Notas iniciais
Tá aí mais um capítulo, já tava pronto por isso decidi postar rapidinho. Por favor leiam as notas finais porque não quero dar spoilers do capítulo.

A simulação finalmente acaba. Eu mal consigo mover minhas pernas, estou tonta e com ânsia de vômito. Foi terrível. Eu estava morrendo em um hospital precário, sozinha, e com muita dor. Eu me viro e vejo Steve "adormecido" em sua maca. Me lembro de bater nele, e depois de perder a luta. Sinto uma raiva imensa tomar conta de mim, e puxo meus pulsos com força para escapar.

Não funciona. Eu apenas chamo atenção do cientista torturador.

— Até que enfim acordou! Como foi sua morte?

— Melhor do que ficar aqui, sem dúvidas.

Ele ri.

— Fique contente, Viúva, hoje você tem uma missão.

— Uma missão? O que quer dizer com isso?

— Você e o Soldado Invernal hoje sairão da base para destruir uma base secreta da S.H.I.E.L.D.

— Não existe base secreta da S.H.I.E.L.D. Não mais.

— Não finja de boba! Você sabe que Coulson está reconstruindo tudo. E ele não está sozinho nessa.

— E onde fica a tal base?

— Nova Jersey. O homem está fazendo um bom trabalho mesmo.

— Você quer... Quer dizer, nós queremos destruir a S.H.I.E.L.D por completo?

— Não. Mas essa base contém coisas que... Bem, devem ser destruídas.

— Que coisas?

— Quer calar a boca?! Você vai destruir o lugar porque estou mandando, ponto final! Ou será que ainda precisa de algumas simulações?

— Não! ­— Neguei prontamente. — Eu vou.

Tenho dificuldades em me colocar de pé, mas Bucky me ajuda a caminhar até algo que parece uma cantina de escola.

— O que é isso?

— É melhor você comer alguma coisa. Não vai conseguir nada nesse estado.

Ele me força a comer um salgado, mas quase no mesmo tempo, eu vomito tudo.

— Vou levar você de volta, não está nada bem. — com isso, ele me pega no colo e volta ao laboratório.

Mais alguns soros são aplicados nas minhas veias. Estou tão exausta que nem consigo protestar. Mas quando acaba, eu me sinto revigorada, forte.

Visto meu uniforme e alcanço Bucky na saída. Ele também usa seu "uniforme". Sorri para mim quando chego, e eu retribuo.

...

A base fica no meio de uma floresta, em uma clareira. Por fora, parece uma casa abandonada, mas sei que por dentro parece bem melhor.

— Está com os explosivos? — Bucky sussurra.

— É claro que estou. Vamos entrar, você os distrái, eu coloco as bombas, e temos dois minutos para dar o fora.

Me aproximo da casa, esperando ter que atirar ou pular uma janela, mas o que acontece é diferente. Uma tela presa a porta pede meu nome e minha digital. Eu passo por um momento de pânico, mas depois me lembro de que, para todos os sentidos, eu ainda trabalho para a S.H.I.E.L.D.

— Natasha Romanoff.

— Seja bem-vinda, agente Romanoff. — a porta se abre sem mais delongas.

Bucky entrou correndo antes que a porta fechasse. Os guardas nos viram, e ao perceber que eu estava com Bucky, eles prepararam as armas.

Chutei a arma de um deles, e a do outro, puxei de sua mão de costas para ele, chutei sua canela, me virei de volta e atirei. O que tentou usar o punho para me acertar enquanto eu estava de costas, me virei com pressa e girei seu braço, e quando ele se desequilibrou, saltei e enganchei-o com as pernas, de modo que quando caímos, eu o estava imobilizando.

Deixei Bucky tomar conta do resto e corri para onde os agentes trabalhavam com os computadores. Por dentro, eu estava pedindo para não encontrar nenhum conhecido, como Maria. Quando adentrei na sala, todos os olhares se voltaram para mim.

— Agente Romanoff, o que faz aqui? Estamos sob invasão! Você precisa ir lá detê-los. — um agente me diz.

— É, eu sei. Só preciso checar as câmeras de segurança.

— Claro, por aqui.

Eu espero ele se distrair enquanro digita comandos no computador, e coloco a bomba tão pequena e tão poderosa embaixo da mesa.

