Secrets & Lies (‘The Orphan’ – Season 4)
17 Capítulo 16 - January 10th
Notas iniciais
CAPÍTULO 16 – JANUARY 10th
“10 de janeiro”

– NARRAÇÃO – JANEIRO DE 1997 –
– Violet! O que ele disse?! – exclamou Tonks, ignorando Lupin totalmente.
– Eu tive um pesadelo antes de voltar à Hogwarts... – começou Violet rouca — Eu era uma comensal e Bellatrix me chamava de filha, dizia que eu iria me acostumar...
Lupin não sabia o que fazer e Tonks ainda segurava Violet pelos braços, encarando-a firmemente. Nesse momento ele percebeu que a garota de cabelos coloridos à sua frente era sim uma mulher e merecia todo o respeito, porém, não pode terminar o pensamento pois Violet engasgou e passou a tossir desenfreadamente.
– E-eu vi pessoas que amo morrerem e uma criança ser assas...
Violet tentou continuar, mas a cada palavra forçada ela sentia como se alguém estivesse apertando seu pescoço com as mãos sem piedade, seus pulmões imploravam por ar e sua garganta travou.
– Violet! – exclamou Tonks novamente, porém, a garota sequer ouviu.
Seu rosto pálido estava arroxeado com a força que seus pulmões faziam para respirar, a garota estava gelada e suava frio enquanto Tonks a balançava levemente.
– Não fique parado aí, faça algo útil e chame Dumbledore e Snape. – pediu Tonks à Lupin – Agora!
Enquanto Lupin afastava-se em direção ao interior do castelo, Tonks tentou arrastar Violet pelo corredor, mas a garota ainda não conseguia respirar direito e o trabalho tornou-se árduo.
– Vamos Violet, tente andar! – pediu Tonks passando um dos braços da menina sobre seu pescoço enquanto segurava-a pela cintura.
Nesse momento, a luva que cobria a mãos de Violet escorregou e sua pele entrou em contato com a de Tonks, que sentiu um choque percorrer seu corpo. Tonks soltou-a imediatamente e, não conseguindo evitar, caiu no chão ao lado de Violet, que fechara os olhos para o cansaço.
– Violet! – gritou Snape aparecendo ao lado de Dumbledore e Lupin através do corredor.
O professor foi direto até a filha, que estava caída, e pegou-a no colo. Lupin fez o mesmo com Tonks e logo ambos seguiram Dumbledore à enfermaria, onde Madame Ponfrey os esperava.
Lupin contou apenas o que sabia para o diretor, que já imaginava o que aconteceu. Snape ficou preocupado, pois se a filha havia tido um pesadelo com Voldemort, Alastor não havia cumprido a promessa de cuidar dela. Não fazia sentido, é claro, mas era melhor culpar Moody do que a si mesmo.
Não demorou muito para que Tonks abrisse os olhos e levantasse, encontrando os três homens conversando, de costas para ela. Olhou ao redor e viu Violet deitada na cama ao lado da sua.
– O que pensa que está fazendo? – perguntou Madame Ponfrey assim que viu Tonks em pé, cambaleando até a cama em que Violet estava.
– Tonks! – exclamou Lupin aliviado enquanto os outros homens se aproximavam da auror.
– Ela está bem? – perguntou Tonks, ignorando-o novamente.
– Não sabemos... – respondeu Dumbledore – O que aconteceu, Srta. Tonks? Severo me disse que a Srta. tirou a Srta. Snape da aula de aparatação...
– Sim... – concordou sentando-se novamente, ainda cansada pelo choque que recebeu ao encostar-se a Violet — Eu estava ajudando o Magnus com o sexto ano quando percebi que a Violet caiu de costas, ela parecia confusa então fui ajudá-la... Quando cheguei mais perto e perguntei o que aconteceu, ela respondeu “Ele está na minha cabeça”. – continuou – Para mim ficou claro que era Você-Sabe-Quem, Dumbledore já havia me informado sobre essas invasões... Então eu a tirei do salão para podermos conversar, eu ia levá-la até a direção... Quando perguntei o que aconteceu realmente o Lupin chegou, depois a Violet comentou sobre um sonho que teve nas férias... Ela era uma comensal e Bellatrix a chamava de filha, dizia que iria se acostumar...
