Second Chance

8 Capítulo 7 – Sem você


Notas iniciais
Oi gente, aqui está o capítulo novinho para vocês Espero que gostem Nos vemos lá embaixo nas notas finais

Elena,

Antes de mais nada quero que você saiba que nesses quinze anos que somos amigas, você é a irmã que eu nunca tive; nós brincamos, estudamos, fizemos festas do pijama, fomos ao cinema e eu até te encobri com os seus pais quando você queria ir dormir na casa dos seus namorados. Sinceramente, nunca esperaria uma traição dessas vinda de você.

Sim, estou com raiva do Stefan pelo que aconteceu, mas estou mais decepcionada com você. Você quem ficou empurrando ele para mim dizendo o quanto o Stef parecia ter gostado de mim e como faríamos um casal legal; você deixou que eu me envolvesse para depois roubá-lo de mim. Fico pensando o que isso significou para você: alguma brincadeira entre vocês dois, algum teste de fidelidade? Seja lá o que tenha sido, foi golpe baixo.

Não espero uma explicação da sua parte e sinceramente nem quero. Tudo que eu sei é que não quero ver nenhum de vocês dois na minha frente, nunca mais.

Sinceramente,

Caroline Forbes.

Li e reli aquela carta diversas vezes. Provavelmente, nunca vou enviar a carta para minha ex-amiga, só escrevi para desabafar mesmo. Hoje faz cinco dias que descobri que Stefan estava me traindo com a minha melhor amiga (ou estava traindo a minha melhor amiga comigo, depende do ponto de vista). Não posso dizer que tenha entendido, mas vou precisar aprender a conviver com essa situação.

Dobrei a folha ao meio e a deixei de lado para terminar de tomar o meu café da manhã. Deixaria para queimar a carta mais tarde. Estava quase terminando a minha torrada com geleia de morango e a minha caneca de café com leite quando o telefone começou a tocar; as únicas pessoas com quem eu tenho falado nesses últimos dias são os meus pais e eles sempre ligam para o meu celular, por isso eu deixei que a ligação caísse na secretária eletrônica.

Oi, aqui é a Caroline, no momento eu não posso atender ou não estou em casa, mas deixe o seu recado após o sinal e eu retorno assim que puder– ouvi a minha própria voz, seguido do sinal que indicava que a pessoa do outro lado da linha poderia deixar sua mensagem.

Care, sou eu... – como já imaginava, era o Stefan – Imagino que você ainda esteja com raiva de mim e, sendo 100% sincero, eu não te culpo por pensar assim; eu só peço que você me ouça apenas uma vez, por favor. Você pode levar o tempo que precisar, apenas converse comigo quando estiver pronta.

Foi impossível não revirar os olhos. Aquela não era a primeira nem a última vez que ele tentava entrar em contato. Stefan tem ligado todos os dias desde domingo e, na segunda-feira, até apareceu na faculdade quando eu estava chegando. E, infelizmente, o nosso último encontro não poderia ter acabado de maneira pior.

*Flashback*

Exatamente como nos dois dias anteriores, o tempo estava nublado, e eu estava até mesmo com frio. Tanto que coloquei um casaco e um cachecol para sair de casa. Só espero que aquela chuva toda que caiu sábado não tenha me feito pegar uma gripe.

Sendo totalmente sincera, não estou com a menor vontade de ir para aula hoje: estou cansada, com sono e sinto o meu corpo mole. Mas eu prometi que nunca deixaria me abalar por causa de um namoro que não deu certo e eu não posso ficar faltando por nada, ainda mais agora que está faltando tão pouco tempo para eu me formar.

– Tudo bem, Caroline, chegou a hora – passei a mão pelo cabelo no momento em que parei o carro no estacionamento da faculdade – Foi só uma decepção, você vai sobreviver a isso.

A frente do prédio da faculdade ainda estava vazia. Acabei saindo mais cedo do que o normal de casa e, consequentemente, cheguei cedo aqui. Acho que o jeito agora é ficar aqui esperando o início da minha primeira aula.

– Care... – eu me virei dando de cara com o meu, agora, ex-namorado.

Stefan usava uma camisa polo em um tom de verde que combinava perfeitamente com seus olhos, uma calça jeans e um tênis. Além disso, seu cabelo estava bagunçado de um jeito que nunca vi em todo esse tempo que estivemos juntos e também tinha duas enormes olheiras, sinal de que tinha dormido pouco ou que nem ao menos tinha pregado os olhos à noite. Pelo visto ele estava tão abalado com tudo quanto eu, mas eu não deixaria sua aparência mexer comigo ou me comover.

