Notas iniciais
Hey! Voltei! Espero que gostem!

O lugar podia ser desrito como magnífico, surreal, impressionante, lindo...

Estávamos cercados por uma floresta negra. Sob meus pés, a grama verde parecia cintilar. As folhas farfalhavam, e o sol brilhava intenso. Ao longe, um lago de águas púrpuras cintilava ao sol. Senti um arrepio, olhei para cima e senti o vento. Um dragão voava tranquilo, dando às boas vindas.

– Este é Kryss, o Drgão da Floresta Prateada. — disse Dimitry. — Ele sempre está por aqui. Vamos, vamos!

Seguimos por um caminho de pedras azuis.

– A floresta que nos cerca é a Floresta dos Sussuros. Não se preocupem com barulhos à noite. Na Floresta existem algunstipos de monstros, para treinamento.

– Monstros? Que tipo? — perguntou Marshall.

– Isso terá que descobrir por si próprio. — ele deu um sorriso torto. — Marfin, volte ao chalé de Morgana, daqui para a frente, eu cuido deles.

Ela afirmou com a cabeça e saiu, correndo. Assim que passou por um portal de pedras, sua veste simples se tranformou em um vestido negro.

– São... Sombras? — perguntei, enquanto Marfin se afastava.

– Sim. Aho que está na hora de lhes contar a história do Acampamento.

Ele parou, conjurou quatro cadeiras, fez uma fogueira e nos sentamos. A fogueira se acendeu, mas o fogo era de um tom bonito de verde.

E então, ele começou a falar, como se recitasse um poema que não rimava.

– Há muito tempo atrás, Bruxos e Feiticeiros eram caçados, como aberrações.

Em uma pequena vila, seis adolescentes controlavam sua magia, esperando que não fossem encontrados.

Morgana era solitária, e controlava as Trevas.

Merlin era extrovertido, e controlava a Luz.

Portia era audaciosa, e controlava o Fogo.

Acqua era calmo, e controlava as Águas.

Sylenna era astuta, e controlava os Ares.

Jaryd era instável, e controlava a Terra.

Os seis se ajudavam à esconder, e ajudavam os outros bruxos e feiticeiros da vila.

Até que, em um dia, Portia resolveu que deveriam criar um local seguro para os Seres Mágicos. Independentemente de serem da sua vila ou não.

As crianças eram selecionadas para um dos Elementos e ficavam lá por quatro anos. — ele parou, encarou a cada um de nós, como se esperasse algo. Soltei a respiração. Havia prendido-a e nem percebera ou sabia o porquê. — E esse local resiste até hoje, o Acampamento de Portia. Ele tem vários nomes...

– Por exemplo...?

– Acampamento para Magia e Bruxaria. Acampamento Elementar. Acampamento de Portia... Mas todos estão corretos. — ele suspirou. — Agora vamos! Ou o Espelho não vai esperar.

Não tive tempo de perguntar porquê um espelho não iria nos esperar. Dimitry arrastava a gente pelo caminho de pedras.

Alguns minutos depois, uma arena circular estava à nossa frente. Era de mármore branco.

– Esta é a Arena. Aqui acontecem as seguintes atividades: Seleção, os jantares, Atividades no Geral, como a aula de Encantamentos, por exemplo. Os Jogos de Sylenna, Portia, a Caça à Bandeira, uma tradição no Acampamento. Reuniões formais, reuniões de chalé, Duelos entre Chalés... E só.

Só? pensei. O cara fica quase meia hora falando e é "só"?

Entramos na Arena. As arquibancadas eram revestidas de tecidos coloridos. Seis no total e reconheci como, provavelmente, locais demarcados para cada chalé. A arquibancada estava quase cheia e dava para perceber que muitos alunos já tinham completado os estudos. No centro da Arena, muitos jovens se organizavam em filas irregulares e lotadas. Mais a frente um grande espelho com moldura de prata se erguia. Ao seu lado, uma mulher altiva e bonita. Tinha cabelos avermelhados suas vestes eram brancas.

