Seducing The Enemy

26 Capítulo XXVI – Don’t Confess On The First Date


Notas iniciais
Hey! Como prometido, aqui está! Espero que gostem. Boa leitura.

Capítulo XXVI – Don’t Confess On The First Date

Quinn parou o carro na frente do Lima Bean e respirou fundo, sentindo sua perna latejar. Engoliu em seco, tentando disfarçar para Rachel não perceber. Mas era tarde, sentiu a mão de Rachel em seu joelho e apertando-o levemente. Respirou mais uma vez e olhou para a morena com um sorriso.

– Tudo bem? — Perguntou baixinho e Quinn assentiu com um sorriso calmo. Tocou a mão de Rachel e apertou.

– Só um desconforto.

Rachel assentiu lentamente, sua expressão ficando um pouco menos preocupada. Então o olhar dela desviou de Quinn e ela olhava para algo do lado de fora.

– Vamos, eles já estão entrando. — E apontou com a cabeça, fazendo Quinn virar e ver Puck acenando para elas.

Saíram do carro, Quinn o trancou e andaram até o Lima Bean. O sino soou quando entraram, Rachel respirou fundo e Quinn sorriu, sabendo que era o cheiro de café que a morena tanto amava. Tocou o ombro da morena e apertou, escorregou a mão pelo braço dela e entrelaçou seus dedos.

Viu um sorriso se formar nos lábios da morena e o espelhou. Apertou a mão dela e a guiou até a mesa do seus amigos. Sentaram-se e entraram em uma conversa animada com todos eles.

– Não pense que eu não percebi a sua careta quando você pulou. — Rachel sussurrou no seu ouvido. Quinn pigarreou e sorriu sem graça.

– Vocês vão de quê para o baile de Halloween? — Sam perguntou, mais animado do que Quinn poderia imaginar. Ele quicava na cadeira com um sorriso gigante, que era realmente gigante com aquela boca enorme que ele tinha, e os olhos arregalados.

– Ainda não pensei nisso, mas quero uma coisa muito assustadora. — Puck respondeu e um sorriso macabro surgiu em seus lábios. — Já tenho uma ideia.

– O quê? — Finn perguntou se inclinando para frente. Puck riu e balançou a cabeça com um sorriso brincalhão.

– Vai ser surpresa. — Ele diz e o sorriso dele cresce.

Finn bufa e cai para trás na cadeira.

– San e eu vamos de...

– Britt! — Santana colocou a mão na boca da loira que a olhou confusa. — É segredo. — E tirou a mão da boca da loira que ainda a olhava com a sobrancelha franzida.

– Oh! Okay.

– Minha fantasia não vai ser uma novidade. — Tina disse enquanto brincava com o seu copo de café.

– Vampira? — Mercedes perguntou enquanto comia sua torta de limão.

– Claro!

– Inovador. — Kurt murmurou sorrindo de canto, brincalhão. — É tão ridiculo que as pessoas achem que as fantasias terão que ser obrigatóriamente assustadora.

– E você vai de quê? — Santana perguntou debochada.

– Fantasma da Opera. — Ele responde simplesmente e Blaine sorri, apertando sua mão.

– E eu vou de Raul. — Ele diz ainda olhando para o namorado.

– Gay.

– Como se você não fosse. — Kurt resmungou e Santana rosnou para ele.

– E vocês? — Sam perguntou, ignorando Kurt e Santana, seus olhos treinados em Quinn e Rachel. — Irão de quê?

Quinn olhou rapidamente para Rachel que deu de ombros sem saber o que dizer. Suspirou e fez o mesmo que a morena, deu de ombros e sorriu sem graça.

– Eu ainda não sei, talvez pesquise alguma coisa. — Quinn disse e pegou seu copo com cappuccino cremoso gelado. O seu favorito. Tomou um gole com um sorriso.

– Devia ir de Líder de Torcida, é bem a sua cara. — Puck disse com um sorriso sacana.

– Calado, Puckerman. — Rachel rosnou entre dentes.

– Okay, okay. — Ele ergueu as mãos.

– Vou ao banheiro. — Rachel sussurrou para Quinn quando todos engataram em uma conversa animada sobre fantasias.

Quinn observou a morena se levantar e quando ela sumiu na porta do banheiro, se inclinou na mesa e chamou a atenção de todos.

– Pessoal! — Grunhiu quando viu que eles não estava atentos. Quando finalmente eles a olharam com confusos e chateados. — Eu queria agradecer a vocês. — Quinn murmurou sem graça. — Por tudo que estão fazendo por mim, para conseguir conquistar Rachel.

