Notas iniciais
Essa história é de minha própria autoria, não plagie, é crime! Tenho ela a três anos e resolvi então publicar.

Noite de quinta-feira com raios, trovões e relâmpagos, 23h40m10s marcava o relojo, os galhos da árvore que meu pai tinha plantado batiam na janela pouco aberta, o vento que entrava fazia as cortinas mexerem, eu não gostava muito de tempos assim, era comum ter na minha cidade, mas esse estava bem diferente, ele me dava arrepios da fio do cabelo, atravessava minha coluna e chegava aos meus pés, me dava medo... muito medo! Estava no meu quarto e vestia um pijama azul de golfinhos amarelos sentada de frente para a penteadeira, retirando os brincos de perolas brancas que a vovó tinha me dado e me preparando para desembaraçar meu cabelo, escuto alguém bater na porta sala, era uma batida de desespero, achei estranho era tarde, não era comum alguém bater na nossa porta uma hora dessas e não fazia sentido se fosse por causa da pé d'água que iria cair, as pessoas faziam o possível para chegar na em suas casas e garantir a sua segurança, de sua família ou coisa semelhante, as vezes chovia tanto que alagava algumas casas da região, uma vez quase alagou a minha, esquecemos de abrir o ralo que fazia o desvio da água da chuva para o esgoto, mas graças ao papai que saiu na chuva e escorregou na lama do jardim, não alagou. Como não existe pessoa mais curiosa que eu nesse planeta cheio de vida com cautela e bem devagar abri a porta do quarto sem fazer aquele chiado de porta velha (que eu odiava, para falar a real), andei sorrateiramente ate as escadas que davam quase em frente à porta; desci três ou quatro degraus para ver e ouço a voz da minha mãe que ecoava em toda a sala.

— Estou indo, já estou indo!! – dizia ela com a sua voz doce e tranquilizadora

Agachei para se esconder, se ela me visse acordada, no dia seguinte eu estaria frita! Fiquei olhando entre as grades da escada, minha mãe abriu a porta e ocorreu um imenso clarão e logo em seguida um trovão bradou (física fazendo o seu papel, primeiro a luz depois o som). Como podia me causar tanto medo, era como se eu sentisse a corrente elétrica correndo dentro de mim, dentro dos meus vasos sanguíneos e aquele barulho era como se fosse ele que controlava cada bombeamento dentro do meu oração. Seja lá quem fosse que batia na porta, estava de cabeça baixa, usava um chapéu coco igual do Charlie Chaplin e vestia um sobretudo preto, isso dificultou a minha visão e não consegui reconhecer quem era.

A chuva havia começado e minha mãe continuava lá, talvez tenha me distraído ou foi em um piscar de olhos que ele entrou dentro de casa, quando a porta se fechou um clarão novamente ocorreu, a mesma sensação, a luz entrava pelas janelas e iluminava toda a sala e mesmo assim, não consegui ver quem era, então conforme a luz foi sumindo ele levantava a mão em direção a cabeça retirando o chapéu, seus cabelos caíram sobre a face e ao levanta-la, senti como se ele me olhasse entre os fios em seu rosto, era uma sensação fria, um calafrio me tomava por completo... era medo! Caminhei rápido para o quarto sem fazer barulho, claro, tranquei a porta, fechei a janela, apaguei as luzes e só o abajur continuava ligado, tinha um certo medo depois de assistir um filme de terror com meus primos, os galhos ainda batiam na janela e o som da chuva cair, era tranquilizador. Deitada e ainda ouvindo o cair da chuva e fiquei pensando se realmente ele olhou ou era só uma sensação mesmo. Meus olhos estavam tão pesados, não era comum eu estar acordada uma hora dessas em dias de semana, olhei para o relógio marcando 00h00m não lutei contra o sono, logo desliguei o abajur e dormi.

Notas finais
Obrigado, por ter continuado até chegar aqui! ♥