Segredos de Cinderela
10 Capitulo 9- Crawlin' back to you
Notas iniciais
Pov Elena
1 mês depois
Já havia se passado um mês que me coração continuava a doer por ele, depois de o ver aos beijos com outra e fugir, deixei a entrevista com sua mãe e ele por ultimo, não queria o ver, nem ter noticias ou contato ou qualquer coisa referente a ele. Nesse um mês ele me mandou flores, presentes, cartas, e-mais, bilhetes, ligações, mensagens, e tudo o que fosse possível, mas eu recusava tudo.
Eu realmente estava disposta a esquece-lo, ele chegou a vir aqui e fazer um escândalo em minha porta, chorei e chorei muito por estar ali a poucos passos dele e de seu calor, de sua voz doce, de seu corpo, liguei para Bonn e pedi para chamar os seguranças para retira-lo dali, ouvi o escândalo que foi, mas não intercedi, mesmo sendo minha vontade, ouvi-o gritar que estava apaixonado por mim e que tudo foi um mal entendido, escorreguei porta abaixo sentando ali aos prantos, porque aquilo comigo, porque?
Estava tentando reunir meus pedaços já que hoje é o dia que eu fugi por todo esse mês, teria que ir ao seu encontro, entrevistar sua mãe e ele, e me sentia em um misto de excitação e receios. Respiro fundo levanto-me da minha cadeira pego minha bolsa e antes de mais nada peço para Bonn chamar Carol, não vou sozinha nisso nem em sonhos.
Assim que nos encontramos na portaria seguimos para meu carro e ela não diz uma palavra sequer, a não ser ficar me fitando com olhos especulativos e caridosos, coisa que eu detesto.
–Caroline pode parar de me olhar assim.
–Assim como?- ela se faz de desentendida e isso me irrita.
–Assim como se eu estivesse em um poço de lamentação, com pena de mim, não quero que ninguém me olhe assim.- digo já entrando nas movimentadas ruas de NY.
–Oh, desculpe-me Lena, foi sem querer, involuntário.
–Ok, só não faça mais.- digo tentando transparecer compreensão.
Depois disso seguimos em completo silencio até a empresa dele achei mais seguro ser lá do que em sua casa, essa por sua vez um local cheio de recordações e momentos que jamais serei capaz de apagar de minha mente, como é possível amar tanto alguém assim? Estaciono o carro rapidamente e saio com Car ao meu encalço, seguimos a entrada do prédio nos identificamos e recebemos o crachá de visitas e subimos até o ultimo andar na sala pessoal dele.
Na entrada uma bela loira com seios fartos e corpo escultura, lindíssima nos atende e já digo quem sou, ela logo liga para ele e informa que a namorada dele havia chegado. Ops espere aí, eu ouvi bem? Namorada? What? A olho confusa e assim que ela desliga faço questão de dizer que não sou namorada dele e ela se desculpa muito corada pela situação, guiando-nos para a sala dele onde Edna já se encontrava com ele.
E por falar nele, desgraçado mais lindo, estava perfeito, trajando suas elegantes roupas sociais sob medida, sem gravata com a camisa desabotoada revelando um pouco de seu peito e as mangas dobradas, um colete fechado por um botão e as mãos no bolso da calça, seu cabelo como sempre fora de linha e os olhos azuis chegam a brilhar quando me vê e um sorriso enorme cresce em sua face, mas o ignoro, ele não merece nem um sorriso falso meu.
Passo direto por ele e o cumprimento apenas comum oi frio e sigo até sua mãe dando-lhe um beijo na face.
–Olá meu anjo, quanto tempo não te vejo desde o dia do jantar, andou sumida, você está bem?
–Ah Edna querida estou ótima, melhor não há como ter.- digo brincando, mas mentindo.- E bom é que estou com a agenda apertada muito trabalho, não é fácil, mas e você tudo bem?
