Notas iniciais
Que possam sentir seus momentos e emoções! Aqui está ele! O prometido nas notas finais do cap anterior.

Estava escuro e frio, passando pelo terreno tortuoso, além das poças de água formadas pelas rochas, Hisoka encontrava-se desmaiado. Quando começou a recobrar seus sentidos, reparou estar preso em uma esfera de água e rochas, que o soltou na mesma hora. Estava desorientado e precisando se organizar.

Foi atacado por alguma personificação sem dúvida alguma e, julgando pelos ataques que recebeu, uma compatível com ele. Mas não havia estendido nenhum desafio ou visto o que poderia ser. Nada ali fazia sentindo, principalmente considerando-se que, o mesmo poder que pareceu ataca-lo, o estava protegendo até poucos minutos atrás.

Não sabia onde estava e aquilo talvez não fosse a melhor alternativa, mas gerou um rápido feitiço de luz que Tsuzuki ensinou a fazer. Era uma caverna muito obscura onde estava! Até aquele feitiço não iluminava muito a frente e sua empatia estava alertando perigo! Uma frieza cruel no ar se expandia sem trégua.

— Quem está aí? – ele reparou que não conseguia mover-se e a presença o espreitava.

— Um shinigami, que delícia. – uma voz profunda, grossa e forte vinha pelo eco da caverna – E um jovem ainda. – a voz vangloriava-se – Muito jovem. – Hisoka teve certeza da gravidade da situação ao escutar sua risada alta – Vocês dão um excelente banquete de poderes e sensações obscuras quando varro seus psicológicos.

— Eu não tenho a intenção de desafia-lo ou incomodar. – Hisoka sabia exatamente o que aquela sensação era: uma personificação parasita! Depois de cruzar com uma em seu terceiro dia de buscas, foi introduzido aos métodos para discerni-las; tornando aquilo fácil – Eu sinto ter invadido sua casa. – reparando melhor no entorno, dentre os ossos, marcas e cicatrizes pelo chão e as paredes e a energia impregnada, não era um mistério onde estava – Estou de saída, com licença. – definitivamente tinha que sair logo dali! Aquela personificação era sem dúvida muito perigosa.

— Então eu vou ter que insistir. – a energia movia-se criando uma cabeça de olhos brancos – Não tenho entretenimento e uma boa refeição há muito tempo. – ele ainda não permitia que Hisoka se movesse – Vamos nos divertir um pouco.

— Eu sou obrigado a recusar. – ele não podia se deixar enganar – Não sou compatível com personificações parasitas e não tenho a intenção de participar de testes desnecessários. – precisava tentar se concentrar para ao menos se mover novamente.

— Então faremos um acordo. Se você vencer meus testes, deixarei com que saia. Se você perder meu teste, você será minha refeição. – não parecia um acordo ruim, mas Hisoka já estava avisado que nem todas as personificações eram honestas e ele nem estava deixando que soubesse seu domínio como de costume.

— Como saberei que não está mentindo? – se houvesse um acordo mútuo, pelas leis daquele mundo, nem mesmo uma personificação parasita poderia passar por ele.

— Você é realmente interessante. – a sombra ria novamente – Vê esta parede aqui ao lado? – Hisoka reparou em uma parede de marcas cruzadas – Eu farei uma marca e você fará outra em cima, assim estaremos de acordo.

— E quantos testes serão? – se não avaliasse tudo, nos menores detalhes, estaria preso eternamente em um ciclo vicioso de testes.

— Mas se você não é um shinigami exigente. – ficou claro que a sombra não gostou de sua pergunta – Serão dois apenas. Não é o meu costumeiro roteiro, mas lhe darei esta abertura. – ele já fazia sua marca na parede, mostrando que ali era o limite da conversa – Estamos de acordo?

— Estamos. – Hisoka fez uma marca na parede, cruzando com a da sombra.

— Perfeito. Pode ir agora. Meu primeiro teste o espera. – a sombra desaparecia, permitindo finalmente que Hisoka se movesse.

Hisoka estava realmente com problemas! Não sabia quais seriam os testes e nem a quanto tempo estava ali. Decidiu seguir em frente, com seu feitiço de luz o ajudando o melhor possível a ver o caminho a frente. Estava decidido a vencer aquele obstáculo sozinho e continuar sua busca por um shiki.

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— Acharam alguma coisa? – Tai’in perguntava para Kouchin e Rikugo, que haviam acabo de voltar.

— Não. – Rikugo suspirava cansado.

— Olhamos em todos os lugares possíveis e não tivemos nem uma pista sequer. – Kouchin estava muito nervosa pela situação instalada.

