Secrets
8 Capítulo 7 - Sábado a noite (Stefan e Elena)
Elena ficou observando o cunhado sair com o carro e o acompanhou com os olhos até que desaparecesse no final da rua. Logo depois foi para a cozinha aonde Stefan já estava começando a fazer o jantar deles.
- Será que agora você vai aceitar a minha ajuda? — perguntou enquanto se encostava na bancada – Prometo que não vou me cortar e estragar o nosso jantar com você indo me levar ao hospital.
- Você pode cortar esses tomates – pediu – Enquanto isso eu vou colocando o azeite na panela.
Foi até onde o marido estava e pegou a faca para começar a cortar os tomates e pequenos pedacinhos. Sentiu um par de mãos na sua cintura e os lábios trilhando o caminho do seu pescoço até a sua nuca, teve que parar o que estava fazendo imediatamente.
- Se você continuar fazer isso não vou conseguir terminar – reclamou.
- Tudo bem! — levantou as mãos em sinal de rendição – Não quero que você perca um dedo por que eu fiquei te distraindo.
- É isso mesmo – concordou, fazendo uma careta – Será que eu posso saber o que você está fazendo, ou é surpresa?
- Vou fazer a minha macarronada com molho especial – respondeu – Sei que é o seu favorito, não poderia pensar em fazer outra coisa.
- É mesmo o meu prato favorito – não pode deixar de dar um sorriso bobo. Stefan sempre se lembrava desses pequenos detalhes, isso o fazia ainda mais especial.
- Esse prato faz parte da nossa história – colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha dela e a encarou profundamente – Lembra que foi o primeiro que eu preparei para você?
- Eu estava brava com você, por algum motivo bobo que nem me lembro mais – lembrou – Então, você descobriu que a tia Jena ia passar a noite na casa do Ric, deu dinheiro para o Jeremy ir ao cinema junto com a Meg e preparou a comida na cozinha lá de casa, tudo isso enquanto eu estava no meu quarto sem saber de nada.
- E o meu plano funcionou – continuou – Você me perdoou na mesma hora. Até valeu a pena arranhar os dois joelhos pulando da sua janela no dia seguinte para a Jena não me descobrir.
- Não consigo ficar com raiva de você – deu de ombros – Eu te amo, Stefan. Te amo muito.
Ele não respondeu, apenas a beijou, fazendo com que se encostasse mais no balcão. Quando Elena soltou um gemido alto o homem se afastou, dessa maneira não iriam conseguir terminar de preparar o jantar tão cedo.
- Acho esse é o momento perfeito para te contar – continuou – Vou incluir esse prato no menu do restaurante. O nome será, Espaguete à Elena.
A morena ficou encarando o marido sem conseguir acreditar no que estava ouvindo. Teria um prato com o seu nome, não poderia imaginar declaração de amor maior do que essa.
- Stefan! — ela conseguiu dizer, por fim – Você não precisa fazer isso, é sério. Você sabe que eu não ligo.
- Mas eu faço questão – continuou – Você é a minha maior inspiração, Elena. Todo artista faz questão que o mundo conheça a sua musa.
- Já ouvi falar nisso com pintores e escultores, mas nunca com cozinheiros – não pode deixar de rir nesse momento.
- Você sabe que é meu sonho abrir o restaurante desde que decidi seguir os passos do meu pai – lembrou – Mas só estou realizando esse sonho por você e pela Giu.
Era nesses momentos que ela se sentia cada vez mais culpada. Stefan fazia tudo pela família que tinham formado, mas era tudo uma mentira.
- Agora me deixa termina de cortar esses tomates – pediu – Você fica ai me distraindo e eu não vou terminar isso nunca.
- Vou pegar alguma coisa para bebermos enquanto estamos trabalhando – avisou – O que acha de tomarmos um pouco de vinho.
- Acho que a ideia é perfeita – concordou – Mas só uma taça. Você sabe que eu sou fraca para bebida.
- Pode ficar tranquila quanto a isso, meu amor – deu um beijo na bochecha dela – Tenho o vinho perfeito para bebermos.
Viu que ele tinha saído da cozinha. Elena sabia muito bem que o marido guardava os vinhos na dispensa, somente os especiais ficam no armário debaixo da escada, mas esses logo seriam levados para a adega do restaurante.
Não demorou muito para o homem voltar, estava segurando uma garrafa que a morena nunca tinha visto antes. Pela embalagem, podia ver que o vinho era italiano e também era antigo,dos primeiros ano do século XX, o que fazia com que fosse raro e, provavelmente, muito caro.
