Seducing The Enemy
27 Capítulo XXVII – This Is Halloween! Part One
Notas iniciais
Capítulo XXVII – This Is Halloween! Part One
– Me passa a lua.
– Qual delas?
– A meia lua.
– Porque não a cheia?
– Porque já tem muitas, precisamos colocar as meias.
– A cheia combina mais ai.
– Argh! Okay! Me passe a cheia.
– Não temos mais luas cheias.
– Então porque insistiu nisso?!
– Porque eu acho que ficaria muito melhor uma cheia do que uma meia. Gosto de luas cheias, elas são as mais bonitas, e deixam as noites claras. Não gosto de noites escuras.
– Brittany...
– Oi!
– Chame a Santana, ela vai terminar de colocar essas luas.
– Okay!
Desceu as escadas e observou a loira sair correndo para ir chamar sua namorada. Seus olhos passaram por todo o ginásio e sorriu ao ver como todos do glee clube estavam ajudando o comitê do baile. Apesar de que o glee clube era praticamente todo o comitê do baile. Andou até as arquibancadas e sentou, gemendo quando sentiu a perna latejar pelo esforço.
– Quer tomar algum remédio? – Rachel perguntou quando viu a loira sentar ao seu lado. Ela estava com uma prancheta em mãos e anotava tudo o que estava acontecendo, seus olhos sempre observando cada lugar do ginásio. – Tenho certeza de que Kurt tem algum remédio para dor.
A voz preocupada da morena fez Quinn sorrir e balançar a cabeça. Ela não estava com dor. Apenas um incomodo, que iria passar com o tempo. Passou uma mão pelo cabelo, sentindo-o levemente úmido pelo suor.
– Eu estou bem, apenas um incomodo. – Disse e se levantou esticando os braços para estalá-los. – Não é saudável, para ninguém, ficar em pé em cima de uma escada por quase uma hora.
– Principalmente se Brittany for a pessoa que estiver lhe ajudando. — Rachel brincou e colocou a prancheta em cima da mesa. Passou a mão na nuca de Quinn, vendo-a sorrir carinhosamente.
– Brittany não é muito fácil. Principalmente se ela estiver fazendo decisões. — Murmura e leva uma mão até a cintura da morena, acariciando a pele por cima do suéter vermelho que a morena usava.
– Ela é a Brittany. — Rachel responde e se aproxima mais de Quinn, puxando o rosto da loira para o dela, colando seus lábios em um beijo carinhoso.
Quando se separaram, Quinn sorriu e lambeu os lábios ainda sentindo o carinho da morena na sua nuca. Ela riu fracamente e olhou ao redor, vendo que ninguém estava olhando para elas.
– Você tem que parar de fazer isso se não tiver me perdoado. — Disse sem fôlego.
Elas até poderiam ter seus momentos quentes, mas quando Rachel lhe beijava daquele jeito, praticamente esfregando na cara de Quinn que a amava, fazia com que ela quisesse dizer para a morena o quanto ela a amava. Mas Rachel não deixava.
– Eu perdoei você, Quinn. — Rachel fala baixinho e Quinn arregala os olhos, sua respiração engatando. — Eu sei como você se sente sobre mim, e eu me sinto da mesma maneira, mas, eu ainda preciso pensar, e você precisa de tempo.
– Eu não...
– Precisa. — Rachel sorriu e tocou o rosto de Quinn, acariciando-o com ambas as mãos, seus polegares traçando os lábios da loira. — Você precisa parar de pensar nas coisas que aconteceram naqueles dias. O que você fez... está assombrando você mais do que a mim.
Seus olhos encheram de lágrimas e fechou os olhos. Rachel sorriu e passou os polegares sob os olhos de Quinn, limpando as lágrimas que caiam.
– Eu... Eu nunca mais quero ver aquela expressão no seu rosto, Rach... nunca mais... — Choramingou e Rachel a pegou pelo braço, puxando-a para sentar na arquibancada.
