Secrets

7 Capítulo 6 - Sábado a noite (Damon e Giulia)


Elena estava sentada no sofá da sala lendo um livro, tinha que aproveitar enquanto sua filha estava em seu quarto, pois esse era o único momento em que tinha para achar e ter um tempo somente para si. Estava totalmente distraída em sua leitura em sua leitura quando ouviu o barulho de chave na porta da sala.

- Oi meu amor – deu um fraco sorriso quando viu o marido – Pensei que fosse chegar mais tarde, como tem feito todos os dias da última semana.

- Deixei a Lexi tomando conta de tudo e consegui sair mais cedo – colocou as sacolas, que estava carregando, no chão – Trouxe um coisa especial para nós dois.

- O que foi que você trouxe – pareceu bem curiosa nesse momento.

- Esse é o nosso jantar – explicou mostrando as embalagens para ela – Vou preparar a nossa comida. Programa perfeito para um sábado a noite, não acha?

- É perfeito mesmo – concordou sorrindo – Só espero que tenha trazido o suficiente para quatro pessoas, não se esqueça de que não estamos sozinhos

- Pode deixar que eu já pensei nisso também – respondeu – Aonde é que está o meu irmão?

- Lá em cima com a Giu – avisou – Ele está ajudando ela a desenhar o animais que tem no zoológico.

- Vou lá falar com ele então – caminhou em direção a escada – Será que você pode colocar essas coisas lá na cozinha?

- Levo sim – já estava pegando as sacolas que tinham ficado no chão – Se quiser eu já posso ir cortando alguma coisa.

- Vou querer a sua ajuda, mas não agora – explicou – Só tem mais uma coisa, aonde é que está a namorada do Damon?

- Rebekah – lembrou – É uma longa história, acho que você não ai querer saber de todos os detalhes.

- Tudo bem, não precisa falar mais nada – pediu – Conheço o meu irmão bem o suficiente para imaginar o que aconteceu.

Stefan foi para a parte de cima da casa e caminhou em direção ao quarto da filha. Podia ouvir a risada divertida da menina.

- Isso está horrível, tio Damon – a ouviu falando – O meu elefante está muito mais bonito que o seu.

- O meu elefante está lindo – Damon se defendeu – É uma cópia perfeita, você tem que admitir.

- Elefantes não são assim – o corrigiu – Nunca vi nenhum, nem mesmo na televisão. É mentira sua.

- Os elefantes lá em Nova York são assim – explicou – Quando você for até lá vai ver como eu estou falando a verdade.

O outro homem não pode deixar de sorrir com a pequena “discussão” dos dois e ficou observando da porta. Eles estavam sentados e volta da mesa que tinha no quarto, aonde estavam os lápis coloridos e os papéis.

- Olá Stefan – o moreno acenou para o irmão assim que o viu – Não precisa ficar tímido, pode entrar.

- Papai! — Giulia parou exatamente tudo que estava fazendo e correu em direção ao pai – Você chegou cedo!

- Cheguei sim, minha princesinha – a levou e a beijou na bochecha – O que vocês dois estavam fazendo?

- Desenhando – disse enquanto o arrastava para dentro do comodo – Vem ver o eu fiz.

Pegou a folha que a menina estava mostrada. Não era o elefante mais perto do mundo, mas estava muito bom para alguém de apenas quatro anos.

- Está lindo, Giu – comentou – Parece que temos uma grande artista nessa casa. Algum dia seus quadros serão famosos no mundo inteiro.

- O tio Damon também desenhou um elefante, mas está muito feio – ela continuou – Só que ele fica dizendo que está lindo.

Pegou a outra folha que também estava desenhada. Estava totalmente torto, nem dava para definir que animal era aquele.

- Ela tem toda razão – Stefan concordou, por fim – Esse é o elefante mais esquisito que eu já vi na minha vida.

- Vocês dois são mesmo muito chatos – cruzou os braços e se fingiu de bravo – Mais tem que admitir que está bem realista, afinal, a pela dos elefante é bem enrugada, igual ao do desenho.

