Secret paradise
2 Paraíso
Notas iniciais

• Paraíso •
Law e Nami
– O que está fazendo aqui ainda? Não falou que nos perdemos por minha culpa? — shichibukai idiota que insistia em segui-la. Já estava irritada demais com a arrogância dele.
– Se deixa-la aqui e você morrer, a aliança será desfeita. E a aliança é importante. — sua voz era fria.
– Quanta vontade para a morte, Trafalgar Law! Acha mesmo que vocês têm chance contra um Yonkou? Pffttt... — ela rebatia com desdém.
– Não confia em seu capitão? — ele diz sarcástico
– Em meu capitão sim, em você? NUNCA! — ela acelera o passo.
– Bom, lamento informa-la que está presa numa caverna com uma pessoa que pode te fatiar em dois segundos e que você não confia.
Ela para e um arrepio passa por todo seu corpo. Ele era bem mais forte que ela. Ao contrário de Luffy que era um idiota que só sabia bater, ele era frio e calculista. Ela precisava ser mais esperta que ele, pois na forca bruta ela certamente apanharia.
Ele não resiste e para bem próximo dela, sussurrando em seu ouvido.
– Vejo que entendeu o recado, Nami-ya. Espero que faça do meu jeito a partir de agora. — ele sorri. Estava se divertindo com a covardia da ruiva.
Ao ouvir a voz sussurrada em seu ouvido ela não consegue conter um arrepio passando por seu corpo. Mas esse não era de medo. A voz sexy do moreno, a lembrança do abraço firme dele e aquela aproximação repentina mexeram com os sentidos da ruiva.
Ela aproveita a brecha.
Tudo acontece rápido até mesmo para o cirurgião. A ruiva o abraça, escondendo sua cabeça no peitoral do rapaz e com uma voz tão suave e chorosa diz:
– Mas Traffy-kun, eu preciso que você me proteja! Luffy iria querer que sua navegadora volte sã e salva para o Sunny...e você é tão poderoso... só você pode me proteger nessa caverna tão escura e úmida. — ela o abraça mais.
Ele fica perplexo. Novamente aquele furacão de emoções estava se mostrando. O cheiro cítrico voltava a preencher os pensamentos dele. Ela era inebriante as vezes.
Aquela voz tão frágil... a mão dele passa pelos fios rebeldes de cabelo dela, corpo dela era tão vulnerável, delicado...
– Hey! Você está tentando me manipular, sua bruxa! — ele a afasta.
– Blee! Idiota, eu não sou tão indefesa assim! Posso me virar muito bem...- ela cutuca com o dedo indicador o peito do moreno- mesmo contra um shichibukai maldito como você! — ela dá as costas e continua a caminhar. A alguns passos, ela escorrega, caindo num pequeno precipício ali. Instintivamente o moreno já estava segurando a mão da ruiva.
– Mas não consegue se virar com uma queda? Pfftt.- ele sorri.
Nami vê o sorriso no rosto do shichibukai e se surpreende: ele não sorria quase nunca. Na verdade só viu ele sorrir uma vez durante esse tempo de aliança. O sorriso dele, pareceu preencher a ruiva. Era sincero.
– Pare de reclamar e me puxe! Não é uma da melhores posições para se ficar, sabia?
– Mandona...- ele volta a sua expressão normal e a puxa.
Ela enrosca sem querer o clima tact numa pedra, o que acaba dando um tranco e faz com que ele perca o equilíbrio. Os dois caem, precipício abaixo.
– Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh..........Traooooooooooo!
Trao que estava de frente para queda e para Nami, impulsiona o corpo para ganhar velocidade e alcança-la. Ele a envolve nos braços a protegendo com seu corpo. Ele tenta usar sua habilidade mas já era tarde: seu corpo se choca na água. Ele começa a afundar e a perder a consciência.
Ele tem algumas imagens turvas, uma linda ruiva nadando até ele com um sorriso tão terno. Depois sente seu corpo sendo puxado. Então ele desmaia.
Nami sente o impacto do corpo do moreno na água. No impacto ele acaba a soltando. Ela se recompõem e nada para fora dali. Então se toca da água e olha para o fundo. O moreno estava afundando como se uma força invisível o puxasse.
Ela se apressa e nada em direção a ele.
Idiota.
Era tão poderoso e a água o levava. Seria cômico se não fosse uma tragédia. Ela chega a ele mas a pressão da água estava forte. Ela vê uma tentativa falha dele de manter a consciência, ela sorri.
Idiota.
Ela estava ali por ele. Dessa vez, retribuiria o favor. Ela o segura firme enlaçando sua cintura e passando o braço dele por cima de seu ombro.
Começa a nadar lutando contra aquela pressão da água. Ele era pesadíssimo.
Maldita akuma no mi. Maldito shichibukai idiota.
Por que não conseguiu apenas deixá-lo para trás? Por que ele a protegeu? Só pela aliança? Mas uma queda daquela seria ideal, ele falaria que apenas encontrou o corpo e pronto.
Não era o momento de ficar pensando nisso.
Ela finalmente o tira da água, puxando mais para o centro do lugar onde estavam.
