Second Chance

41 Capítulo 40 – Isso acaba aqui


Notas iniciais
Oi gente, Capítulo novinho pra vocês, continuando o da semana passada E dessa vez teremos o ponto de vista do Klaus... Espero que gostem E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Klaus

— O que está acontecendo aqui? — o susto fez com que eu me separasse de Camille no mesmo instante, claro que eu reconheci aquela voz no exato momento em que a ouvi.

E lá estava minha irmã mais nova, parada embaixo do batente da porta, um pouco encostada na madeira e de braços cruzados. Seu olhar irritado dirigia-se diretamente para mim.

— Bekah…? — foi a primeira coisa que eu consegui falar – O que você está fazendo aqui?

Rebekah raramente vinha me ver aqui na universidade ou no centro comunitário, normalmente nos encontrávamos em um lugar “neutro”. Por que ela decidiu vir até aqui jutos hoje? Justo agora?

— As coisas estavam bem tranquilas no hotel, por isso eu decidi vir ver se meu irmão mais velho queria almoçar comigo hoje – avisou – Mas, pelo visto, você está ocupado…

— Na verdade, eu já estava mesmo de saída – Cami se levantou da cadeira e deu uma ajeitada na roupa e depois no cabelo, não que isso tenha feito alguma diferença – A gente se vê amanhã na aula, Klaus.

— Não, Cami… — antes que ela pudesse se afastar, coloquei as mãos sob os seus ombros – Você não precisa ir embora.

— Isso mesmo, não parem por minha causa – Rebekah voltou a falar, seu tom de voz era altamente irônico – Não precisam se preocupar, sou eu quem já estou indo embora.

— Não, por favor, não faça isso – Camille insistiu – Klaus, é melhor você conversar com a sua irmã.

Olhei diversas vezes para Cami e para a minha irmã. Como é que eu conversaria com ela se nem eu mesmo sei o que está acontecendo?

— Certo…, a gente se vê amanhã – até eu mesmo me surpreendi quando dei um beijo no seu rosto.

Assim que ela saiu da minha sala, Rebekah fechou a porta e se aproximou de mim.

— Você perdeu o juízo, Nik? — voltou a gritar, fazendo com que eu até me assustasse.

— Bekah, eu posso explicar… — falei com a intenção de tentar acalmá-la, mas não sei se tive muito sucesso com isso – Eu…

— Explicar? — começou a rir – Não tem o que explicar aqui, Nik. Ela é sua aluna, você está traindo a Caroline com essa garota…

— Camille está se formando, ela não é tão mais nova que você ou a Caroline – deixei bem claro.

— Não deixa de ser menos traição por causa disso – revirou os olhos – Você realmente não pensa nem um pouco na Caroline ou na filha de vocês?

— Claro que eu penso nas duas, mas tenho que começar a pensar um pouco em mim mesmo – afirmei – E a verdade é eu gosto da Cami e sei que ela também gosta de mim!

Admitir tudo aquilo em voz alta era estranho… Eu Camille nos tornamos amigos desde a primeira aula que ela teve na minha turma e é verdade que ela mexe comigo desde que nos beijamos há algumas semanas, mas será que era mesmo capaz de me fazer esquecer a Caroline.

— Klaus, é da Caroline que estamos falando…, Caroline Forbes – lembrou – A mesma garota por quem você ficou encantando na primeira vez em que foi buscá-la no aeroporto e que já foi me perguntar tudo sobre ela já no dia seguinte; com quem você tem um relacionamento há cinco anos e moram juntos há três; com quem você tem uma filha linda e, o mais importante, com quem você pretende se casar. Será que já se esqueceu do pedido lindo que você fez no dia da inauguração da sua exposição e para centenas de desconhecidos?

— Claro que eu me lembro da Caroline, Bekah – garanti – Acredite, eu ainda me lembro da Caroline e do compromisso que tenho com ela.

— Pois não estava parecendo – balançou a cabeça negativamente – A Caroline está lá em Washington te esperando e você aqui traindo ela. Isso é nojento, Nik.

— E quem foi que disse que ela não está fazendo a mesma coisa comigo lá em Washington? — não era a minha intenção falar aquilo, mas agora já tinha saído.