- Tudo bem – deu de ombros – Agora, será que você pode vir aqui um minuto, preciso falar uma coisa com você.

Concordou com a cabeça antes de seguir o irmão caçula para o corredor.

- Passei no mercado antes de vir para casa – Stefan começou a explicar – Vou fazer um jantar especial para a Elena.

- Stefan, meu irmãozinho, deixa eu te explicar uma coisa – o abraçou pelo ombro fazendo com que ficassem bem próximos – Esse tipo de surpresa romântica é para se fazer nos primeiros meses de namoro. Você e a Elena já estão casados, não precisa conquistá-la.

- Eu gosto de fazer surpresas para ela, Damon – não pode deixar de revirar os olhos com o comentário do outro – Assim eu tenho certeza de que nossa vida juntos nunca será entediante.

- Rotina, a pior inimiga de qualquer relacionamento – concordou com a cabeça – Você prestes a abrir um restaurante e chegando todo dia de madrugada colabora para isso.

- E é exatamente o que estou tentando evitar – continuou – Espero que possa contar com a sua ajuda.

- É só dizer do que precisa, irmãozinho – garantiu – Vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para te ajudar.

- Tire a Giu de casa – pediu – Leva ela para fazer um lanche no shopping ou então vão no cinema. Só fiquem o máximo de tempo que puder na rua.

- Pelo jeito você está querendo aprontar hoje – deu um tapa na costas de Stefan – Pode ficar tranquilo, eu posso fazer isso.

- Muito obrigado, Damon – parecia bem aliviado nesse momento – Vou lá para a cozinha começar a preparar a coisas.

Esperou que o irmão terminasse de descer as escadas para ir até o quarto da sobrinha.

- Giu, comece a se arrumar – avisou – Vamos sair para dar uma volta.

- Legal! — ela se levantou parecendo bastante animada – Aonde é que nós vamos? O papai e a mamãe vão com a gente também?

- Eles não vão, seremos somente nos dois – respondeu – E quanto aonde nós vamos, pensei que você podia escolher. Conhece a cidade bem melhor do que eu.

- Vamos para o parque do shopping? — sugeriu – Fui lá uma vez com a minha mãe, é muito legal.

- Então é para lá que vamos – concluiu – Vou chamar a Elena para te ajudar a se arrumar.

- Não precisa, tio Damon, sei me arrumar sozinha – parecia bem brava nesse momento – Já tenho quatro anos, não sou mais um bebê.

- Tem razão, Giu, meu desculpe – deu um beijo no topo da cabeça da menina – Você está crescendo; Logo vai estar saindo de casa para ir a faculdade.

- Credo, tio Damon – fez uma careta – Ainda falta muito tempo para isso. Só não sou mais um bebê, mas ainda sou criança.

Menos de meia hora depois, os dois estavam saindo de casa. Damon achou que era melhor irem lanchar antes de fazerem qualquer outra coisa.

- Boa noite! — a garçonete se aproximou de mesa em que estavam, tinha um enorme sorriso no rosto – Já querem fazer os pedidos.

- Sim, é claro! — o moreno respondeu – Vou querer dois chesseburgueres e eu vou querer um refrigerante. O que você quer beber, Giu?

- Um milkshake de chocolate! — ela respondeu sem nem pensar duas vezes – E também quero muito catchup.

- Pode deixar! — a mulher garantiu – Eu já trago para vocês. Os pedidos devem ficar prontos em menos de dez minutos.

Em seguida, ela saiu e foi atender um casal que tinha acabado de chegar e estava há três mesas de distancia.

- Tem certeza de que você pode comer essas coisas? — o homem pareceu um pouco incerto – Não quero receber uma bronca da Elena por estar te dando porcaria.

- Mamãe só não me deixar comer muito chocolate – explicou – Por que eu posso passar mal.

- Então acho que não tem problema você tomar só um copo de milkshake – deu de ombros – Além do mais, é para isso que servem os tios, para deixarem as crianças fazerem tudo que os pais não deixam.

