Notas iniciais
Particularmente acho que esse foi um dos melhores da minha fic, estou beeem inspirada!

Quando formos ver as enfermeiras, não consegui pensar em outra coisa, a não ser: pais e mãe! Quer dizer, até alguns meses atrás, eu era órfã, e agora tenho uma família biológica e uma adotiva. É claro que não sei quem são meus pais biológicos, e nem sei por que me largaram no manicômio, mas... Era realmente emocionante, devo admitir.

O carro ficou silencioso no caminho de volta pra casa, até que Christian olhando pela janela, pediu:

—Você pode, por favor, parar aqui, senhor?

—Mas por que Christian? –perguntou o presidente Lowtner freando.

—Porque esta aqui é a minha casa.

A casa de Christian era grande, mas não como uma mansão, mas como um lar confortável, e florido. Quando o carro parou, o presidente pediu que o deixassem ficar no carro, e que iria nos esperar. Então Christian aceitando, me puxou pela mão.

—Vai com calma, Christian! Deixe-me arrumar o vestido. –disse, mas sem ao menos saber o que significava. Talvez, com as dicas do fundador sobre meus pais, eu tivesse me lembrado de gestos que minha mãe fazia. Ou talvez não, só quisesse ser descolada mesmo. Tenho 16 anos, ora!

—Você está linda, Isabel! Sempre está.

E isso me convenceu. Christian bateu a porta umas duas vezes, até que ela se abriu. Uau.

Meu olhar voou diretamente para os olhos verdes de uma morena parada na porta, seus cabelos levemente ondulados, e seu sorriso esbelto, ela parecia surpresa, e Christian parecia querer correr dali.

—Natalie? –diz ainda ofegante.

—Chris! –A mulher sobe um pouco seus shorts jeans que já eram curtos demais, e nem reparou que eu estava ali, até Christian me apresentar.

—Esta aqui é Isabel. —falou revirando-se para mim, e Natalie fez o mesmo. —E está aqui Isabel, é a Natalie. Minha ex-namorada.

—Na verdade, nem chegamos a terminar. –comentou a morena.

Eu só dei um sorriso –daqueles por educação -, e me virei para Christian que me deu um pequeno olhar de “me desculpe”.

—O que faz aqui? —perguntou Christian.

—Seu pai está abrindo um novo negócio de limonada, e advinha quem se candidatou a ser sua secretária? Eu! —respondeu sorridente. —Venha, Chris, entre. Seu pai ficará tão feliz em te ver.

Eu dei os ombros, afinal, ele deve estar muito ansioso para ver sua família.

—Vá, eu ficarei bem. —pedi.

—De jeito nenhum, Isabel. Quero te apresentar ao meu pai. —E foi aí que me lembrei de quando Christian tinha mencionado que sua mãe tinha morrido.

—Mas e aquela garota... A Natalie?

—O que tem ela?

—Ela não gostou de mim...

—Impossível. Todo mundo gosta de você.

—Venham, logo! –chamou da cozinha, a linda e ex-namorada do Chris: Natalie.

Seu pai era um típico papai Noel. E eu sempre acreditei que eles existissem. Tinha alegria em seus olhos, e abraçou forte seu filho assim que o viu.

—E quem é essa linda garota? Foi a qual você falou?

Christian tinha falado sobre mim? Para seu pai?

—Sim, é ela. —admitiu Christian, ficando vermelho, enquanto a morena revirava os olhos.

—Ela é bem mais bonita do que me disse.

Ele também disse que eu era bonita?

Tivemos uma conversa de trinta segundos e esquecemos completamente que o presidente estava lá fora. Essa frase ainda me soa um pouco estranha.

—Christian, espere aí. Vou ver se o presidente está bem.

Ele assentiu com a cabeça, e disse: “tudo bem, mas volte”.

Fui até o portão e percebi que sim, o presidente continuava lá, pensativo em seu carro.

—Oi, pai... Desculpe a demora.

—Está tudo bem, o que acha de vim busca-los depois que tiverem terminado? Acho que Christian estava com muitas saudades pra passar só 30 segundos.

—Sério? Seria maravilhoso. —disse, dei um beijo em sua bochecha e me retirei.

A porta estava entreaberta e eu entrei, quando me deparo com Natalie aos beijos com Christian. Já devia ter imaginado. Viro-me, já com lágrimas nos olhos, e sem querer bato a porta muito forte ao sair.

Grito pelo meu pai que não estava tão longe, e ele volta de imediato para me buscar. Entro freneticamente no carro, e desabo.

—O que foi querida?

—Não foi nada. Só vamos logo, o Christian ficará bem, acredite.

E finalmente, o presidente dá partida no carro.

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Corro para meu quarto, e inesperadamente Philip vem atrás de mim. Ótimo, porque eu realmente precisava de um amigo.

—Você tá bem?

—Estou bem, sim. —disse, limpando as lágrimas.

—Então por que está chorando?

Sentados na cama, percebia seu olhar de dó, eu tenho deixado tão na cara assim?

—O Christian... —respirei. —ele... —respirei novamente. —ele...

—Ei, calma...

—Beijou a Natalie.

—Quem é Natalie, e por que você se importa?

Aquela pergunta, querendo ou não, fazia muito sentido, até porque Christian não é nada meu além de médico.

—Natalie é a ex-namorada dele. –afirmei.

—Tá, mas e a outra pergunta?

Eu não estava nem um pouco a fim de responder aquela outra pergunta: Por que eu me importo? Juro que não sei. Mas naquele instante, um misto de loucura e coragem invadiu o que tinha dentro de mim. E então, beijei o Philip!

Durou uns cinco segundos até eu tirar meus lábios dos dele que sorria incrédulo, mas ao revirar meu rosto para o lado, eu vi: era Christian quem estava paralisado na porta. Merda!

Notas finais
Quem comentar vai ganhar creditos no próximo capítulo, e o seu nome - que peço que ponha junto com o comentário -vai virar um personagem nessa história! É só um incentivo, beijos! O que acharam desse capítulo? Com quem Chris deve ficar? Com quem Isabel deve ficar?