Ele não respira.
– Hey Law... Aguente firme! Vamos você e forte, lembra? — ela se aproxima e tenta escutar a respiração: nada.
– Droga, Law! — algumas lágrimas vacilam e ela começa a fazer massagem cardiovascular nele. — 1,2,3...vamos! 1,2, 3…Lawww!! — ela se abaixa para ouvir novamente a respiração e nada.
Ela então se decide: aproxima seu rosto do dele fecha os olhos e faz respiração boca a boca. Ela volta para a massagem
– Droga Law! Prometo que nunca mais te arrasto para nada! — lágrimas rolam pelo rosto dela e ela volta a fazer respiração boca a boca- Vamos...
Ele cospe um pouco de água e respira fundo, devolvendo o ar a seus pulmões.
Ela sorri e o abraça forte. Ele sorri de volta.
– Mas e se eu quiser te acompanhar? — ele a envolve num abraço.
– Seu shichibukai idiota! — ela chorava mas com seu sorriso meigo, sincero.
– Obrigado! Ruiva irritante. — ele se levanta analisando o lugar a volta. Era uma gruta, a água do mar entrava e formavam uma pequena lagoa ali. Mais à frente havia uma entrada de onde luzes dançavam e um barulho de água forte podia ser ouvido.
– Vamos por ali. Provavelmente exista uma saída. — ele oferece a mão para que ela se levante.
– Você está bem? — ela segura a mão do moreno que a puxa com força. Ela acaba se desajeitando e parando nos braços dele.
– Estou ganhando muitos abraços seus hoje. — ele sorri. Se sentia mais ligado a ela após esse dia fatídico.
– Eu...-ela fica totalmente sem graça. O shichibukai estava estranhamente diferente...- Vamos então! — ela se solta do abraço dele e continua para a fenda.
Ele a segue em silencio. Começa a analisar a situação: No início do dia quando chegaram na ilha, o momento que a ruiva o arrastara mata adentro, as discussões e provocações durante toda a caminhada, o momento em que salvou ela do leopardo gigante, o toque da pele macia dela, seu corpo quente e confortável, a primeira vez que sentiu a fragrância tão entorpecente cítrica. A queda vem em sua mente e o único pensamento que teve durante ela: salvar a navegadora. E no fim, ele precisou ser salvo por ela. Uma bela ruiva com um sorriso tão espontâneo e cativante.
– Law..? Esta me ouvindo? — Nami que já o chamara algumas vezes.
– Ahn.. Sim. — ele afasta os pensamentos e toma a frente.
Ao entrar, uma surpresa: o lugar era magnifico.
Havia uma queda d'água e um pequeno lago, uma abertura no topo da gruta exibia um céu tão límpido e cheio de estrelas. O luar era lindo e preenchia o lugar, em alguns pontos refletia em algumas rochas que espelhavam luzes nas cores azul e rosa. Uma pequena vegetação crescia num canto do lugar formando um belo jardim. A paisagem era estonteante.
Ambos ficam um tempo sem fala, admirando o lugar, que parecia despertar sensações diversas em ambos.
Trao é o primeiro a sair do transe. Ele caminha até uma rocha perto da vegetação, tira sua camiseta e sapatos, deixando-os ali. Ele vai até o lago, era raso ali. Vai então até Nami.
– Oooown! Que lugar paradisíaco! — Nami começa a caminhar com as mãos no rosto apaixonada. Nunca tinha visto um lugar tão lindo, e ainda a noite.
Ela mau percebe dois fortes braços a envolvendo e suas costas se chocarem no peitoral bem definido do moreno. Um arrepio passa por seu corpo. A voz meio rouca e muito atrativa chega aos ouvidos da ruiva em um sussurro próximo.
– Me acompanha, Nami-Ya? — ele sorri.
Trao nunca imaginou Nami daquela forma. Aquele dia o fez conhecê-la de uma forma diferente...conhecer a mulher por trás daquele péssimo temperamento. A ruiva meiga, frágil, generosa e protetora. Ele queria descobrir mais e mais sobre ela, mas nesse lugar, nesse momento ele queria aproveitar a companhia dela, desejava seu toque. Descobrir o sabor de seus lábios. A queria, muito.
– Law...o que está fazendo? — A voz dela vacila um pouco, mas sai firme. Seu coração acelera e sua respiração acompanha. O que aquele shichibukai estava fazendo agora? Aquela aproximação repentina estava mexendo com ela...aquele dia estava confuso demais: ela sabia o caminho exato da cidade mas não conseguiu achar de jeito nenhum, o dia inteiro discutindo com ele, o leopardo que surgiu como mágica atrás dela...o toque do moreno salvando-a.
Ela conheceu naquele dia o lado humano do moreno e gostava dele. Ela tinha curiosidade de saber mais sobre aquele shichibukai maldito. Aliás, mais sobre Trafalgar Law.
– Quero que você me responda... Me acompanha? — ele aponta com a cabeça para o pequeno lago.
