Sedative

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Olááá, antes tarde do que nunca, não é?? Boa leitura!! Obs: Mais uma vez eu recomendo ler uma parte com Eyes Closed tocando (http://www.youtube.com/watch?v=xNETiPSqk6E), quando for a hora, eu aviso logo antes.

Ao contrário do que se pensava, o inverno parecia estar um pouco distante de acabar. Agora as fortes chuvas eram constantes e recomeçavam sem intervelos longos de tempo. O castelo ficava frio na maioria das vezes e muitos dos jogos de Quadribol foram adiados. Em todos os anos que esteve em Hogwarts, Roxanne nunca havia visto tanta chuva. Chuvas, particularmente, nunca a fizeram muito feliz. Achava que era frustrante não poder olhar devidamente para um céu sem nuvens de manhã e um sem estrelas de noite. Tinha também uma certa cisma de que coisas ruins aconteciam nas chuvas e em invernos.

Em uma sexta-feira chuvosa com um céu estranhamente escuro, Sirius corria pelos corredores com os cabelos molhados com James e Remus do seu lado.

– Como assim você viu Roxie passando paara o sala do diretor, Remus? O que ela estaria fazendo lá? Estavamos juntos a um minuto!

– Será que ela viu você falando com Marlene? — perguntou Remus.

– Não, eu falei com ela no Salão Comunal da Grifinória. Seria impossível. Eu ia fazer uma surpresa hoje, iria contar que falei com ela e bom, Lene prometeu não interferir se o que eu queria mesmo era ficar com Roxanne.

– Ta, mas você não faz ideia do que ela faz na sala do diretos, Sirius?

– Claro que não, James! Por que você acha que estamos correndo?

– As escadas não vão conseguir ser mais rápidas só porque você quer, cara.

– Nós vamos chegar lá o mais rápido possível, nem que eu pule de uma escada para outra.

Pararam os três ofegantes no ínicio do corredor que levava a sala do diretor. De longe conseguiram avistar uma garota com cabelos claros, que Sirius reconheceu ser Amélia, sentada em um dos bancos de pedra, olhando fixamente para a parede a sua frente.

Por que Roxie está aqui, Amélia? — perguntou Sirius que vinha a frente dos amigos, que andavam sem pressa logo atrás dele.

– Você não devia estar aqui, Sirius. Vá embora, ela vai te procurar antes de ir embora.

– Ir embora? Do que você está falando?

– O irmão dela apareceu aqui, deu o maior escândalo nas masmorras logo depois que vocês se despediram. Ele quer leva-la para a França e os pais concordam com isso.

– Ele não pode leva-la assim! — andou em direção a estátua que conduzia até o andar de cima, onde o diretor ficava, mas não tinha a senha para entrar. — Vamos, me diga, eu não posso ficar aqui parado, eu preciso fazer alguma coisa! — o garoto tremia de raiva, se sentia incapacitado de fazer qualquer coisa e no fundo sentia que não podia realmente fazer nada, mas tentaria por um motivo só: não podia simplesmente perde-la.

– James, deve ter uma entrada, qualquer coisa que leve-nos para cima! Olhe no mapa, James, olhe!

– Não adianta você ficar aqui tentando subir! Você tem que se acalmar e sentar, como eu estou fazendo há quase uma hora!

– Ela está certa, Sirius. — disse Remus, tomando cuidado com as palavras que usava com o amigo desesperado. — Assim que ela sair de lá, vocês vão poder conversar. — Sirius jogou-se no chão, sentando-se enconstado na parede fria, passando a mão pelos cabelos que ainda pingavam de gotas de chuva.

– Ela não pode ir realmente embora, Amélia. Eu... A amo e isso é muito estranho de se dizer mas, é verdade. Demorei muito tempo para realmente encontra-la e perceber isso.

– Não é fácil pra mim, não mesmo Sirius! Ela é minha melhor amiga desde que eu me entendo por gente, crescemos juntas e de repente, Lucius volta para Hogwarts e decide leva-la pra a França! Como você acha que eu estou me sentindo?

(Dêem play na música aqui e deixem tocando até o final!)

Foram minutos de silêncio em que nenhum dos quatro resolveu dar uma palavra. James acabou dormindo com a cabeça encostada no ombro de Remus, que comia o resto de um sapo de chocolate que encontrara no bolso da calça. Sirius, no entanto, continuava sentado no mesmo lugar, imóvel e inexpressível. Amélia não parava de chorar um minuto.

Finalmente ouviram um barulho que pensaram ser Roxanne e Lucius descendo da sala do diretor.

Era possível ouvir choro descontrolado seguido por palavras engolidas e um homem na tentativa de faze-la se calar.

– Eu odeio você, Lucius! Eu espero que você nunca seja feliz na vida!

– Ora, cresça Roxanne!

Os dois se depararam com os quatro alunos esperando pacientemente do lado de fora. Lucius resmungou alguma coisa que fez James acordar. Roxanne estava de cabeça baixa, o irmão segurando o seu braço com força. A garota tinha lágrimas escorrendo por todo o rosto escondidas por trás do seu cabelo longo e loiro. Lucius os olhava com uma expressão de poucos amigos e a única coisa que Sirius queria ter feito era ter dado um bom soco em sua cara branca, mas não o fez. Só conseguia olhar para Roxie e pensar em como ele queria abraça-la naquela hora.

– Eu posso achar meu caminho de volta às masmorras, Lucius. Me largue. Agora.

