Segredos De Um Amor

2 O Primeiro Dia de Aula


Eram 06h30min e minha tia já estava a me chamar.

- Sophia, acorde meu amor! – a voz dela parecia muito distante. – Vamos levante você começa as aulas hoje.

Meu Deus! As aulas. Eu havia me esquecido dessa tortura, eu jamais gostei do primeiro dia de aula, e todos foram péssimos. O que eu poderia espera mais deste?

- Não estou afim – eu disse totalmente desanimada.

- Você não pode se livrar da escola se não for hoje terá que ir amanhã de qualquer forma.

Por mais que intenção dela fosse para me ajudar, eu odiava o fato de ter que freqüentar a escola. Eu me levantei sem desejar ir para a aula, tomei meu banho e vesti uma blusinha cinza e uma calça jeans escura (eu ainda não tinha o uniforme da escola), e logo depois desci para tomar o meu café.

- Bom dia Sophia! Se você não se adiantar chegara atrasada – ela estava sendo sincera, mas também havia muita ansiedade em seus olhos – Por isso já providenciei uma carona para você.

Quando ela me contou isso, eu me engasguei com o leite que estava bebendo e não consegui me protestar contra a ideia.

- Pode ficar tranqüila Sophia, ele é uma pessoa de confiança.

- Ele? – não pude acreditar no que ela havia acabado de me dizer, se fosse uma mulher ainda ia, mais não era.

- Sim, ele se chama Rafael e é um conhecido meu, eu o conheço desde que nascera, portanto, se comporte o.k.

Bibi..

- Ah!! Ele chegou bem na hora.

Enquanto ela ia até a porta atende-lo, eu fui pegar minha mochila. Quando voltei ele estava de pé a minha espera.

- Rafael, esta é minha sobrinha – ela parecia um pouco contente demais para o meu gosto, mas talvez fosse esse o jeito dela – Sophia.

- Olá Sophia! Prazer em conhece-la – ele era alto, tinha os cabelos levemente ondulado e castanho, seus olhos eram azuis da cor do céu do amanhecer e, a cor de sua pele me parecia ser parda. Ele era definitivamente bonito, o sorriso dele também, mas afinal que tipo de homem vai olhar para uma garota de 9 anos. – Seja bem-vinda a cidade.

- Obrigado – respondi com um pouco de insegurança.

- Então, vamos? – ele perguntou, parecendo me analisar.

- S-sim – na verdade não, eu gostaria de voltar para minha casa, mas eu não podia, agora ali era minha casa.

Despedi-me da tia Anita e fui para o carro, que me parecia um camaro preto, era lindo, mas não era o tipo de carro que eu gostaria de ir para a escola.

***

No caminho ele tentou puxar conversa, mas eu não queria falar, então fomos em silêncio até a escola.

- Chegamos – ele anúncio, quando paramos enfrente a um prédio gigante – espero que goste do Colégio Realeza, eu estudei minha vida toda aqui. – não acredito; só a razão de o colégio ter este nome meu primeiro dia de aula já começa mal.

- Você já terminou os estudos? – ele se assustou quando finalmente fiz uma pergunta, acho que ele já estava se acostumando com o meu silêncio.

- Sim, agora estou na universidade de arquitetura – ele estava contente com minha pergunta.

- Bom, agora eu tenho que ir – era tudo o que eu queria (sair daquele carro), mas também era o que eu não queria (ir para escola) – até mais.

- Até a hora da saída – ele respondeu dando uma risadinha. – Boa aula — Eu não acredito, ele iria me buscar? Por quê? Não sou mais nenhuma criança.

Quando eu estava entrando pude perceber que havia vários tipos de grupo de pessoas, tanto dentro, quanto no portão do colégio, e cada um desses grupos podia ser identificado pelos modos como se vestiam, falavam, andavam, etc., porém todos estavam usando o uniforme, o que gera outro motivo para chamar mais atenção.

Fui direto para a secretária, ou melhor, tentei ir direto para lá, mas não consegui chegar a lugar algum a não ser me perder.

- Desculpe-me – disse uma menina quando trombamos – ahm! ... Você parece um pouco perdida. Quer ajuda?

- S-sim, eu preciso chegar à secretária – não consegui disfarça o desespero em minha voz.

- Você é novata?

- Sim.

- O.K. Venha eu vou te levar até lá – ela parecia legal, mas ao mesmo tempo seria. – meu nome é Alessa. Alessa Bernadii, qual é o seu?

- Sophia Soares, e obrigado por estar me ajudando.

- Ah! Tudo bem.

Alessa era um pouco mais alta do que eu, tinha os cabelos longos, lisos e dourados, os olhos eram cor de mel. Ela usava uma calça jeans e a camiseta do colégio.

Quando chegamos à secretária, Alessa se despediu de mim e foi para sua aula. Eu entrei e falei com uma tal de Miranda, ela me passou os horários das aulas, me entregou uma chave que tinha por código 1356C, era o meu armário e me encaminhou até a sala, e o pior de tudo é que o sinal já havia batido.

A escola era toda branca com alguns detalhes em verde, azuis e até mesmo pretos, era larga (espaçosa), as escadas eram azuis assim como o corre – mão, havia três andares. No primeiro andar, havia poucas salas e armários, era mais como um pátio para o intervalo. No segundo, todos os corredores estavam cheias de salas e também armários, e para minha sorte minha sala ficava nesse andar, sala 3° serie D.

A mulher que me acompanhara até lá, bateu na porta e se foi, e logo a professora de História Carla me atendeu. Depois de algumas perguntas ela me convidou a entra, e sua intenção era de me apresentar a sala.

- Bem pessoal – sua voz era doce e suave – essa é Sophia Soares, ela será sua nova colega de classe. Porque você não nos conte um pouco sobre você?

- Ahm!! ... – eu perdi minha voz – eu não... Não estou pronta para isso.. Posso me sentar?

- Claro, fique a vontade – respondeu a professora um pouco desapontada.

Eu sentei-me na terceira carteira do lodo da porta, e pude notar que eu estava na mesma sala que Alessa, a qual estava com os seus amigos (que mais tardes se tornariam os meus melhores amigos) Diana Mendes, Kiara Sheldon, Scott Richard e Walther Gefferson, todos da sala estavam me observando.

***

Todas as aulas foram interessantes e já estávamos na ultima aula, que era de biologia com o professor Rogério, porém tinha um garoto sentado do meu lado que não parava de me importunar.

- De onde você é? O que está pensando? – ele não parava de falar – Você fala?

Eu não respondia a nenhuma de suas perguntas, porque estava sem voz e também minha vida não fazia parte da dele.

- Vou contar para seus pais que não quis falar comigo. Você tem pai? – foi o caos para mim e explodi.

- Olha minha vida não importa a você e eu não tenho que responder suas perguntas.

- Você não tem pai? É por isso que está assim?

Eu não pude me conter e peguei o caderno e bati nas costas daquele garoto com toda a força que eu tinha. Quando o professor viu, ele se levantou de sua mesa e gritou para mim.

- SOPHIA SOARES, JÁ PARA A DIRETORIA!!!!

***

Depois de ligarem para tia Anita e conversarem com um pouco com ela, minha tia falou comigo.

- Sophia, o que houve com você? Por que fez aquilo?

- Aquele garoto estava falando de meus pais.

Minha tia entendeu de imediato o que havia acontecido e si silenciou, foi quando a diretora Ester decidida falou.

- Em minha opinião, ela necessita das ajudas de um psicólogo – ela olhava para minha tia.

Notas finais
Postarei o próximo capitulo assim que eu tiver tempo