–Tudo bem meu amor, o que andou me deixando preocupada é esse cabeça dura que vive amuado, não se alimenta e se cuida direito e também anda trabalhando duas vezes mais, está fraco e isso não é bom.- ela diz preocupada e isso mesmo sem querer me preocupa também.
–Não exagere mãe não é nada demais, só que tenho que manter o ritmo da empresa e não posso descuidar e o que posso fazer se ando quase sem apetite.
–Lena minha menina você sabe do que se trata isso tudo?
–Oh estranho dona Edna, a Elena no ultimo mês apresentou as mesmas coisas que o Damon e anda ainda por cima muito aérea e fora as vezes que ela passou mal ou chorou muito, o que será que há?- Caroline diz e sinto vontade de quebrar todos seus dentes e cortar sua língua grande.
–Oh meu deus minha menina o que há?
–Nada Edna só muito trabalho e estresse, só isso, eu ando muito pressionada pelo meu chefe, tive alguns problemas pessoais e por isso estou assim, mas nada tão grave quanto essa doida tenha falado. E sobre seu filho não sei, quase não nos comunicamos por falta de tempo.- digo irônica e ele sorri amarelo.
–É vamos começar com a entrevista.- ele diz despistando o assunto.
–Claro quanto mais rápido terminar melhor.- digo e ele aponta para que eu e Caroline nos aconcheguemos em duas poltronas lado a lado enquanto ele e sua mãe estavam em um sofá de três lugares.
–Elena meu doce você poderia me fazer um favor antes de começarmos?- Edna me pede.
–Qual?
–Trocaria de lugar comigo não gosto desse sofá é muito mole, não sei, só sei que não gosto dele, sempre que venho prefiro sentar-me nessas poltronas.
–Mas elas sim me parecem desconfortáveis, continue aí e continuo aqui.- digo não querendo sentar-me ao lado dele.
–Por isso mesmo, venha sentar-se aqui e eu vou aí, você não gosta dessa poltrona e eu não gosto desse sofá.- ela disse já se levantando.
–Mas...- eu ia dizer, mas Carol me cortou.
–Sem “mas” Elena ande logo sente-se lá que isso.- ela disse com falsa raiva, sabia bem o que elas estavam fazendo.
Troquei de lugar com Edna, olhando fatalmente para Caroline, mas que loira desgraçada, ela sabia de tudo, foi a única que não jugou aparentemente o meu problema com esse desgraçado e olha só o que ela me apronta, me põe sentada ao lado dele, a tensão entre nós era inegável, sentia como se algo me puxa-se para perto dele, quantas saudades desse perfume. Ah meu Deus, ajude-me ou ficarei louca.
–Bom isso é o que já perguntei a todas outras, mas acho que com você é diferente e especial Edna, primeiro como você e Giuseppe se conheceram e como começaram a se relacionar? Se não quiser me responder extensamente apenas indique-me pequenas coisas para que encaixemos com o contexto.- digo e ela sorri e reconheço, mesmo ele tendo sido um miserável filho de uma puta que a traiu ela o amava e era muito.
–Bom eu acho que enfim posso contar tudo sobre mim e Giuseppe, e não abandonarei nenhum detalhe. Eu o conheci em uma viajem que fiz a Roma, estava em um pequeno restaurante com uma fonte delicada com um pequeno cupido na escultura, casais ali estavam, aos beijos e eu vi um casal atípico, eles discutiam a menina era belíssima, tinha olhos verdes, cabelos longos e mel, a pele branca, mas manchada pelo choro, ela gritava discutindo com o rapaz até então de costas, aquele emboleiro de palavras italianas não me faziam sentido algum, eu fiquei olhando e pensei como duas pessoas podem ficar assim em um lugar lindo desses, uma amiga que estava comigo entendia a língua e traduziu-me que ela havia o traído com o melhor amigo do rapaz e ele estava enfurecido e transtornado, minha amiga saiu para ir ao toalete e eu continuei ali, inerte observando e pensando como alguém é capaz de ser baixa assim? Enfim mais uma peça chegou deveria ser o tal amigo, deduzi pela forma como ele entrou na conversa, no final daquela confusão quando ele se virou, vi o homem mais lindo do mundo em minha frente, ele estava péssimo, mas acho que me apaixonei por ele nesse momento, era meu príncipe ferido.
