ouvi falar desse menino, eu não o vi pessoalmente... Estou preocupado né... Quem são os pais dele?
–-- Pai, fica tranquilo, os pais dele conhece os pais da Jane há um bom tempo. São amigos de infância, tá tudo certo. Eu estou me sentindo ótima!
–--- Tá bom, mas por favor, tome cuidado! Qualquer coisa, me ligue, por favor..
–--- Tá bom, pai... Pode deixar!
–--- Espera, filha... Ele mora aonde, como você vai pra lá?
–--- Calma, pai... Ele mora aqui pertinho... Nós vamos juntos.
–--- Tá bom, filha... tudo bem! Por favor, não esqueça: Me ligue quando chegar pro papai ficar tranquilo!
–--- Tá, eu ligo! Beijos, pai! Manda um beijão pra mamãe! Bom trabalho pra vocês dois.
–--- Tá, filha! Beijão! Pra vocês também... Tome cuidado viu!
Ele desligada o aparelho.
Mike me olha com seu olhar inocente:
–-- Tá tudo bem, Emily?
–-- Tá sim, Mike... meu pai deixou! Podemos ir.
Sorrio para ele.
–-- O.K. (sorri).
Caminhávamos juntos feito casal. Naquele momento pensei que pudéssemos dar certo e sermos felizes. Mas o acasos do destino são assim. Não imagino solução, a não ser estar perto do Mike! Ele me faz bem, e por alguns momentos, me faz esquecer de tudo.
–-- Chegamos! (Mike sorri ansiosamente pegando as suas chaves no bolso da calça).
Continua:
–-- Vem, Emily!! (Segura a minha mão).
Entramos em sua casa, ele me convida para sentar:
–-- Senta aí, eu vou ver se meus pais estão lá em cima...
Sento-me num sofá cinza claro, que é bem confortável! Mais que minha cama...
–-- Olá, Emily! Que linda... Bem que Mike falou (Uma mulher de olhos castanhos e cabelos louros escuros enrolados desce as escadas sorrindo).
Continua: --- Prazer... Sou a mãe do Mike! Pode em chamar de Tia Marta (Sorri me cumprimentando).
Pergunto: --- Mike falou de mim, tia Marta? (Fico surpresa).
–-- Sim! (ela sorri). Continua: --- Bom, você fique a vontade!
E um senhor alto com cabelos grisalhos de olhos quase que cinzas de um azul tão claro que era, me cumprimenta: --- Fico feliz por saber que Mike está se interessando em trabalhos escolares. Sou o Tio Alberto! Do que vocês precisarem, nos chamem. Nós vamos ao mercado, se não se importam... Vamos fazer umas compras para o almoço.
–-- Tá O.K., pai! (responde Mike). Continua: Tá O.K. pra você, Emily?
–-- Claro! Sem problemas...
–-- Tá O.K. então, meninos... Até já! (respondi Marta saindo em direção à porta com seu marido).
Um silêncio fica no ar... Mike também senta no sofá ao meu lado. E logo comento: --- Seus pais parecem ser muitos legais! E você é uma mistura dos dois. Um pouco de cada!
–-- É verdade? (ele sorri). Continua: --- Meus pais se conheceram novos! Minha mãe tinha 16 anos e ele seus 20 e poucos anos... Namoraram... nove anos depois se casaram e aqui estou eu! (ele sorri).
–-- É sim. Nossa! Legal... Um casal bem bonito, e parecem pais bons!
–-- É... Um pouco chatos às vezes, mas bem legais também. É... Pouco se mudou nesses anos ao que era antes...
–-- Então... Como é esse trabalho? Pergunto.
–-- Ah! É bem, simples... Cada dupla ou aluno estranho como a Jane (ele ri), escolhe um tipo de vegetação, mata, floresta de qualquer lugar do mundo, e terá de fazer uma apresentação explicando tudo e tal...
–-- Hum... Menos mal! Odeio geografia! A Jane é meio estranha às vezes, né... (falo rindo).
–-- Quem gosta dessa matéria? (rimos juntos).
–-- Vamos lá pra cima! A gente pesquisa tudo lá no computador... (ele levanta do sofá).
–-- Vamos lá! Respondo.
E minhas botinas fazendo um barulho super desastroso na escada, enfim, chegamos ao andar de cima.
Ele vai em direção à segunda porta à direita, abre, e por um milagre... Mike não é um bagunceiro!
–-- Deve achar anormal, né... Mas sou o cara do tipo que não suporta bagunça. Fico melhor com o quarto assim. Pelo menos minha mulher não vai ter esse trabalho! (se vira pra mim rindo).
