Second Chance

43 Capítulo 42 – Colo de mãe


Notas iniciais
Oi gente!!!! E depois de duas semanas aqui estou eu de volta! Sentiram a minha falta? Mas vamos ao que interessa, o capítulo... Espero que gostem E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

— Então aqui é Mystic Falls? — pelo espelho retrovisor, pude observar a minha filha olhando maravilhada pela janela do banco de trás do carro – Aqui é tão grande!

— Mystic Falls não é tão grande quanto Washington ou Londres, é uma cidade pequena, típica de interior – tentei explicar – Mas é um lugar bem agradável de se morar.

— Vivi em Mystic Falls com a minha mãe por apenas cinco anos e depois disso vim para a cidade apenas para passar algumas semanas durante as férias, — mesmo assim tenho várias lembranças divertidas daqui.

— Nós vamos morar aqui em Mystic Falls agora? — ela me perguntou totalmente confusa – Pensei que fossemos passar uns dias aqui?

Não posso culpá-la por pensar nessa maneira, primeiro fizemos uma grande mudança de Londres para Washington, e agora decido levá-la para Mystic Falls e começo a falar como era bom morar na cidade. É muita coisa para uma menina de três anos passar em apenas alguns meses.

— Não, Libby, nós não iremos nos mudar para Mystic Falls – balancei a cabeça negativamente – Você não precisa se preocupar com isso, só passaremos alguns dias aqui com a vovó Liz.

— Que bom, eu gosto de Washington – soltou um suspiro de alívio – Mas eu também vou gostar de passar uns dias com a vovó Liz.

— Sim, isso vai ser bom mesmo – concordei – Para nós duas.

***

A casa da minha mãe não ficava muito longe do centro de Mystic Falls e por isso em apenas vinte minutos eu estava parando o carro em frente ao antigo lar da minha infância. Eu nem tinha saído de dentro do veículo quando a porta da frente foi aberta.

— Ai estão as minhas meninas! — minha mãe disse, totalmente animada – Vocês fizeram uma boa viagem?

— Sim, mãe – respondi enquanto ia até ela para abraçá-la – Fizemos uma excelente viagem.

Assim que me afastei dela, voltei para o carro e retirei Libby do seu cinto de segurança. No instante em que a coloquei no chão, ela saiu correndo na direção da avó.

— Minha princesinha… — falou logo depois de dar um beijo no topo da cabeça da minha filha – Aposto que você deve estar morrendo de fome depois dessa viagem toda até aqui.

— Estou mesmo! — afirmou – O que tem para comer, vovó Liz?

— Como eu sabia que vocês chegariam por essa hora, fiz um bolo de chocolate – avisou – Não deve estar tão gostoso como os que o Steven faz, mas tenho certeza de que você vai gostar.

— Também tenho certeza – concordou.

— Então vai indo até a cozinha enquanto eu ajudo a sua mãe com as malas – ela ainda colocou a mão e um dos seus ombros enquanto Libby corria na direção a entrada da casa.

— Você não precisava ficar aqui para me ajudar, mãe – avisei enquanto ia até o porta-malas – Nós não trouxemos muita coisa par cá.

Depois de falar retirei as duas malas de dentro do veículo, uma minha e a outra da Libby. Passaremos, poucos dias aqui, não teria porque trazer mais coisas do que isso.

— Essa na realidade foi uma desculpa para conversarmos sozinhas – explicou – Está mesmo tudo bem, minha filha?

— Claro que está tudo bem, mãe – afirmei – Por que está me perguntando isso agora e com esse olhar tão… sério?

— Talvez nós duas não tenhamos convivido tanto quanto eu gostaria, Caroline, mas você ainda é minha filha e eu te conheço melhor do que qualquer um – lembrou – Você me liga do nada pedindo para vir passar uns dias aqui e sem dar explicações. Não pode me culpar por achar que tem alguma coisa errada.

Já esperava por esse tipo de questionamento da parte dela. Minha mãe não viu problema nenhum em receber a mim e a Libby aqui na sua casa, mas eu também a conhecia muito bem e sabia que não aceitaria isso sem nenhum tipo de explicação.

