Segredos de um passado obscuro
11 De volta à escola?
Notas iniciais
MDS QUE SAUDADES DE VOCÊEEESS!! Sério, quase morri sem o Nyah! Espero que todos continuem acompanhando e tudo mais. Aproveitem o capítulo!
– Você vai distraí-los com suas lutinhas bobas, e eu realmente dou um jeito de entrarmos lá. — Tony diz sobre nosso plano de invadir a sede onde Natasha está. — Depois que pegarmos a ruivinha, destruímos o lugar e matamos o Soldado Invernal.
– Fácil assim. — ironizo.– E o que eu faço? — Sam pergunta.– Ajuda o Picolé a matar guardas. Tony estaciona o carro a duas quadras de lá. As portas da frente estão cercadas por dois guardas. Eu atiro meu escudo e me escondo, e Sam vai por trás do outro e o golpeia. Eu pego o cartão de um deles e passo na porta, que se abre sem problemas. Eu sigo pelo corredor da direita e Sam pelo outro. Um guarda me nota e pega sua arma, eu me protejo com o escudo e soco seu rosto. Continuo correndo, checando as portas. Dois guardas me cercam em um deles. Eu me esquivo do soco de um, dou a volta e o empurro em cima do outro. Os dois caem no chão como idiotas.– Steve! Me ajude! Socorro! — eu ouço a voz de Natasha vinda do corredor a esquerda. Corro tão rápido que minhas panturrilhas doem. Ela parecia estar agoniada, e eu precisava salvá-la. Mas quando abro a porta, o que deveria ser a Natasha gritando, é um aparelho de som. Eu o quebro, e os gritos cessam. Fui enganado. A porta se fecha logo a seguir. Eu olho para trás, e lá está Bucky. – Fim da linha pra você, Capitão. Ele mira sua arma em mim, e nem tenho tempo de pegar o escudo. Mas ouço a janela se estilhaçar e depois só vejo um lampejo atingir Bucky e ele ser jogado numa pilha de caixas. Tony me salvou.– Ela está no segundo corredor a direita. Vá! Deixe que eu cuido dele! Eu sigo sua ordem, e corro para o lugar onde espero encontrar Natasha. Ouço gemidos e grunhidos, e abro a porta de uma vez. A sala está lotada de aparelhos diversos, e no centro, há uma espécie de maca onde Natasha está deitada, se contorcendo e resmungando. Um alarme soa quando eu entro, mas tudo que consigo é mirar Natasha. Não sei o que estão fazendo com ela, mas ela parece péssima. Olhos vazios, pele lívida e suada, boca ferida e pálida... No momento em que volto a realidade quase sou atingido por uma bala. – Parem! Chega! — o cientista que antes aplicava agulhas em Natasha grita. — Deixe que ela cuide disso. As portas são fechadas e reforçadas com aço. Eu sinto como se tivesse sido pego facilmente por cientistas malucos. Ele solta as algemas dos pulsos e tornozelos de Natasha. Sussurra algum comando para ela, que se vira imediatamente para mim. Eu sorrio, e penso que ela irá me abraçar, ou até beijar, mas o que ela faz é bem diferente. Ela toma impulso e dá uma cambalhota perfeita para me acertar com os dois pés no abdome. Eu estava despreparado, e funciona perfeitamente.– Natasha! O que está fazendo?! Ela me dá um soco no rosto tão forte que chega a formigar. E logo depois uma joelhada no mesmo lugar onde seus pés atingiram. Eu arqueio o corpo para frente, e ela aproveita a chance para empurrar minha cabeça para o chão. Eu caio desajeitado, e ela chuta minhas costas. Eu mordo o lábio para não gritar de dor. Natasha era mais forte do que eu pensava. Ela se preparava para mais um chute, e eu rolei para o lado, de modo que seu pé pairasse no ar antes de atingir o chão. Segurei-o e puxei, e ela cambaleou até cair, mas se levantou quase no mesmo instante. Eu já estava de pé, e coloquei o escudo na minha frente no momento em que seu punho atingiria meu rosto. O baque do metal sendo socado foi alto, e ouvi Natasha gemer baixinho.– Pare com isso! Somos amigos, esqueceu? Eles haviam destruído tudo de bom dentro dela. Ela queria me matar, e iria, se eu continuasse dando bobeira. Ela segura uma das extremidades do escudo e puxa, mas eu puxo para o outro lado. Ela não me venceria em força, porque estava abatida demais.– Está tudo bem, vou levar você para casa. Vai ficar tudo bem. — seus olhos pareceram relaxar por um curto momento, mas logo aquele brilho some.