Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)
50 Capítulo 49 – The Three Brothers
CAPÍTULO 49 – THE THREE BROTHERS
“Os três irmãos”
– NARRAÇÃO – 17 DE JANEIRO DE 1998 –
Régulus foi trabalhar normalmente no dia seguinte enquanto Mary e Alessa saíram para comprar roupas novas na cidade, a ruiva queria dar um presente à sobrinha quando voltasse para casa. Vitor não saiu de casa e resolveu passar mais tempo com a namorada, estavam maravilhados com a ideia de terem um afilhado tão cedo e não viam a hora que Teddy nascesse para enchê-lo de carinho. Seriam padrinhos divertidos, com certeza. Emmanuelle, por sua vez, era muito educada e gentil, Violet acreditava que, se tivesse a chance, Eileen seria tão boa avó quanto ela.
Hermione chegou ao escritório de Jean-Paul dois dias depois de receber o aviso de Alessa, fora sozinha. Inicialmente não acreditou que aquele advogado fracassado soubesse de alguma coisa e pensou estar no lugar errado, mas logo ele lhe deu outro endereço e pediu que fosse até lá, onde Violet e as meninas estariam esperando.
Eram quase duas da tarde quando chegou na casa indicada pelo advogado e, ignorando a vizinha curiosa na janela, apertou a campainha. Emmanuelle a atendeu com amabilidade e pediu que entrasse, e Hermione só tirou a expressão confusa e preocupada do rosto quando viu Alessa e as meninas conversando no tapete da sala.
– Ficamos preocupadas... Aconteceu alguma coisa? – disse Mary depois que Hermione ajeitou-se no tapete também e Emmanuelle sentava na poltrona com seu crochê.
– Algumas... – concordou – Ah, é uma longa história... Inicialmente não sabíamos bem para onde ir, então passamos um tempo em uma floresta ao norte da Alemanha. Dumbledore acreditava que Você-Sabe-Quem escondia suas horcruxes em lugares importantes para ele, o orfanato, onde nasceu e cresceu, Hogwarts, onde foi educado, Borgin e Burkes, onde passou seus anos pós-escola... Enfim, viajamos por quase Londres inteira. Não foi um bom período, já que estávamos atirando ao vento. Sophie disse que se o Ministro havia confiscado a espada, estaria no Ministério ou de volta à Hogwarts, e nós arriscamos na primeira opção. Começamos a investigar sobre os horários dos funcionários e, quase um mês depois, conseguimos entrar no Ministério. Fomos até a seção que ela havia comentado, fomos à sala do novo Ministro... Não encontramos nada e quase fomos pegos.
– Foram à toa então?
– Tivemos alguns problemas depois disso... – confessou Hermione – Eu e Rony achávamos que Harry tinha algum plano real do que precisávamos, pensávamos que sabia o que estava fazendo e, no fim, nem mesmo ele sabia... Dumbledore nos deixou tatear no escuro sem nenhuma pista. Rony estava preocupado com a família, mas acho que, por eu e Harry não termos uma para voltar, ele se sentiu sozinho... Como se não nos importássemos. Nós discutimos e ele foi embora.
– Rony voltou para casa? – perguntou Violet, que já viu a história antes, com Sophie.
– Pensamos que sim, mas não tínhamos tempo a perder para ir atrás dele... Estávamos pensando em voltar para Godric’s Hollow, a casa dos Potter. Harry pensava que a espada poderia estar com uma antiga amiga de Dumbledore que viveu ali, Bathilda Bagshot.
Antes que Mary perguntasse algo, a porta se abriu e por ela entrou Régulus, que Hermione reconheceu como Jean-Paul Mansel.
– Boa tarde filho, chegou cedo hoje... – comentou Emmanuelle beijando-o ternamente.
– Sim... Os outros já foram embora e eu achei melhor fechar o escritório logo... Atrapalhei?
– Não, senta aí... A Hermione estava contando o que aconteceu desde que nos separamos... – respondeu Violet.
– Desculpe mas... Quem é ele?
– Ah, eu esqueci de falar... Esse é Régulus Black.
– Ele... O quê? – surpreendeu-se Hermione – Mas... Loiro? Como...
– Poção Polissuco. Daqui a pouco passa e volto a ser eu mesmo, não se preocupe... – sorriu Jean-Paul.