– O que você está fazendo aqui, Stefan? – tentei soar o mais grosseira possível, deixando claro que eu não queria vê-lo na minha frente.

– Preciso falar com você – sua voz saiu como um sussurro, mas eu consegui ouvir perfeitamente – Eu preciso explicar o que aconteceu.

– Não preciso ouvir nada – garanti – Eu já li tudo que eu precisava saber ontem, naquela reportagem.

– Não é nada disso que você está pensando, Care – revirei os olhos, aquela era a desculpa típica de quem tinha aprontado – Se você pelo menos me ouvir, eu...

– Então não é nada disso que eu estou pensando? – ri nervosamente – Quer dizer que não teve um jantar na casa dos Gilberts em que você foi apresentado como novo namorado da Elena?

– Isso realmente aconteceu, mas não da maneira que você está pensando – respondeu – Eu e a Elena...

– Vocês dois querem ficar juntos, tudo bem, eu entendo – o interrompi antes que pudesse continuar a frase – Só não queria que vocês dois tivessem me colocado no meio disso.

Senti uma pequena tontura, mas por sorte eu estava perto de uma das mesas que ficavam do lado de fora e consegui me apoiar, Stefan também parecia não ter percebido.

– Nada do que eu falei sábado no almoço com o meu pai foi mentira: realmente estava feliz com você, cheguei até mesmo a pensar em casamento e a formar uma família ao seu lado – continuei – Se você tinha se cansado de mim, era só falar. Talvez eu fosse sofrer um pouco, mas deixaria o caminho livre para vocês dois. A Elena era a minha amiga e eu ficaria feliz se ela também estivesse.

– Eu não me cansei de você, Care, nunca... – tentou me tocar, mas eu tirei o braço antes – Talvez essa seja a história mais absurda do mundo, mas você pode perguntar para a Lena, ela vai confirmar tudo.

– Acho que você ainda não entendeu, então eu vou repetir: não quero saber nem de você, nem da Elena – disse pausadamente – Não me importo mais com o que vocês fazem ou deixam de fazer, podem até se casar e ir morar na China. Tudo que eu quero é que me deixem em paz.

Uma nova tontura me atingiu e foi bom Stefan estar lá comigo, pois pôde me segurar antes que eu caísse.

– Care... – pude ver uma preocupação legítima em seus olhos verdes – Você está bem?

– Estou ótima – voltei a me afastar – Não quero você perto de mim, muito menos me tocando.

– Você está com febre – observou – Precisa ir para casa descansar, talvez até procurar um médico.

– Já disse que estou bem – insisti – E eu sei muito bem cuidar de mim.

Os primeiros alunos estavam começando a chegar, o que significa que eu já poderia entrar no prédio e ir para a sala. Infelizmente, mal cheguei a dar o primeiro passo e tudo ficou escuro.

**

Acordei em um lugar todo branco, com vários armários em uma das paredes e também estava deitada em uma maca. Apesar de nunca ter estado aqui, reconheci imediatamente como a enfermaria da faculdade.

Foi nesse momento que a porta foi aberta e uma mulher, que imaginei ser a enfermeira, entrou no local. Ela se virou na minha direção e abriu um sorriso.

– Você acordou... – pareceu satisfeita – Vou verificar a sua temperatura mais uma vez – pegou o termômetro digital e o ligou antes de colocá-lo debaixo do meu braço.

– O que foi que aconteceu? – minha voz saiu totalmente rouca – Tudo que eu me lembro é que estava indo para a aula e depois disso não me lembro de mais nada – claro que eu também me lembrava da minha discussão com o Stefan, mas não precisava entrar em tantos detalhes.

– Você desmaiou – explicou – Então o seu namorado te trouxe aqui, ele parecia mesmo bem preocupado.

– Ele não é meu namorado – ela não tinha absolutamente nada a ver com isso, mas achei melhor esclarecer – Não mais...

– Sinto muito pelo engano – lamentou – Mas assim que você chegou aqui eu medi a sua temperatura, estava com 40º graus de febre, então eu te dei um anti-térmico que já deve ter feito efeito.

– Há quanto tempo eu estou aqui? – quis saber, preocupada; provavelmente já tinha perdido a primeira aula.

– Você ficou desacordada por pouco mais de uma hora e meia – confirmou as minhas suspeitas antes retirar o termômetro do meu braço para verificar a temperatura – Está com sorte, 36,5º graus, sua temperatura já está normal.