“Ele fora de si jogou o ramalhete de flores do campo com uma rosa vermelha única no meio, no lixo e retirou a carteira do bolso e rasgou provavelmente a foto dela e jogou, ao se virar revolto deixou cair o seu documento e eu corri peguei-o e fui atrás dele gritei, mas ele não entendeu, corri e o alcancei toquei em seu braço e ele foi muito bruto comigo, mas o entendi pelo momento em que se encontrava, estendi a mão com sua identidade e ele sorriu, percebendo que eu não sabia sua língua ele se arriscou em um inglês totalmente falho, mas entendível, me agradeceu e eu disse que sentia muito por ele, depois disso ele foi nosso guia, nos encontrávamos todos os dias e no final da viagem já éramos amigos, quando foi se despedir pediu-me algo eu perguntei o que e sua resposta foi um beijo, doce e apaixonado, começamos um namoro a distancia e sempre que possível um visitava o outro, até que ele resolveu se mudar para minha terra e me pediu em casamento, não podia estar mais feliz, passamos alguns anos como noivos e depois nos casamos, no começo tudo era lindo, mas conviver com ele me mostrou como ele era realmente, e aquilo começou a corroer a relação, depois de muito tentar enfim fiquei gravida.
Tivemos nosso pequeno e lindo filho e ele queria homenagear um ancestral e escolheu seu nome Damon, lindo e único como nosso pequeno príncipe, as coisas pareciam entrar nos eixos, mas ele estava estranho e distante e logo com a descoberta da doença de nosso pequeno tudo começou a cair em um buraco sem fim.
No final tivemos nosso filho curado, mas com pais separados e com um pai que me parecia o homem perfeito com uma nova família, linda, saudável e feliz.”- ela para e suspira fundo sinto um aperto no peito.
–Depois disso eu me fechei ao mundo e aos homens e só sabia cuidar do meu filho a razão na qual eu não me joguei em uma depressão que causaria minha morte, eu o amei muito, na verdade o amo ainda e muito, ele foi o único que me sentia completa, mas ele me abandonou e a vida perdeu um pouco de luz, depois que eu me conformei, voltei as minhas atividades e sempre guiando os caminhos do meu filho, sempre sendo a mãe que ele precisava, nunca negava as coisas para ele só o que era ariscado porque de resto apenas era a sua conselheira, e sou assim até hoje, faria qualquer coisa pelo meu filho sem pensar duas vezes.
–Nossa meu deus, isso é triste os melhores contos de fadas sempre acabam da pior maneira.- digo após seu relato e elas olham de Damon para mim.
–Nem sempre minha boneca só basta você olhar além do diamante para ver que ele não é tão resistente como parece, mas se souber cuidar será sua mais preciosa joia.
– Bom seguindo, me diga seu sentimento de mãe ao ver seu filho no auge do sucesso.
–É a de trabalho cumprido, ele é um homem de caráter e não poderia me orgulhar mais.
–E sobre as meninas da vida dele, alguma que você ansiou muito a nora?- Carol pergunta, mas que desgraça.
–Bom eu tenho que ser sincera nem todas eu gostei de seu envolvimento, a que mais me enraiveceu e me fez deixar de falar com ele algum tempo foi a tal freira, menino descabeçado. Eu achei que ele e Ainsley ficariam juntos, mas ele não a amava, mas há uma que por mais que ele negue sei que ele a ama e essa sim é a mulher perfeita, ela o desafia a ser melhor e ele anda sofrendo por ela, mas sei que tudo se encaixará, eles são perfeitos um para o outro e vejo nessa moça uma filha.- pronto puta que pariu sinto um nó na garganta e meus olhos ameaçarem a deixar as lagrimas caírem.