– Não ia ser muito difícil. — Finn disse dando de ombros e Quinn sorriu agradecida para ele.

Não sabia como ele se sentia, mas tinha certeza de que nem sempre é bom, mas estava feliz por ele não parecer se incomodar e sempre querer ajudar.

– Muito obrigada mesmo, pessoal. Eu não iria saber o que fazer sem vocês. — Ela murmurou e corou.

– Own. — Santana murmurou e socou o braço da loira que grunhiu. — De nada.

– San!

– O quê? Ela que está agradecendo!

– Nós estamos felizes em ajudar, Quinn. — Kurt diz sorrindo para ela. Seu sorriso sem dentes que fez Quinn sorrir mais ainda.

– O quê? – Rachel pergunta e Quinn percebe que ela já estava se sentando ao seu lado. Sorriu sem graça e balançou a cabeça.

– Nada demais. – Disse e deu um sorriso cúmplice para Kurt que retribuiu com um riso.

__

Parou o carro em frente a casa de Rachel e o desligou, ficando em silêncio dentro do carro. Escutou um suspiro da morena e seus olhos foram atraídos para ela. Sorriu de canto e viu Rachel retribuir.

– Do que você vai para o baile de Halloween? – Perguntou baixinho e viu Rachel desviar o olhar pensativa.

– Ainda não pensei nisso. – Deu de ombros e Quinn assentiu com um bico pensativo. – E você?

– Tenho algumas ideias. – Murmurou, sua voz saindo em um sussurro preguiçoso. Rachel sorriu e encostou a cabeça olhando para a loira com os olhos brilhando.

– Vai me dizer?

– Claro que não.

– Huff. – Rachel ficou emburrada e desviou o olhar com um bico.

Quinn riu e voltou a se sentar corretamente no banco, nem percebendo que estava inclinada para a morena com um sorriso apaixonado. Respirou fundo e apertou o volante.

– Não quer entrar? – Rachel perguntou baixinho e Quinn a olhou com um sorriso.

– Quero. – Respondeu, mas elas não saíram do lugar. – Mas não vou.

Rachel a olhou confusa e Quinn riu sabendo que a morena não tinha lhe entendido.

– Porque não?

Quinn respirou fundo e se inclinou para frente, sua testa se encostando no volante. Respirou mais uma vez e voltou para trás, soltando o volante e olhando para Rachel com um sorriso encantado.

– Porque quero levar você para sair. Hoje à noite. – Disse e mordeu o lábio inferior, um sinal muito claro de nervosismo.

Rachel riu animada. Seus olhos brilhavam.

– Você está falando sério?

– Porque eu não estaria? – Perguntou preocupada. Ela ainda tinha medo de que Rachel não acreditasse nas coisas que ela dizia.

– Eu estou brincando, Quinn. – Rachel riu e se inclinou, abraçando a loira, enterrando o rosto no pescoço de Quinn. Uma posição muito desconfortável, mas Quinn não se importou, e apertou a morena. – É claro que eu quero ir a um encontro com você.

E Quinn soltou o fôlego. Ela nem ao menos sabia que estava segurando-o.

– Graças a Deus você disse sim! – Suspirou aliviada e apertou a mão nas costas da morena, apertando o suéter dela entre os dedos.

Rachel riu e apertou os dedos nos ombros da loira. Respirou o cheiro de Quinn. Ela amava aquele cheiro. E seu coração batia tão rápido.

– Eu não posso negar algo que eu quero tanto. — Rachel diz baixinho.

Quinn respira aliviada e aperta a morena mais ainda contra o seu corpo, sua perna doeu pela posição, mas ela não se incomodou e nem mesmo se moveu. Ela não queria sair daquela posição. Mas Rachel se separou dela para olhá-la no rosto.

– Que horas você virá me buscar?

Os olhos de Quinn arregalaram. Ela não sabia. Ela tinha esquecido completamente de combinar tudo na sua cabeça. Desviou o olhar. Ela pensou em uma hora que seria normal para ela levar a morena para um encontro.

– As oito? — Perguntou um pouco nervosa. Rachel riu e tocou o rosto de Quinn.

– Oito está perfeito.

Quinn sorriu e assentiu nervosamente e ansiosa.

– Oito então.

__

Saiu de casa rapidamente, batendo as mãos nas pernas. Suas mãos suando e tremendo. Respirou fundo e se olhou no espelho do carro. Usava uma calça jeans preta e uma camisa de manga longa cinza com gola alta, sob uma jaqueta de couro. Estava devidamente apresentável. Teve a ajuda da sua mãe para conseguir essa roupa, então não sabia se estava bom, e seu cabelo estava muito arrumado, então passou os dedos por ele, desarrumando-o e sorrindo quando conseguiu o resultado que queria.