- Esse foi o vinho que meus pais tomaram no dia do casamento deles – começou a explicar – Alguns anos depois ele adquiriu todas as garrafas produzidas naquele ano para deixar no seu estoque particular.
- Stefan, você pegou uma garrafa de vinho do estoque particular do seu pai? — fingiu-se de chocada – Que coisa feia de se fazer, meu amor.
- Meu pai me deu essa garrafa de presente no dia do nosso casamento, disse que deu sorte para ele e para a minha mãe e daria sorte para nós dois – completou – Mas, é claro, como você estava grávida, não podia beber e eu guardei para uma outra ocasião especial.
Pegou duas taças e encheu com o líquido. Entregou uma para a esposa e pegou a outra para si. Fizeram um brinde antes de beber um gole.
- Não posso garantir que esse vinho traga mesmo boa sorte – ela voltou a falar – Mas posso dizer que ele é muito bom.
Elena terminou de picar os tomates enquanto Stefan começava a esquentar a panela com azeite. Depois que ela terminou sua tarefa ficou observando o marido cozinhar e não pode deixar de esboçar um pequeno sorriso.
- Será que eu posso saber o motivo do seu sorriso? — perguntou.
- Só estava me lembrando de quando eu e Jeremy éramos pequenos e íamos para a casa do lago – deu um longo suspiro – Era exatamente desse jeito?
- De que jeito? — quis saber, mais uma vez.
- Eu e Jeremy ficávamos na sala vendo televisão ou lá fora brincando – continuava a sair – E meus pais iam para a cozinha e tomavam vinho enquanto preparavam um amoço.
- Devia ser bem legal! — concordou – Ter uma casa no lago e ir para lá nos feriados e nas férias. Foi uma infância bem divertida.
- Sem dúvida – balançou a cabeça afirmativamente – Acho que isso é o que eu mais sinto falta, dos momentos que passávamos em família
- Sei do que você está falando – se aproximou mais da esposa e colocou a mão sob a dela – Não me lembro da minha mãe, mas sinto falta dela. Falta de conviver com ela e de vê-la nos momento importantes da minha vida.
- Também penso em todos os momentos que os meus pais perderam – falou – Conhecer você, a formatura no Ensino Médio, a primeira vez que fui para faculdade, o nosso casamento. E eles também não conheceram a Giu, sempre falaram que queriam a casa cheia de netos correndo por todos os cantos – ela não pode evitar de uma lágrima escorrer pelo canto do seu olho, Stefan a limpou quase no mesmo momento.
- Tenho certeza de que, aonde quer que estejam, seus pais devem estar orgulhosos de você – disse enquanto passava a mão pelo rosto da morena – Estão orgulhosos pela mulher e pela mãe maravilhosa que você se tornou.
Encostou os lábios nos de Elena e ficou dessa maneira por alguns segundos antes de interromper o beijo.
- Porque você não vai lá em cima tomar um banho bem relaxante? — sugeriu – Enquanto isso eu termino de preparar a nossa comida.
- Está bem – terminou de tomar o o vinho da sua taça e colocou em cima da bancada.
A morena foi até o banheiro e encheu a banheira antes colocar o sais de banhos e entrou no local. Ficou cerca de meia hora olhando para o teto com a esperanças de que pudesse retirar todos os problemas da sua cabeça, é claro que isso era impossível.
Enrolou a toalha no corpo e foi em direção ao quarto para poder escolher uma roupa para vestir. Quando voltou ao andar debaixo, Stefan estava terminando de colocar a mesa.
- Chegou na hora certa, senhora Salvatore — puxou a cadeira para que ela se sentasse – O jantar já vai ser servido.
Ele pegou o macarrão e o molho e colocou em cima da mesa, em seguida, pegou a garrafa de vinho que estavam bebendo antes.
- Agora, o toque final – acendeu as duas velas que estavam no castiçal – Jantar a luz de velas, quer coisa mais romântica do que isso.
- Você é mesmo perfeito, Stefan! — concordou – Planeja um jantar romântico desses, nem sei o que vou fazer para superar isso.
- Não precisa fazer nada — garantiu – Só o fato de você existir na minha vida não precisa de mais nada.
Se serviram de macarronada e começaram a comer em total silêncio.
- Está mesmo um delícia, Stefan – a morena comentou – Dizem que o melhor caminho para o coração de um homem é pelo estômago, mas você também me conquistou desse jeito.
