Notas iniciais
E aqui está o capitulo que abalará as etruturas! Cheguem ao final dele e vejam onde estamos. Que possam apreciar suas leituras imensamente!

Com pouco mais de uma semana desde a saída de Hisoka e Tsuzuki para o Mundo das Personificações, muito trabalho começou a aparecer para os shinigamis. Wakaba tinha um mal pressentimento sufocante, que aumentava a cada dia que passava e com motivo! Almas vinham desaparecendo, literalmente, do radar. Pessoas morriam, as almas não davam entrada, não estavam vagando, perdidas pelo véu ou na mão dos demônios. Elas simplesmente desapareciam.

Estavam com pilhas de arquivos sobre as vítimas e cada vez mais chegavam. Com dois shinigamis a menos para ajudar estava difícil, mas não era algo impossível de fazerem; apenas demorado. Encontrarem uma conexão entre aquelas inúmeras almas estavam sendo maçante. Mas havia algo que vinha se repetindo.

As vidas perdidas tinham problemas de saúde sérios ou eram de pessoas envolvidas com alguém deste mesmo perfil e, o mais importante, todas frequentavam hospitais, laboratórios e clínicas que pareciam pertencer ao mesmo grupo familiar de empresas. O problema era que este grupo não estava sendo fácil de investigar.

As informações eram muito bem protegidas, muitas conflitavam e haviam detalhes faltando que ninguém parecia saber onde encontrar ou como desvendar. Estava um belo desastre, que vinha deixando o Conselho e o Conde extremamente tensos e nervosos.

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Em um hospital, uma sala de reuniões estava ocupada. Não haviam muitas pessoas ali. Uma moça jovem e bela, de cabelos vermelhos vivos e olhos turquesas, avaliava uma lista de pacientes que dois homens trouxeram. As figuras em questão eram um jovem adolescente de cabelos azuis escuros e pele pálida e outro mais alto, de cabelos chocolates e olhos verdes. Nezumi e Yakumo eram seus nomes.

— Vocês só conseguiram esses? – a moça parecia decepcionada, apesar de ter muitos arquivos em mãos.

— Outros membros da rede estão ocupados com o fluxo de informações e a busca por mais candidatos, Hamaji-sama. – Nezumi explicou.

— O que? – o olhar afiado exigia detalhes.

— Temos razões para acreditar que existem suspeitas se formando, pois alguém tentou buscar informações das famílias, Hamaji-sama. – Yakumo respondeu.

— Ainda isso? – ela estava indignada – Ninguém na rede consegue localizar essa fonte e elimina-la? – para pessoas dos níveis de habilidades com os quais a Fujiwara lidava, ela julgava que seria fácil.

— Infelizmente parecem ser pessoas habilidosas, mas não o suficiente ainda para passar por nós. – Nezumi sorriu frio – Nossa manipulação de informações ainda é superior e não há nada a ser feito sobre isso. Nós os deixamos no escuro, Hamaji-sama. – imediatamente os três presentes sorriram.

— Perfeito. – ela ria vitoriosa pela informação – Estes são os pacientes que já podemos contatar. – enquanto conversavam, ela rapidamente passou pelos arquivos e os dividiu em três pilhas, agora entregando uma para Yakumo – Quanto a estes, será preciso recorrer a métodos diferentes. Vejam se a Toyotome não pode persuadi-los melhor. – ela sustentava um sorriso de interesse assustador, referindo-se a pilha que entregou a Nezumi – Quanto a estes, descartem. – ela deu a outra pilha para ele também.

— Sim, Hamaji-sama. – os dois imediatamente confirmaram suas ordens e seguiram porta a fora para cumpri-las.

— Medusa. – uma mulher de sorridente aparência, porém fria aura, apareceu a sua frente.

— Em que posso atende-la, Hamaji-sama. – a mulher sabia que quando era chamada, receberia uma ordem que a agradaria imensamente.

— Foi feito? – antes de mais nada, suas perguntas sempre deveriam ser respondidas.

— Sim. – ela ria cruel o lembrar-se – As interferências ao plano já foram removidas pela família.

— Excelente. – ela tinha uma clara satisfação com a informação – Agora tenho um trabalho para você. – ela puxava um envelope de sua pasta – Encontre esta pessoa e descubra o que o motiva. – os arquivos tratavam-se de um médico famoso e pioneiro no ramo da psicologia.