–-- Mas em compensação vai ter outros... (digo com um tom irônico).
–-- Como assim, garota? (ri de boca aberta).
–-- Ei, garota não! Tenho um nome...
–-- Eu sei... e que por sinal é muito bonito! Mas pena...pena, pena que é só o nome! (fala debochadamente me olhando de cima para baixo, esboçando um pouco de sorriso, e suas mãos estando presas ao bolso).
Fixo meus olhos para ele indignada:
–-- Vê lá, ein... Porque se eu começar a falar das suas coisas boas... Não, espera! Só se resume ao seu quarto!! Só... (debocho delicadamente).
–-- Tá bom! Vamos parar de elogios, e vamos partir para o que interessa... (falo sorrindo apontando o dedo para ele).
Ele levanta as sobrancelhas e faz uma expressão de surpresa forçada:
–-- Opa! É pra já... Vejo que ambos tivemos a mesma ideia.
–-- É! ESTUDAR, não?! (dou um leve empurrão nele).
E depois de várias risadas, e procuras do trabalho... Encontramos vários lugares com vegetações bem peculiares. E claro... Uma delas foi o nosso tema do trabalho.
Mas ainda na metade da pesquisa do trabalho, chegam os pais do Mike. Um pouco mais tarde do que pareciam ter avisado, mas chegaram. Nos chamam, descemos, comemos...
Vou pular a parte do almoço porque a gente só comeu mesmo. E também explicamos sobre o trabalho que o professor de geografia havia nos pedido.
Por fim, terminamos o trabalho cedo ao nosso ver, porque lá fora já estava mais frio e automaticamente mais escuro naquele horário. Por incrível que parece, meus pais não me ligaram pra nada. Logo o trabalho finalizado, peguei o celular pra ligar para meus pais.
Mike me pergunta:
–-- Seus pais vem te buscar, Emily?
–-- Vem sim, Mike. Eu só vou ligar para eles, e indicar o caminho... Minha memória fotográfica é boa! (sorrio sem os dentes).
–-- Hum... O.K. então! Mas se quiser a gente te leva... Tá tranquilo aqui. (ele sorri levemente).
–-- Valeu mesmo... Eles vem, tá rilex. (faço o símbolo das paz na mão brincando).
–-- Boba! (ele sorri).
–--PAI! PAI!! Tá me ouvindo??
–-- O que foi Emily? (Mike me pergunta preocupado).
–-- Nada, é que meu pai não responde! O telefone para estar mudo... algo do tipo.
–-- Tenta de novo, Emily!
Eu tento novamente, e nada! Então os pais do Mike e ele me oferecem pra tentar ligar do telefone deles também para ver se o problema talvez fosse do meu celular, mas também não adiantou!
Todos ficamos preocupados e não sabíamos o que fazer a não ser que eles me levassem até em casa.
–-- Emily, fique tranquila! A gente te leva em casa agora mesmo. Continua: --- Alberto, pega a chave do carro e abre a garagem.
–-- Tá bom, Tia Marta! Agradeço muito a vocês, porque realmente meus pais não são disso...
–-- Ei! Tá tudo bem, Emily! A gente tem o prazer de te levar em casa. E também nos preocupamos com seus pais, se haveria de acontecer algo... Mas NÃO ACONTECEU! Fica tranquila. Vai ficar tudo bem... Não podemos fazer uma tempestade num copo dágua, não é?! (Mike me abraça de lado).
Mike tentava me aclamar, mas ele é que ficava mais nervoso ainda. E eu que sou a filha...
–-- Mike, acho que seus pais estão me chamando lá fora... (ouço as voz dos pais de Mike me chamando). Continuo: --- Você fica?
–-- E e...eu??! Não. Eu vou com você! Claro... (demora um pouco pra racionar pelo que me pareceu).
Entramos no carro. Os pais de Mike na frente, e eu e Mike atrás. Da casa deles para aminha deveria ser uns 30 minutos, porém naquele horário estava tendo um trânsito horrível; que para completar, chove!
Mike coloca seus braços sobre o meus ombros, quase que como aqueles abraços no cinema que se passa em filmes românticos. Eu até queria, mas há alguns momentos que eu não consigo ficar tão à vontade com ele. Mas com aquele trânsito que nunca aconteceu na Florida, e muito menos em Panama City, foi acontecer justo naquele data, naquele tempo... Naquela ocasião! E meus pais, nenhum sinal de vida!
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