- Pelo menos alguma coisa eu sei fazer certo – revirou os olhos – Isso já um alívio para mim.
- Do que você está falando, Stefan? — o olhou em dúvida – Você totalmente capaz de fazer qualquer coisa, nunca duvide disso.
- Sou o irmão mais novo do Damon – deu de ombros – Digamos que estou acostumado a não ser a primeira opção de ninguém.
- Mas esse não é o meu caso – continuou – Você sempre foi a minha primeira opção e sempre será.
- Não tem ideia do quanto eu fiquei com medo de te apresentar o Damon aquele dia – deu um longo suspiro – Meu irmão sempre foi um concorrente desleal.
- Comigo, você nunca teve nenhum concorrente – garantiu enquanto passava a mão no tosto dele – E nunca terá.
Terminaram o jantar em total silêncio. Tiraram a mesa juntos e, depois, Elena fez questão de lavar a louça.
- Eu posso te ajudar com a louça, Elena – o homem garantiu – Não precisa fazer isso sozinha.
- Você fez o nosso jantar e eu lavo a louça – lembrou – Faço total questão de que seja assim.
- Então, você lava a louça e eu seco – sugeriu – Assim terminamos mais rápido e podemos fazer outras coisas.
E era verdade, com os dois trabalhado juntos, terminaram de lavar a louça em menos de cinco minutos. Tudo já estava guardado nos armários da cozinha.
- Agora vai para a sala – Stefan pediu – Viu levar a nossa sobremesa. Nem adianta ficar me perguntando o que é, quero te fazer uma surpresa.
- Tudo bem, não vou perguntar nada – avisou.
Elena se sentou no sofá da sala e ficou esperando o marido, que chegou dois minutos depois trazendo dois potes na mão.
- Mouse de chocolate – disse, entregando um dos objetos para ela – Como a maioria das sobremesas exige um certo tempo de geladeira, não teria tempo de preparar nada, então tive que comprar. Mas, da próxima vez, eu prometo de recompensar.
- Não tem problema – respondeu – Só que você precisa parar de preparar toda essa comida para mim, eu vou virar uma baleia desse jeito.
- Você está ótima, Elena – garantiu – Pode ter certeza, não tem a menor possibilidade de você virar uma baleia.
- Não acredito em você – fingiu-se de brava – Me falava isso quando eu estava grávida de nove meses e estava me sentindo um botijão de gás.
- Você estava mesmo parecendo um botijão de gás – recebeu uma almofada direto na cabeça por esse comentário – Mas era o botijão de gás mais bonito desse mundo – a puxou para perto de si deu um beijo no topo da sua cabeça.
- Você é mesmo um bobo – revirou os olhos antes de pegar uma colherada do mousse de chocolate.
- Seu rosto está sujo, bem aqui – passou a ponta da colher no nariz da esposa – Pronto, já limpei.
- Você também está com um sujeira, deixa que eu te ajudo – pegou um pouco de sua sobremesa e passou em cada bochecha dele.
- Agora você vai me pagar, Elena Gilbert Salvatore – se preparou para sujá-la novamente, mas ela foi mais rápido.
Começaram, então, uma guerra de mousse de chocolate. Logo tinham derramado todo o conteúdo de seus potes um no outro.
- Tudo bem, eu me rendo – Stefan levantou os braços em sinal de redenção – Você venceu.
- A sua sorte é que não caiu nada no sofá ou eu ia te fazer limpar tudo – tinha um olhar bastante ameaçador – Faz menos de um mês que eu mandei lavá-lo e não foi nem um pouco barato.
- Não tem graça fazer guerra de comida com você desse jeito – se sentou e cruzou os braços – Era mais divertido quando tínhamos 15 anos;
- Sim – ela concordou com a cabeça – Principalmente quando era o sofá da tia Jena que nós sujávamos, não o nosso.
- O que acha de irmos tomar banho para tirar todo esse chocolate de cima da gente? — ficou passando a mão pelo cabelo da esposa, fazendo com que ficasse sujo também.
- Eu só tenho uma condição para isso – foi se aproximando perigosamente dele – Que a gente tome banho ao mesmo tempo, isso economiza água.
Em vez de responder, Stefan a beijou. Foi a deitando no sofá até que estivesse totalmente em cima dela.
- Então vamos logo – ficou de pé a ajudou a esposa a se levantar – Damon e Giu não devem demorar muito para voltar.