Snape estremeceu nesse momento. Voldemort estava pegando o ponto fraco de Violet para levá-la aos comensais: a mãe que nunca teve.
– Ela disse também que viu pessoas que amava serem mortas e uma criança assassinada... – continuou Tonks – Foi então que ela começou a engasgar, ficou roxa, como se estivesse com falta de ar... Eu fiquei muito preocupada e mandei chamar vocês dois enquanto eu a tirava do corredor...
– O que mais? – adivinhou Dumbledore.
– Enquanto eu tentava carregá-la a luva que ela sempre usa escorregou e eu tirei... Não sei como nem porque, mas quando eu encostei na pele na mão senti um choque percorrer eu corpo, uma espécie de dor que eu nunca senti antes... Eu não aguentei, acabei caindo no chão e ela foi junto...
– Você está bem? – perguntou Lupin preocupado.
– Eu pareço bem? – respondeu ironicamente.
– Srta Tonks... – começou Dumbledore enquanto Severo acariciava a testa da filha – A energia que sentiu em seu corpo é proveniente de uma magia muito antiga que corre nas veias da Srta. Snape... Magia Negra.
– Ela tem magia negra?! – surpreendeu-se.
– Sim. Como deve ter aprendido em seu treinamento como auror, a Magia Negra é muito antiga... Um bruxo pode sim trabalhar com ela, mas poucos a possuem em seu sangue. E quem a tem é dono de uma magia poderosa e perigosa, muitos não conseguem controlá-la no começo e apenas com treinamentos constantes é possível aprender a viver com ela...
– Então a Magia Negra está se manifestando na Violet agora? – perguntou Tonks, recebendo um aceno positivo de Dumbledore – Agora faz sentido... Por isso que usa luvas?
– A magia negra em seu sangue concentra-se na palma das mãos, e quando sofre algum abalo forte ou até mesmo pequenas irritações sua magia se manifesta... Por isso as luvas. Se a Srta Snape descarregar magia em alguém, esse alguém sofrerá consequências... É como se uma energia poderosa invadisse suas veias, que não acostumadas, sentem dores fortes... Exatamente o que Srta está sentindo agora.
– Infelizmente não há antídotos para esse tipo de dor, mas um bom descanso será o suficiente querida, não se preocupe... — comentou Madame Ponfrey entregando-lhe um copo – É uma poção de Sono Sem Sonhos, vai ajudá-la a dormir enquanto seu corpo se recupera...
– Obrigada... – respondeu Tonks, bebendo todo o conteúdo do copo – Nossa, tinha esquecido o quão ruim pode ser essa poção... E quanto à Violet?
– Por enquanto ela está dormindo, recuperando naturalmente suas energias. Assim que acordar saberemos melhor o que aconteceu. Mas não se preocupe, ela ficará bem... – garantiu o diretor, que novamente, estava certo.
Violet acordou cerca de uma hora depois, totalmente recuperada e sem qualquer sequela. Snape não havia saído do seu lado um minuto sequer e esperava calmamente o momento em que a filha finalmente abriu os olhos. Dumbledore foi chamado e, juntos, ouviram tudo que Violet viu no sonho e até mesmo o que Voldemort falou em sua mente.
Quando a garota falou que viu o pai como um comensal frio e indiferente, Snape estremeceu e temeu que ela realmente acreditasse. Ele não queria que a filha soubesse naquele momento e nem daquele jeito, ele precisava ajudá-la com sua magia e, caso ela descobrisse que o pai era um comensal, não iria perdoá-lo.
Quando Dumbledore retirou a proteção do salão, não imaginou que Voldemort aproveitaria para entrar em contato com Violet, em plena lição de aparatação. Algo precisava ser feito, e infelizmente, as aulas não poderiam ser canceladas.