– Sejam bem vindos, novos Aprendizes.

Dimitry colocou cada um de nós em uma fila e saiu.

– Quando eu chamar. — anunciou a mulher. Sua voz era doce e suave, mas latejava no cérebro, como um queimadura. — O Espelho dirá seu futuro chalé.

Ela começou a anunciar os nomes, lendo de um pergaminho.

– Jennifer Gage, Não Mágica. — Jen caminhou trêmula para o Espelho. Algum tempo depois, saiu de lá, as roupas se tranformando em vestes prateadas. Toda a área prateada da Arena vibrou.

– Marshall Matthews. — chamou. O processo se repetiu, mas All saiu de lá com vestes azuis, o que fez vibrar toda a área azulda Arena.

Ela chamou mais nomes, que pareciam centenas, até que me chamou:

– Aryanna Vennice. — fechei os olhos. Não gostava muito do meu nome. Agora já haviam poucos jovens no centro da Arena. Parei em frente ao Espelho. A princípio, vi apenas meu reflexo, mas ele começou a borbulhar e mudar. Então vi uma figura, altiva de cabelos ruivos que mais pareciam chamas. Era parecida com Stella. O reflexo tremeluziu e vi outra mulher, de cabelos negros que ressaltava sua pele branca. Então a ruiva voltou. As duas começaram a brigar.

– Ela é minha Aprendiz! — vociferou a morena.

– Não, Morgana! Ela é minha aprendiz!

No meio das duas, surgiu uma terceira mulher, de cabelos brancos, esvoaçantes.

– Chega! — ela disse, separando as duas. — Suponho que Morgana j´tenha ganhado Aprendizes demais para um ano.

– Como ousa, Sylenna? — respondeu a morena. Olhei para Stella, que parecia não estar vendo nada. — Interferir em uma escolha?

– Ela deve ser Aprendiz de Portia, Morgana. — concluiu Sylenna.

– Era isso que estava tentando falar! — respondeu a ruiva, que s´podia ser Portia.

Então, Morgana e Portia voltaram à discutir.

– Parem! As duas! — Morgana tinha um brilho sombrio nos olhos, e Portia parecia estar em chamas. — Está decidido. A garota é Aprendiz de Portia.

Portia sorriu, orgulhosa e se desfez em chamas. Sylenna de desfez em uma brisa suave. Morgana explodiu em sombras.

Vi que inhas roupas estavam mudando, uma vestevermelha e laranja. A área corrspondente da Arena vibrou e eu caminhei até lá.

– Oi. — disseram dois gêmeos em uníssono assim que eu me sentei. — Somos Travis e Ray Parmander.

Eles tinham cabelos ruivos, olhos castanhos e sardas concentradas nas bochechas.

– Eu sou Ray. — disse um,

– Não, eu su Ray. Este é Travis. — disse o outro.

Eu ri.

– O.k, o.k. Eu sou Aryanna, mas me chamem de Arya.

Eles sorriram.

– Bem vinda ao Chalé 1, de Portia. Esperamos ter você no nosso Clube de Treinamente.

– O que é o Clube de Treinamento? — perguntei.

– É onde nós, Aprendizes de Portia, teinamos Encantamentos para os Duelos de Chalés e para os Jogos de Sylenna e Portia.

– Ahn... Posso pensar?

– Claro. Afinal, deve ser poderosa, porque foi escolhida por Morgana e Portia.

– Como sabem disso?

Eles se entrolharam, sorriram marotamente e se viraram novamente para mim.

– Conseguimos ver atrvés do Véu.

– O Véu cobre o Espelho. — continuou Travis. — Para que ninguém da arquibancada possa ver o destino.

– Mas nós temos esse dom. — completou Ray. — Mas é segredo, não pode contar à Stella.

– O.k. Eu prometo.