— Ninguém teve sorte. – ela estava chateada, surpreendendo os dois com suas palavras – Nenhum de nós teve qualquer resultado.

— E como o Tsuzuki-san está? – uma pergunta mais que necessária. Rikugo sabia que, desde que Byako voltou sem o shinigami mais jovem e Tsuzuki foi avisado do que aconteceu, ele vinha estando distraído e muito preocupado com o parceiro.

— Nada bem. – Genbu entrou na conversa – Ele ainda tenta disfarçar sorrindo, mas o pegamos tentando se concentrar na energia do rapaz o tempo todo e vindo com expectativas de que nós tenhamos alguma pista ou ele esteja seguro. – ele direcionou seu olhar para frente onde, em uma das guaritas de descanso, Tsuzuki admirava o céu, procurando a energia de Hisoka com mais um feitiço.

Precisavam acha-lo! Nem mesmo Seiryu podia negar sua preocupação, embora estivesse ocupado com os parasitas que foram vistos causando problemas nas áreas próximas a floresta onde Hisoka foi. Eles habitavam aquela floresta, mas algo os havia expulsado temporariamente – provavelmente a mesma coisa que levou Hisoka – e agora realoca-los estava sendo muito difícil.

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Ainda andando pela caverna, Hisoka começou a ouvir choros infantis estranhamente familiares. Mais e mais se aprofundando, seguindo o som, repentinamente viu-se admirando seu passado. Os choros familiares eram seus, enquanto preso em uma cela, sozinho e com frio, no escuro de um dos quartos de sua casa.

Conhecidos da família costumavam ir até ele e realizar rituais de purificação. Apenas era solto para suas lições de liderança e técnicas de luta, as quais deveria cumprir com excelência. Era repreendido por pedir ajuda ou quando chorava demais, lembrado várias vezes de que ‘não era o filho’ de seus pais e, uma noite, quando já não mais era forçado a dormir na cela e já era um pouco mais velho, viu Muraki.

Mais de suas lembranças passavam, porém, agora, com seus momentos sendo atormentado pelo médico. Todo seu terror, desgosto, dor, sofrimento e medo passavam lentos e realistas a sua frente. Estava tentando se focar em concentrar sua empatia para não ser tanto afetado, mas as repetidas vezes que vinham estes momentos estava tornando tudo ainda mais insuportável já.

Aquilo tinha que acabar, mas como fugiria do que via agora? Via a si próprio, questionando quem era, como poderia ficar mais forte, analisando e sentindo inveja da força dos outros e ficando irritado por ser tratado como criança ou sempre depender de Tsuzuki para ter liberdade de fazer certas coisas.

Era verdade que vinha estando desta forma, mas era frustrante e irritante não conseguir avançar. Tinha certeza de que deveria dar um jeito sozinho, mas tudo que tentava não funcionava. Um choque forte veio e ele começou a despencar nas profundezas escuras de sua própria alma.

— Então não funcionou no final. – uma voz masculina e gentil ecoava nas profundezas.

— Quem...? – Hisoka já não mais discernia se era real ou não.

— Finalmente você está me ouvindo. – a voz não parecia satisfeita – Mas já é tarde demais. Você não lembra do mais importante.

— Importante...? – ele estava ali sozinho e aquele voz queria que se lembrasse de algo?

Estar sozinho. Uma situação atormentadora para ele, mas que apenas recentemente vinha se lembrando de como era. Por que? Uma retórica e, ainda assim, rapidamente respondida em um meio sorriso divertido.

“Hisoka! – Tsuzuki lhe trazia alguns doces de uma loja.”

“Você cozinha muito bem. – estavam os dois juntos no apartamento comendo.”

“Hoje vou começar a te ensinar feitiços de sobrevivência em campo. – estavam os dois na área de treinos, começando uma nova fase de feitiços.”

“Você está bem? – passando mal em um dia de calor, o parceiro o amparava com todo cuidado.”

Este e muitos outros momentos vinham, até alcançar aquele que mais haviam mexido com ele. Seus momentos ajudando Tsuzuki a entender que era humano, os momentos em que o shinigami mais velho era atencioso e carinhoso com ele e os momentos que partilhavam sinceros e divertidos.

Tsuzuki era a prova incontestável de que não estava sozinho mais, Tatsumi e ele eram grandes amigos, era verdade de que tinha sim muito a aprender e mudar e tinha consigo todos seus outros companheiros da Enma-chou. Como poderia estar sozinho? Como havia chegado à conclusão de que deveria encarar tudo sozinho, sem a menor ajuda daqueles em quem confiou e recebeu confiança?