— Quer saber? Esqueça! Eu tenho que ir.

Eu digo e saio correndo, antes que percebam que a invasora era eu. Quando dobro um corredor derrapando de tão rápido, trombo com um agente conhecido. O único problema é que não me lembro seu nome, mas sei que ele é um dos bons.

— Ah, eu tenho que deter os invasores. — eu minto.

— Sei porque está aqui, Romanoff, não sou burro.

Ele me pega de surpresa com um soco, e depois um chute tão forte nas costelas que acho que uma delas quebrou. Eu rolo no momento em que seu pé atingiria minhas costas. Não consigo me levantar tão rapidamente, e ele fica em cima de mim, e me dá mais um soco no rosto. O local onde ele atingiu parece estar congelado, e o gosto de sangue invade minha boca.

Eu bato minha cabeça contra a dele, e depois dou um mata-leão e fujo. Tenho exatamente trinta segundos para sair. Muitos guardas vêm direto para o corredor onde estou, mas ainda não me viram porque estou atrás da parede. Eu uso as microventosas nas mãos e pés e subo pela parede até o teto.

Os guardas chegam e ficam atordoados por não me encontrarem, e eu salto em cima de um deles, pego sua arma, atiro em dois deles, e o que está atrás de mim, acerto o cano da arma em sua cabeça.

Finalmente chego a porta, e Bucky não está lá, o que quer dizer que ele conseguiu sair. Eu digo para a tela:

— Natasha Romanoff.

— Usuário bloqueado. — ela informa, enquanto pisca uma luz vermelha.

— Droga!

Prendo no teto uma mini bomba, me abaixo e protejo a cabeça. Nem tenho tempo de ficar confusa pela fumaça, apenas pulo no buraco que fiz no teto, e depois pulo para a floresta.

A base explode enquanto ainda estou no ar, o que faz com que eu seja lançada bem mais longe do que esperava, e não consigo cair de pé. Caio com tudo em cima do ombro direito, e continuo rolando até bater contra uma árvore.

Não consigo reunir forças para ficar de pé, mal consigo respirar. Fico ali, deitada e imóvel, até Bucky aparecer. Sua imagem está meio turva, mas consigo ver que seu nariz escorre um filete de sangue.

— Mandou bem lá, Tasha.

Ele me coloca nos braços novamente e caminha para fora da floresta. Somos levados de volta ao laboratório, e pela primeira vez, somos bem recebidos.

– Fizeram um bom trabalho lá! Isso significa que terão a noite livre, mas dentro dos limites. Bucky sabe as regras, ele te dirá. Mas amanhã cedo recomeçaremos as simulações.

Eu não fico feliz, pelo contrário, fico apreensiva. É como se ele estivesse me dando um prazo de vida muito curto. Quando olho para Steve, percebo que ele está olhando diretamente para mim, e algo dentro de mim incendeia, e não é raiva... Não sei o que é, mas eu enterro o sentimento.

Fico cada vez mais nervosa ao olhar para ele, por que ele continua me encarando? Seu rosto está mais pálido que nunca, e seus olhos parecem tão... Tristes.

— Eu encontro você daqui a pouco. — digo para Bucky, que assente e sai.

Eu me sento num banquinho próximo a Steve e fico olhando para ele, sem dizer nada.

— Você matou muitos agentes hoje.

— Só estava seguindo ordens. — retruco.

— Não devia seguir as ordens deles. Você não é fraca, Natasha, mostre a eles que você é forte.

Eu não entendo o que ele quer dizer.

— Estão fazendo com que você seja má novamente, e você tem que mostrar a eles que é melhor que isso, que é mais forte!

Antes que eu possa responder, um homem nos interrompe e me tira dali, xingando Steve e a mim. Eu não consigo mais pensar. Será que ele está certo? Será que eu estou sendo manipulada? E talvez, só talvez, meu ódio pelo Capitão esteja diminuindo.

Notas finais
Então, tem gente me pedindo pra Nat voltar ao normal e tals, e eu vou tentar adiantar as coisas. Ela já tá até um pouco mais "amolecida" kkk. Espero que tenham gostado, e se tiverem alguma sugestão, por favor digam! :D