Rebekah ficou apenas me encarando. Abriu e fechou a boca diferenças vezes, mas parecia não achar as palavras certas para usar.

— Nik, você… — começou, por fim – Você está tentando me dizer que a Caroline está te traindo? Foi isso mesmo que eu ouvi?

— Na verdade, eu não tenho como provar e é uma longa história, mas é exatamente o que eu penso – dei de ombros – E isso me faz repensar se apenas o meu amor é o suficiente para criarmos uma vida em comum.

Nunca foi realmente minha intenção desabafar com a minha irmã, mas simplesmente aconteceu. Rebekah percebeu, uma vez, o quanto eu estava pensativo e acabei contando sobre o fato de sempre sentir que Caroline estava escondendo algo de mim e até mesmo que sabia que ela não a amava como eu a amo. Obviamente depois disso nunca mais conversou sobre o assunto, pelo menos até agora…

— Realmente sinto muito em ouvir isso, mas acontece que traição não se vinga com outra traição – continuou – Se você quer mesmo ficar com a Camille como está dizendo, deveria abrir o jogo com a Caroline.

— Abrir o jogo com a Caroline? — a questionei – Você está mesmo me sugerindo isso?

— Não digo para você contar a ela que desconfia da traição ou que você já estava pretendendo ficar com outra escondida dela – explicou – Mas você deveria ser sincero com ela sobre não ter certeza se esse relacionamento dará certo no futuro, apenas seja sincero e será o melhor para você, para ela e, principalmente, para a Libby.

Peguei meu celular no bolso da calça jeans e dei uma olhada nas horas. Em Washington eles estão no início da manhã, Caroline já deve estar no hotel ou deixando a Libby no colégio para seguir para o trabalho depois.

— Por favor, não faça isso – voltou a pedir – Esse não é o tipo de coisa que você converse pelo telefone.

— Não ia fazer isso – menti – Mas, como você sugere que eu fale com a Caroline sobre isso? Não espera que eu vá até Washington novamente, não é mesmo?

— Claro que não… — balançou a cabeça negativamente – Conversem pela internet, pela câmera; olho no olho, é sempre a melhor maneira de terminar um relacionamento..

Sabia que Rebekah não estava nem um pouco feliz com aquela situação. Minha irmã nunca escondeu que Caroline era a sua cunhada preferida e as duas ficaram bem próximas por trabalharem juntas, sem contar que ainda tem a Libby, que é o verdadeiro xodó dela.

— Sei que nada hoje está saindo como eu imaginava – lamentou – Mas ainda quero te convidar para almoçar, isso se não for te atrapalhar no trabalho, é claro.

— Na verdade, você não atrapalha em nada – garanti – Já terminei de dar as minhas aulas de hoje e só preciso ir até o centro comunitário no final da tarde. Tenho tempo de sobra para almoçarmos juntos.

— Perfeito! — pareceu realmente satisfeita pela primeira vez desde que colocou os pés aqui – Conheço um lugar que não fica muito longe daqui e a comida é uma delícia.

— Então vamos até lá – completei.

***

Klaus: Care, eu sei que isso pode soar estranho, mas precisamos conversar e precisa ser “pessoalmente”. Que horas você estará em casa?

— Pronto, acabei de mandar uma mensagem avisando a Caroline que precisamos conversar – avisei – Agora só preciso esperar que ela me responda.

— Sei que isso vai parecer com que eu seja chata, mas eu preciso perguntar – disse – Você tem certeza de que quer mesmo fazer isso, Nik?

— Tive bons momento ao lado da Caroline e, com certeza, não vou esquecê-los nunca – afirmei – Mas a verdade é que se levarmos isso adiante, nós dois acabaremos infelizes um dia.

— Acho que você tem razão… — ela teve que concordar.

— Isso seria prejudicial para nós dois e para a Libby também – continuei – É melhor que a gente coloque um fim em tudo agora, antes que seja tarde demais.

Rebekah apenas tomou um gole do seu refrigerante, sem falar mais nada. Foi nesse momento que meu celular começou a tocar, era a reposta da Caroline.

Caroline: Acabei de chegar no hotel agora, mas sairei daqui na hora de buscar a Libby no colégio e vamos direto para casa imediatamente depois disso.