Estava imerso demais no fato de querer se tornar mais forte, esquecendo o motivo pelo qual esse era seu objetivo. Não era apenas para alcançar Tsuzuki. Era pelos amigos que tinha, para poder estar ao lado de seu parceiro e, acima de tudo, para poder protege-lo igualmente! Esse era o foco! O princípio de tudo!

Se era por sua família, por seu parceiro e por aqueles que estavam ao seu lado, deveria encontrar forças para sair dali! Tinha que conseguir! Pois proteger-se também significava cuidar e proteger seus amigos e Tsuzuki.

Conseguiu finalmente encontrar uma luz e saiu, encontrando-se na caverna, fazendo todo esforço possível para respirar e evitar de ter um colapso pela pressão de seus poderes.

— Estou realmente surpreso que saiu, shinigami. – a cabeça de olhos brancos voltava – Mas você ainda tem meu segundo teste para fazer. – ele estava certo e, julgando pelo estado do shinigami, ele não seria capaz de conseguir vencer seu último teste.

— Diga qual é. – Hisoka apoiou-se nas paredes para levantar – Eu tenho que voltar para meu parceiro! – seus olhos determinados surpreenderam a sombra.

— Muito bem então. – ele riu, ainda duvidando de que venceria o teste final – Diga qual personificação eu sou, incluindo meu domínio.

Não sabia diferenciar todas as classes de domínios ainda e de que forma deveria dizer qual a personificação a sua volta, se também nunca aprendeu a fazer isso!? A sombra estava se camuflando dificultando ainda mais essa tarefa. Bem, tudo naqueles treinamentos, testes e situações parecia se resumir a concentração como base principal. Então decidiu concentrar-se, o melhor que sua condição atual fosse permitir.

— Deixe-me guia-lo! – a mesma voz repetia-se – Confie em mim. – era de um estranho aquela voz, mas Hisoka decidiu confiar nela.

Novamente pelas profundezas escuras, agora da energia da personificação a frente, Hisoka tentava desvendar sua verdadeira natureza. A dor que sentia não estava ajudando, então decidiu dar tudo de si, em um último movimento. Ignorou tudo, dando voz apenas a seu misterioso companheiro e a sua mente.

Viu a energia criar forma, moldando-se em um incrível dragão negro de olhos vermelhos. Ele era um parasita, então certamente um de seus domínios era sombras, mas havia mais! Um poder quente e violento prevalecia, assimilando-se a sensação do fogo. Na força que transcorria, sentia choques em seu interior e vibrações nas chamas, como se fossem raios. Mais nada sentia... Era apenas isso?

Bem, ‘apenas isso’ não era exatamente uma referência adequada; mas nada mais podia sentir. Confiaria em suas conclusões, assim como a voz misteriosa havia acabo de dizer-lhe.

— Você é uma personificação parasita, que tem a aparência de um dragão negro de olhos vermelhos. – ele se esforçava de todas as formas para ficar de pé e respirar – Seus domínios são sombra, fogo e raio. – ele concluiu, aguardando resposta.

— Maldito shinigami! – uma violenta onda de poder veio e chocou Hisoka contra as pedras – Como você descobriu? – ele via que ainda tentava levantar-se para sair – Você não tem mais forças para sair daqui, então ficarei com você. – ele avançava por Hisoka.

O rapaz tentava mover-se ou reagir, mas sua energia não dava sinais de responder-lhe e nem seu corpo.

“Tsuzuki... – antes de apagar, seu último pensamento foi por seu parceiro.”

— Chega! – uma luz veio junto a voz, impedindo os avanços do dragão – Ele venceu seu desafio e vou tira-lo imediatamente daqui! – ela levou Hisoka em bora, deixando para trás o dragão perdedor de seu desafio, com suas ações impedidas pelo acordo com o shinigami.

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— Tsuzuki-san, tenha calma! – Touda tentava conter o shinigami.

— Algo aconteceu com ele! – Tsuzuki havia sentido uma dor ao pensar em Hisoka agora pouco e pensou ter ouvido sua voz se apagando no horizonte – Eu preciso acha-lo! – ele estava desesperado.

— Nem sabemos por onde começar a procurar! – Suzaku interveio – Esse mundo é enorme e estamos atrás dele há dois dias já! – ele tinha razão, mesmo compreendendo os sentimentos de Tsuzuki

— Tem que ter um jeito de encontra-lo! – ele tentava se concentrar em alguma maneira, junto aos doze.

— Tsuzuki-san! – Rikugo chamou sua atenção para o céu, fazendo-o reparar que estavam em guarda.

— Quem se atreve? – Seiryu já ameaçava seu potencial invasor.