– E você não vai ver. Vai chegar o momento certo. Eu sei quando vai acontecer, meu amor. — Sussurrou e beijou a testa de Quinn. – Tudo vai ficar bem.
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– Realmente, ficou melhor do que eu esperava.
– No desenho ficou meio idiota, mas até que tá legal.
– Eu que desenhei!
– Oh... Okay.
– Cuidado com esse esqueleto! Sabe o quão caro é o aluguel disso ai?!
– Você alugou um esqueleto?
– Não é muito caro.
Santana, Kurt e Puck discutiam enquanto Quinn tentava arrumar os instrumentos com a ajuda de Sam. Ela arrumava os amplificadores enquanto Sam montava a bateria. Mas os três ainda conversavam alto demais, e sempre falando estupidez. Passou a mão pelo cabelo, jogando-o para trás. O calor era tanto que ela estava começando a ficar irritada.
– Será que vocês poderiam fazer alguma coisa útil? – Sam rosnou e bateu com força a cabeça contra o prato da bateria quando foi se levantar. Ele gemeu de dor enquanto Santana gargalhava.
– Ele está certo. – Quinn respondeu e girou o botão do amplificador, fazendo um som totalmente desagradável, principalmente para quem estava ao lado da caixa de som. Puck e Santana estavam exatamente embaixo dela.
– Porra!
– Filha da puta!
Kurt arregalou os olhos quando viu Santana e Puck apertarem as mãos contra os ouvidos. Os olhos de Quinn fixaram nele.
– Eu vou ajudar Rachel com a comida. – Ele responde rapidamente e sai andando, quase correndo.
– Não precisava disso. – Puck comentou com o dedo dentro do ouvido, aparentemente, massageando-o.
– Tanto faz. – Quinn murmurou e se levantou, batendo as mãos contra a calça jeans. – Eu vou ver se Finn precisa de mim com o sangue e o gelo seco.
– Sangue? – Puck perguntou com os olhos arregalados. Quinn revirou os olhos e pulou do palco.
– Sangue falso.
– Uh...
Revirou os olhos mais uma vez e saiu andando até Finn e Artie que estavam na arquibancada, arrumando a máquina de gelo seco. Sentou ao lado deles e observou Finn fazer tudo o que Artie o mandava fazer. Perguntou o que deveria fazer, mas Artie disse que estava tudo bem e Finn, sem querer, apertou a bolsa de sangue falso, espirrando-o nele e em Artie. Quinn gargalhou e se afastou, vendo que Finn tentava limpar o sangue dos óculos de Artie.
Saiu do ginásio e caminhou pelos corredores até a saída. Respirou o ar fresco e passou as mãos pelo rosto, esticando as costas e escutando um estralo. Respirou mais uma vez e se sentou no chão, na escada. Apoiou os braços nos joelhos e olhou para o estacionamento.
As coisas que Rachel lhe disse ficaram rondando a sua mente. A morena tinha razão. Quinn ainda se martirizava por tudo o que fez com ela. Seu peito ardia sempre que se lembrava da expressão de Rachel quando soube da verdade sobre Quinn. Tudo isso era o que martelava na sua cabeça. E era por isso que Rachel estava certa. Quinn precisava parar de pensar para conseguir ficar com Rachel completamente.
Para se entregar completamente.
– O que está fazendo aqui?
Saltou de susto e escutou um riso melódico atrás dela. Virou e encontrou a morena sorrindo carinhosamente para ela.
– Você poderia avisar antes de chegar assim.
– Eu avisei! Mas você estava tão perdida que não percebeu.
Quinn sorriu de canto e voltou os olhos para frente, sabendo que Rachel iria sentar ao seu lado. Uma mão apertou a sua coxa e Quinn apertou a mão da morena, pegando-a entre as suas e beijando-a delicadamente.