Não demorou muito para a garçonete levar os pedidos para a mesa. Giulia pegou seu sanduíche e deu uma mordida.

- Está muito bom – ela disse com a boca cheia de comida.

- Coma com calma Giu – o moreno avisou – A comida não vai desaparecer em um minuto.

- A sua filha é mesmo uma graça – a mulher comentou – E se parece muito com você.

- Ela não é minha filha – explicou calmamente – É a minha sobrinha, filha do meu irmão.

- Sinto muito pela confusão – disse, parecendo extremamente envergonhada – Qualquer coisa é só me chamarem.

No momento em que ela se afastou, a menina começou a rir sem conseguir parar nem um segundo.

- Será que eu posso saber por que a senhorita está rindo? — Damon perguntou, também com um ar divertido no rosto.

- Ela queria sair com você – respondeu, por fim – Minha mãe disse que as mulheres elogiam quando querem sair com um cara.

- As mulheres não costumam resistir a mim – fingiu-se de convencido – Acho que a sua mãe também deve ter te falado isso.

- Por que ela achou que eu era a sua filha? — decidiu mudar de assunto.

Ele ficou sem ação por alguns segundos. Como ele poderia explicar isso de maneira simples mas sem levantar suspeitas. Ela só tinha quatro anos mais era muito esperta e poderia desconfiar de alguma coisa.

- É que nós somos parecidos – conseguiu falar, por fim – Sou seu tio, somos na mesma família, é fácil confundir.

- Mas por que é que eu não me pareço como meu pai? — perguntou mais uma vez – Deveria me parecer com ele, não com você. Não é mesmo, tio Damon?

- E você se parece com ele – garantiu – Eu e o Stefan somos irmãos. Por isso que você é parecia comigo.

- Só que ninguém acha isso – ficou encarando a mesa.

- Você se parece com ele sim – deu um beijo no topo da cabeça dela – Acredite em mim, minha princesinha.

Terminaram de comer calmamente e depois Damon pediu a conta. Em seguida foram para a área de jogos do shopping.

- O que você quer fazer primeiro, Giu? — ele perguntou – Pode escolher qualquer coisa que quiser.

Ela colocou a mão no queixo enquanto pensava em todas as suas possibilidades. Tinha muitas coisas que queria fazer, só não sabia por qual começar.

- Vamos na montanha russa – começou a pular parecendo mesmo muito empolgada com a possibilidade.

Ele então olhou para o qual a sobrinha estava apontando. A montanha russa não era muito grande, mas não era muito recomendado para quem tinha acabado de comer.

- Tem certeza disso? — decidiu perguntar – Você tem certeza de que consegue ir em um brinquedo desses? Não vai ficar enjoada?

- Tenho certeza – respondeu com bastante convicção – Eu já fui uma vez com o meu pai. É muito legal.

- Tudo bem — revirou os olhos, não tinha mais jeito, iria ter que ir junto com ela.

- Você está com medo de ir na montanha russa, tio Damon? — olhou para ele um pouco desacreditada – Vai ser legal, não tem como cair de lá.

- Não estou com medo – se ajeitou e disse com bastante convicção, tinha uma reputação a zelar – Só não quero que você fique com medo.

- Certo! — não parecia estar acreditando muito no que ele falava.

Foram na montanha russa sem nenhum problema. Depois disso, Giulia quis ir mais três vezes nesse brinquedo e o moreno teve que, praticamente, arrastá-la de lá, pois estava começando a ficar enjoado.

- Escolhe qualquer outra coisa para fazermos – pediu – Não podemos ficar indo a noite toda na montanha russa.

- Está bem – suspirou pesadamente parecendo um pouco contrariada – Eu queria um bichinho de pelúcia daquela máquina.

- Vamos lá – concordou – Tenho certeza de que vou conseguir pegar um bichinho na primeira tentativa.

Foram necessárias cinco tentativas, mas Damon conseguiu pegar um unicórnio cor-de-rosa de pelúcia.

- Ela é lindo! — a menina abraçou o seu novo bichinho de pelúcia – Muito obrigada, tio Damon, eu nunca tive um bichinho de uma maquina dessas.