— Estou aqui para conversar com o shinigami conhecido como Tsuzuki. – a mesma voz que Hisoka ouviu, ecoava – Ele se encontra?

— Sou eu! Quem é você? – Tsuzuki não costumava ser procurado desta forma por personificações.

Dos céus a luz descia, repousando Hisoka no chão, mesmo sem assumir sua real aparência.

— Hisoka! – Tsuzuki imediatamente foi verificar se estava bem – Ele ainda está respirando! – seu alivio foi imediato, apesar dos ferimentos do parceiro não agradarem.

— Eu o testei e ele passou. – os presentes se surpreenderam – Ainda não firmamos nossa parceria, mas terei certeza de realizar um último teste antes. Até lá, deixarei ele a seus cuidados. – a luz desaparecia – Nos veremos novamente quando ele acordar!

— O Hisoka-kun passou em um teste? – Tai’in estava surpresa junto aos companheiros.

— Sim. – Tsuzuki não saia do chão, dando apoio ao parceiro – Você finalmente conseguiu dar o primeiro passo. – ele realmente estava feliz, sentindo o rapaz mais leve, tendo certeza de seu sucesso.

— Tsuzuki-san. – Ten’itsu veio ao seu encontro – Vamos leva-lo para dentro e cuidar de seus ferimentos para que se recupere e você também possa repousar. – ela era gentil e suave, conseguindo acalma-lo.

Tsuzuki o ergueu e foi para a casa carregando-o. Seus shikis decidiram acompanhar para ajudar e se certificarem que seu mestre repousasse – o que não aconteceria facilmente com seu parceiro naquele estado. Demorou, mas conseguiram, já tarde a noite, que Tsuzuki estivesse dormindo e Hisoka tratado, já respirando muito melhor.

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Com dificuldade em adaptar-se a luminosidade do ambiente, Hisoka abria seus olhos devagar, tentando se orientar. Conseguiu lembrar-se do que estava para acontecer na caverna e tinha certeza de que alguém o salvou... Mas quem? Precisava descobrir o que passou e onde estava.

Reconhecendo o quarto da casa onde ele e Tsuzuki estavam hospedados, foi levantar-se para buscar o companheiro e conseguir respostas. Tentou erguer-se e dar alguns passos, mas ainda estava muito cansado e não conseguiu. Usou a parede para manter-se de pé, até sentir alguém o apoiar.

— Hisoka! – aquele toque e aquela voz eram impossíveis de não reconhecer – Você não deveria estar fora da cama ainda.

— Tsuzuki. – o jovem já estava deitado novamente e sendo coberto pelo parceiro – Como...?

— Calma. – aquele sorriso inocente e gentil, que apenas ele sabia fazer era um grande alivio – Você voltou para cá bem machucado, depois de ficar sumido por dois dias e esteve dormindo por mais três dias ainda. Precisa se organizar e deixar seu corpo e sua mente se recuperarem. – ele era sincero e Hisoka sabia disso – Ah! Eu trouxe um pequeno café da manhã. – ele o ajeitava sentado na cama – Este é o seu. – Tsuzuki estendeu uma bandeja com uma leve porção de sopa no colo do rapaz.

— Desculpe, Tsuzuki. – Hisoka não parecia ter vontade de comer, preocupando o parceiro.

— Pelo que? – ele até suspeitava o motivo, mas veria se Hisoka queria falar sobre o assunto antes – Você não está bem?

— Não. – ele abaixou o rosto – Eu ignorei muito do que você me ensinou; agi de maneira precipitada colocando todos em risco; pensei que deveria fazer tudo sozinho, me esquecendo de todos a minha volta; e fiquei tão focado apenas no resultado final de um objetivo, que me esqueci do motivo e perdi o foco da concentração da minha empatia. – mesmo sem ver, Tsuzuki lhe dava total atenção – Eu sinto muito por ter feito isso, deixando você e todos preocupados. – claramente arrependido, tremia apertando o cobertor.

— Olhe para mim, Hisoka. – Tsuzuki trouxe seu rosto de volta à altura do seu – Você precisava enfrentar e superar essa fase. Eu já sabia e realmente estava muito preocupado, assim como o Tatsumi e os outros, mas você precisava superar este obstáculo sozinho. – o mais jovem lhe dava total atenção – Você definitivamente conseguiu e cresceu no processo. Eu posso ver nos seus olhos! – ele fez Hisoka ficar vermelho com o comentário – Agora sim, você está verdadeiramente pronto para conseguir um shiki! – ele sorria satisfeito.