Entrou no carro e retirou os saltos, já que ficava realmente difícil dirigir com saltos. Apertou o volante e respirou fundo, o carro ficando repentinamente quente.

– Você vai ficar bem. – Sussurrou para si mesma, começando a se sentir louca. – Vai ficar tudo bem.

Passou uma mão pelo peito e respirou fundo mais uma vez. Então ligou o carro e partiu para a casa de Rachel, que não era muito longe da sua.

Quando chegou lá, seu peito batia tão forte. Seu estomago revirava tanto que ela pensou que iria vomitar. Passou as mãos pelo rosto e saiu do carro, calçando os saltos e se apoiou no carro. Respirou o ar frio da noite e voltou a se erguer. Sorrindo quando percebeu que suas pernas estavam lhe segurando.

Andou até a porta de Rachel e quando iria bater, a porta se abriu e Rachel saiu por ela.

– Oh. – Murmurou e viu a morena trancar a casa.

– Meus pais saíram. – Rachel lhe diz e Quinn balança a cabeça para não deixar que os pensamentos impróprios comecem a circular a sua mente. – Tudo bem?

Quinn a olha e percebe que Rachel olhava para ela com os olhos cheios de preocupação. Sorriu para a morena e assentiu.

– Sim, só estou um pouco nervosa. – Não era uma mentira. Olhou Rachel de cima a baixo e suspirou vendo a morena de calça jeans azul, uma camisa branca sob uma jaqueta preta, e um colar com uma estrela dourada. Sorriu encantada. – Você está linda.

Rachel a olhou sorrindo e Quinn viu as bochechas dela se avermelharem. Então a morena lhe olhou de cima a baixo.

– E você não está muito atrás. – Murmurou agarrando a jaqueta da Quinn, e a puxando para um abraço apertado. – Estou tão feliz. – Sussurrou no ouvido de Quinn, fazendo a loira apertá-la em seus braços.

– Eu também, você nem tem ideia.

– Acredite que eu tenho. – E se separou, passando as mãos pela jaqueta marrom de Quinn e apertando as abas. – Você fica muito sexy de jaqueta.

– Noventa e oito por cento do meu tempo eu estou usando jaqueta. – Quinn brinca e Rachel gargalha.

– É por isso que você é sempre sexy.

– Vamos, eu fiz uma reserva em um restaurante. – Disse e esticou o braço para Rachel, que o abraçou e elas foram andando para o carro.

Entraram e Quinn partiu para o restaurante.

– Você disse que noventa e oito por cento do seu tempo, está usando jaqueta. – Rachel murmura depois de um tempo. Quinn a olha, vendo o quão curiosa a morena estava. – O que você usa nos outros dois por cento?

Quinn sorriu misteriosamente e continuou dirigindo. Passou-se uns longos minutos quando ela finalmente decidiu tirar a expressão emburrada do rosto de Rachel.

– Eu fico nua.

E agora as bochechas da morena estavam em chamas.

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Ela tinham jantado, e agora estava caminhando pelo parque. Quinn tinha uma cesta em mãos enquanto andavam para mais dentro do parque. Rachel abraçava seu braço e contava relatos da sua vida, fazendo Quinn sorrir encantada por ver como a morena se perdia no que dizia.

– ... então, eu tinha o solo em minhas mãos. Eu tinha ele! Mas o Sr. Schue o deu para Tina. – Ela bufou e Quinn gargalhou. – Eu sei que não deveria ficar chateada, mas... Era o meu solo!

– Porque não estou surpresa? – Zombou e sentiu a morena socar o seu ombro. – Ouch!

– Isso é sério!

– Tudo bem, querida. – Quinn parou de andar e Rachel virou, parando na sua frente. – Vamos ficar aqui?

Rachel olhou ao redor e viu que estava sob uma arvore, um lugar bem confortável, e tinha alguns casais mais longe deles. Quinn sorriu de canto quando viu a morena assentir com um olhar brilhante.

Elas sentaram em cima de uma toalha e abriram a cesta. Quinn tinha uma garrafa de suco cítrico na mão e Rachel tinha uma garrafa de suco de maçã. Ela conversavam enquanto comiam lentamente um bolo vegan que Quinn pediu sua mãe para fazer. E tinha alguns sanduiches que sua mãe tinha feito, alguns de manteiga de amendoim e outros só com geleia.