- Stefan nunca tentou pegar um bichinho desses para você? — achou muito estranho, seu irmão sempre fazia tudo para a filha.

- Já tentou várias vezes – explicou – Mas ele nunca conseguiu, disse que é muito difícil e que precisa de muito treino para pegar alguma coisa.

- Então vamos dizer para ele que ficamos a noite toda aqui para eu te conseguir esse unicórnio – sugeriu – Não queremos que o Stefan fique com o ego machucado, não é mesmo.

- Combinado – concordou com a cabeça – Mas o que é um ego? E como é que se machuca ele?

- Um dia eu te explico – garantiu enquanto a pegava no colo – Agora vamos continuar brincando, ainda tem muita coisa para fazer aqui.

Foram a vários brinquedos e joguinhos do local, pareciam se divertir muito com todos eles. O shopping já estava fechando quando decidiram ir embora.

- Tio Damon – Giulia começou a falar quando Damon a estava prendando ao cinto do carro – Eu me diverti muito hoje de noite.

- Também gostei muito, minha pequena – ele respondeu sem conseguir parar de sorrir – Você é a melhor companhia desse mundo.

- Queria que você morasse aqui em Atlanta – continuou – Nós poderíamos nos divertir assim todos os dias.

- Não acho que teria graça fazermos isso todos os dias – deu de ombros – Além disso, seu pai pode sair com você. Ele sabe fazer as mesas coisas divertidas que eu.

- A gente sempre saia para se divertir quando ele me pegava na escola antes de ir buscar a mamãe – começou a explicar parecendo triste – Mas ele está ocupado no restaurante e não tem mais tempo para mim.

Ele achou que essa cena era de cortar o coração. Abriu a e fechou a boca várias vezes mais não saia som algum.

- Sei que seu pai tem estado muito ocupado, mas esse restaurante é o sonho dele – começou a explicar calmamente – Mas logo ele vai ter tempo para você novamente.

- Mas quando o restaurante abrir ele vai ter mais trabalho ainda – lembrou – E vai passar menos tempo em casa.

- Ele só está ocupado com os último detalhes do restaurante, quando estiver tudo pronto não vai mais passar tanto tempo lá – ficou mexendo no cabelo bela – Sua mãe já deve ter te explicado isso.

- Sabe, tio Damon, como seria se você fosse o meu pai? — disse na maior inocência do mundo.

Ficou totalmente sem reação nesse momento. Seu maior sonho era poder assumir a paternidade de Giulia e poder criá-la perto de si, mas nunca imaginou ouvi-la falando sobre isso.

- Acho melhor irmos embora – decidiu mudar de assunto antes de que falasse o que não deveria – Seus pais vão ficar preocupados se demorarmos muito.

Passou todo o caminho pensando no comentário da menina. Não era difícil de imaginar como seria, viver com ela e com Elena como uma família feliz e apaixonada.

Parou o carro em frente a casa do irmão e saiu do carro para poder pegar a sobrinha, que dormia profundamente, no banco de trás. A pegou no colo e ela nem ao menos abriu os olhos.

- É claro que eu já imaginei isso – disse, bem baixinho, antes de dar um beijo no topo da sua cabeça – Não tem ideia de quantas vezes eu desejei isso.

A colocou na cama e seguiu para o seu próprio quarto. Tinha certeza de que demoraria a dormir naquela noite, tinha muita coisa em sua cabeça agora.

Notas finais
Em primeiro lugar que pedir desculpas pela demora no post, essa foi uma semana bem cheia.
Como vocês devem ter percebido essa é só a primeira parte do sábado a noite, no próximo cap vocês vão ver como foi o do Stefan e da Elena (sim, muitas cenas Stelenas para vocês) era para ficar tudo no mesmo capítulo, mas ia ficar muito grande, então decidi dividir em duas partes.
O que vocês acharam do momento super fofo entre o Damon e a Giu? Ele é muito fofo com ela, não acham?
Bom gnt é isso, agora vocês comentam. Tevem pouco comentário no último post (magoei...)