– Qual será a sua fantasia? – Rachel perguntou baixinho, Quinn sentiu que ela encostou o queixo em seu ombro e olhava para o seu perfil. Seu sorriso aumentou e ela apertou os lábios com mais força contra a mão da morena, fechando os olhos enquanto sentia a textura da pele macia de Rachel.
– Ainda não sei. – Murmurou contra a mão dela, passando os lábios de leve contra os dedos de Rachel.
– Eu sei como vou vir. — A morena murmurou baixinho e Quinn sentiu o hálito da morena bater no seu pescoço, fazendo-a se arrepiar.
Abriu os olhos e virou o rosto, Rachel tirou a cabeça do ombro de Quinn e sorriu para ela. Apertou a mão da morena contra sua bochecha e inclinou o rosto em direção a mão dela. Sorrindo para o sorriso carinhoso de Rachel.
– Vai me dizer ou vai ficar fazendo mistério?
Rachel riu e se inclinou para encostar a testa contra a clávicula da loira.
– Sim, eu vou fazer mistério. Não tem graça se não tiver um pouquinho de mistério.
A voz de Rachel estava baixinha e cheia de carinho e paixão. Quinn sentia seu estômago revirar de empolgação. Ela queria agarrar a morena e beijá-la para sempre.
– Sim, mistério é o mais importante. — Resmungou fingindo estar chateada.
– Oh, sim, claro que é. — A voz da morena estava brincalhona, Quinn riu com isso encostando a cabeça na da morena, que ainda estava encostada na sua clávicula. — Qual a graça se não tiver mistério?
– Não têm graça. — Sussurrou apertando o nariz na orelha de Rachel.
– Exatamente. — Rachel murmurou baixinho e Quinn sorriu com os lábios comprimidos.
– Isso é tão fofo.
Elas saltaram e olharam para trás, vendo Santana de braços cruzados ao lado de Kurt e Tina, os dois imitando suas posições.
– O que estão fazendo aqui? — Quinn perguntou, sua voz soando como um rosnado.
– Assistindo pássaros acasalando. — Santana zombou. Quinn revirou os olhos e se levantou, esticando a mão para Rachel, ajudando-a a levantar.
– É para rir? — Quinn resmungou irritada. Ela não gostava de ter sido interrompida.
– Só se quiser, querida. — A latina continuou zombando.
Quinn bufou irritada e revirou os olhos mais uma vez. Escutou uma risada de Rachel e sorriu. Porque era impossível não sorrir quando Rachel ria.
– Não deveriam estar trabalhando? — Rachel pergunta e Quinn se aproxima dela, passando o braço pela cintura da morena.
– Vocês começaram a namorar ou o quê? — Santana perguntou revirando os olhos e Quinn conseguiu ver o sorriso pequeno se formar nos lábios da latina, mas logo ela o mascarou.
– Ainda não, mas logo. — Rachel disse, olhando para Quinn enquanto dizia.
Quinn sentiu que seu coração iria sair pela boca. Batia tão forte e tão alto que ela jurava que todos que estavam ali escutavam.
– Olha a baba escorrendo...
Sua mão foi para o queixo ver se realmente tinha alguma coisa escorrendo, virou os olhos para Santana, fuzilando-a com os olhos quando viu que seu queixo estava seco.
– Okay, que tal nós voltarmos a fazer o que estávamos fazendo? – Tina disse olhando para Santana que gargalhava enquanto apontava para Quinn.
– Totalmente de acordo. – Kurt murmurou e agarrou o braço de Rachel e Tina puxando-as para dentro do McKinley.
Quinn observava Santana gargalhando, curvando-se para frente com as mãos no estomago. Revirou os olhos e passou pela latina, empurrando-a para o lado, fazendo-a bater na parede. Mas não parando de rir.
– Isso está ficando ridículo. — Quinn disse e passou uma mão pelo cabelo, tirando a franja dos olhos. — Cresça.
Isso só fez Santana gargalhar mais alto.
– Idiota. — Resmungou andando mais rápido para dentro do McKinley.