Levanto-me apressada sem dizer nada preciso de ar e espaço, meu coração parecia que explodiria, saio e vou até próximo ao elevador encosto-me na parede com a testa apoiada ao concreto frio e as lagrimas caem, porque aquilo, não estava curada e aquelas palavras foram para acabar comigo, sei que tenho que voltar, mas olhar para ele e ver a tristeza em seus olhos me matam. Estou ali e sou surpreendida enfim.
Sim ele veio até mim.
–Elena pelo amor de deus me ouça, eu não aguento mais, estou aqui para implorar seu perdão, estou rastejando-me a você, mas volta para mim.- ele diz isso e choro ainda mais.
–Não dá, você... Você...- não consigo falar tudo em mim está em parafusos.
–Por deus mulher eu estou apaixonado por você, aquele dia foi Rose que me beijou e eu não sei o que deu em mim para não afasta-la de imediato, mas ver o que lhe causei, a dor e não te ter comigo foi a pior coisa, eu não vivo mais, me sinto um vegetal, que só cumpre seu papel na sociedade sem ter vida, minha vida se tornou lamentar e correr até você, por favor, me dê mais uma chance, não consigo mais ficar um maldito dia sem você, toda noite durmo agarrado ao travesseiro com seu cheiro, mas isso dói no peito, como jamais doeu.- puta merda o que pensar o que dizer.- Elena estou completamente apaixonado por você, não sei, mas eu quero você.
–Sabe qual é a porra do problema seu desgraçado é que essa já era tua maldita segunda chance. Quer saber como te conheço? Agora vou te contar.
–Não aqui, não assim. Vou falar com sua amiga e minha mãe para nos aguardarem e vamos para a outra sala particular.- ele diz já que alguns de meus funcionários olhavam-nos com atenção e isso causaria muito burburinho por aqui.
Ele segue e me aponta a sala ao qual se referiu e vai até a sua, em menos de três minutos já está comigo ali cada um sentado em uma cabeceira da pequena mesa.
–Pronto aqui podemos conversar...- antes que termine eu começo.
–Há cinco anos eu estava na faculdade eu era um patinho feio, e em um trabalho fomos designados a entrevistar alguém jovem e famoso, por base de sorteio cada um pegou um nome, muitas meninas estavam loucas para tirar nomes de grandes homens e também o do jovem empresário Damon Salvatore, a cara de desgosto delas ao verem com quem era me fazia rir por dentro, mas chegou a minha vez e olhe só que irônico, quem que eu sorteio? Exato o garanhão das empresas Salvatore, fiquei nas nuvens, enfim o grande dia chegou e eu não queria fazer feio, para mim eu estava escolhendo minha melhor roupa e enfim vim no meu velho fusquinha entrevistar você, eu estava confiante como nunca me senti antes, eu queria que você me olhasse e pensasse “Essa será uma grande jornalista” e melhor “Nossa que linda mulher”, mas não foi nada disso.
–Espere você disse de fusca? Como você estava nesse dia?- ele pergunta franzindo o cenho.
–Nesse dia eu estava com uma saia pouco acima do joelho xadrez preta, camiseta cinza, um casaco marrom xadrez no tronco, sapatilha estilo social, bolsa marrom, óculos enormes de grau, o cabelo preso levemente na frente, brincos de flor e um relógio de gatinho, estava me sentindo perfeita, até passei um gloss leve para realçar, mas ainda não tinha efeito sobre você, quando eu te vi a primeira vez já me apaixonei.
–Eu não posso acreditar, ela é você? Meu deus, não pode ser...- ele diz petrificado e chocado ao lembrar-se provavelmente do nosso primeiro encontro.
Vejo que será um grande e tortuoso momento o que virá e agora é a hora do tudo ou nada, a verdade vai definir nossos futuros, valendo tudo!

Fale com o autor