– Aconteceu tanta coisa nas últimas semanas... – riu Violet – Mas não se preocupe, Reg está nos ajudando, então não tem problema ele ouvir. Você estava falando de Bathilda Bagshot... Vocês a encontraram?
– A única coisa que encontramos foram problemas. – continuou – Quando chegamos Bathilda nos levou até sua casa e pediu que Harry a acompanhasse até o sótão, nós pensamos que ela iria entregar a espada, então não vimos problema. Ele subiu sozinho...
– O que aconteceu lá em cima? – perguntou Violet, preocupada.
– A verdadeira Bathilda Bagshot morreu meses atrás... Aquela era apenas a carcaça dela.
– Mas então como...
– Nagini. – respondeu – A cobra do Lord das Trevas estava dentro do corpo de Bathilda e assim que ficou sozinha com o Harry tentou derrubá-lo para dar tempo de o Lord chegar. Ela estava nos atrasando e por pouco que não encontramos Você-Sabe-Quem...
– Nagini já fez isso antes... – comentou Violet – Lembram do ataque ao Sr Weasley? Tenho certeza que era ela.
– Bem, nós fugimos para a floresta e acampamos por ali mesmo... Harry ficou desolado pelo que aconteceu, ele realmente acreditava que Dumbledore havia deixado algo para nos ajudar. – continuou Hermione tristemente – Novamente começamos a viajar pelos lugares onde Você-Sabe-Quem já esteve, mas não achamos nada... Por fim paramos em uma colina no Canadá e, à noite, o Harry viu o Patrono de uma Corça e, acreditem, esse patrono o levou até a espada de Gryffindor. Ela estava no fundo do lago congelado.
– Mas... Se tinha um patrono, alguém o lançou...
– Não sabemos quem foi, mas nos ajudou bastante. Harry quase se afogou no lago, mas o Ron havia voltado e viu quando o Harry mergulhou... Eles voltaram com a espada para o acampamento. – sorriu – Eles ainda estão lá.
– Graças a Merlin... – sorriu Violet, aliviada pelo irmão estar bem.
– Rony voltou com mais esperança, e de certa forma nós também recuperamos as nossas. O desiluminador que Dumbledore deixou o ajudou a nos encontrar, talvez ele soubesse que Ron precisaria voltar...
– A esperança realmente voltou. – concordou Violet tirando o medalhão de Slytherin de sua bolsa e entregando o objeto quebrado à Hermione, que ficou surpresa.
– Vocês encontraram! – exclamou. – Onde estava? E por que ele está assim?
– Nós ficamos por um bom tempo no Instituto, mas então a Violet começou a ter visões sobre o medalhão e depois de um tempo descobrimos que ele estava aqui na cidade. Ela viu um cartão com o endereço do escritório que você foi e encontramos Régulus Black. – respondeu Alessa. – Ele escondeu muito bem o medalhão... Acredita que tem um poço embaixo da casa que se tornou um enorme lago, com a ajuda de feitiços extensores, recheado de demônios de água? Eles que guardavam a Horcrux.
– Demônios de água? – repetiu surpresa – Isso eu realmente não esperava... E como você pegou?
– Digamos que minha magia ajudou bastante.
– Então a poção funcionou! – exclamou satisfeita – Ah Violet, não faz ideia do quanto eu fiquei preocupada com você...
– Eu tive alguns problemas com meu autocontrole, mas agora estou bem... Vitor está me ajudando com a minha magia. Mas e depois que encontraram a espada?
– Não sei se vocês viram, mas no livro de contos infantis que Dumbledore me deu havia um símbolo, e eu descobri que na versão original isso não existia... Aí lembrei que o Harry já tinha visto no casamento da Fleur num pingente com o Sr Lovegood e desconfiei que poderia ser algo importante...
– Espera, você está se referindo ao Símbolo de Grindewald? – perguntou Vitor.
– Eu outras palavras. – concordou. – Bem, eu sugeri que fossemos conversar com o Sr Lovegood sobre esse símbolo e os outros concordaram... Mas embora Harry tenha ficado obcecado com essa história, foi uma perda de tempo na minha opinião...
– O que aconteceu?
– Já ouviram falar do conto dos três irmãos? – perguntou procurando o livro em sua bolsa.