Vir com a minha filha para Mystic Falls talvez não tenha sido a melhor ideia ou a minha inteligente, mas foi a única solução. Uns dias longe de Washington e de todos os problemas ao meu redor, com certeza, me farão muito bem.

*Flashback*

— Claro que você pode vir par cá, Caroline— para a minha sorte, minha mãe concordou sem nenhum tipo de problema – Vou adorar ter você e a Libby aqui em casa por alguns dias.

É muito bom te ouvir falando isso – sentei na ponta da cama enquanto falava – Estou com saudades de Mystic Falls e tenho certeza de que a Libby também vai adorar.

— E quando vocês duas pretendem vir?— quis saber.

A Kath já deve ter buscado a Libby na escola – dei uma olhada no relógio antes de responder – Assim que ela chegar, vou arrumar as nossas coisas e sairemos daqui rumo a Virgínia.

— Fico preocupada sabendo que você virá dirigindo até aqui sozinha com a Libby – comentou – Essas estradas são muito perigosas…

Nós vamos ficar bem, mãe, não se preocupe – garanti – Estaremos ai amanhã pela manhã.

— Esperarei ansiosamente – completou – E agora vou te deixar arrumar as coisas para vir.

Assim que desliguei o telefone, coloquei o aparelho ao lado e deitei para poder encarar o teto do quarto. Quase que involuntariamente, a minha mão foi parar sob a minha barriga.

Meus filhos, podem acreditar, nada disso é culpa de vocês… — comecei a falar com os meus filhos – Acontece que vocês chegaram de uma maneira inesperada e eu não estava preparada para isso.

Voltei a me sentar. Já conseguia ver uma barriguinha por debaixo da blusa, afinal, apesar de estar com apenas dois meses, vou ter gêmeos, mas, mesmo assim, é quase imperceptível.

E mesmo assim, eu já me pego pensando em como serão as coisas quando vocês estiverem aqui fora – continuei – Se vocês serão dois meninos, duas meninas ou até mesmo um casal, com quem vocês se pareceram, essas coisas…

Foi impossível não soltar um sorriso. Apesar de tudo, não posso dizer que não estou empolgada com a ideia de ter um novo bebê, ainda mais agora sabendo que são dois.

Sei que pode parecer infantilidade da minha parte não querer contar logo para o pai de vocês, mas eu vou contar em breve e quando isso acontecer, ele ficará tão feliz quanto eu – afirmei – A Elena já está feliz com a chegada de vocês. E ainda tem a sua avó Liz, seu avô Bill, seu avô Steven, o seu outro avô por parte de pai, o seu tio Damon, a Katherine e ainda tem as irmãs de vocês, a Libby e a Evelyn, todos ficarão feliz por saber que vocês estão a caminho, os dois serão muito amados.

Foi nesse momento que ouvi o barulho da porta sendo aberta. Como já tinha previsto, Kath e Libby acabaram de chegar.

Mas antes disso, vamos fazer uma pequena visita a Mystic Falls – completei enquanto me levantava e saia do quarto.

**

Mamãe! — minha filha correu na minha direção assim que me viu entrar na sala e assim que estava perto o suficiente, abraçou a minha perna.

Minha princesinha… — passei a mão pelo seu cabelinho loiro – Você se comportou bem na aula hoje?

Sim! — afirmou com a cabeça, totalmente orgulhosa.

Mas que bom – em seguida me virei na direção da minha amiga, que continuava parada próxima a porta – Oi, Kath!

Care… — falou, por fim – Espera que já esteja sentindo melhor.

Sabia muito bem onde ela queria chegar, queria que eu contasse o que realmente está acontecendo comigo. Claro que eu teria que lhe contar…

Sim, eu já estou bem melhor sim, Kath – afirmei antes de me virar na direção de Libby – Bom, princesinha, o que acha de fazermos uma viagem esse fim de semana?

Para Londres? — seus olhinhos azuis estavam cheios de expectativas – Nós vamos ver o papai?

Não, Libby, nós não vamos para Londres, é uma viagem muito grande para pouco tempo – lamentei – Estava pensando em irmos para Mystic Falls, visitar a vovó Liz. O que acha?