Banho não teve o efeito desejado por Elena, pois ficaram mais tempo do que o necessário e, consequentemente gastaram mais água, mas não pareciam se importar nem um pouco com isso.
Voltaram para o quarto e fizeram amor mais uma vez. Aquele era o final perfeito para noite perfeita que estavam tendo.
- Stefan! — a morena murmurou deitada sob o peito nu do marido – Eu te amo, muito. Sabia disso?
- Acho que eu já desconfiava – respondeu, divertido – E, acredite, esse sentimento é reciproco.
- No dia em que soube que estava grávida, fiquei totalmente desesperada e achando que o meu mundo ia acabar – nesse momento, estava olhando séria para ele – Mas não me arrependo de ter me casado com você e formado essa família linda.
E ela estava falando a verdade. Várias coisas passaram pela sua cabeça quando viu aquele sinal de positivo naquele exame de gravidez. Ficar com Stefan parecia a mais certa a fazer e foi, mesmo, a melhor coisa a se fazer.
- Eu também não me arrependo dessa decisão – ele também falou – Você e a Giu são as coisas mais importantes da minha vida.
Voltou a beijá-la. Começou simples mais logo aprofundaram e as caricias foram ficando mais urgentes, até que a morena o afastou.
- Eu estou ficando com sono – explicou – Espero que você não se importe que eu durma agora.
- É claro que não me importo – respondeu – Mas, certamente, vamos repetir essa noite outras vezes. Só precisamos de alguém para ficar com a Giulia.
Eles continuaram abraçados quando fecharam os olhos. Não demorou muito para caírem na inconsciência.
Elena acordou no meio da noite, o relógio marcava quatro horas da manhã. Levantou com todo o cuidado para não acordar o marido e foi até o quarto do lado.
Giulia estava dormindo profundamente abraçada a um unicórnio rosa quem provavelmente, ganhou de Damon. A menina se mexeu levemente, mas não abriu os olhos.
- Minha princesinha – deu um beijo no topo da cabeça da filha antes de sair do local. Esbarrou em alguém quando estava fechando a porta.
- Olá cunhadinha – Damon estava com um sorriso torto nos lábios – Sabe, você está linda vestida assim.
- Foi então que ela se lembrou que estava vestindo somente a camisa do Stefan que tinha conseguido pegar no escuro. Não pode deixar de corar nesse momento.
- O que você está fazendo acordado a essa hora? — perguntou sem encará-lo diretamente.
- Estava com sede e decidi ir até a cozinha pegar um copo de água – explicou – E o que você está fazendo aqui?
- Acordei e decidi ver como é que estava a Giu – respondeu.
- Você não confia mesmo em mim – fingiu-se de triste – Não se preocupe ela está inteira e se divertiu muito. Dormiu no meio do caminho para casa.
Ela não pode deixar de sorrir nesse momento. A filha sempre fazia isso, se divertia bastante, brincava com tudo que pudesse e dormia no carro.
- Ela mesmo muito inteligente – continuou – Deve ter puxado a você nisso. Com certeza fará coisas incríveis quando for mais velha.
- Não foi só de mim que ela puxou isso – deu de ombros – Você também é muito inteligente, só não admite.
Ficaram em silêncio apenas se encarando. Não falavam muito a respeito de Giulia, esse era um assunto muito delicado, principalmente na questão de paternidade.
- Acho que vou voltar para a minha cama – a mulher avisou – Não quero acordar muito tarde, quem sabe consigo sair para andar de bicicleta.
- Tudo bem, eu também estou indo dormir – virou-se em direção ao quarto que estava usando, mas parou na porta – Sabe de uma coisa, Elena, você estava vestida exatamente assim naquela noite.
Ela ainda ficou cerca de dez minutos parada no corredor olhando um ponto fixo na parede. Tinha tido uma noite maravilhosa ao lado de Stefan, o homem da sua vida, mas era só Damon chegar para bagunçar toda a sua cabeça com poucas palavras. Isso a deixava com muita raiva, de si mesma e dos seus sentimentos.
Notas finais
O que vocês acharam do jantar romântico do Stefan e da Elena? O Stefan é um fofo, não acham?
A pedidos, no próximo capítulo a nossa Diva favorita, Kath, vai aparecer. Alguém arrisca o que ela vai fazer na fic?
Tentei fazer uma capa para fic. Não sou muito boa com isso, mas vejam se vocês gostam.
Bom, é isso, agora vocês comentam!
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