— Perdoe-me, Hamaji-sama, mas ele seria relevante por qual motivo? – lidar com investigações e informações geralmente era trabalho da Fujiwara.

— Ele é difícil de se aproximar e eu posso lhe dar acesso a ele com minha posição. Tudo já foi consentido pelos líderes. – ela terminou, sendo imediatamente cumprimentada por Medusa, saindo para cumprir suas ordens.

Em um prédio executivo, muito belo e de refinada aparência, outro escritório estava ocupado com uma pequena reunião.

— Ligue pelo favor que nos devem, será extremamente mais fácil. – um jovem e perspicaz rapaz, de curtos cabelos negros, organizava arquivos para uma secretária – Quanto a estes, eles tem dívidas com parceiros nossos, negociaremos a cobrança diretamente. Arranje um jantar de negócios para esta noite. – ele terminou os papeis e a secretária foi saindo para cumprir seus pedidos.

— Com licença, Kiyotsugo-sama. – Nezumi veio em sua direção, recebendo liberdade de dirigir-se a ele – A pedido de Michinaga Hamaji-sama, venho entregar estes arquivos, que devem requerer uma persuasão diferente para serem uteis ao caso, a Toyotome. – ele entregava os documentos que Hamaji lhe deu.

— Certo. – ele já os analisava – Será fácil com estes perfis. – ele já se focava em pensar como seria feito – Mais alguma coisa?

— Não, Kiyotsugo-sama. – Nezumi curvou-se respeitosamente, sendo dispensado.

Em uma bela mansão, antiga e bem preservada, com diversos empregados e o mais alto refinamento, um homem e uma mulher conversavam em uma sala.

— Como tem ido as pesquisas, Shishiou Mimori? – o homem de cremes lisos e longos cabelos, com olhos vermelhos vibrantes, era sério em sua pergunta.

— Vai muito bem, Kurosaki Silva. – ela sorria, com seus cabelos acinzentados rebeldes longos e olhos violetas opacos – Os esforços da Michinaga em conseguir ‘voluntários’ ideais para nós tem sido produtivos e a Fujiwara parece ter conseguido controlar o problema que estávamos tendo com os bisbilhoteiros em busca de informações. Embora ainda vá demorar para termos tudo necessário, devemos ainda ter tudo pronto dentro do esperado.

— Muito bem. – ele tomava um pouco de seu chá – Você veio pois meus guardas deram algum trabalho? – ele fornecia os seguranças que estavam usando afinal.

— Não. Mas receio que mais possam ser necessários. – ela era séria – As estrelas tem tido suas revelações ofuscadas por uma grande tensão no ar. – ele atiçou a preocupação do líder a sua frente.

— Entendo. Disponibilizarei meus melhores homens e acionarei alguns contatos. – ele tomava seu chá – Nada irá nos impedir de realizar este plano. – os dois sorriam confiantes juntos.

Subindo as escadarias de uma montanha, chegava-se ao grande templo da família Shishiou. Toda área da montanha pertencia a família e, em uma das poucas residências atrás da área do templo, uma moça de cabelos esverdeados claros e óculos, chamada Koyomi, analisava diversos documentos antigos e arquivos históricos. Ela buscava informações sobre rituais, seres passados da área e os mais perfeitos e certeiros detalhes para que o plano desse certo.

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Já há semanas buscando por um shiki, Hisoka estava cansado das inúmeras falhas. Era mais que frustrante e desanimador, o fato de que já havia andando incontáveis locais das cinco regiões daquele mundo e nada conseguia de resultado – exceto machucados e a abertura de suas feridas passadas. Os testes das personificações eram brutais para ele em muitos sentidos.

Estava no banho, pensando o que fazer para mudar aquilo e se deveria aceitar a conversa que Tsuzuki estendeu a ele. Era claro que queria ajudar e estava preocupado, mas Hisoka não se sentia à vontade em conversar sobre aquela frustração agora; além da vergonha em estar perdendo o foco dos treinamentos nos quais Tsuzuki o ajudou tanto.

Deveria ter algo que pudesse fazer sozinho! Qualquer coisa que melhorasse seus resultados, mesmo que um pouco. Suspirou na banheira, decidindo sair para jantar e depois dormir. Precisava se recompor para o dia seguinte, pois, com os testes de hoje, tudo que conseguiu foi mais dor de cabeça e pelo corpo.

