Secrets
1 Prólogo
Notas iniciais
Meu coração nunca havia batido tão forte. As sombras das casas familiares ao meu redor passavam por minha visão periférica tão rapidamente quanto minhas pernas podiam correr. Meus olhos lacrimejavam e eu sabia que, em não muito tempo, o oxigênio, tão necessário, começaria a faltar. Não tinha corajem de olhar para trás ou mesmo a audácia de tentar gritar; não, eu teria de continuar a correr.
Como que por um milagre, vi a fachada de minha casa e, antes que pudesse notar, já estava dentro da mesma, trancando todas as portas e janelas.
Respirei fundo. Não havia perigo, eu estava em casa. Nenhum monstro pode entrar em nossa casa a não ser que seja convidado – costumava dizer minha avó. Eu estava segura, agora, sim, eu estava segura.
- Isabelle? – uma voz chamou do outro lado da porta – Isabelle, abra a porta, estou com pressa!
Encarei a entrada da casa.
- Isabelle! – gritou novamente a voz
Sentei no chão, ao pé da escada, ainda encarando a porta. Não, eu não abriria. Eu não podia, eu não... eu não conseguia. E se fosse alguém como ela? E se... não. Eu não abriria a maldita porta.
Ouvi a maçaneta girar e, antes que pudesse desmaiar, ou mesmo gritar, Frank entrou na casa. Meu irmão gêmeo me encarou, a princípio, com raiva e, então, pareceu notar o suor e a palidez em minha face.
O olhar de meu irmão voltou-se, então, para meu ombro ensanguentado. Sua boca abriu-se várias vezes e seu rosto transfigurou-se em horror. Após respirar fundo, Frank olhou-me nos olhos e sorriu.
Neste exato momento, atingi meu limite. Meus sentidos me abandonaram –eu sorri – e, então, apaguei.
Notas finais
Beijos, beijos,
Bri.
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