– Ótimo... – me sentei com a intenção de ir para a minha próxima aula, mas voltei a me sentir tonta e precisei me deitar novamente.

– Acho que é melhor você ficar deitada por mais algum tempo – avisou – E não se preocupe, eu vou te dar um atestado e você não vai ser prejudicada por perder aula.

– O que, exatamente, eu tenho? – quis saber, já começando a ficar preocupada com o meu real estado de saúde.

– Como você sabe, eu não sou médica – lembrou – Mas posso arriscar dizer que você não está com nenhum sintoma de gripe, então pode cortar a possibilidade da sua lista.

– Você acha que eu posso estar grávida? – meu corpo até mesmo chegou a gelar apenas por pensar nessa possibilidade, essa sem dúvida seria a ironia do ano e uma verdadeira tragédia para mim.

Rapidamente comecei a fazer umas contas mentalmente, minha menstruação só deve vir na semana que vem, então não era algo que pudesse exatamente descartar. Claro que eu e Stefan sempre usamos camisinha, mas nunca se sabe.

– Eu já examinei muitas mulheres grávidas nesses anos que eu sou enfermeira e você não parece se encaixar nessa categoria – garantiu, foi impossível não soltar um suspiro de alívio – Acredito que você esteja com uma febre emocional, não é nada demais, alguns dias de repouso, mas eu ainda recomendo que você vá ao médico.

– Não posso ficar de repouso por alguns dias – tentei me levantar novamente, mas dessa vez a enfermeira me impediu – Esse é o meu último ano de faculdade, não posso ficar faltando por qualquer bobagem.

– A senhorita precisa cuidar da sua saúde, não diria que essa é uma bobagem – alertou – Não posso te deixar sair daqui sozinha. Tem alguém que possa vir te buscar aqui?

– Meu pai ou meu padrasto – respondi – Mas os dois estão trabalhando agora, não quero atrapalhar.

– Tenho certeza que algum dos dois não vai se importar em vir aqui te buscar – avisou – Se puder passar os números deles.

– Na agenda do meu celular – disse.

Então ela pegou o meu telefone e começou a procurar a agenda enquanto saía de dentro da minha enfermaria. Não pude deixar de me sentir como uma criança que passou mal no colégio e precisaram chamar os pais para que pudessem buscá-la...

*Fim do flashback*

Quando meu pai foi me buscar, ele me arrastou na mesma hora para o médico. Nunca fui muito fã de hospitais, mas nada do que eu falasse iria fazê-lo mudar de ideia.

Fui diagnosticada com febre emocional e gastrite nervosa. Ganhei cinco dias de atestado médico e passei a ser vigiada por meu pai e por Steven de perto, sem contar com a minha mãe que ligava todos os dias para saber como eu estou. Resumindo: essa está sendo uma longa semana para mim.

***

Depois de terminar de comer e lavar toda a louça que eu tinha usado, fui para o quarto trocar de roupa. Já estava pronta para sair quando meu celular começou a tocar. Peguei o aparelho e reconheci o número do meu pai no identificador de chamadas.

– Oi, pai! – falei quando coloquei o telefone no ouvido, ao mesmo tempo em que abria a porta de casa.

Oi, minha filha! – respondeu – Estou ouvindo barulho de chave; você está saindo de casa?

– Sim, estou indo para a aula – disse – Aliás, eu preciso me apressar ou vou acabar me atrasando.

Caroline... – apesar de não poder vê-lo, sabia que meu pai estava balançando a cabeça negativamente – Era para você ficar em casa de repouso hoje, você ainda está de atestado médico.

Ainda tinha mais um dia de atestado, mas eu acordei me sentindo tão bem que achei que não faria sentido faltar mais um dia. Já tinha descansado bastante nos quatro dias anteriores.

– Eu estou ótima, pai, não estou sentindo mais nada – garanti – Posso perfeitamente ir para a aula hoje.

Deixa de ser teimosa, minha filha – reclamou – Fica em casa por mais um dia, você pode voltar às aulas na segunda-feira.

– Mas eu quero ir hoje – insisti – Vai ser bom para mim, assim eu mantenho a minha cabeça ocupada.

Sei que meu pai entendia perfeitamente o que eu estava querendo dizer com “manter a cabeça ocupada”: significa que eu não iria ter tempo para pensar no Stefan e em tudo que tinha acontecido.

Entendo... – concordou – Ele continua tentando falar com você?

– Stefan tenta ligar todos os dias – respondi – Mas eu não atendi nenhuma das vezes e também avisei na portaria que a entrada dele e da Elena estavam estritamente proibidas.