Foi para o quarto se trocar para jantar e, subitamente, sentiu seu cansaço e sua tontura atacarem. Sua empatia estava no limite e sua pressão psicológica pelos testes dificultava seu controle.

— Hisoka, você está bem? – sem perceber, foi amparado pelo parceiro ao começar a tombar.

— Tsuzuki... – ele realmente estava cansado.

— Deite-se para descansar. – ele o estendeu na cama – Você não vai aguentar se continuar assim. Precisa se lembrar de se cuidar e se proteger enquanto segue em frente para realizar seus objetivos. – ele sorria gentil já indo cobrir o parceiro.

— Idiota. – ele iria tentar argumentar, mas realmente estava exausto – Tsuzuki... – ele queria continuar a conversa, mas apagou.

Tsuzuki não esperava por menos, colocando uma pequena esfera de luz, que recebeu de Ten’itsu, sobre o corpo do parceiro. Ele sabia que o ajudaria a descansar e estar pronto para o dia seguinte, mesmo sua persistência estando mexendo com seus shikis. Os doze concordavam que algo estava errado na maneira como Hisoka estava agindo e o perigo disso, mas Tsuzuki insistia que deixassem assim – por enquanto, ao menos.

No dia seguinte, novamente Byako levava Hisoka para outra região com shikis para desafiar; no entanto, desta vez, Genbu alertou sobre a área para onde iriam. O lugar era conhecido por ter muitos shikis parasitas e Hisoka definitivamente devia evita-los. Era estranho que sua localização estivesse dando precisamente naquela área, mas assim seguiria.

Certo, Hisoka sabia dos avisos de Suzaku sobre ficar longe de shikis parasitas e tinha uma certa ínfima experiencia com a interação de Teruzuma e seu shiki, pelas poucas informações que Tsuzuki podia lhe passar; mas claramente não era sua prioridade. Estava determinado a mudar aquela sequência exaustiva de falhas e ferimentos passados abertos! Se o lugar para onde tinha que ir era aquele, então era suficiente para ele.

— Como de costume, ficarei aqui fora. – Byako se transformava em humano novamente – Lembre-se dos avisos do Suzaku e de que, se algo parecer errado, eu vou te tirar daí na hora. – ele apontava para a floresta a frente.

— Eu sei, Byako-san. Mas pretendo fazer o dia de hoje render. – Hisoka já ia entrando na floresta, deixando um preocupado Byako para trás.

— Cuidado garoto. – julgando por seu comportamento, não muito havia mudado e cada vez menos as intenções positivas de Tsuzuki faziam sentido para permitir aquilo.

Na floresta, Hisoka estava demorando para encontrar qualquer shiki. Estava bem escuro e, mesmo que não muito densa, era uma área com vários lugares aparentemente bons para se esconder. Como não havia ninguém ali? Claramente irritado com aquilo, estava decidido a dar meia volta, quando ouviu um som mais à frente.

Valia definitivamente checar e assim ele o fez, deparando-se com uma área aberta e bem iluminada, de grama rasa e vivo verde. Não podia ainda estar dentro daquela floresta escura e fria, ou podia? Nada disso importava agora, pois era claro que nada havia ali além dele. Era isso! Iria embora!

Ou, ao menos, foi o que pensou que faria. Um redemoinho de água veio pequeno e veloz em sua direção. Muito estranho, mas, com todo treino que vinha tendo com Tsuzuki e ter acordado muito bem naquela manhã, conseguiu se defender. A água se espalhou em sua volta, sendo mais rápida em alcançar seu rosto.

Era difícil segurar a respiração por muito mais tempo, mas a água saiu, caindo na terra. Recuperando seu ar, Hisoka ia chamar pela possível personificação em questão, quando a terra se abriu o engolindo sem a menor chance de reagir.

Do lado de fora, Byako sentiu um vento abranger sua volta e ascender-se aos céus com as folhas. As nuvens moviam-se velozes e havia uma inquietação acompanhando: um mau presságio! Imediatamente seus instintos apontaram para buscar Hisoka, mas já era tarde demais. Viu os sinais de luta em volta, porém nenhuma pista maior. Precisava avisar Tsuzuki rápido e torcer para não ser tarde demais para ajudar seu jovem parceiro.

Notas finais
Estão vivos meus caros? Espero que sim! Pois o próximo trará emoções que não podem perder e momentos inesquecíveis.