— Tsuzuki, como você consegue ficar tão calmo!? – era difícil de entender o parceiro nesse sentido ainda.

— Eu não estava calmo. – ele ficou muito sério – Eu estava muito preocupado com você e, mesmo sabendo que você precisava de espaço, queria muito ajudar. Mas você não estava disposto para conversarmos ou dividir o que te atormentava. Então fui forçado a esperar pela sua resolução, enquanto ao seu lado se você precisasse.

— Idiota! – Hisoka o abraçou, escondendo seu embaraço do parceiro e sendo retribuído.

— Vamos! – Tsuzuki os separou – Você precisa se alimentar muito bem e depois seguir para seu teste! – as palavras confundiram o mais jovem – Parece que uma personificação o testou e vocês passou na primeira fase.

Hisoka lembrou da voz misteriosa e ligou os pontos de como acabou na caverna e foi salvo. Enquanto comia, contou para Tsuzuki o que aconteceu – surpreendendo o parceiro imensamente! Tendo terminado, os dois foram para fora e ficaram no pátio de trás, à espera da personificação que iria testa-lo.

Os deuses se reuniam para ver e, quando a luz retornou, deram espaço para Hisoka, junto de Tsuzuki.

— Vejo que você está melhor, jovem shinigami. – a voz vinha tranquila da luz.

— Sim. Creio que deveria agradece-lo por me salvar na caverna. – ele era sincero.

— Não há necessidade. Eu coloquei você lá dentro de propósito. – os presentes e Hisoka surpreenderam-se – Queria te testar e, depois de tudo que acompanhei nos dias anteriores, julguei aquilo como a melhor opção. Se você passasse, me convenceria a realizar meu verdadeiro teste. Se você não passasse, seria seu fim e eu viveria com isso. – nenhuma resposta veio de Hisoka, apenas tendo seu olhar determinado fixo nele – Como você passou, mesmo depois de eu ter achado que era seu fim, realizarei meu teste agora.

— Compreendo suas intenções. – Hisoka não o havia desafiado, mas sim sido escolhido como desafio por ele! Isso era raro de se acontecer e deveria ser trato na melhor forma possível – Qual seria seu teste final então?

— Diga quem sou eu. Olhe para mim e diga meu nome e minha forma, já que meu domino você já sabe. – o teste lembrava o do dragão negro da caverna, fazendo Hisoka decidir proceder da exata mesma forma.

Concentrava-se na luz a sua frente, conseguindo encontrar um belo dragão branco de olhos dourados, extremamente familiar! Olhando para ele, analisando seus detalhes, reparou que seus olhos dourados eram de uma vivo amarelo, trincado em desenhos finos pela íris, assim como uma pedra de âmbar.

— Seu nome é Kohaku. Você é o filhote de dragão da Takao-sama que salvamos há algum tempo atrás. Um dragão branco de olhos dourados. – suas palavras foram recebidas, fazendo a luz revelar um grande e belo dragão branco.

— Parabéns por conseguir, Hisoka. – era visível que ele sorria – Eu tive minhas dúvidas no começo, mas você superou meus testes, portanto serei seu shiki! – Hisoka estava emocionado com a vitória – Para firmarmos nossa parceria, repita minhas palavras e gestos.

— Sim! – feliz e preparado para fazer sua parceria, aguardou que Kohaku começasse.

— Á você que ouviu minha voz. Á você que reconheço. Á você que escolho. – ele estendeu uma de suas patas para Hisoka – Eu entrego minha lealdade e minha amizade.

— Á você que ouviu minha voz. Á você que reconheço. Á você que escolho. – ele estendeu sua mão até segurar a pata de Kohaku – Eu entrego minha lealdade e minha amizade.

Uma forte luz surgiu e, ao cessar, uma figura masculina, usando um kimono amarelo com desenhos brancos, pele clara e olhos dourados, cabelos longos lisos perolados e segurando um cajado prata e dourado em mãos, revelou-se.

— Kohaku!? – era incrível ver a forma humana de seu recém firmado parceiro shiki, em um turbilhão de emoções.

— Sim. Agora você sabe como me pareço e posso treina-lo em usar meus poderes e habilidades. – ele sorria – Sou jovem como você e meus poderes ainda estão se expandindo assim como os seus. Será um prazer trabalharmos juntos de hoje em diante. – ele curvou-se respeitosamente.

— O prazer será todo meu, Kohaku. – Hisoka curvou-se igualmente.

Notas finais
Sim! Essa é a imagem deste capitulo! Bem, ela vem para nos apresentar de forma tocante e carinhosa os sentimentos do Hisoka pelo Tsuzuki em uma página simples, pela e profunda.