– Não tenho casa há um longo tempo. Ela chuta meu joelho esquerdo com força, e eu me curvo um pouco. Ela chuta o outro com um pouco menos de força, e quando me abaixo, seu punho atinge minha mandíbula e eu sinto o gosto fresco de sangue. Ela pega o escudo. Eu não estava realmente tentando lutar com ela, porque no fundo esperava que ela se lembrasse de mim, que pedisse desculpas e me abraçasse. Mas agora tenho certeza que ela não fará isso. Agora sem meu escudo, me esquivo de seu soco, e desequilibro suas pernas. Antes que ela consiga se levantar, eu piso em suas pernas juntas e seguro seus pulsos com uma mão acima de sua cabeça. A outra mão está livre para golpeá-la, mas eu hesito.– Natasha? Ela não precisa das mãos nem dos pés para me golpear. Bate sua cabeça contra minha e rola no chão para escapar. Os homens na sala apenas assistem enquanto eu me levanto e vou em sua direção. Sua pele vai ficando cada vez mais doentia, e sua respiração acelerada. Sua pressão está caindo e ela vai desmaiar a qualquer momento. Mesmo assim, ela fica em posição de combate. Me pergunto se aquela vontade de me matar irradia dela ou apenas do que injetaram nela. Espero que seja a segunda opção. Ela desfere um chute alto, mas está mais lenta agora. Eu consigo agarrar sua perna no meio do caminho, como Bucky fez antes de trazê-la para cá. E giro. Ela grita. Está apoiada na parede, segurando a perna machucada. Posso atacá-la de novo, sabendo que dessa vez ela não resistirá, ou posso vacilar.
Não posso hesitar de novo, ou perderei tudo. Fecho os olhos para atingi-la com contínuos socos, e vejo a tortura que parece ser para ela. Imobilizada e incapaz de se defender. Decido finalizar as coisas e bato sua cabeça com força contra a perede. Seu corpo inerte desaba, e eu a seguro antes de atingir o chão. Quando penso em pegá-la no colo, encontrar Sam e Tony e dar o fora daqui, sou atingido por uma agulha nas costas. Eles ficaram tão quietos que me esqueci dos dois homens na sala. Minha visão fica turva, mas antes de apagar completamente, vejo alguns capangas carregando um homem numa armadura de ferro. E outros empurrando Sam, que está algemado. Fomos capturados.... Quando finalmente desperto, estou preso em uma maca idêntica a de Natasha. Desnorteado, tento me localizar e procurar uma saída. Ao meu lado direito está Natasha, e um homem aplica algo em suas veias. Não consigo ver seu rosto, mas vejo suas pernas tremerem. Estão torurando-a vinte quatro horas por dia. Mas com soros? O que será que eles fazem? Do meu lado esquerdo está Sam, desacordado. Me pergunto onde está Tony. – Ah, finalmente Capitão! O homem que torturava Natasha se virou para mim. Percebo que minha audição está um pouco danificada, e minha visão embaçada. Agora que vejo o rosto dela, posso afirmar que não é um soro comum. Está suada, mantém os olhos fechados, mas está longe de estar dormindo. Ela fica se debatendo e gemendo, como se não suportasse mais dor.– O que estão fazendo com ela? Parem! — eu reclamo.– Não se preocupe, você não vai passar por isso. Estamos reiniciando a mente dela, e para que não fique fácil de ser manipulada, precisamos repetir as experiências todos os dias.– Experiências?– Nós a forçamos a voltar para lugares de seu passado que ela não consegue se lembrar. Mostramos a ela como ela deveria ser. Mas não é só isso. Para que realmente funcione, ela precisa sentir dor. Medo.– E o que os soros fazem?– Os soros simulam situações diversas. No momento, ela está morrendo de alguma doença. Lenta e dolorosamente.– É um de seus maiores medos?– Sim. Pode parecer que ela não tem nenhum, mas nós temos acesso a tudo aquilo que a apavora, e podemos fazer parecer que está tudo acontecendo. Ela não tem controle sobre isso. É tão terrível que eu estremeço. Ficar submetida aos seus maiores medos, exposta desse jeito... Natasha odeia isso. O caminho mais fácil é abrir sua mente para o mal que eles projetam. Não posso culpá-la.– E por que eu estou aqui?– Você e o Senhor Stark podem nos ser muito úteis. Só precisamos que vocês colaborem, e para isso vamos ter que injetar alguns soros de simulações em vocês. Eu tento soltar meus pulsos de todo jeito, ficando cada vez mais nervoso com a situação. Ele pega uma seringa e aplica um líquido avermelhado nas minhas veias. Sinto quase imediatamente uma tonteira terrível, e desmaio.
Notas finais
Gostaram? Obrigada por lerem e um beijãaao pra vocês!
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