Melhor assim – como eu já imaginava, ele não ficou nem um pouco feliz ao saber o que Stefan tinha feito, e deixou bem claro que se encontrasse o ex-genro na sua frente não responderia por si – Bom, se você se sente melhor indo para a aula hoje, não vou me opor. Mas se você sentir qualquer coisa pode ligar para mim ou para o Steven que um de nós dois vai te buscar na mesma hora.

– Claro – afirmei, embora eu tivesse certeza que não iria precisar disso – E avisa para o Steven que assim que as minhas aulas acabarem, eu vou para a delicatessen para poder trabalhar – isso era algo que eu também estava sentindo muita falta nesses dias de repouso.

De maneira nenhuma! – consegui ouvir a voz do meu padrasto ao fundo – Essa é a sua semana de folga! Se você aparecer lá hoje vou te mandar para casa.

Bom, acho que você conseguiu ouvir – meu pai continuou, sem conseguir parar de rir – Pelo jeito você está totalmente proibida de colocar os pés na delicatessen.

– Já que é assim – soltei um longo e pesado suspiro, foi nesse momento que o elevador parou na garagem do prédio – Pai, agora eu tenho que ir, acabei de chegar no meu carro e você sabe muito bem que não podemos falar no celular enquanto dirigimos.

Está bem, minha filha, vai para a sua aula – completou – Tenho uma reunião daqui a uma hora, mas vou deixar o telefone ligado caso você precise me ligar.

Não pude deixar de dar um sorriso bobo. É sempre bom saber que tem alguém se preocupando tanto com a gente.

– Vou ficar bem, tchau... – disse antes de desligar e colocar o celular de volta na bolsa.

***

Para o meu alívio ocorreu tudo bem hoje na faculdade, todos os professores se mostraram bastante solidários ao fato de eu ter passado a semana doente e afirmaram que eu poderia fazer trabalhos para repor esses dias que precisei faltar.

Apesar de tudo eu não pude deixar de suspirar aliviada quando a última aula finalmente terminou, acho que acabei ficando mal acostumada por ficar quatro dias em casa sem fazer absolutamente nada. Arrumei minhas coisas apressadamente e sai de dentro da sala antes de todos os outros alunos.

– Caroline! – já estava do lado de fora do prédio quando ouvi alguém me chamando – Me espera, Caroline!

– Oi, Matt! – sorri e acenei para ele, era bom ver alguém conhecido – Como você está?

– Bem! – afirmou – Fiquei surpreso por te ver na aula hoje. Soube que estava doente.

– Já estou bem melhor – respondi.

– Fico feliz em ouvir isso – continuou – Se você quiser as anotações das aulas que você perdeu, vou ficar feliz em te emprestá-las.

– Eu vou adorar – disse – Muito obrigada, Matt.

– Não é problema nenhum, afinal, você já me emprestou tantas anotações. Não teria o porquê não fazer a mesma coisa por você – foi a vez dele sorrir – Eu soube o que aconteceu entre você e o tal de Salvatore.

– Você leu a reportagem? – balançou a cabeça afirmativamente – Maravilha... todos já devem estar sabendo, a essa altura.

Stefan tinha vindo algumas vezes aqui na faculdade almoçar comigo e várias pessoas nos viram juntos. Aquela reportagem já se tornou pública e, levando em consideração que era uma notícia a respeito do novo namorado da filha de um dos senadores mais conhecidos do país, significa que todos já estão sabendo que eu fui traída.

– Caroline, você não precisa se envergonhar de nada – colocou as duas mãos sobre os meus ombros – Ele sim que tem muito do que se envergonhar.

– Só você mesmo para tentar me alegrar – limpei rapidamente uma lágrima que se formou no canto do meu olho – Não tem sido fácil, mas...

– Esse Stefan é um idiota – prosseguiu – Qualquer cara no mundo ficaria honrado de ter uma namorada como você e ele simplesmente te troca por outra que, sinceramente, nem é tão bonita assim.

Foi impossível não achar graça daquele comentário.

– A Elena é, ou melhor, era a minha melhor amiga – disse – Foi por meio dela que eu conheci o Stefan.

– Ah... – pareceu extremamente sem graça com o meu comentário e se afastou um pouco de mim – Sinto muito por isso, ser traída pelo namorado e a melhor amiga... não consigo nem imaginar o que você deve estar sentindo.