– Não, obviamente você não pode. — lançou um olhar raivoso para Sirius. — Black, o que você faz aqui?

– Nada que seja interessante pra você.

– Eu quero que você fique longe da minha irmã.

– Por que eu deveria? — desafiou.

– Porque eu estou mandando. Eu não gosto de você, Black e espero não ter que tomar medidas mais drásticas para que você entenda isso.

– Não vejo a hora de isso acontecer, Malfoy. Agora me deixe em paz.

– Você, insolente... Considere-se um homem morto!

– Lucius, saia daqui. Você já conseguiu acabar com a minha vida mesmo, me deixa concertar as besteiras que você fez. Eu irei em um minuto.

– Você sabe as consequências de não cumprir o que se fala, não é mesmo? Que tenha ficado bem claro. Nos vemos por aí, Black, Potter, Lupin. — Lucius desceu as escadas imponente, com os cabelos loiros quase brancos esvoaçando ao sair. Sua expressão de superioridade sempre estampada no rosto.

Assim que virou o corredor, Roxie se jogou em Sirius, abraçando-o com toda as forças que tinha. Chorou em seu pescoço, falando repetidas vezes “me desculpe”, mas Sirius não entendia o por que.

– Você vai mesmo embora, Roxanne? O que aconteceu? — perguntou Sirius confuso, acariciando seu cabelo despentiado.

– Eu disse a você, eu lhe disse que Lucius era capaz de fazer qualquer coisa, não foi? Ele conseguiu uma tranferência para Beauxbatons, Sirius. Eu não quero ir, eu quero ficar com você! Em todos esses anos, te conhecer foi uma das melhores coisas que já me aconteceram.

– Eu não vou te deixar ir embora, não agora! Falta pouco tempo para terminamos em Hogwarts, nós podemos fugir, morar na casa dos meus pais, ir para a casa dos Potter, James não se importaria. Eu não posso te perder.

– Eu tenho que ir. Eu prometi que iria, é pelo seu próprio bem, Sirius. Ele me ameaçou se eu não parasse de ver você, eu não suportaria ver nada acontecendo com você. Prefiro estar longe a saber que causei alguma coisa de mal.

– Não me importo se acontecer alguma coisa, desde que eu esteja com você eu enfrento qualquer coisa, de qualquer forma. Eu falei com Lene hoje mais cedo, ela não vai mais nos incomodar, ela disse que nos deixaria em paz se fosse isso que eu realmente queria, sabe? Estar com você. — acariciou seu rosto, limpando mais uma lágrima que descia de seu olho. — Eu amo você, apesar de tudo, por causa de tudo. Por quem você é, por sua ignorância, sua paixão por livros, sua raiva, todos os pequenos desastres que já causou a si mesma com as coisas a seu redor, por você ser tão perfeitamente desastrosa. Eu não vou te deixar.

– Vou embora em algumas horas. Me prometa que manterá contato, prometa que não vai me esquecer. Vou estar em Beauxbatons, esperando pra sair de lá no próximo ano. Eu vou te procurar. Espere por mim, por favor. É a única coisa que eu pesso. Me deixe saber que está bem, me mande quantas corujas forem preciso para chegar a França. Os melhores dias serão aqueles que eu terei notícias suas. Lembre de mim toda vez que você conseguir ver o verde das estufas e do cheiro da cerveja amanteigada, quando estiver em casa em frente a lareira quente e tomando chá, lembre-se de mim e me escreva.

– E pensar que eu iria lhe pedir em namoro hoje, Roxanne... Não quero que você vá embora. Nós vamos nos ver de novo. É uma promessa. Você vai ser sempre a primeira mulher que eu amei na vida e vai ser sempre assim. — olhou-a nos olhos que estavam vermelhos de chorar, pegou suas mãos e beijou sua testa. — Eu quero que fique com isso. — colocou uma das mãos no bolso e tirou uma foto de quando sairam pela primeira vez em Hogsmeade, os dois sorriam abraçados e olhavamo um para o outro em seguida. Roxie o olhou e chorou ainda mais, abraçando o garoto com ainda mais força.

– Eu te amo, Sirius Black e espero que alguém te ame tanto como eu nesse momento.

– Não quero que ninguém me ame, quero que você faça isso.

– Eu preciso ir agora. — passou as costas da mão pelo rosto. — Quero que você fique com as minhas luvas verde e prata. Vou pedir pra Amélia te entregar quando eu for embora. De todas as pessoas que eu poderia sentir falta, minha maior saudade vai ser você. — deu um último beijo em Sirius e um abraço dos mais fortes que sua pequena estrutura corporal permiria dar.

Sirius assitiu a garota voltar por todo o caminho que ele e os amigos tinham percorrido há algum tempo atrás. James passou um dos braços por Sirius, consolando-o. Amélia tinha ido logo atrás de Roxanne quando ela saiu.

Sirius continuou esperando que a garota voltasse quando a viu passando na chuva com o irmão e o malão ao seu lado, mas ela não voltou. Amélia o entregou dois pares de luvas e então foi aí que percebeu que por mais que tentassem, as coisas não seriam as mesmas e se ele pretendia continuar com a garota que amava, ele estaria submetido a tudo e ao tempo que fosse para acha-la novamente.

Nada seria mais doloroso que espera-la.

Notas finais
E aí? O que acharam?? Deem sua opinião sobre o capítulo ou sobre a fic no geral! Creio que com mais um ou dois capítulos eu consigo concluir "Sedative" e já estou pensando na próxima fic... Vocês tem alguma sugestão? Xx