– Você nunca me falou sobre você. – Rachel murmura quando elas terminam de comer e se encostam na arvore, admirando a brisa fria e o céu cheio de estrelas. O braço de Quinn estava sobre os ombros de Rachel, que se encolhia contra a loira. Elas estavam confortáveis e isso era o que importava. – Só me disse sobre as coisas que aconteceram na sua casa, mas nunca me falou coisas sobre você.

– O que quer saber? – Perguntou dedilhando o braço da morena, apertando-o levemente sobre a jaqueta dela.

– Qualquer coisa! Detalhes da sua vida que você nunca disse para ninguém. – A morena levantou a cabeça e elas se olharam por alguns segundos.

Quinn sorriu e jogou a cabeça para trás, encostando-a na arvore. Respirou fundo e lambeu os lábios, sem saber o que falar.

– Quando eu tinha dez anos, sonhava em ser ninja. – Murmurou baixinho, Rachel sorriu e escondeu o rosto no ombro de Quinn, a loira sentia a vibração da risada da morena em seu ombro e sorriu sentindo suas bochechas queimarem. – Quando falei com a minha mãe sobre isso, ela disse que me colocaria em uma aula de Le Parkuor .

– Isso é tão fofo. – Rachel disse rindo e Quinn comprimiu os lábios em um sorriso.

Então seu sorriso foi desaparecendo e Rachel notou isso.

– Meu pai escutou quando ela disse isso. Ele me chamou para conversar no mesmo dia e me disse: Você é uma menina. Meninas não fazem coisas que meninos fazem. Meninas brincam de boneca e aprendem a cozinhar. Você não pode querer essas coisas.

– Eu não...

– Minha mãe escutou o que ele disse. Ela ficou calada, sem saber o que fazer. Antes de dormir, ela me colocou na cama e falou para mim que iria me colocar em uma aula de dança, e que era o mais próximo que poderia ter de ser uma ninja.

O silêncio permaneceu. Rachel apertou a mão na camisa de Quinn, sob a jaqueta. Ela não sabia o que dizer depois do que a loira acabou de dizer. Doeu no seu coração ao imaginar uma garotinha de dez anos ficando triste quando um sonho seu foi negado. Ela colocou o rosto no pescoço de Quinn e escutou um longo suspiro da loira.

– Apesar de não ser o que eu queria, me apaixonei pela dança, pela música. Eu não sei se isso só aconteceu porque meu pai não me apoiou no que eu queria, mas mesmo quando ele foi embora da minha casa eu ainda estava apaixonada pela dançar. E eu ainda sou.

Novamente o silêncio reinou. Quinn tinha os olhos perdidos enquanto Rachel a olhava por baixo. Ela não sabia o que fazer. Bom, na verdade, ela sabia, mas tinha medo de que a loira interpretasse errado.

Mas fez mesmo assim.

Colocou uma mão na nuca da loira e trouxe o rosto dela para o seu, colando os lábios lentamente. Foi um beijo calmo, lento, que fez seus dedos curvarem. Ela sentia o batimento cardíaco da loira contra o seu peito e isso a fez querer acelerar o beijo, mas não o fez.

Quando se separaram, Quinn tinha as sobrancelhas franzidas e um sorriso pequeno.

– O que foi isso?

– Você precisava. – Rachel disse, simplesmente. Mas então, viu como a loira começou a ficar magoada e terminou de falar rapidamente. – E eu também.

Quinn não disse nada, apenas colou suas testas e respirou fundo, fechando os olhos e apreciando o momento que elas estavam tendo. Seu coração estava a ponto de explodir em seu peito.

– Posso dizer? – Perguntou baixinho. As palavras estavam na ponta da língua, apenas esperando o momento em que Rachel iria deixar que ela falasse-as.

– Ainda não. – Rachel sussurrou e abriu os olhos, encontrando os magoados de Quinn. – Nós vamos ter o momento certo.

– E porque esse não pode ser o momento certo?

– Porque nós acabamos de ter o nosso primeiro encontro. – Disse sorrindo e se separando um pouco da loira. – E eu não sou de confessar os meus sentimentos no primeiro encontro!

Quinn riu e se jogou para o lado, caindo no chão e puxando a morena para cima dela.

– E que tal uns amassos? – Perguntou erguendo uma sobrancelha maliciosamente. Rachel jogou a cabeça para trás em uma gargalhada.

– Eu não tenho nem como negar uma coisa dessa. – Falou rindo enquanto se inclinava e encostava os lábios nos da loira.

Notas finais
É isso! Temo que já estejamos perto da reta final D: Aguardo o Feedback. Até a próxima.