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– Essa calça está muito apertada. — Santana resmungou e pulou puxando a calça para cima. — Sinto como se a minha vagina estivesse se dividindo.
– Informação demais. — Quinn resmungou fazendo uma careta para o espelho enquanto apertava as mãos na gravata, arrumando-a.
– Mas certamente não estou mentindo. — Santana resmunga mais uma vez e sobe o zíper do colante.
– Por que ainda vai usar isso? — Rosnou e colocou a jaqueta.
– Porque eu fico sexy, não que isso seja uma novidade, eu só fico ainda mais sexy. — E jogou o cabelo para trás, sorrindo para Quinn.
– Achei que Viúva negra não fosse algo que você iria usar. Diabinho seria o mais certo. – Suas ultimas palavras foram sussurradas para si mesma, vendo que Santana não tinha lhe escutado.
– Também não. — A latina cantarola passando as mãos pelos quadris. — Mas eu estou sexy demais, eu me pegaria.
– Hm.
– Você não me pegaria?
– Não quero. — Deu de ombros e sentou na cama, calçando as botas. — Porque não vai ver se Brittany está pronta?
– Porque ela não está. — Passou as mãos pelo cabelo, Quinn virou o rosto a tempo de ver ela apalpar os próprios peitos. — Brittany está na casa dela, vou pegá-la quando sair daqui.
– Porque mesmo você está aqui?
– Porque eu sou sua amiga, quero te ajudar. É o que os amigos fazem! Certo?
– Eu já sabia a minha fantasia. — Revirou os olhos e passou as mãos pelos cabelos, arrumando-os. — Não preciso da sua ajuda.
– Eu sei que não, mas só queria ver se você estaria gostosa. — Viu a latina pelo espelho, vendo como ela lhe olhava como se fosse um pedaço de carne.
– Já viu?
– O que você é mesmo?
– Coringa.
– Ele não é um cara?
– Sim, é, mas eu não posso querer ser o Coringa?
Santana a olhou de cima a baixo. Quinn usava uma calça preta, botas pretas e uma camisa cinza de botão sob um colete verde escuro e uma gravata preta.
– Você está bem sexy. – Santana murmurou e se aproximou de Quinn, passando as mãos pelos ombros da loira. – Poderíamos entrar juntas, aposto que Brittany iria gostar. Sabe, ela está de Thor.
Quinn colocou as mãos nos pulsos de Santana e a afastou de si.
– DC e Marvel não combinam. – Foi o que disse antes de ir até a cama e pegar o seu blazer roxo. – Além disso, Rachel está me esperando.
– Como será que a Rachel vai? – Santana perguntou. Quinn virou para olhá-la e viu que ela realmente parecia curiosa.
– Ela não me disse, mas deve ser algo em relação a musicais, ela andou me dizendo que queria fazer uma Fanny Brice estilo zumbi. – Então parou de andar e olhou para Santana. – Para onde você vai?
– Estou seguindo você para fora da sua casa, caso não tenha percebido.
– Isso eu percebi.
– Vou para a casa da Britt. – E pegou o celular na bolsa. – Ela disse que ta tendo problemas para...
– O que foi? – Perguntou quando ela parou de falar.
– Ela seriamente acabou de me dizer isso?
– O quê? – E andou para ficar ao lado da latina. – “Não consigo levantar o martelo, acho que não sou digna, me ajuda!”
Santana tinha essa careta para o celular e Quinn não conseguiu aguentar, e gargalhou alto enquanto descia as escadas.
– Vou ter que ajudá-la a levantar o martelo.
– Se Brittany fosse um homem, eu estaria realmente preocupada.
Elas pararam do lado de fora e Santana resmungou pelo frio, vestiu o sobretudo sobre a roupa preta e andou até o carro. Quinn foi até o próprio carro, entrou e viu Santana ainda dentro do carro. A expressão de confusa da latina fez com que Quinn gargalhasse mais uma vez antes de ligar o carro e sair.
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