Violet e Tonks permaneceram na enfermaria até o entardecer daquele dia.
– Obrigada pelo que fez Dora... – agradeceu Violet enquanto ambas caminhavam em direção às masmorras. – Se eu perdesse o controle naquele salão a escola inteira ficaria sabendo e isso não seria muito bom... E desculpe pelo que fiz...
– Não se preocupe, amigos servem para isso certo? – respondeu Tonks sorrindo – Mas essa história de sofrer junto não é muito legal, então tente não sofrer novamente, sim?
– Vou tentar... – brincou Violet em resposta. – Falando em sofrer... Eu percebi que você está evitando o Lupin... O que aconteceu?
– Nós conversamos, na verdade, eu falei e eu apenas ouviu... – respondeu – Eu finalmente contei tudo que sentia, mas ele nem se abalou por isso...
– Sinto muito...
– Não, tudo bem. Por mais que eu o ame, tenho que encarar a realidade e aceitar que não temos um futuro amoroso juntos, se eu insistir nisso só vou sofrer ainda mais..
– Lembra-se da história de sofrermos juntas? – brincou Violet, fazendo a amiga rir.
– Não vou sofrer por alguém que não me quer... Se não sou o suficiente, problema dele.
– 10 DE JANEIRO DE 1997 –
– Aonde você vai mocinha? – perguntou Alessa assim que viu Violet descer as escadas do Salão Comunal pela manhã.
– Eu...
– Não adianta mentir, te conheço muito bem... Por acaso essa saída tem algo a ver com certo professor?
– Tá, você venceu... Hoje é aniversário do Vitor e eu quero fazer uma surpresa... – respondeu Violet – Nas últimas férias eu consegui comprar um presente e pedi para a Saoirse guardar para mim, ontem ela me mandou uma carta avisando que já enviou o presente e está com a Tonks, vou lá buscar e depois me encontro com o Vitor...
– Espera, com a Tonks? Desde quando elas são amigas?
– Pois é, eu descobri isso ontem! Mas hoje eu falo com ela e descubro o resto da história...
– Então tá... E me fala... Qual presente você comprou?
– Não vou falar... – respondeu com um sorriso travesso.
– Poxa, isso é maldade!
– Mas essa é a intenção! Já vou, até depois ruivinha... – exclamou beijando a bochecha da amiga e deixando o Salão Comunal logo em seguida.
Violet correu pelos corredores até encontrar Tonks, que caminhava em silêncio ao lado de Lupin, que estava claramente pensativo.
– Bom dia! – exclamou a menor aproximando-se rapidamente.
– Uou... Mal começou o dia e você já está tão elétrica? – brincou Tonks.
– Eu soube que a Saoirse te mandou algo...
– É, mandou... Foi surpreendente, há um bom tempo que não nos encontramos... – respondeu – Vamos lá?
– Você não vai monitorar os corredores? – intrometeu-se Lupin assim que Tonks e Violet começaram a sair. – Por que não conversam depois?
– Porque Dumbledore me colocou aqui para proteger a Violet. É isso que estou fazendo – respondeu rispidamente – Tenho certeza que você é bom o suficiente para monitorar os corredores sem mim, uma encrenca ambulante e irresponsável... Te vejo depois. – piscou deixando-o sozinho no corredor e acompanhando Violet, que ficou extremamente surpresa.
– Uau... Nunca te vi assim! – comentou a mais nova – Me lembre de morrer sua amiga...
– Pode deixar que eu te lembro... – brincou.
– Desde quando você e a Saoirse se conhecem?
– Nos conhecemos quando eu fui comprar meu material no Beco Diagonal pela... quarta vez. – respondeu – Fomos grandes amigas, duas maluquinhas! Mas depois que me formei em Hogwarts fui para o Ministério estudar com os aurores e ela... Bem, não sei exatamente o que ela fez, mas perdemos o contato por um bom tempo até ontem, quando recebi uma carta de Saoirse Krum dizendo para te entregar um presente que você daria para seu namorado, que coincidentemente é o professor de voo da escola e irmão dela! Como não me falou antes que namorava um professor? Sabe a fofoca que é essa?!
– Exatamente por ele ser um professor é que ninguém pode saber! – respondeu Violet.
– Tudo bem, ninguém saberá... – riu – Mas me diz uma coisa... Você sabia que a Saoirse te chama de “cunhada super incrível e maravilhosa”?
– Não... – disfarçou.
– Uou... Estou vendo uma negação de algo óbvio??
– Não! Só que... Digamos que ela aprova nosso relacionamento...
– Aprova? Se você pedir ela arruma um casamento para vocês dois em UM dia! – rebateu – Acredite, ela consegue...
– Certo, podemos parar de falar nisso por favor?
– Por quê? Minha vida amorosa é um fracasso, por isso me contento em ouvir sobre a sua... Que obviamente é incrível...
– Para com isso! – rebateu com vergonha.
– Tá, tá bom... Não falo mais disso... – respondeu a mais velha entrando em seu quarto de Hogwarts – Aqui está... Mande minhas felicitações para ele... Quer dizer, se der tempo não é...
– Dora!
– Ok, agora você soou como minha mãe... – riu – Até depois Srta. Snape.
– Obrigada Dora... – respondeu beijando o rosto da amiga e logo deixando o quarto para correr pelos corredores.
– VIOLET -
Eu tinha tudo preparado em minha mente, aquele era o primeiro aniversário que passaríamos juntos, como namorados, e tudo tinha que ser perfeito. Tonks me disse que Vitor e os demais professores teriam uma reunião importante naquele dia e, provavelmente, só sairiam à tarde. Então consegui a chave do quarto dele e preparei tudo ali dentro.
Quando o relógio tocou 18 horas, a porta foi aberta. Vitor entrou calmamente com alguns envelopes nas mãos, acendeu a luz e fechou a porta. Quando finalmente virou-se, abriu uma expressão de surpresa e logo seus olhos encontraram-se com os meus.
– Feliz aniversário. – sorri.
– Eu não acredito... – sorriu em resposta, colocando os envelopes sob um móvel e aproximando-se. – Você fez isso?
– Sim. Magia faz milagres e, combinada à uma boa criatividade, move montanhas... – respondi.
– Como conseguiu entrar no meu quarto? – perguntou surpreso, aproximando-se ainda mais.
– Digamos que o Sr. Filch não é muito cuidadoso com a chave mestra...
– E você, coincidentemente, encontrou a chave perdida no chão do pátio?
– Coincidência não? – concordei antes que Vitor envolvesse seus braços em minha cintura e beijasse meus lábios carinhosamente.
– Esse é um dos motivos pelos quais eu amo você... Sempre consegue me surpreender... – sorriu.
– Eu não sou boa na cozinha, então dê crédito aos elfos pela comida... – comecei levando-o até a mesa e abraçando-o pelo pescoço por trás – Espero que goste... – sussurrei beijando seu rosto.
– Certo... E o que temos? – perguntou divertido enquanto eu me sentava.
– É uma comida trouxa que eu particularmente amo! Chama-se lasanha, e é um manjar dos deuses!
– Pelo seu entusiasmo eu diria que é mais que um manjar dos deuses... — riu.
Pelas próximas horas nos deliciamos com a lasanha, que descobri ser ainda melhor do que me lembrava. Nós conversamos sobre tudo, nos divertimos e até flertamos! Em resumo, foi uma tarde incrível.
– Agora, quero que levante e feche os olhos... – pedi levantando-me.
– Sinto muito, mas prefiro manter meus olhos abertos... – brincou levantando-se e parando à minha frente.
– Vamos Vitor, não seja estraga prazeres...
– Ah, tudo bem... Com essa cara não tem como eu recusar! – suspirou fechando os olhos.
Rapidamente usei um “Accio” e a pequena caixinha dourada com fitas azuis estava em minhas mãos. Cruzei meus braços em minhas costas e me aproximei ainda mais de Vitor, mantendo uma pequena distância entre nós.
– Pode abrir... – pedi. – Agora... Você terá que achar seu presente...
