Notas iniciais
Voltei! Espero que gostem! Talvez esse capítulo esteja mais curtinho, mas tá valendo, não é meus Pudins? E o que será que irá acontecer? ANTERIORMENTE EM SECRETS AND LIES... Não. Para. Para. Para, produção! Isso aqui não é série de tv não! Ok, talvez isso tenha sido muito sem graça, mas... A vida não é feita de piadas boas. ;-)

Stella me encarou por um tempo depois que contei-lhe tudo. Ela suspirou, e uma pequena chama apareceu em seu dedo indicador.

– Ah, Portia... — murmurou, girando o dedo e observando calmamente a chama. — Esta é uma das crianças?

Aparentemente não houve resposta. Ela suspirou.

– Sabe o que significa? Sabe o que significa Hy ter revelado à você a profecia?

– Não. — respondi.

Ela apoiou as duas mãos na mesa, os cabelos ruivos caindo-lhe nos olhos. Pareciam chamas ao redor da cabeça. Mas eram só... Cabelos.

– Significa que, você, é uma descendente de Portia.

– Mas eu achei que você era a única descendente de Portia. — eu disse.

– Isso não é uma piada, senhorita Vennice.

– Eu não...

Ela levantou uma das mãos, e eu parei de falar. Estava óbvio que eu não conseguiria explicar que não era uma piada.

– Ser uma descendente de Portia é... Algo que significa... Poder. — ela disse, como se estivesse ensinando gatos à miar. — Qualquer um dos descendentes dos Grandes Feiticeiros possui um poder inestimável. Eu, por exemplo, com doze anos podia conjurar animais e objetos de fogo, o que só é possível para feitiçeiros muito avançados.

Eu não me pronunciei. Stella tomou isso por um convite para falar mais.

– Anos atrás, Hy disse que havia uma profecia, mas que só a revelaria à criança correta, um dos Seis Descendentes.

– E eu sou a Descendente de Portia. — disse, finalmente.

– Exatamente.

Suspirei.

– Quem são os outros Descendentes?

– Não sabemos. — ela disse. — Os Espíritos terão que nos contar.

Eu estava a ponto de perguntar o que ela iria fazer quando ela pegou uma caixa de vidro transparente. Na tampa, as iniciais de cada Feiticeiro.

– O que é...

– A Caixa dos Espíritos.

– A Caixa da profecia? — Stella assentiu com a cabeça e eu mordi o lábio inferior.

– Ainda não sei interpretar a profecia. Nada parece fazer sentido. — ela disse. Ela pousou a mão na caixa e começou a murmurar coisas em latim. Algo como:

Spirituum scire sinunt exire et generationes. Apud Esaiam, Propheticum revelatum. Nos postulo auxilium tuum ad noscendam prudentiam. Liberantur.

Consegui entender o que ela falara. Provavelmente uma espécie de encantamento.

(Espíritos, saiam e permitam que saibamos quem são os Descendentes. A profecia foi revelada. Precisamos da ajuda de vocês para entendê-la. Estão libertos.)

Assim que ela terminou de falar, seis espécies de fumaça espiraladas começaram a sair de cada letra. Eles começaram a pairar sobre a caixa, seis minúsculos espíritos. Morgana era cinzenta, e sorriu sombriamente quando me viu. Portia era avermelhada, e tinha um semblante severo. Sylena era tranalúcida, e parecia tranquila. Merlin era branco, e parecia muito sábio. Jarid tinha um tom marrom e parecia tão tranquilo quanto Sylena. E por fim, Acqua, de um tom azulado, de olhos calmos como um lago. Eles eram bonitinhos assim.

Mas eu achava que, seja lá o que fossem dizer, não seria bom.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.