Second Chance

48 Capítulo 47 – Perigo Real


Notas iniciais
Oi, gente, Aqui está mais um capítulo para vocês. Espero que gostem E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

O barulho de porta sendo aberta me acordou e quando abrir os olhos encontrei Stefan saindo de dentro do banheiro já arrumado para sair e enfrentar mais um dia de trabalho. Assim que ele me viu sorriu e se aproximou para me dar um selinho.

— Será que algum dia eu vou me cansar de ser acordada desse jeito? — brinquei.

— Eu espero que não – voltou a me beijar, mas dessa vez no ombro – Porque agora que estamos juntos de novo, não pretendo sair do seu lado nunca mais.

— Gosto de ouvir isso – foi impossível não sorrir ao ouvir esse comentário – Porque eu também não pretendo te deixar sair de perto de mim.

Procurei pela sua mão e entrelacei meus dedos com os dele.

— Eu estava aqui pensando: você já está aqui direto há uma semana – lembrei – Será que não está na hora de você pegar o restante das suas coisas no hotel e se muda logo oficialmente para cá.

Depois que chegamos de Mystic Falls há exatamente uma semana, Stefan tinha ido ao hotel apenas para pegar algumas roupas e depois voltar para cá. Ele ainda está pagando pelo quarto, mas tem dormido aqui no meu apartamento todas as noites.

— Bom, a minha intenção era mesmo procurar um apartamento para mim agora que o divórcio está oficializado, não precisa nem ser muito grande, mas um lugar onde eu possa levar a Lyn nos finais de semana – admitiu – Mas vir morar aqui…, com você?

— Essa não é a primeira que a gente namora, vamos ter dois bebês daqui há alguns meses e a Libby já está aceitando tudo numa boa – insisti – Sem contar que eu tenho certeza de que a Lyn vai adorar vir até aqui e brincar com a Libby nos finais de semana e também vai poder ver sempre os irmãos quando eles nascerem.

— Realmente não seria muito mais prático – concordou – Mas morarmos juntos não seria tipo um casamento?

— Talvez… — dei de ombros – Mas pensei que o grande problema fosse tornar tudo oficial.

— E eu pensei que não tivesse diferença para você — argumentou – Afinal você morava com o Klaus lá em Londres e era praticamente um casamento. Vocês terminaram tão recentemente e eu pensei que você quisesse algum tempo para você antes de qualquer coisa.

Eu entendia perfeitamente o argumento dele. Mas a questão é que eu e Klaus decidimos morar juntos há três anos por conta do nascimento da Libby e a situação atual não é tão diferente que a daquela época.

É claro que a questão não é apenas comigo, afinal, Stefan terminou seu casamento recentemente e pode estar querendo dar um tempo também.

— Olha eu tenho uma ideia: porque não conversamos sobre isso depois? — sugeriu – Com bastante calma e reacionalidade…

Conversarmos sobre isso depois… E quando seria esse depois? Hoje mais tarde? Nesse final de semana? Depois que os bebês nascerem? Não sei se temos tanto tempo assim…, mas…

— Tudo bem – concordei, por fim.

— Bom, agora é hora de nós dois levantarmos – avisou enquanto voltava a ficar de pé – Você tem aquela reunião importante lá no hotel e eu preciso levar o Damon ao aeroporto e depois também tenho uma reunião com o Alaric lá no me escritório.

Damon tinha conseguido ficar em Washington por uma semana completa, mas vai precisar voltar a Los Angeles hoje por causa de um desfile que terá amanhã em que vários modelos da sua agência participarão, se não fosse isso, ele ficaria mais tempo na cidade.

— Compromissos… — escondi o meu rosto nos travesseiros – Se eu pudesse ficaria aqui deitada o resto do dia sem fazer nada.

— Mas infelizmente você não pode – ele me lembrou – E é melhor você levantar logo ou vai ficar cada vez mais difícil.

— Certo… — revirei os olho e fiz uma careta antes de finalmente ficar de pé – Já que não tem jeito mesmo.

— A vantagem é que hoje é sexta-feira – tentou me animar – Amanhã você vai poder ficar deitada por quanto tempo quiser e também vai descansar bastante.

— Com pipoca, sorvete e vários filmes de comédia romântica? — me aproximei e coloquei os braços em volta do seu pescoço.

— Claro, o que você quiser – respondeu, embora não parecesse tão feliz assim.

— Perfeito – dei um selinho antes de me afastar e ir até o espelho que ficava atrás da porta – A minha próxima consulta com a obstetra é daqui há duas semanas e não pude deixar de pensar se você vai querer ir comigo.

— Mas é caro que eu quero ir com você, Caroline, não precisava nem perguntar – garantiu – Você sabe que eu não pude ir a nenhuma das consultas quando você estava esperando a Emma e não sabe o quanto me arrependo disso. Não quero cometer esse erro novamente…

— Bom você sabe que a minha obstetra é a mesma obstetra da Elena, não é mesmo? — lembrei – Você já deve ter ido lá com ela alguma vez antes da Evelyn nascer e fiquei com medo de que você poderia se sentir incomodado com toda essa situação.

— Care, coloca uma coisa na sua cabeça… — ele me abraçou por trás, colocando as duas mãos sob a minha barriga – Quero ou não, eu a Elena temos uma história, um casamento de quase cinco anos e uma filha. E por causa da minha carreira politica é impossível que a gente não acabe encontrando alguém que eu conheci quando ainda estava com ela e que fará milhares de perguntas. Mas acredite, eu não me importa, quero mais é que as pessoas saibam o quanto eu estou feliz e apaixonado por você.

— Não sabe o quanto é bom ouvir isso – foi impossível não sorrir depois de ouvir tudo aquilo.

— Bom, agora é melhor eu sair e deixar você se arrumar sozinha – avisou – Ou você vai continuar aqui enrolando.

— É claro que eu não farei isso – me fingi de ofendida – Mas já que você está indo para a cozinha, será que pode ficar de olho para que a Libby tome o café da manhã direito?

— Pode deixar comigo – garantiu antes de sair do quarto e fechar a porta.

***

Quando cheguei a cozinha, encontrei Stefan, Katherine e Libby estavam fazendo a suas refeições tranquilamente. Passei a mão pelo cabelinho loiro da minha filha e fui até a bancada pegar um pouco de café e pegar duas torradas com geleia; eu estava bem e não tinha sentido nenhum enjoo, mas era melhor não arriscar e não colocar nada pesado no estômago.

— Caroline, eu esqueci de comentar agora pouco – meu namorado voltou a falar enquanto me sentei ao seu lado – Hoje eu vou buscar a Lyn na escola e vou levá-la para lanchar, estava pensando em levar a Libby junto. Você sabe, para reforçar a ideia de família.

— Oba! — ela pareceu muito empolgada com o que ouviu – Eu posso ir mamãe? Vai ser muito legal ir lanchar com o tio Stefan e a Lyn!

— Você tem certeza de que ela não vai atrapalhar, Stefan? — quis saber – Pensei que você fosse querer passar um “momento de pai e filha” com a Lyn.

— Agora eu sou uma espécie de segundo pai para a Libby – lembrou – Vai ser bom passar uma tarde com ela e a Lyn. Tenho certeza de que será bem agradável…

— Já que é assim – dei de ombros – Acho que não vejo problema nenhum de você levar a Libby.

— Perfeito! — ele sorriu, parecendo satisfeito – É isso ai, Libby, nós três vamos nos divertir muito hoje tarde.

— Também tenho certeza disso, tio Stefan – minha filha concordou.

Foi nesse momento que um som do celular de Stefan ecoou pelo ambiente. Ele pegou o aparelho e deu uma olhada na mensagem que tinha acabado de chegar.

— É a equipe de seguranças – avisou – Eles já estão aqui embaixo, só esperando que você, a Kath e a Libby saíam.

— Ah… — não escondi o meu desanimo em meu tom de voz.

Desde segunda-feira eu estava andando com a equipe de seguranças contratada pelo Stefan atrás de mim. Por um lado é bom sabe que meu namorado se preocupa tanto assim com a minha segurança e com a segurança dos nossos bebês, mas a verdade é que ter dois seguranças te seguindo o dia todo e todos os dias, é muito cansativo.

— Eu estou achando ótima essa história de dois nos seguindo o dia inteiro— minha amiga comento – Sem contar que os dois são uns gatos…

— Kath…! — dei uma rápida olhada em Libby, lembrando a ela que minha filha ainda estava aqui – Esse comentário é mesmo necessário?

— Desculpa, só estou sendo sincera… — levantou as duas mãos em sinal de defesa – Bom, eu já acabei de tomar o meu café. Você vem comigo, Libby? Vou te ajudar a escovar os dentes e a trocar de roupa para ir a escola.

— Todo bem – ela concordou antes de ficar de pé e seguir a madrinha para fora do cômodo.

Stefan voltou a tomar o seu café da manhã extremamente concentrado na sua refeição. E eu apenas fiquei ali, encarando o meu namorado.

— Não adianta, Care – ele finalmente falou – Não importa o que você fale ou faça, não tirarei os seguranças.

— Você tem certeza de que isso é mesmo necessário? — insisti – A Elena já te disse semana passada e até agora Miranda Gilbert não aparece ou fez qualquer ameaça. Talvez ela tenha percebido que isso era bobagem e vai deixar as coisas seguirem do jeito que deveria ser…

Percebi pelo seu olhar que ele não acreditava nem um pouco nessa possibilidade.

— Ela pode estar apenas armando algum planos ou apenas dando um tempo para não levantar suspeitas – sugeriu – Não sei, temos que pensar em todas as possibilidades.

— Stefan… — comecei, mas ele colocou a mão sob a minha, me interrompendo.

— Sei que posso soar paranoico fazendo essas coisas, mas tudo que eu faço é pensando no seu bem e no bem dos nossos filhos – lembrou – Vamos fazer o seguinte, fica com os seguranças durante um mês e se nada acontecer, eu dispenso eles. Tudo bem?

— Eu tenho alguma outra escolha? — brinquei.

— Eu posso te trancar nesse apartamento pelos próximos sete meses – respondeu – É uma maneira de assegurar que vocês estarão seguros e protegidos.

— Acho que vou aceitar essas dos seguranças por mais um mês – disse – Posso aguentar por mais esse tempo.

— É assim se fala – de um beijo no meu rosto.

— Já esto pronta, mamãe – Libby surgiu de volta na cozinha, agora vestida para sair e com sua mochila nos ombros.

— Care, nós precisamos ir mesmo – dessa vez foi Kath, que tinha voltado junto com ela, quem falou – Você tem aquela reunião hoje e sabe o quanto ela é importante para o hotel.

— Você tem razão, Kath – concordei – Me esperem aqui que eu não demoro. Só preciso escovar os dentes e pegar a minha bolsa.

— Perfeito! — completou.

— Só mais uma coisa, Care – Stefan voltou a me chamar – Não esqueça que eu vou buscar a Libby hoje na escola.

— Pode deixar que eu não esqueci – garanti – Vou inclusive avisar isso na portaria da escola quando deixá-la, assim você não terá problemas.

— Ótimo – foi a última coisa que eu ouvi antes de sair do cômodo.

***

— Com licença, Caroline – estava olhando alguns papéis em cima da mesa quando Lexi surgiu na porta da minha sala – O representante dos bombeiros de Washington que está vindo para a reunião ligou: ele teve uma pequena emergência e vai se atrasar, mas em alguns minutos ele estará aqui.

— Certo – falei.

Uma grande reunião, evolvendo todos os corpos de bombeiro dos Estados Unidos, acontecerá aqui em Washington esse ano e estão querendo que ela aconteça aqui no Washington Place. Isso será um evento grandioso e muito bom para o nosso hotel.

— O salão de eventos também está pronto para ser mostrado – continuou – E lá também estão as fotos das projeções de como ficariam as cadeiras durante as conferências e essas coisas.

— Ótimo – sorri – Esse evento será mesmo muito importante e espero que a gente consiga trazê-lo para o nosso hotel.

— Eu também espero – Lexi concordou – Bom, Caroline, se não for mais precisar de mim, tenho que dar uma olhada nas reservas para os próximos livros e verificar quantos quartos nós ainda temos disponíveis para o início do verão.

— Não preciso de nada, Lexi, obrigada – garanti – Pode voltar para o seu trabalho.

— Está bem – ela chegou a se virar para ir embora, mas em seguida decidiu retornar – Só mais uma coisa, Caroline, fiquei sabendo das novidades e ainda não tive a oportunidade de te parabenizar pelos bebês.

— Obrigada, Lexi – foi um impossível não dar um sorriso bobo ao ouvi-la falar isso – Não era uma coisa que eu estava esperando, mas posso dizer que estou empolgada com a ideia de ser mãe novamente.

— E você também se acertou com o Stefan – lembrou – Não vou mentir, já tinha percebido um clima entre vocês desde aquela noite na festa dos Gilberts, mas não podia falar nada porque ele era casado e você estava noiva de outra. Só que agora eu posso comentar como eu fiquei feliz em saber que você estão juntos.

— Stefan e eu temos uma longa e complicada história – dei de ombros – Uma história que eu cheguei a acreditar que tinha chegado ao fim há cinco anos, mas, na verdade, ela só estava adormecida.

— O amor pode ser bem complicado – ela comentou – Acredite, eu sei muito bem disso.

— Já que você tocou no assunto – falei – Stefan comentou comigo que o Damon e o Alaric iam na sua casa no final de semana passada por causa do aniversário da Claire e também fiquei sabendo que foi tudo muito bem.

— Sim, foi tudo bem – respondeu – Na medida do possível foi tudo muito bem.

— Você quer conversar sobre isso? — quis saber – Saiba que eu esto aqui para te ouvir, seja o que for.

Ela concordou e voltou a se aproximar, sentando-se em frente a mim. Pelo jeito a conversa vai longe.

— Tenho todos os motivos do mundo para odiar o Damon, ele “roubou” o meu marido, acabou com o meu casamento e destruiu a vida aparentemente perfeita que eu tinha ao lado do Alaric – lamentou – Mas ao mesmo tempo, ele é muito legal, foi totalmente simpático comigo lá, sem contar que Jordan e Claire gostam dele também. Como eu posso sentir raiva de alguém que trata tão bem os meus filhos.

— Eu te entendo perfeitamente, Lexi – disse – Essa parece mesmo uma situação muito complicada.

— Sem contar que o Ric parece bem com o Damon – admitiu – Nesse quase 15 anos que eu o conheço, nunca vi o Alaric tão feliz como agora. Isso eu não tenho como negar.

É obvio que Lexi ainda está sofrendo com toda essa situação, mas também está visivelmente melhor do que depois de tudo acontecer há dois meses. Acho que nada melhor do que o tempo para curar esse tipo de ferida.

— Essa obviamente não era a situação que eu esperava – completou – Mas eu realmente espero que eles dois sejam felizes.

— Você também ainda conhecerá alguém, Lexi, e será muito feliz novamente – garanti – E enquanto isso, eu tenho um convite para te fazer.

—Um convite… — pareci interessada nas minhas palavras – Um convite para que, exatamente?

— Estava conversando, outro dia, com o Stefan, sobre quem chamaríamos de madrinha para os bebês – expliquei – A Kath já é madrinha da Libby, então não é uma opção. Então pensamos da Elena ser madrinha do bebê que nascer primeiro e você ser a madrinha do segundo, isso se você quiser, é claro.

— Você está me chamando para ser a madrinha de um dos seus bebês? — ela estava visivelmente emocionada com aquele convite – Isso é mesmo sério?

— Claro que é sério, Lexi – afirmei – E então, você aceita ou não?

— Mas é claro que eu aceito! — respondeu – Nada me deixaria mais feliz do que ser a madrinha de um desses bebezinhos.

— Com licença… — um homem vestindo uma camisa do corpo de bombeiros estava na porta, imaginei que ele era o representante que veio para a reunião – Falaram que eu podia vir para cá e que já estavam me esperando, mas eu posso esperar lá na recepção um pouco mais se…

— Não precisa se incomodar – Lexi disse enquanto se levantava – Eu já estava mesmo de saída. Nós conversamos uma outra hora, tudo bem, Caroline?

— Claro… — concordei.

Ela saiu, fechando a porta atrás do recém-chegado. Então eu me aproximei para cumprimentá-lo.

— É um prazer finalmente conhecê-lo – estendi a mão para ele – Eu sou Caroline Forbes, a responsável pelo hotel.

— Caroline Forbes? — pareceu surpreso ao ouvir o meu nome – A filha do Bill Forbes?

—Sou eu mesma – pelo jeito ele conhecia o meu pai e também deveria me conhecer.

Ele era alto, olhos azuis, seu cabelo preto estava começando a aparecer os primeiros fios brancos e ainda usava uma barba rala. Olhando bem seu rosto era realmente familiar, só não lembrava de onde.

— Você não deve se lembrar de mim, afinal, a última vez que eu te vi você devia ter 10 ou 11 anos – observou – Sou Mason Lockwood, tio do Tyler Lockwood.

Tio do Tyler Lockwood? Mason Lockwood era o típico surfista, torrou todo o dinheiro que recebeu dos pais, rodava a costa do país procurando pela “onde perfeita” e, as vezes, voltava para Washington para visitar a família; uma das últimas lembranças que tenho dele foi chegando em um dos aniversários do sobrinho bem no meio do parabéns e para compensar ele queria levar todos nós, crianças de 11 anos, para saltar de paraquedas, o que, é claro, não acabou acontecendo. Ele certamente, estava bem diferente daquele cara.

— Tio Mason! — eu o abracei – Não sabia que você estava morando em Washington outra vez.

— Voltei para cá há três anos, quando passei para a prova do corpo de bombeiros – explicou – Hoje em dia eu sou tenente, foi uma grande mudança de vida e estou muito feliz por tê-la feito.

— Isso realmente parece muito bom – concordei.

— Mas e quanto a você… — me olhou de cima a baixo – Tyler comentou comigo que você estava morando em Londres, então pelo visto eu não fui o único aqui a retornar para Washington.

— Voltei há alguns meses para falar a verdade – expliquei.

— E você ainda é amiga da Elena Gilbert? Lembro que vocês duas era inseparáveis quando crianças – quis saber – Fiquei sabendo, pelo Tyler também, que ela está casada com um politico e tem uma filhinha agora.

— Sim, eu e a Elena ainda somos melhores amigas – respondi, sem querer entrar no detalhe de que o “marido político” da Elena agora é meu namorado que eu terei dois filhos com ele… — Mas vamos falar logo sobre o motivo da reunião, imagino que como bombeiro você não deve tanto tempo assim para gastar aqui.

— Tem razão, eu preciso voltar para o corpo de bombeiros o mais rápido possível – concordou – Como você sabe, será uma convenção que reunirá membros de todos os corpos de bombeiro dos Estados Unidos e durará uma semana. Teremos palestras e alguns programas de treinamento.

— Imagino que queira saber o que o nosso hotel tem a oferecer – continuei – Nós oferecemos o espaço pra a palestra, o nosso estacionamento de funcionários para os treinamentos, espaço para as refeições nos dias de evento e, é claro, desconto para todos os bombeiros de fora da cidade que queiram se hospedar aqui.

— Isso me parece perfeito… — falou quando acabei com as minhas explicações.

— Quer conhecer o nosso espaço para eventos? — sugeri – Tenho certeza de que ficará satisfeito com as nossas instalações.

— Claro vamos até lá – concordou.

***

Estávamos esperando pelo elevador quando Katherine surgiu. Ela ficou encarnado Mason de cima a baixo e nem ao menos se deu conta da minha presença.

— Kath, esse é o tenente Mason Lockwood, ele veio aqui para aquela reunião sobre a convenção que talvez façam aqui no hotel – decidi fazer as apresentações – Mason, essa é Katherine Pierce, minha assistente e uma das minhas melhores amigas.

— É um prazer conhecê-la, senhorita Pierce – segurou a sua mão e a levou aos lábios, esse gesto fez com que minha amiga prendesse a respiração – Você também virá conosco para ver o espaço para eventos?

— Se a Caroline quiser a minha companhia? — agora ela olhou diretamente para mim – Claro que eu irei com vocês até lá.

— É claro que você pode vir conosco, Kath – avisei – Aliás, Kath, tem uns papéis que eu preciso mostrar e que esqueci no carro. Será que você pode acompanhar o Mason até o nosso salão enquanto eu vou até o estacionamento.

— Claro… — respondeu – E pode ficar sossegada…

Sorri para ela e foi nesse momento que o elevador chegou, eu os deixei ir para a cobertura do prédio enquanto eu esperava o outro, que me levaria para o térreo. Obviamente eu não estava mentindo, precisava mesmo pegar uma coisa no carro, mas essa também era uma “desculpa” para deixá-los a sós por alguns minutos, pois Mason pareceu tão encantando na Katherine quanto ela nele.

***

Assim que coloquei os pés para fora do prédio, os dois seguranças que Stefan colocou para mim já se aproximaram. Foi impossível não revirar os olhos com essa atitude.

— Não precisam vir atrás de mim… — já fui avisando – Só vou buscar uma coisa no carro.

— Mas senhorita, o senhor Salvatore mandou segui-la para todos os lugares que não fosse dentro do hotel ou em casa – um deles lembrou – É para isso que estamos sendo pagos e é exatamente isso que faremos.

— O meu carro está há menos de 500 metros daqui – apontei na direção do local onde eu tinha estacionado – Tudo que eu vou fazer e ir até lá, pegar uma pasta e voltar, não vai acontecer nada comigo nesse percurso. E, se acontecer, eu grito. Está tudo bem assim?

— Se é assim que a senhorita quer? — deu de ombros.

— Assim está melhor – completei, totalmente satisfeita – E não se preocupem, voltarei antes que sintam a minha falsa – brinquei antes de me afastar.

***

A pasta que eu estava procurando estava localizada no banco de trás do carro. Fechei a porta e ainda me encostei no veículo para poder verificar se todos os papéis que eu precisava estava mesmo ali dentro.

— Olá, Caroline… — me virei a tempo de encontrar Miranda Gilbert parada ao meu lado, o susto foi tão grande que derrubei todas as folhas que estavam na minha mão, no chão.

— O que você está fazendo? — minha voz saiu quase como um sussurro.

— Ora, eu vim aqui te visitar, minha querida – deu um sorriso falso – Você tem sido amiga da minha filha por tantos anos, você cresceu na minha casa e agora, desde que você voltou para Washington, ainda não tivemos tempo para conversar direito.

— Eu adoraria conversar, mas agora eu estou trabalhando e um pouco ocupada no momento – me abaixei para pegar a pasta no chão a minha frente – Então, se quiser conversar em outro momento, é melhor marcar uma hora.

— Tudo bem, vamos direto ao assunto – segurou o meu braço com força, impedindo que eu saísse de perto dela, suas unhas estavam me machucando – Nesse momento você já deve estar sabendo do segredinho do Stefan e de como eu usei isso para aproximá-lo da Elena.

— Por favor, fica longe de mim… — seu olhar era de puro ódio nesse momento, era impossível não sentir medo.

— Tive um pouco de trabalho, mas eu consegui: Elena tinha um bom casamento, uma filha, estabilidade, a vida que eu sempre quis que ela tivesse – continuou – Tudo estava indo perfeitamente em até que você voltou e destruiu isso.

— A culpa não foi minha, o Stefan e a Elena não se amam eles nunca se amaram – tentei argumentar – A Elena está feliz com o Enzo da mesma maneira que o Stefan está feliz comigo, isso não é o suficiente?

— Eu consegui me livrar de você e daquele bebezinho que você estava esperando há cinco anos – me olhou de cima a baixo – Acredite em mim posso fazer isso novamente, e não importa o método que eu precise usar para isso.

— Estou falando sério, fique longe de mim – sei que ela estava percebendo o medo na minha voz, tanto que sorriu – Meus seguranças estão bem ali e se eles te encontrem aqui vão chamar a policial.

Quase como se tivessem me ouvido, vi os seguranças se aproximando e eu não pude deixar de suspirar aliviada. Infelizmente a minha alegria não durou muito, pois senti uma mão cobrindo a minha boca com o auxílio de um pano e logo senti a minha visão escurecendo.

***

Quando acordei estava no banco de trás de um carro com as mãos e os pés amarrados. Miranda estava dirigindo em alta velocidade e também podia ouvir barulho de sirene atrás de nós, sinal de que estávamos sendo seguidas pela polícia.

— O que está acontecendo? — gritei – O que você está fazendo?

— É melhor você ficar quietinha – ela olhou para trás durante um segundo, antes de voltar a se concentrar na estrada a sua frente – Pelo jeito os seguranças que o Stefan colocou atrás de você chamaram a polícia e agora eles estão nos seguindo, o que significa que eu preciso de uma maneira de me livrar deles.

— Se livrar deles? – estava ainda mais desesperada, comecei a tentar me soltar, mas era impossível – O que você pretende fazer?

Tudo que ela fez foi acelerar ainda mais, cortando os carros. E aparentemente a polícia fez exatamente a mesma coisa.

— Por favor, Miranda, pensa bem no que você vai fazer? — pedi – Eu estou grávida! Pensa, pelo menos, nos meus filhos, eles não tem culpa de nada disso que aconteceu ou do que está acontecendo e…

— Eu já disse para você ficar quieta! — dessa vez foi ela quem gritou – Sempre achei essa sua voz irritante e agora estou achando ainda mais irritante.

— Por favor… — meu rosto já estava todo molhado devido as lágrimas – Por favor…

O que aconteceu a seguir foi muito rápido, mas para mim foi como se tivesse sido em câmera lenta. Um dos carros da polícia nos ultrapassou e parou atravessado a nossa frente, Miranda girou o volante para desviar, mas devido a alta velocidade perdeu o controle e capotando. Como eu estava sem o cinto de segurança, fui jogada para todos os cantos do veículo conforme fomo rodando até finalmente parar; uma dor lancinante me atingiu antes que eu perdesse a consciência.

Notas finais
Por favor, não me matem por esse final... Pois é, a Caroline subestimou as ameaças da Miranda, era melhor não ter feito isso... E será que a Caroline vai ficar bem? E os bebês? No próximo capítulo teremos todas essas respostas e será no ponto de vista do Stefan... *** Mas mudando para outro ponto do cap: O que acharam do convite da Caroline pra Lexi ser madrinha? E o que acharam da chegada do Mason? E a reação da Kath ao conhecê-lo? Será que ele será capaz de fazê-la esquecer o Elijah? *** Bom, é isso, comentem e digam o que estão achando...