Segredos
24 Eu pertenço a você - Parte 2
Notas iniciais
Capítulo 24
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Eu pertenço a você — Parte 2
LUCY ON
Natsu me encarou por um longo período de tempo. Estávamos ajoelhados na cama, um de frente pro outro, nus. Suas mãos seguravam meu rosto enquanto ele o analisava.
– Natsu?! – o chamei, seu olhos estavam desfocados – Natsu? Está tudo bem?
– Humm... Ah sim, está tudo bem gata!
– Tem certeza? – perguntei desconfiada
– Sim, por que não estaria?
– Sei lá, talvez tenha se... Arrependido?
– Que homem em sã consciência se arrependeria de transar com você? Ainda mais depois de tudo que aconteceu aqui agora. Não gata, eu não estou com uma gota de arrependimento. E só que --
– Só que? — perguntei
– Quero gravar bem seu rosto, gravar todos os detalhes. Até os mais simples, quero lembrar bem de todos. Sem esquecer nenhum.
Sorri idiotamente
– E o porquê disso?
– Por que tenho medo de que a qualquer momento, você vá embora. E isso que eu sinto, esse medo, ele me consome de forma assustadora – Meu sorriso desfaleceu, e um sentimento de culpa me tomou por completa. – Me desculpe, sei que eu estou agindo como um bo--
O interrompi com um abraço, talvez o mais sincero que eu já tenha dado em alguém. Como chegamos nessa situação?
– Lucy?! – ronronou em meu pescoço enquanto retribuía o abraço
–Eu queria ter te conhecido, numa outra vida, em outra situação, em um outro momento. Por que aí então eu poderia te amar sem medo, sem mágoas, sem traumas e sem qualquer tipo de dor ou barreiras. Eu poderia ser sua Natsu, por toda eternidade sem sentir qualquer tipo de arrependimento ou remorso! Sem medo do que viria no futuro, só se importando com nós dois. Com o presente!
– Você está chorando? – perguntou tentando se afastar para encarar meu rosto, mas intensifiquei ainda mais o abraço o fazendo desistir.
– Você é mesmo um idiota se acha que eu choraria por você
– Lucy... – ele me agarrou com mais força
– Eu te amo Natsu! Eu pertenço á você! Sempre pertenci, por mais que eu negasse. Eu te amo... – Respondi sentindo o corpo dele estremecer — Mas infelizmente nessa vida, não podemos ficar juntos.
– Você... me ama?! – sua voz falhou, mas eu pude sentir um fraco sorriso. — Então... Por que não podemos ficar juntos? Eu não entendo. O problema é a Lissana? Por que se for eu, eu... Eu só preciso--
– Não Natsu, ela não é problema, nunca foi! Os problemas e os segredos são bem maiores que isso. Seria bem mais fácil se ela fosse o problema... Se ela fosse a única coisa que separa nós dois...
– Lucy, por favor. Olha se você não quer dizer o que são esses segredos, tudo bem, eu não vou forçar. Esse é um espaço seu que eu sei que não devo ultrapassar, mas, por favor, eu te imploro não faça isso comigo, não faça isso com “nós”. Você pertence a mim e eu te esperaria quantas vidas fossem necessárias, mas eu também te quero nessa! Te quero nessa vida.
– Natsu, não...
– Eu vou te esperar. Esperar até que você derrube todas as barreiras que nos afastam. Eu queria a ajudar a acabar com elas, mas sei que isso é algo que você deve querer fazer sozinha.
– Eu deveria, deveria mesmo, mas eu nunca vou conseguir te dizer adeus!
– Então não diga. Simplesmente, não diga! — respondeu
Natsu me deitou na cama e me encarou pelo que me pareceu, longos e incontáveis minutos.
–Natsu?!
– Queria fazer isso com carinho, mas acho que isso não funciona para nós dois, então... Por favor, me deixa te foder? Me deixa te foder da maneira mais grosseira e mais primitiva que alguém poderia fazer na vida?
– Na-- antes que eu pudesse responder, ele beijou meu seio e apalpou o outro. Sua boca passou a distribuir beijos por todo meu corpo e eu logo senti a necessidade dele dentro de mim. — Por favor...
– Peça! O que você quer? — Perguntou num tom autoritário
– Eu quero você!
– O que você quer que eu faça? Diga!
– Quero que você enfie "ele" em mim. Eu quero... — Natsu passou os dedos lá embaixo. Ora acariciando, ora enfiando. — Pode me foder! Eu qeuro que você me foda! — Ele elevou minhas pernas até meus joelhos tocarem meus seios. Se posicionou e se enterrou em minha entrada — Ahn... Tão fundo!
– Você gosta quando eu meto ele todo não é? — Disse, enquanto se movimentava com rapidez dentro de mim — E se quer saber, ele consegue ficar ainda mais duro ao te ver assim, está sentindo?
– S-sim... Ohn... Tão grande... huum
Enquanto uma de suas mãos acariciavam meus seios a outra descia por entre minhas pernas e logo alcançou meu clitóris. Gemi o nome dele quando começou a massageá-lo. Seu pênis se introduzindo em mim cada vez mais rápido e seus dedos tocando aquele lugar sensível ao mesmo tempo. Ele estava querendo me enlouquecer. Eu queria enlouquecer.
– Está todo aí dentro, você gosta? – perguntou penetrando mais forte.
Ele me penetrava com firmeza, rápido e forte. Deliciosamente sincronizado. Sim, estava mesmo todo dentro de mim, pois já começava a sentir uma dor, mas aquilo era tão excitante, minha posição, o pênis duro dele, aquele sorriso sacana enquanto eu me contorcia, até mesmo a dor. Eu poderia suportar tudo aquilo e ainda estaria pronta para mais um round.
– Sim... – respondi recebendo uma estocada funda — Sentir ele... – mais uma – Ahhn... É bom...
Natsu novamente aumentou a velocidade e minhas unhas agarraram os lençóis com força.
– você me dá um puto tesão loira! Preciso te fazer gozar rápido por que eu estou quase lá – falou num grunhido abafado
A mão que ainda segurava meio seio deslizou pela lateral do meu corpo até chegar à minha entrada e enfia-lo lá. Natsu tirou o dedo molhado e o desceu por entre meu bumbum. Ele o penetrou forte no meu buraco enquanto mantinha seu pau fundo em mim.
– Natsu... – Grunhi enquanto sentia o início dos tremores em meu corpo – Eu vou... – ele fechou os olhos e logo o senti se espalhando dentro de mim.
Natsu se liberou e deitou ao meu lado. Deslizei as pernas esticando-as e tentando controlar a respiração.
– Diz... Que vai ficar aqui. Me diz que não vai sair por aquela porta... – falou com a respiração entrecortada – Eu preciso dormir com você nos meus braços
– Mas e a Lissana? Ela não dorme aqui?
– Depois do que aconteceu aqui hoje? Não dorme mais! Eu quero seu cheiro aqui, pelo menos até a mulher da lavanderia não lavar... Vai ficar não vai?
– Eu não deveria!
– Lucy, por favor. Fica!
– Disse que não deveria, não falei que não iria – Dei um sorriso que logo foi retribuído.
Natsu desligou a abajur e se aproximou mais, me abraçando. Fechei os olhos para aproveitar mais o momento. Ficamos assim por um longo tempo a antes que eu pudesse apagar ouvi Natsu sussurrar:
– Queria que fosse assim para sempre. Por favor, não me deixe, nunca mais!
Meu coração parecia ter levado um murro.
Era o que eu mais queria Natsu, ficar do seu lado, para todo o sempre, mas a vida que eu escolhi, não tem espaço para o "nós".
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continua
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