Notas iniciais
Olá, Bruxos e Feiticeiros que leem esta história! Estou de volta! FICHAS: - AINDA TENHO 03 FICHAS SE NÃO CONSEGUIR AS FICHAS NECESSÁRIAS: - NÃO ACEITAREI APÓS O DIA 25/07 (SÁBADO) Quero agradecer à Master Fanfiction por mandar a ficha!

Era uma noite fria, uma chuva torrencial caía.

Um vulto escuro carregava uma caixa de papelão, razoavelmente grande.

O vulto parou em um beco, e depositou a caixa no canto mais seco. Na verdade, o pequeno beco quase estava inundado. Em segundos a água encharcou a caixa. Algo se remexeu lá dentro.

O vulto se levantou, deixando para trás a pequena caixa, molhada e em um beco vazio.

No comecinho da rua, um homem andava, preocupado. Guarda-chuva aberto, resmungando consigo mesmo. A chuva atrapalhando sua visão.

Pisou em poças d'água, e ficou mais molhado ainda.

Começou a andar mais rápido. Ali, no fim da rua, estava sua casa. As luzes dos quartos apagadas. As crianças já haviam ido dormir.

O homem parou, equlibrando o guarda-chuva para conseguir abrir o portão. Então ele ouviu. Um gemido baixinho. Olhou ao redor, não viu nada. Guardou as chaves nos bolsos e seguiu o som. O gemido se transformou em um choro agudo de bebê.

Ele começou a andar pela rua, procurando de onde viera o choro.

Por fim ele entrou no beco, e logo avistou a caixa.

Chegando mais perto, observou bem o seu interior.

O embrulho de cobertores se mexeu e voltou a chorar.

O bebê foi retirado da caixa e aninhado nos braços do homem, que deu um meio sorriso.

– Vamos pequenino. — disse, com voz calma. — Deve estar com frio.

O bebê bocejou e sorriu, como que agradecendo. O homem seguiu para a casa, novamente, desta vez, tomando o maior cuidado com o bebê.

Catorze anos se passaram, e o bebê virou um garoto travesso, sentimental e um pouco destemido até. Enfrentava os valentões da rua para proteger as outras crianças do internato. Considerava Victor, o dono do internato, como um pai. Thiago era um tanto solitário, e só tinha como amigo o seu colega de quarto.

Naquele dia, Thiago adormeceu pensando nos pais que nunca conhecera.

Estava dormindo profundamente, quando começou a se debater, em uma espécie de convulsão. Era por volta de uma hora da manhã.

Ele acordou de súbito, suando frio e assustado. Seu amigo, encolhido em um canto do quarto, gritava e chorava.

– O que aconteceu? — Thiago perguntou, olhando o quarto, completamente destruído.

– Foi você! Você fez isso! — gritou o amigo em resposta. Ele se encolheu mais à parede quando Thiago fez menção de se levantar. Ele então viu que o amigo sangrava, coberto por cortes, alguns profundos.

Thiago encarou as mãos, onde garras desapareciam. A porta se abriu, e Victor entrou no quarto. Ao ver Thiago, o quarto destruído e o garoto machucado, quase desmaiou. Olhou desgostoso para Thiago, que cabisbaixo, saiu correndo do quarto. Passou pelas crianças, que, aflitas lhe perguntava o que tinha acontecido. Ele passou por um grande espelho do internato, onde parou, sem saber o porquê e encarou seu reflexo. Seus olhos cintilavam, vermelhos. E estava coberto por uma espécie de pêlo, como dos lobos.

Saiu pela porta do internato, sem parar de correr.

Ele entrou em um beco qualquer, e lá se deixou cair, chorando. Ele tinha feito aquilo. Tinha machucado seu único amigo. Tinha decepcionado Victor, sua única imagem paterna.

E lá, caído no beco, ele se deixou levar pelo pensamento de que era um monstro.

Thiago viveu por dois anos assim. Nas ruas, sem ninguém.

Um dia, enquanto vagava pelas ruas, procurando algum lugar para dormir, deu de cara com um homem alto, de vestes amarelas berrantes.

– Quem é você? — o garoto perguntou, sem conseguir encarar os olhos do homem.

– Meu nome não importa muito, criança. — sua voz era cavernosa. — Apenas quero conversar com você.

– Sobre o quê? — Thiago tinha um tom amargurado na voz.

– Um lugar especial, para você morar. — Thiago ergueu os olhos. — Para estudar e controlar o que é.

– Sou um monstro, e ninguém controla os monstros. — foi o que respondeu.

– Aí que você se engana, criança.

– Meu nome não é criança. É Thiago.

– Pois bem, Thiago. — o estranho enfatizou o nome dele. — O que acha de conversármos?

Thiago asentiu, e seguiu o estranho. Ele se apresentou como Dimitry, Buscador e Guardião de um tal Acampamento, que dizia ser uma espécie de escola para pessoas como ele.

E por fim, depois de tanta relutância, Thiago aceitou a vaga no tal Acampamento, feliz por ter um lugar para onde ir agora, mas ainda temendo se descontrolar.

Pelo menos, nesta escola, ele não seria esquisito ou diferente. Ele só seria ele mesmo. Teriam outras crianças com o que Dimitry chamava de dom.

E ele só queria saber o controlar o que era e tinha certeza que ir para esse lugar ajudaria.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Curtinho, eu sei, mas... ~(X ... X)~ E LEMBREM-SE: FICHAS POR M.P!!!!