– Está querendo realmente morrer hoje neh? A água entrou tanto na sua cabeça que esqueceu que é usuário???? — ela estava brava com a ideia dele, quase o perdeu a pouco e agora queria entrar num lago? Só podia estar brincando!
– Vou aceitar como um sim! — ele a pega no colo e corre com ela para água, pulando dentro da mesma. A água batia na altura de seus quadris. Law sente um pouco os efeitos, mas estando em menos da metade de seu corpo o efeito era pouco. E aquilo valeria a pena, mesmo que depois acabe esgotado.
– Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!! Law seu...- ele rouba um beijo dela.
Finalmente sente o sabor dos lábios macios e receptivos dela, um gosto delicioso de laranjas. Esse era o cheiro cítrico que o envolvia: Laranjas.
Os lábios dele pressionavam os da ruiva suavemente. Era um beijo calmo e provocativo. Ele morde os doces lábios algumas vezes antes de separarem.
Nami estava um pouco sem fôlego e extasiada. O moreno causou algumas sensações nela.
Ele a coloca na água.
Ela fica parada o observando.
Os olhos amendoados dela eram de um castanho profundo, como chocolates.
Ele sorri de canto e...
TCHA!!!
Ele joga um bom punhado de água nela. A blusinha dela que ainda estava razoavelmente seca agora estava colada em seu corpo, encharcada.
Nami faz uma careta seguida de um sorriso maroto.
– Quer disputar comigo na água, Trafalgar Law? Aviso que meu nível aqui e superior de um shichibukai metido! — ela anda para a parte mais funda e mergulha. Ela se vira piscando para ele e mostrando a língua. — Que pena que você não pode vir até aqui não é mesmo? Que pena do Cirurgião da morte! — ela faz um tchauzinho e manda um beijo mergulhando novamente.
– Nami-Ya está mexendo com fogo...Não me provoque...- ele dá mais alguns passos para o fundo mas o peso de seu corpo aumenta, o impedindo de ir mais além.
– O que foi, Tra-ffy-kun? Não pode me alcançar? — Nami provocava-o com a voz melosa.
– Tsc... — ele sai da água e então sorri para ela. — Nami-Ya, que tal igualarmos esse jogo? — Ele pisca.
Ela pega a mensagem na hora e fica com uma cara assombrada.
– Hey Law, isso não é justo! Eu não sou usuária, maldito! — ela aponta para ele desesperada.
– Não, mas pode nadar longe de mim, o que também não é justo, Nami-Ya... — ele estica o braço — Room. Shambles. — a blusinha da ruiva aparece nas mãos do cirurgião. — que tal voltar para cá?
– Não! Se quiser vai ter que me tirar daqui! — ela se vira de costas cruzando os braços. Já sabia que ele usaria o poder da ope ope no mi para leva-la até ele de qualquer forma.
– As your comand milady. Room. Shambles. — uma pequena pedra cai no lugar onde estava a ruiva e nos braços do moreno, Nami.
Os grandes olhos castanhos o encaravam. Pareciam despir sua alma.
– Sabe, para um shichibukai com uma recompensa tão alta e que já matou tantos, você não é tão mau assim. — ela envolve o pescoço do moreno com seus braços, falando com uma voz baixa e sensual.
– Não sou mau. Só faço o que preciso. E no momento, preciso de você... — ele a coloca no chão, enlaçando sua cintura, puxando-a para si. Ele preenche os lábios dela com outro beijo, mas dessa vez, um pouco mais agressivo, voraz. Sem se separar dos lábios dela ele a leva até a grama. Se abaixa a depositando no chão então devagar separa o enlace, sem se afastar.
– O que fez comigo, bruxa..? — ele pergunta em tom sarcástico e sexy. Por Roger, como aquele shichibukai era charmoso.
– Eu? Quem sabe... — ela pisca e rouba um selinho dele.
– Que dia: primeiro sou arrastado e depois conquistado... — ele segura o rosto delicado dela e o aproxima — Por que me fascina tanto? — ele a beija.
De repente, alguns fogos de artifícios iluminam o céu ali. As belas luzes formam novas cores dentro da gruta formando projeções lindas.
– Feliz ano novo, Ruiva irritante...-ele sussurra sem deixar os lábios dela.
– Feliz ano novo, Shichibukai maldito...- ela sorri e abraça com mais vigor.
O beijo se torna mais quente entre eles e o moreno a puxa mais pra si, a encaixando em seu colo. Suas mãos exploram o corpo tão macio e quente, que responde a cada novo toque. A ruiva leva suas mãos pelo peitoral dele passando por cada centímetro dele.
Os sentidos do shichibukai afloram. Sua voz era embargada e sussurrada no meio dos beijos.
– Se continuarmos, não vou me segurar, Nami-ya... — ele agora descia beijando o pescoço da ruiva.
– Não precisa...- ela queria se tornar dele. Naquele momento, naquele lugar, daquele moreno.
– Huh...- ele continua explorar o corpo dela com as mãos e seus lábios descem para o busto.
Aquelas magnificas curvas da ruiva o deixavam louco por mais, queria experimentar por completo cada centímetro dela. E foi o que fez. A levou para o paraíso.
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