Secreto
2 Capítulo 2 - Conhecendo Minha Nova Casa
Sra. Williams era uma mulher alta e magricela, seu cabelo estava preso em um coque alinhado no by Text-Enhance\">alto de sua cabeça. Seus cabelos aparentavam descuidado, alguns já estavam brancos. Sua expressão facial era muito carrancuda, andava de um jeito elegante, sempre com a cabeça para o alto. A casa era uma imagem distorcida da Sra. Williams, elegante, com moveis caros, mas descuidados, já que uma camada grossa de poeira pairava sobre a maioria deles, até mesmo as poltronas espalhadas pela casa sofriam com isso. As paredes internas eram decoradas com papeis de parede, ou o que foram deles um dia, agora, graças à umidade a maioria estava preta, e a outra minoria estava descascada. Tudo era muito escuro, se não fosse por pequenas velas espalhadas em castiçais apoiados na parede, a casa seria um breu só.
De relance vi uma sala onde havia uma mesa de centro e lareiras, vi também uma grande biblioteca, e finalmente chegamos até a cozinha. Está aparentava ter sido moderna há um by Text-Enhance\">tempo, porém agora as panelas estavam um pouco enferrujadas, e os armários aparentavam descuidado. Havia apenas uma mulher dentro da cozinha, ela estava cozinhando, o cheiro apesar de tudo parecia muito bom.
-Sra. Smith está é a Sra. Thorpe. – disse a Sra. Williams. – Quero que cuide dela quando tiver afazeres importantes.
-É claro Sra. Williams. – disse a Sra. Smith de um jeito doce.
-Agora mesmo tenho um compromisso importante. Não quero ser incomodada em nenhuma circunstância. De algo para ela comer e em seguida mostre a ela o quarto. – Mary me olhou com seus olhos negros – Há regras nesta casa imprescindíveis, by Text-Enhance\">você não deve ficar zanzando pela casa, e não deve entrar em salas cujas portas estejam fechadas, entendeu?
Apenas balancei a cabeça em um sim. Em seguida ela saiu da cozinha, e seus passos foram sumindo conforme ficava mais longe.
-Desculpa pelo comportamento de Mary, criança. Ela não gosta muito de visitas. – Olhei para a Sra. Smith, ela tinha os cabelos castanhos, e seus olhos era de um lindo tom avelã. Parecia demostrar cuidado em tudo o que fazia, e parecia ser uma pessoa doce. Ela sorriu pra mim, mas eu nada disse. – Espero que esteja com fome, fiz uma sopa de vegetais.
-Parece boa. – respondi, em seguida meu estomago “rugiu”. Ela riu de mim, e me serviu um prato cheio de sopa e pão. – Obrigada – disse a ela. Comi tudo, e embora a aparência não estivesse muito bonita, a sopa tinha um gosto ótimo. Suspirei quando a cabei, então a Sra. Smith retirou meu prato e, pois em cima da bancada a cozinha.
-Você quer conhecer a casa, querida? – perguntou ela, olhando pra mim com seus olhos amigáveis.
Perguntei-me se seria uma boa ideia desobedecer a Sra. Williams. Sra. Smith pareceu ter adivinhado meu medo by Text-Enhance\">por que em seguida acrescentou:
-Não se preocupe com Mary, quando ela sai para esses compromissos demora bastante.
Assenti com a cabeça e começamos a andar pela casa.
-Aqui – disse ela. E entramos na biblioteca, que antes só tinha sido vista de relance. Era realmente enorme, as estantes iam do chão ao teto, todas ocupadas com milhares de livros de todos os tamanhos e cores, alguns aparamentavam ser mais antigo que outros. Várias poltronas estavam distribuídas pela sala, todas empoeiradas. Em seguida conhecemos uma sala enorme, aquela da lareira, que contava com vários sofás e mesas de centro. Ainda conhecemos outras salas, que contavam às vezes apenas com sofás, outras apenas com mesas, talvez por ser muito grande, algumas salas se encontravam vazias. A sala de jantar tinha uma mesa enorme, com cadeiras de estofados de panos desenhados, muito bonito, eu tinha que admitir. Só então que olhei para a parede notei vários quadros pendurados, todos eram tristes, com cores pretas e cinzas, em sua maioria, representando família que ao menos conhecia com caras sérias, e plantações mortas, e casas descuidadas. Embora achasse estranho, com certeza combinava com a casa em si.
Por ultimo subimos as escadas que levavam para o segundo andar da casa, lá continha ainda mais quartos.
-Sra. Thorpe, ainda não sei seu nome. – comentou a Sra. Williams
-Emma. – disse. – E quanto ao seu?
-Lucy – disse ela. — Mas pode me chamar do jeito que preferir. — Sorri para Lucy, tinha quase certeza que seria a única pessoa gentil ali. -Escute – disse ela em um tom mais sério agora e parou na frente de uma porta, em seguida abriu-a e lá para minha grande surpresa estava um corredor enorme, que só continha cinco portas. – Este é um lugar onde jamais poderá entrar, são os aposentos de seu tio, e ele não gosta de ser incomodado, então a menos que ele a chame, nuca chegue perto do corredor, está bem?
Eu assenti com a cabeça, pensando o porquê de uma pessoa precisar de 5 quartos, aparentemente enormes somente para ela. Lucy fechou a porta devagar e começamos a andar novamente.
-Meu tio está em casa Lucy? – perguntei discretamente.
-Não, meu bem, ele teve que viajar a dois dias atrás. Seu tio é uma pessoa muito ocupada. – Acrescentou, obviamente tentando achar uma desculpa para sua ausência.
Não tocamos mais no assunto, apenas andamos, eu olhava para os quadros nas paredes, que pareciam cada vez mais assustadores. Desta vez não tinha muito para se ver, apenas portas e mais portas fechadas, e em fim chegamos em uma que pôde ser aberta.
-Seu quarto – apressou-se a dizer Lucy. Ela então abriu a porta e lá estava meu quarto. Talvez a sela mais preservada que tinha visto até agora naquela casa, o quarto tinha um papel de parede em apenas uma das paredes, ele era azul claro com pássaros o rodeado, o restante das paredes eram brancas, mas também estavam bem preservadas, a cama era antiga, mas parecia ser confortável, além dela apenas uma escrivaninha e uma cômoda ficavam no quarto também, uma longa e única janela ficava atrás da cama. Lucy pegou uma vela do corredor, e acendeu algumas que estavam espalhadas no meu quarto, entendi o por que: pela janela o dia já ia escurecendo, e o frio, constatei ia aumentando também. – Sr. Colin achou que você ficaria mais confortável se este quarto te lembrasse do seu antigo. – Realmente estava parecido, apesar do fato de lá a cada inteira ser confortável. Lucy foi até o banheiro que tinha uma banheira (...) e uma privada (...). Apesar de ser rústica a maioria das coisas, eu gostei.
-Vou deixar você à vontade. A noite faz muito frio então trate de se cobrir com bastante cobertas, trarei um mingau pra você mais tarde. Espero que goste daqui Emma.
E seguida ela saiu do quarto fechando a porta.
Me sentei na cama pensativa, este nunca seria um lugar do qual gostasse, somente o motivo de ter vindo pra cá já era deprimente, mas era só por dois anos. Só mais dois anos.
Notas finais
Esse foi o segundo cap. eu mostrei como era a casa, mas já no próximo conheceremos um dos novos protagonistas.
Obrigada desde já.
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