Sim! — voltou a ficar animada – É uma excelente ideia!

Então porque você não vai até o seu quarto separar as roupas que quer levar? — sugeri – Daqui a pouco eu vou até lá para colocar tudo na mala, tudo bem? — coloquei a mão nas suas costas para guiá-la na direção do corredor.

Tudo bem… — concordou enquanto saltitava na direção ao seu quarto.

Quando me virei, encontrei Katherine me encarando de cima a baixo, totalmente séria.

Kath, será que você pode ajudar a Libby com as coisas dela? — pedi – Nem quero imaginar as coisas que ela vai querer levar se deixá-la separar as roupas sozinha.

Viagem para Mystic Falls… — ela murmurou – É sério, Care? Assim…, sem mais nem menos? Cada vez mais eu tenho certeza de que você está mesmo me escondendo alguma coisa.

Você estava certa…, mais cedo – decidi contar de uma vez por todas – Eu estou grávida… do Stefan…

Uau… — minha amiga não consegui tirar os olhos de mim – Isso é mesmo sério?

São gêmeos – continuei – Descobri hoje de manhã, a Elena me levou ao médico.

Fiquei esperando que Kath falasse mais alguma coisa, mas ela apenas permaneceu em silêncio.

Desculpa não ter te contado antes – pedi – Ou melhor, desculpa por ter contado para a Elena antes de contar para você. É que…

Tudo bem, Care, eu entendo – me interrompeu – Então…, imagino que essa viagem repentina para Mystic Falls seja para fugir de contar as novidades para o Stefan.

Eu vou contar para ele – garanti, elevando um pouco o tom de voz – Olha…, vou dizer exatamente a mesma coisa que falei para a Elena, só preciso de alguns dias. É o que eu peço.

Sei que o relacionamento de vocês é confuso e tudo mais – prosseguiu – E…

E tudo que eu estou precisando é de um tempo fora de Washington – foi a minha vez de interrompê-la – Precisando de um tempo com a minha mãe… Ela saberá perfeitamente o que dizer em um momento como esse.

Eu vou ajudar a Libby com as roupas dela – avisou – Se precisar da minha ajuda também, é só chamar.

Certo… — concordei – Obrigada por isso, Kath.

Ela sorriu e seguiu em direção ao corredor. Esperei alguns minutos e fiz a mesma coisa.

*Fim do Flashback*

— Mãe, eu garanto que não tem absolutamente nada de errado – respondi, por fim – Só estava precisando de um tempo longe de Washington.

Aquele não era o momento nem o local para termos uma conversa séria, então decidi manter a “desculpa” que tinha inventando no caminho até aqui, tenho certeza de que depois ela entenderá porque fiz isso.

— Aconteceram muitas coisas nos últimos meses – continuei – E ficar aqui em Mystic Falls uns dias com você e com a Libby, respirando esse ar do interior… Tenho certeza de que não existe nada melhor para esvaziar a cabeça.

Apesar de estar longe, minha mãe já sabia do fim do meu noivado com o Klaus; tanto ela quanto meu pai e Steven afirmaram que estariam ao meu lado para o que quer que eu precisasse. Ela com certeza acreditará nessa história.

— Claro, imagino que não deva ser nada fácil – concordou – Mas e quanto ao seu trabalho no hotel, tem certeza de que não terá problemas?

— Essa é a vantagem de estar no comando – dei de ombros, sorrindo – Kath já é minha assistente há dois meses, tenho certeza de que fará muito bem a minha função enquanto estiver fora.

— Já que é assim: só quero dizer que estou muito feliz por vocês estarem aqui – lembrou – Agora… o que achar de entrarmos? Libby deve estar impaciente nos esperando.

— Concordei. Então coloquei as duas malas no chão para poder fechar o porta-malas e trancar o carro.

— Deixe-me levar isso para você – pegou uma das bagagens – É muita coisa para você carregar.

Antes mesmo que eu pudesse questionar ou até mesmo reclamar, minha mãe já tinha caminhado na direção da porta. Então eu apenas a segui.

***

Libby estava sentada na mesa da cozinha balançando as perninhas para trás e para frente repetidas vezes. Para a minha surpresa ela estava bem tranquila nos esperando.

— Mas que menina bem-comportada… — pelo jeito minha mãe também tinha ficado surpresa com isso – O que acha que comermos um pedaço de bolo de chocolate agora?

— Sim! — minha filha levantou os dois braços em sinal de animação.

— Então, vamos lá – ela se aproximou da mesa antes de cortar o primeiro pedaço do bolo de chocolate e colocá-lo em um prato – Você quer um pouco de leite? Talvez um suco de laranja?

— Suco de laranja! — Libby respondeu sem nem mesmo pensar duas vezes.

Concordou e foi até a geladeira, voltando com o copo cheio de suco de laranja poucos segundos depois.

— E quando a você, minha filha? — voltou-se novamente para mim – Vai querer um pedaço de bolo também?

No momento em que entrei no cômodo e senti um cheiro do bolo de chocolate, pensei que fosse enjoar, exatamente como tem acontecido todos os dias nos últimos meses. Mas para a minha sorte isso não aconteceu, meu estômago até mesmo roncou de fome.

— Eu quero sim – disse – Mas pode deixar que eu mesma me sirva.

— Ora, minha filha, o que isso – me interrompeu antes que eu pudesse pegar a faca – Pode deixar que eu te sirvo, não é problema nenhum.

Além de me servir uma fatia de bolo, ela também pegou para mim um copo de suco de laranja. Em seguida, minha mãe também pegou o doce para si e logo nós três estávamos sentadas comendo.

— Estava pensando em irmos depois dar uma volta pela cidade, apresentar tudo para a Libby – voltou a falar depois de alguns minutos – Mas imagino que vocês duas estejam cansadas.

Dei uma rápida olhada para a minha filha, que apenas balançou a cabeça negativamente. Aquilo era um sinal de que ela estava mais do que disposta a ir se aventurar por Mystic Falls.

— Bom, eu realmente estou cansada – admiti, aquilo era uma junção do fato de ter dirigido a noite inteira até aqui e, é claro, da gravidez; tudo que eu preciso no momento é deitar um pouco – Mas a Libby dormiu bastante no carro, tenho certeza de que ela vai adorar fazer um passeio com você pelo centro de Mystic Falls. Não é mesmo, minha filha?

— Eu quero sim, vovó Liz – ela afirmou – Vamos sim!

— Perfeito! — pareceu satisfeita – Pensei que poderíamos comer alguma coisa no Grill mais tarde. Como você vai ficar em casa descansando, pode ir nos encontrar lá mais tarde, Caroline.

— É uma excelente ideia – concordei.

Então terminamos de comer o nosso bolo. Assim que terminamos, minha mãe e Libby saíram e enquanto isso eu fui direitamente para o quarto de hóspedes, tudo que eu precisava era de algumas horas de sono e já estaria ótima outra vez.

***

— Hoje foi tão legal, mamãe! — já tinha passado mais de 20 minutos da hora da Libby dormir e eu fazia de tudo para que ela adormecesse, mas estava bem difícil – Mystic Falls é mesmo um lugar muito legal, você tinha razão.

Como combinado, eu fui encontrá-la no meio da tarde e quando cheguei lá, minha filha já tinha feito amizade com várias crianças no parquinho. O resultado é que só conseguirmos ir para o Grill fazer o nosso lanche quando já estava quase escurecendo.

— Sim, minha princesinha, percebi que você se divertiu muito hoje – comentei – E agora você precisa dormir, para se divertir mais ainda amanhã.

— Tem razão… — soltou um pequeno bocejo, sinal de que estava mesmo com bastante sono – Sabe… Acho que não seria tão ruim assim morar aqui em Mystic Falls.

— É mesmo? — aquele comentário me pegou totalmente de surpresa – Pensei que você gostasse e quisesse continuar a morar lá em Washington.

— E eu quero – afirmou – Seria bem legal ficar em Mystic Falls, mas eu sentiria falta do vovô Bill, do vovô Steven, da tia Kath, da minha escola e da Lyn.

E essa foi mais uma das vantagens do retorno da minha amizade com a Elena, a aproximação fofa da Libby com a Evelyn; cada vez que vejo as duas juntas, me vem aquela sensação de ver a mim e a Lena brincando quando éramos crianças. Espero que as duas possam manter essa amizade no futuro, principalmente porque elas agora terão dois irmãozinhos me comum.

— Sim, eu também sentiria falta em Washington caso viéssemos para Mystic Falls – concordei – Então, vamos apenas passar uns dias aqui e depois voltar para casa, tudo bem?

— Tudo bem… — concordou – Mãe, será que você pode ficar aqui comigo até eu dormir?

— Mas é claro, minha princesinha – eu continuava sentada ao lado dela na cama – Bom, infelizmente não trouxemos nenhum dos seus livrinhos, isso ajudaria muito a te fazer dormir.

— Você podia me contar uma história de quando morava aqui em Mystic Falls – sugeriu – Quando tinha a minha idade.

— Acho que não tenho muitas histórias para contar de quando morava em Mystic Falls – dei de ombros – E, sendo sincera, não me lembro de muita coisa daquela época.

— Então me conta alguma história de você e da tia Lena? — pediu – Você estão sempre dizendo para mim e para a Lyn que vocês esperam que nós duas sejamos como vocês duas, mas nunca nos contaram nenhuma história de quando eram crianças.

— Certo, uma história minha e da Lena quando éramos crianças… — comecei a tentar lembrar de alguma história boa e que valha a pena contar – Deixe-me ver…, teve uma vez, quando nós tínhamos uns dez anos e fomos juntas para o acampamento de verão e…

***

Libby estava cansada demais e não aguentou ouvir a história até o final e em poucos minutos já estava dormindo profundamente. Eu a cobri e sai do meu antigo quarto tentando fazer o mínimo de barulho o possível e não correr o risco de acordá-la.

Cheguei ao andar de baixo e minha mãe estava sentada na sua poltrona preferida lendo. Estava totalmente concentrada no livro, que nem ao menos me ouvi descendo as escadas.

— Mãe… — a chamei, fazendo com que finalmente se virasse na minha direção – Será que a gente pode conversar?

— Mas é claro, minha filha… — marcou a página que estava lendo e colocou o livro sob a mesa de centro – Posso fazer um pouco de café ou um chá para nós.

— Não precisa – neguei enquanto me sentava no sofá em frente a ela – Para falar a verdade, acho que eu ainda nem comecei a digerir o lanche que fizemos no Grill mais cedo.

— Bom, se eu tivesse comido quase a metade do meu peso em menos de uma hora também estaria me sentido assim – comentou – Sabe se você comece carne, não sentiria tanta fome assim.

Não pude deixar de revirar os olhos. A reclamação pelo fato de eu ser vegetariana, é claro, era um assunto antigo.

— Na verdade, tem um motivo, um motivo real, para eu estar com tanto apetite – expliquei – E era exatamente sobre que eu queria conversar com você.

— Você está tão séria, Caroline – continuou – É alguma coisa com a qual eu precise me preocupar?

— Não exatamente… — respondi – A verdade é que, eu menti para você sobre o motivo de ter vindo aqui para Mystic Falls, não foi para tentar esfriar a cabeça depois do fim do meu noivado com o Klaus.

Percebi que minha mãe queria falar alguma coisa, mas ficou em silêncio, apenas esperando que eu continuasse com o meu relato.

— Eu estou grávida! — disse logo de uma vez – De dois meses, para ser mais exata.

— Grávida? — ela pareceu maravilhada e encantada com a notícia – Mas essa é a melhor notícia que eu poderia receber hoje, minha filha! Um novo bebê na família é sempre uma coisa boa!

— Os bebês, na verdade – a corrigi – Eu, decididamente, não estava preparada para isso, mas são dois bebês.

— Gêmeos! — pareceu mais animada ainda – Sei que filhos nunca foram a garantia de um casamento feliz, mas quem sabe se ele souber que será pai novamente, o Klaus não queira voltar para você? Essa pode ser a segunda chance de que vocês dois estavam precisando.

E tinha chegado a hora da verdade. Minha mãe sabia poucas coisas sobre o meu relacionamento com o Stefan há cinco anos, apenas alguns poucos detalhes, e sendo sincera, nem sei por onde começara.

— Klaus e eu não temos mais futuro, acredite em mim – disse – E, na verdade, ele não é o pai.

— Como assim “ele não é o pai”? — ela elevou um pouco o tom de voz, por sorte eu tinha fechado a porta do quarto onde Libby está, ou toda essa gritaria poderia acordá-la – Caroline Forbes, é bom você começar a me explicar essa história, agora mesmo.

— Os bebês são do Stefan – falei logo de uma vez – A gente não voltou nem nada parecido, essa é uma longa história.

— Então pode começar a falar – pediu – Tenho certeza de que temos tempo para isso.

A primeira coisa que eu contei foi sobre o que realmente tinha acontecido há cinco anos: porque eu voltei com o Stefan depois de saber do “namoro” dele com a Elena e, é claro, sobre o nosso traumático termino logo após a perda do nosso bebê. Depois contei sobre tudo que aconteceu desde que voltei para os Estados Unidos: as conversas que eu tive com o Stefan, a nossa “recaída” que culminou nessa nova gravidez e, é claro, sobre o fato dele e da Elena estarem se divorciando após todo esse tempo de um casamento de fachada.

— Eu só vou te fazer uma pergunta, minha filha – ela finalmente disse depois de toda a minha explicação – Você ainda ama o Stefan?

— Não posso mentir, eu nunca deixei e amá-lo – admiti – Mas apesar de ainda amá-lo, isso não é o suficiente; eu ainda tenho as minhas dúvidas e isso sempre pesará no nosso relacionamento.

— Se ele já te trocou uma vez pela carreira política, pode fazer isso de novo – completou – Sim, eu te entendo.

— Não é apenas isso – afirmei – Ele diz que teve um motivo para ter feito o que fez, mas não me diz qual é esse motivo. Como posso pensar em ter um relacionamento com alguém que não é sincero comigo.

Voltei a passar a mão pela minha barriga, foi um gesto quase que involuntário.

— Minha maior vontade é de contar tudo para ele, dizer que quero que fiquemos juntos e sermos uma família: eu, ele, a Libby e os bebês – continuei – Mas o meu lado racional diz que se eu fizer isso vou acabar me arrependendo um dia.

— E por que você não fala isso com o Stefan? — sugeriu – Tenho certeza de que depois de uma conversa sincera, vocês dois conseguem se acertar.

— Já tivemos uma conversa sincera, mais de uma, para falar a verdade – lembrei – Ele não quer me contar o que está escondendo de mim e duvido que os bebês mudem alguma coisa. Já passamos por isso, lembra?

— E isso foi há cinco anos, as coisas mudaram para vocês dois – insistiu – Tente conversar com ele, explique os seus pontos; se não der certo, bem, apenas tentem ser bons pais juntos, tudo por esses bebezinhos, que não tem culpa de nada, afinal…

Ela tinha razão, isso era mais do que eu confiar ou não confiar no Stefan, tinham duas crianças envolvidas, duas crianças que não tem culpa de toda essa confusão em que vão nascer. Temos que fazer o certo por eles, pelos nossos filhos.

— Faça seguinte: fique aqui por alguns dias, como já tinha planejado – disse – Depois, quando voltar a Washington, você vai procurar o Stefan, conta para ele sobre os bebês e vocês chegam a uma decisão, juntos.

Ela se levantou da poltrona e foi se sentar ao meu lado no sofá e colocou o braço nos meus ombros.

Vir aqui para Mystic Falls foi mesmo uma boa ideia. Nada como o colo e os concelhos da minha mãe.

Notas finais
Pois e, meu povo, a Caroline cheia de dúvidas, foi buscar concelhos da mãe. O que acharam do que a Liz falou? E será que a Caroline vai seguir os concelhos da mãe e vai procurar o Stefan assim que chegar em Washington? *** Bom, já vou avisando que o próximo capítulo será no ponto de vista do Stefan e eu pretendo postar no sábado. *** E é isso Agora vocês comentam e digam o que estão achando.