– Sabe que não precisa de presentes...
– Não se faz 21 duas vezes...
– Assim como todos os outros 20... – ironizou rindo.
– Vamos Vitor, está perdendo tempo!
Vitor então começou a olhar para todos os móveis próximos, abriu calmamente cada gaveta e estava quase desistindo quando se aproximou de mim.
– Está perto... – comentei.
– Perto? – repetiu encarando-me fixamente, como se já soubesse onde estava o presente. – O quão perto estou?
– Muito... – respondi assim que Vitor parou a centímetros de meu rosto.
– Muito? – repetiu passando as mãos em meus braços e acompanhando as curvas de cada um deles.
Dei dois passos para trás, porém, Vitor fez o mesmo e estava quase encostando em minhas mãos quando beijou meus lábios novamente, curvando seu corpo sobre o meu. Quando finalmente tirou o embrulho de minhas mãos, pegou-o o colocou-o sobre um dos móveis enquanto eu o abraçava pelos ombros.
Novamente dei passos para trás, não tinha nada em minha mente e tudo que eu conseguia pensar era em quanto eu o amava e quanto eu sentia sua falta durante os dias. Quando minhas costas colidiram com a parede, Vitor libertou meus lábios e desceu para o meu pescoço, beijando cada pedacinho lenta e dolorosamente.
– Da próxima terei que esconder melhor... – sussurrei.
– Da próxima acho que terei que procurar em lugares menos óbvios... – respondeu beijando meu ouvido.
– É melhor abrir seu presente... – murmurei tentando manter o foco. – Agora.
– Se é o que quer... – respondeu dando-me um último beijo antes de se afastar e pegar o embrulho nas mãos.
Enquanto eu recuperava ar de meus pulmões, Vitor abriu a caixinha e tirou o perfume que eu havia comprado meses antes, abrindo um grande sorriso e experimentando a fragrância em seu pescoço.
– Obrigado Violet, adorei... – respondeu aproximando-se de mim novamente e abraçando-me fortemente.
– Hmmm... Acho que foi uma má ideia te dar esse perfume... – comentei ao sentir a fragrância incrivelmente boa em sua pele. – Não dá para resistir desse jeito...
– Bom saber disso, torna o presente ainda melhor... – respondeu beijando meu pescoço logo em seguida.
– Professor Krum! – chamou alguém batendo na porta.
– Sim? – respondeu ele parando de me beijar, porém, sem se afastar.
– O senhor recebeu um embrulho e pediram para eu entregar pessoalmente... – falou a voz novamente, que percebi ser de Hagrid.
– Você poderia deixar aí na porta, por favor? Eu não estou apresentável no momento... – respondeu Vitor.
– Merlin que vergonha... – sussurrei encostando meu rosto sobre o peito de Vitor, que riu suavemente.
– Como o senhor quiser professor... Vou deixar aqui na porta...
– Obrigado Hagrid!
– Acho que é melhor eu ir... – falei logo em seguida. – Se alguém me pega aqui dentro meu pai me mata! E depois o Alastor e então a Minerva...
– Hagrid acabou de sair, não é melhor esperar um pouco? – sugeriu.
– Você é um baita trapaceiro!
– Já me disseram isso... – riu beijando-me novamente.
– NARRAÇÃO –
Enquanto Violet esperava para poder sair do quarto de Vitor, do outro lado do castelo outro casal tinha problemas de relacionamento.
– Tonks, para de me evitar!
– O que quer que eu faça então? – retrucou – Finja que nada aconteceu e continue agindo como sempre agi? Se você não me quer ao seu lado, não peça para que eu esqueça esse sentimento de uma hora para outra, porque não dá!
– Por favor, apenas me ouça... – pediu ele – Eu gosto de você Tonks, muito! E...
– Não adianta falar que gosta de mim Lupin, isso me machuca ainda mais! Faz um favor? Me esquece, porque eu estou bem empenhada em fazer o mesmo... – falou afastando-se e deixando Lupin sozinho no corredor.
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