– Como eu disse, não está sendo fácil – dei de ombros – Acho que eu meio que já estou acostumada; meu primeiro namorado me largou por achar que eu seria uma distração do foco dele em se formar em medicina, e o meu segundo namorado quis terminar comigo por eu me recusar a transar com ele uma segunda vez. Acho que ser trocada pela minha melhor amiga era o que estava faltando nessa lista. Isso prova de uma vez por todas que eu não tenho sorte no amor.

– Não diga uma coisa dessas – pediu – Foram apenas três experiências ruins, tenho certeza de que você ainda vai encontrar alguém que vai te fazer muito feliz.

– Pois eu duvido muito disso – revirei os olhos.

– Não duvide. – voltou a se aproximar e passou a mão pelo meu cabelo – Acho que posso garantir que o cara certo para você pode estar mais perto do que você pensa.

Encarou os meus olhos antes mirar o meu lábio inferior. O rosto de Matt agora estava tão próximo ao meu que eu podia até sentir sua respiração quente contra o meu nariz. Era muito simples: poderia beijá-lo e todos os meus problemas ficariam para trás, mas de alguma maneira isso me parecia errado; apesar de Stefan não merecer um pingo da minha consideração, ficar com outro agora me faria sentir como se estivesse traindo ele.

– Desculpe-me, Matt – consegui empurrá-lo – Eu... Eu não posso fazer isso, sinto muito.

– Tudo bem, eu entendo – concordou – Você acabou de sair de um relacionamento e ainda não está pronta para isso novamente.

– Você é um cara legal, Matt, e tem sido meu amigo durante esses três anos que a gente se conhece – estava encarando os meus pés nesse momento – Tenho certeza de que você vai encontrar alguma garota muito legal e que vai gostar de você do jeito que merece, mas essa garota não sou eu.

– Uau... – foi tudo que ele disse.

– Apesar de não me orgulhar disso, eu ainda gosto do Stefan, muito, e está tudo muito recente na minha cabeça – continuei – Talvez um dia eu supere tudo que aconteceu, conheça outro cara, me case e tenha filhos, mas não é agora. No momento eu estou querendo me focar na faculdade e apenas nisso.

– Eu entendo... – afirmou com a cabeça – Apesar de tudo, espero que possamos continuar sendo amigos.

– Claro – concordei – Nada me deixaria mais feliz do que ser sua amiga.

– Perfeito! – também pareceu satisfeito – Então, minha amiga, o que você acha de almoçarmos juntos hoje? Conheço um restaurante maravilhoso que fica aqui perto da faculdade e eu adoraria te levar até lá. Isso, é claro, se você não tiver que ir trabalhar.

– Não, eu não preciso trabalhar hoje – balancei a cabeça negativamente – Eu vou adorar ir almoçar com você.

– Ótimo! – colocou a mão nas minhas costas – Vamos até lá, então.

***

Depois de um almoço agradável com meu amigo Matt, decidi ir até o shopping dar uma volta. Admito que a Elena faz muita falta em uma hora dessas, mas eu até mesmo consegui comprar algumas roupas que achei legais.

Comprei uma pizza sabor quatro queijos a caminho de casa, então assim que cheguei ao meu apartamento tomei um banho relaxante e coloquei uma roupa confortável antes de ir para frente da televisão.

Minha intenção era assistir um filme antes de ir dormir cedo, mas o primeiro DVD que eu peguei foi o de “Cinderela em Paris”, o primeiro que eu e Stefan assistimos juntos, então acabei mudando de ideia e decidi procurar alguma coisa para ver na televisão mesmo.

Tinha escolhido um canal infantil em que estava passando um desenho qualquer, então peguei o primeiro pedaço de pizza e comecei a beber meu refrigerante. Foi quando a campainha tocou. Quem será que poderia ser, numa sexta-feira à noite? Não estava esperando por ninguém...

Em vez de que ficar questionando, decidi levantar para abrir a porta. E lá estava Stefan, parado no corredor do prédio e segurando um buquê de rosas cor de pêssego, as minhas favoritas.

– Oi, Care... – sorriu sem graça assim que me viu, também parecia com medo de que eu o expulsasse, como aconteceu da última vez que nos vimos.

– O que é que você está fazendo aqui, Stefan? – sussurrei enquanto o olhava de cima a baixo.

– Sei que você está com raiva de mim, mas só preciso que me ouça por cinco minutos – pediu – Será que eu posso entrar?

Notas finais
Pois é, a Care não ficou muito legal com o que aconteceu E será que agora ela vai ouvir o Stefan? Já avisando que o capítulo da semana que vem o cap é com ponto de vista do Stefan. **** E amanhã finalmente tem TVD!!! Ansisoso? **** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando.