Seeking Vengeance
4 If you turn the Ace, it'll turn out fine
Notas iniciais
Enfim... relevem os erros, por favor; e deixem reviews também, nem que seja pra me xingar; vocês podem economizar MP's e fazer isso por reviews. q. eowieow /rly.
Enfim, novamente, o negócio é que não custa nada e ajuda muito o escritor.
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**O nome do capítulo vem da música "Loser Gets It All" do Black Sabbath, achei que ficaria adequado já que pra Julie é tudo um jogo, por enquanto, pelo menos... eowieowie
~Espero que gostem. :3
Julie caminhou o mais rápido que suas pernas curtas permitiam, o fato de estar usando salto não ajudava muito. Ela estava ansiosa.
Precisou passar por três policiais, que a revistaram, antes de poder entrar no cubículo cinza que continha uma mesa pequena com duas cadeiras de plástico em cor de verde água.
Sentou-se numa delas e cruzou as pernas, bateu a ponta do salto num dos quatro pés da mesa e tamborilou os dedos nela.
Foi tempo suficiente para que a porta cinza se abrisse e um senhor com roupas de presidiário entrasse.
– Papai. — Chamou infantilmente.
– Ora, se não é Julie, minha filha predileta — Ele riu rouco e abraçou-a.
– Isso mesmo. Julie, sua única filha. — Riu. — Estava com saudades. — Ela disse.
– Eu também, querida. Sorte que não tenho muita noção de tempo por aqui. — Se afastaram.
Julie voltou a sentar e seu pai a acompanhou.
– Como estão as coisas? — Perguntou preocupada.
O senhor riu irônico.
– As coisas vão lentas, mas não quero falar de mim. E você? O que anda fazendo? — Perguntou, desconfiado.
– O mesmo de sempre. — Deu de ombros despreocupadamente.
Ele ficou tenso. Sempre ficava quando se tratava daquilo.
– Não vá atrás dele, Julie. — Ralhou e bateu o punho na mesa. — Já lhe disse, esqueça isso.
– Não. — Disse firme. — Eu não vou desistir. Minha mãe perdeu a vida, e você também; tudo por culpa dele. — Gesticulou raivosa.
– Vida? — Riu pelo nariz, sem nenhum humor. — A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se empavona e entretém por uma hora no palco e depois não é mais escutado. É uma história contada por idiotas, cheio de fúria e barulho, mas que não significa nada, absolutamente nada.* — Falou entredentes, sem esquecer de sua habitual ironia.
– E é exatamente mais um motivo pra não me fazer desistir. — Ela riu de lado, rebatendo o humor negro. — Afinal, eu vou perder as expectativas depois, quero dizer, já perdi.
– Já mandei você ficar longe de tudo isso, Julie. Me escute pelo menos uma vez na sua vida. — Falou entredentes.
– Eu vou fazê-lo, agora esqueça isso; não temos muito tempo. — Suspirou cansada.
O senhor ficara visivelmente tenso e irritado, Julie não entendia porquê; afinal, ele deveria ser o mais interessado nisso, deveria apoia-la; ou pelo menos era assim que ela via.
(...)
Narrado por Julie.
Vesti um moletom qualquer, não importava a roupa que vestisse, afinal, meu cabelo pingando a molharia, e eu amava aquela sensação.
Desci as escadas e joguei-me no sofá, não demorou muito para que Thor sentasse ao meu lado e pedisse por carinho.
Acariciei seus pelos e ele latiu algumas vezes, me fazendo sorrir.
A campainha tocou, peguei-o nos braços e a abri já esperando por Josh.
– Josh, voc.. — Interrompi-me ao ver que não era Josh ali. — Brian. — Sorri largamente.
– Oi, Julie. — Ele coçou o pescoço nervosamente, me fazendo rir mais ainda. — É... Eu te trouxe isso. — Estendeu-me uma caixa.
A peguei com a mão livre e vi que era um aparelho celular, idêntico ao que eu tinha antes.
Não me surpreendi, aquilo era exatamente o esperado.
– Ah, obrigada, não precisava gastar comigo, de verdade, Brian. — Fiz tom inocente.
– Não foi nada, até porque eu que quebrei o outro. — Ele riu e eu o acompanhei. — Eu passei aqui ontem e hoje mais cedo... Você não estava.
– É, eu tinha saído... — Murmurei, não iria dizer onde estava, sabia que era exatamente o que ele queria saber.
Brian ficou um bom tempo me olhando e rindo, olhei para os lados; talvez ele percebesse o quão estranho aquilo estava.
– É... Só isso? — Tentei.
– Ahn, não, na verdade. O que você acha de sair comigo? — Falou rapidamente. Levantei uma sobrancelha. — A-assim... Como amigos, sei lá, estou sem ter o que fazer...
– Arram, sei. Entra aí e me espera trocar de roupa? — Perguntei dando-lhe espaço.
– Claro. — Ele comprimiu os lábios e se jogou no sofá, começando a brincar com Thor.
(...)
Narrado em terceira pessoa.
– Hm — Brian murmurou enquanto engolia a bebida. — Você já conseguiu algum emprego? — Perguntou despreocupadamente.
A bebida contribuía para que ele não se sentisse tão nervoso ao lado dela, pelo menos não mais que o usual.
– Não. — Franziu o nariz. — Estou quase desistindo. — Fez-se de triste, recolhendo o resto da cerveja com a boca.
Julie sabia que cada gesto, cada expressão eram importantes, e não pretendia errar.
– Por acaso, você é persuasiva e lida bem com pessoas? — Ele perguntou com um risinho.
– Hmm... Persuasiva? — Ergueu uma sobrancelha. — Eu posso ser. — Falou com a voz rouca.
Brian riu. Riu se contendo para não agarra-la ali mesmo.
– Então me convença a comprar esse bar. — Ele apontou para o local, a desafiando.
Ela respirou fundo e murmurou um "ok".
– Está vendo esse lugar, Brian? — Julie começou e ele assentiu. — Eu sei que é exatamente o que você quer. Sabe porque? As coisas materiais não ficam. — Ele franziu as sobrancelhas. — Mas as lembranças sim. Imagine você, já velho, olhando esse local e lembrando... Lembrando das bebedeiras, das risadas, das festas, de um pedido de casamento ou talvez apenas dos seus amigos correndo pelados... — Ele gargalhou. — É exatamente do que se precisa, não é só um bar, seria um lar; o seu lar. — Ela sorriu largamente. — Então...?
– Eu vou comprar. — Brian brincou.
– Obrigada. — Julie fez uma reverência dramática.
– Acho que consegui um emprego pra você. — Ele murmurou com os olhos estreitos, segurando seu copo perto dos lábios finos.
Aquela ultima frase fez o sorriso de Julie se abrir em vitória.
Notas finais
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~Por favor, apareçam e mandem reviews, rly. :c
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