Todos concordaram, menos Violet.
– Eu...Esqueci de trazer o livro com a história...
– Oh não se preocupe querida, eu tenho uma cópia que lia para os garotos... – disse Emmanuelle levantando para pegar um livro grosso na outra sala e logo voltando.
– Por que não lê para nós Emm? – pediu Régulus.
– Era uma vez três irmãos que caminhavam por uma estrada solitária e sinuosa ao crepúsculo, a certa altura, os irmãos chegaram a um rio demasiado fundo para passar a pé e demasiado perigoso para atravessar a nado. Contudo, esses irmãos eram exímios em artes mágicas, por isso limitaram-se a agitar as varinhas e fizeram aparecer uma ponte sobre as águas traiçoeiras. Iam à meio desta quando encontraram o caminho bloqueado por uma figura encapuzada. E a Morte falou-lhes. Estava zangada por ter sido defraudada em três novas vítimas, pois normalmente os viajantes afogavam-se no rio. Mas a Morte era astuta. Fingiu felicitar os três irmãos pela sua magia e disse que cada um deles havia ganho um prêmio por ter sido suficientemente esperto para a evitar. E assim, o irmão mais velho, que era um homem combativo, pediu uma varinha mais poderosa que todas as que existissem: uma varinha que vencera a Morte! Portanto a Morte foi até um velho sabugueiro na margem do rio, moldou uma varinha de um ramo tombado e deu-a ao irmão mais velho.
– Acho que já ouvi isso antes... – comentou Violet, lembrando-se de um tempo distante onde era apenas uma pequena garotinha.
– Shhh! – repreendeu-a Alessa.
– Depois, o segundo irmão, que era um homem arrogante, decidiu que queria humilhar ainda mais a Morte e pediu o poder de trazer outros de volta da Morte. – continuou Emmanuelle - Então a Morte pegou uma pedra da margem do rio e deu-a ao segundo irmão, dizendo-lhe que a pedra teria o poder de fazer regressar os mortos. E depois a Morte perguntou ao terceiro irmão, o mais jovem, do que gostaria ele. O irmão mais novo era o mais humilde e também o mais sensato dos irmãos, e não confiava na Morte. Por isso, pediu qualquer coisa que lhe permitisse sair daquele local sem ser seguido pela Morte. E esta, muito contrariada, entregou-lhe o seu próprio Manto de Invisibilidade. Depois a Morte afastou-se e permitiu que os três irmãos prosseguissem o seu caminho, e eles assim fizeram, falando com espanto a aventura que tinham vivido, e admirando os presentes da Morte.
– Tão fácil assim?
– Fica quieta Violet! – repreendeu Alessa novamente.
– A seu tempo, os irmãos separaram-se, seguindo cada um o seu destino. O primeiro irmão continuou a viajar durante uma semana ou mais e, ao chegar a uma vila distante, foi procurar outro feiticeiro com quem tinha desavenças. Naturalmente, com a Varinha do Sabugueiro como arma, não podia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Abandonando o inimigo morto estendido no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem onde se gabou, alto e bom som, da poderosa varinha que arrancara à própria Morte, e que o tornava invencível. Nessa mesma noite, outro feiticeiro aproximou-se silenciosamente do irmão mais velho, que se achava estendido na sua cama, encharcando em vinho. O ladrão roubou a varinha e, à cautela, cortou o pescoço ao irmão mais velho. Assim a Morte levou consigo o irmão mais velho. Entretanto, o segundo irmão viajara para sua casa, onde vivia sozinho. Aí, pegou na pedra que tinha o poder de fazer regressar os mortos, e fê-la girar três vezes na mão. Para seu espanto e satisfação, a figura da rapariga que em tempos esperava desposar, antes da sua morte prematura, apareceu imediatamente diante dele. No entanto, ela estava triste e fria, separada dele como que por um véu. Embora tivesse voltado ao mundo mortal, não pertencia verdadeiramente ali, e sofria. Por fim o segundo irmão louco de saudades não mitigadas, suicidou-se para se juntar verdadeiramente com ela. E assim a Morte levou consigo o segundo irmão. Mas embora procurasse durante muitos anos o terceiro irmão, a Morte nunca conseguiu encontra-lo. Só ao atingir uma idade provecta é que o irmão mais novo tirou finalmente o manto de invisibilidade e deu ao seu filho. E então acolheu a Morte como uma velha amiga, e foi com ela satisfeito e, como iguais, abandonaram esta vida.