Me virei para ver o resto da Seleção. Vi Marshall com o restante dos Aprendizes que deduzirem ser de Acqua. Ele olhava diretamente para o Espelho e não parecia que ia parar de olhá-lo tão cedo. Procurei Jen na parea prateada, que deduzi ser de Merlin. Loho achei-a, e ela acenou, animada. Marfin conversava sem muito ânimo com um garoto do Chalé de Morgana. Espere. Ela era do Chalé de Morgana.

Mas acho que estava feliz em estar no Chalé de Portia.

Eu tinha achado o meu lugar.

*** *** *** ***

– Precisamos te mostrar uma coisa. — sussurraram os irmãos Parmander.

– O que é? — eu disse, tonta de sono.

– É segredo.

– Hm... Tá, vamos logo.

Bocejei e me levantei.

Começamos a caminhar pelo chalé.

– Nos tempos antigos. — começou Travis. — Haviam cerca de sete Anciões.

– Estes Anciões, — continuou Ray. — faziam profecias. O Chalé de Portia ficou com o Oráculo quando foi criado.

– O nome dele não é oráculo. — corrigiu Travis. — É Hy, o maior e mais anigo dos Anciões.

– Hm... — eu disse, tentando acordar. — Legal. E porquê me fizeram acordar para ver Hy?

– Sabemos que ele têm uma profecia, mas ninguém conseguiu que ele falasse.

– Nem Stella, a única descendente direta de Portia. — completou Travis. Então era por isso que elas era tão parecidas...

– E querem que eu vá falar com ele?

– Qual é! — disseram juntos.

– Ele está morto! — disse Ray.

– Não fale esssa palavra com m. — pediu Travis. — Ele não gosta.

– O.k, o.k. — eu disse, agora, já totalmente acordada.

Subi as escadas que levavam ao sótão. Lá estava entuçhado de quinquilharias e antiguidades. Candelabros quebrados, lustres de cristais novos, mas nunca utilizados, o Espelho... E lá, parado como uma estátua, um homem.

Ele tinha pelo menos uns quarenta anos, uma barba rala, olhos negros e uma expressão vazia.

Aproxime-se. disse em minha mente, com uma voz sombria e profunda, que queimava como a voz de Stella. A princípio, levei um susto. mas me acostumei logo. Aproxime-se Aprendiz de Portia e pergunte à Hy, o mais antigo dos Anciões.

– Ahn... Me disseram que voc... Que o senhor têm uma profecia.

Então, quer saber sobre a profecia? Faz anos que procuro a criança certa à quem revelar esta profecia. Pois bem então, revelarei a profecia agora.

Ele cruzou as mão na frente do corpo e fechoiu os olhos. Por minutos fiquei encarando-o, e ele não moveu um músculo sequer. Então, sua voz voltou em minha mente, fazendo ecos, mas recitando a profecia:

"Sairão do conforto da nova casa.

Trevas, Fogo e Ar.

Não poderão deixar,

A Caixa dos Espíritos para trás.

Então é melhor escolher,

E a alma de um perder,

Sobre ossos e correntes no fundo do mar."

Ele abriu os olhos e piscou, esperando que eu dissesse algo. Vendo que eu não iria me pronunciar, se sentou em um banquinho e começou a tocar um piano de cauda escarlate que estava por perto. O som era horripilante ao ouvir pela primeira vez, mas depois, ficava bonito, cmo se ele tocasse com uma partitura em mãos.

Desci novamente as escadas e encontrei os irmãos Parmander.

– Ele revelou-a.

Eles se agitaram.

– Precisa falar com Stella.

– Mas sozinha. — disse Ray. Assenti.

E então, segui sozinha para o escritório de Stella, sem saber o que esperar disso.

Notas finais
Os irmãos Parmander são baseados nos irmãos Fred e Jorge Weasley, da saga Harry Potter, de J.K.Rowling. Mas apenas baseados.