– Tudo bem... Mas isso é apenas um conto certo?
– O Sr Lovegood discorda. Para ele, o símbolo que carrega no pescoço não é o símbolo de Grindewald em si, mas sim das três Relíquias da Morte, que juntas fariam de seu possuidor o Mestre da Morte. – explicou – Harry agora está obcecado com isso e acha que é verdade... Que a capa dele é a mesma da história e que a pedra é o anel de Servolo Gaunt, descendente do segundo irmão. Ele acredita que Você-Sabe-Quem está atrás da Varinha de Sabugueiro, já que ele teve algumas visões do Lord das Trevas pressionando o Sr Olivaras e Gregorovitch a darem alguma coisa...
– A varinha.
– Mas eu não acredito nisso... É apenas uma história para crianças, para dizer que não se pode brincar com a morte... Não existe isso de pedra da ressurreição, nem mesmo magia pode trazer os mortos de volta à vida!
– E quanto à capa? – rebateu Mary – Ela é real, Harry tem uma.
– Sim, mas ainda acho improvável que as outras duas “relíquias” sejam verdadeiras...
– Como é o símbolo? – perguntou Violet.
Vitor então pegou um pedaço de papel sobre a mesa e uma caneta e começou a desenhar.
– A Varinha de Sabugueiro, a mais forte das varinhas... – disse desenhando uma reta vertical – A pedra da ressurreição, capaz de trazer os mortos à vida – então fez um círculo cortado ao meio pela reta – E a Capa da Invisibilidade, que esconde qualquer coisa até mesmo dos olhos mais astutos... – finalizou fazendo um triângulo sobre a reta e o círculo. – As Relíquias da Morte.
Violet observou aquele desenho com atenção e, quando percebeu o que significava, tudo se encaixou em sua cabeça.
– Harry está certo... – falou em seguida, surpresa.
– Você também acredita?
– Não, eu tenho certeza. – afirmou – No meu aniversário do ano passado Dumbledore me deu um colar de presente, e esse símbolo é o pingente! Ele deixou um bilhete dizendo “Guarde, um dia irá precisar e entenderá”...
– Então... Dumbledore não deixou esse símbolo no seu livro à toa Hermione! – disse Alessa, entendendo o raciocínio – Merlin, tudo se encaixa agora! Harry está certo... Você-Sabe-Quem realmente está atrás da Varinha das Varinhas e as Relíquias da Morte existem! Dumbledore sabia que iríamos precisar delas e deixou pistas para vocês duas... Pistas incríveis, devo dizer...
– Mas... Mas isso é impossível!
– Hermione, abra sua mente... – pediu Violet sorrindo – Tudo é possível...
– Não, não é! Se a magia não consegue trazer mortos de volta à vida, como uma pedra poderia?
– Essa da ressurreição trouxe não é?
– Sim, mas não realmente! Os mortos pertencem à Morte, e mesmo a noiva do segundo irmão só era vista por ele.
– Mas voltou à vida. De uma forma ou outra, ela voltou... – rebateu Violet. – Harry tem a capa não é? Isso significa que ele é descendente do terceiro irmão. Se o Lord das Trevas precisa tanto da Varinha, precisamos descobrir quem foram os irmãos e achar seus descendentes...
– Não precisa... O Sr Lovegood disse que os três irmãos originais eram os irmãos Peverell: Antíoco, Cadmo e Ignoto. – disse Hermione derrotada — Se isso for verdade, os Potter são descendentes de Ignoto Peverell e herdaram a capa, assim como os Gaunt são descendentes de Cadmo Peverell e herdaram a pedra.
– E quais são os descendentes de Antíoco?
– Aí que está o problema. Diferente da capa ou da pedra, a varinha tem seus efeitos anulados se passada de forma casual. É necessário desarmar e vencer o portador da Varinha das Varinhas para ganhar lealdade do objeto e, assim, se tornar o seu verdadeiro dono. Então é impossível saber quem realmente está com a Varinha das Varinhas...
– Certo, isso complica um pouco as coisas...
– Harry disse que sonhou com Você-Sabe-Quem torturando Gregorovitch, que tinha a Varinha em seu poder. Mas segundo ele um ladrão a roubou...
– Pode ser qualquer um!
– Na verdade, nós sabemos quem é o ladrão. – respondeu Mione – Vocês já viram que a Skeeter publicou um livro? “A vida e as mentiras de Alvo Dumbledore”.
– Vindo da Skeeter as únicas mentiras seriam as dela...
– Bem, isso não importa muito, o que importa é que tinha uma foto de quando Dumbledore era jovem... Ele era um amigo muito próximo de Grindewald e por alguns anos eles até compartilharam dos ideais de soberania dos puros.
– Espera, Dumbledore?
– Eu sei... Mas Dumbledore já foi jovem e inconsequente um dia. – explicou-se Hermione – A questão é... O ladrão que o Harry viu é o próprio Grindewald, quando jovem.
– Então não é difícil imaginar com quem esteja a Varinha das Varinhas... – disse Vitor – Se o último dono era Grindewald, que foi preso na histórica batalha contra Dumbledore na juventude...
– Dumbledore! – exclamou Alessa surpresa. – Oh Merlin, ele era o Senhor da Varinha! Isso é bom, certo?
– Isso é péssimo. – discordou Violet – Dumbledore está morto. Ele não é o dono da varinha, mas sim seu assassino...
– Snape. – concluiu Mary. – Você-Sabe-Quem quer tanto a varinha, mas seu dono está logo ao lado...
– Isso não é nada bom para o Snape. – comentou Alessa. – Se o Lord das Trevas quer essa varinha, então precisa vencer o adversário... Oh droga, desculpa Violet, eu não... — disse assim que Violet abaixou a cabeça.
– Vocês sabem para quê o Lord das Trevas quer a varinha? – interrompeu limpando suas lágrimas.
– Não, mas certamente não sabe das Relíquias... Se não tentaria recuperar o anel dos Gaunt não é?
– Falando nisso... Onde está o anel?
– Harry acha que está dentro do pomo que Dumbledore deixou, mas não temos certeza, já que ele não conseguiu abrir...
– Bem, ao menos uma das relíquias está longe dele... Senhor da Morte ele não será tão cedo.
– Podemos voltar ao assunto das Horcruxes? – pediu Vitor abraçando Violet pelos ombros e beijando sua testa. – Vocês tiveram alguma pista de onde pode estar alguma delas?
– Ahh sim, nós temos uma sim... É sobre isso que eu queria falar com vocês... – continuou Hermione – Quando estávamos no Ministério Harry usou a capa para acharmos a sala do Ministro e no caminho ouvimos Yaxley conversando com outro homem, não sabemos quem é, sobre como o Lord confia demais na Lestrange e no Snape.
– Isso já sabemos...
– Sim, mas então nós percebemos uma coisa incrível! – respondeu animada – Qual o lugar mais seguro depois de Hogwarts?
– Gringotes. – respondeu Mary, entendendo o raciocínio. – Espera... Você não está dizendo que...
– Se o Lord das Trevas confia tanto na Bellatrix a ponto de deixar uma de suas primeiras Horcruxes com uma adolescente, porque não confiaria outra à adulta e responsável comensal? É a com maior poder dentro dos comensais depois do próprio Lord e de Snape... – continuou – Ela tem um cofre no Gringotes, o lugar perfeito para esconder coisas importantes!
– Não havíamos pensado nisso... – concordou Violet – É um ótimo palpite. Se ele confiou em alguém para guardar uma Horcrux, esse alguém com certeza é a minha mãe... O que pretendem fazer?
– Invadir o cofre.
– Desculpem mas... Isso é loucura! – exclamou Mary – Ninguém em sã consciência invadiria o Gringotes! É um lugar extremamente seguro e com várias armadilhas para o caso de ladrões se aventurarem por lá!
– Nós não vamos roubar nada... Bellatrix simplesmente entrará em seu cofre e tirará algo.
– E como você espera convencer minha mãe disso e depois tirar dela? – desafiou Violet.
– Ela não precisa saber. – sorriu Hermione, o que fez com que Violet entendesse tudo.
– Não! Nem pensar, vocês não vão fazer isso!
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