Klaus: Ótimo! O que acha de combinarmos de conversar uma quatro da tarde? É tempo o suficiente para você chegar em casa, não é mesmo?

Caroline: Sim, é tempo o suficiente… A gente se “vê” daqui há algumas horas então.

Imagino o quanto ela deva estar curiosa para saber do que se trata, mas como eu disse que não poderia ser tratado por telefone e muito menos por mensagem, então provavelmente esperou para saber de tudo na hora certa.

— Era a Caroline? — minha irmã perguntou – Ela estava respondendo a sua mensagem?

— Sim, exatamente – disse – Pelo jeito toda essa mentira está com as horas contadas.

—É, parece mesmo… — deu um sorriso triste – E pensar que a minha intenção mais cedo era te chamar para almoçar e conversarmos sobre quais os planos você e a Caroline já tinham para o casamento.

Apesar de já estar cheia de dúvidas no momento em que coloquei os pés em Londres, contei para Rebekah, quando ela foi me buscar no aeroporto, sobre a ideia de eu e Caroline marcarmos o casamento daqui a três meses. Ela ficou totalmente empolgada e avisou que, mesmo estando longe, gostaria de participar de todos os planos para a cerimônia.

— Agora nem vai mas acontecer casamento… — lamentou.

— Bekah, isso não quer dizer que eu nunca vá me casar – deixei bem claro – Claro que não será agora, mas você poderá ajudar a planejar o meu casamento no futuro.

— O seu casamento com a tal de Cami, você quer dizer – revirou os olhos enquanto falava – Você realmente a ama a ponto de afirmar que irá se casar com ela um dia?

Se eu realmente amo a Cami? Se eu realmente quero me casar com ela? Nós dois mal trocamos dois beijos…, é claro que gosto de estar com ela, mas não sei se é o suficiente para passarmos a vida inteira junto, nem mesmo para falar em amor.

— Amar é uma palavra tão forte… respondi, por fim – Camille me faz feliz e só posso afirmar o que eu realmente sinto com a convivência, exatamente como aconteceu com a Care.

— Eu já te falei isso, Nik, acho toda essa situação muito estranha – prosseguiu – Mas se você está feliz, ficarei feliz por você também.

— Obrigado, Rebekah – sorri – Você sabe o quanto a sua opinião é importante para mim fico feliz que, apesar de ainda estar com o pé atrás, aceite as minhas decisões.

Ainda me lembro quando éramos crianças, de todos os meus irmãos, Bekah era a que eu claramente tinha mais afinidade, mesmo nos momentos em que nossa diferença de idade de quatro anos pesava muito; e depois que ficamos mais velhos, na época em que tive problemas com o meu pai por causa da minha escolha de carreira, ela foi a única que ficou ao meu lado. Essa é Rebekah Mikaelson, sempre respeitando as minhas escolhas, não importam quais sejam.

— Estou aqui para isso… — completou – Só te peço um favor, quado já estiver tudo esclarecido e resolvido, me apresente a Camille outra vez; acho que devo ter deixado uma péssima primeira impressão nela.

— Acredite, ela está acostumada com primeiras impressões ruins – ri sem conseguir esquecer o dia em que ela e Caroline se conheceram, aquela, com certeza, foi uma péssima primeira impressão – Mas sim, vou apresentar vocês duas, pode ficar tranquilamente.

— Vou esperar ansiosamente por isso – garantiu.

Logo o garçom trouxe o prato que já tínhamos pedido assim que chegamos ao restaurante. Vazia bastante tempo que eu não almoçava com a minha irmã e apesar de ter começado de uma maneira turbulenta, aquele estava sendo um início de tarde muito agradável.

***

Levei meu notebook para a mesa da sala e me conectei a internet. Não demorou muito para a de Caroline e de Libby aparecerem a tela, foi fácil reconhecer o local em que estavam do apartamento, era a suíte principal, ou seja, o quarto da minha futura ex-noiva.

Papai!— foi impossível não sorrir ao ouvir a voz da minha garotinha, mesmo que tivéssemos nos visto há cinco dias, já estava morrendo de saudades; e não importa o que aconteça depois dessa conversa, Care e eu sempre teremos ela em comum – Estou com muitas saudades!

— Oi, minha princesinha… — respondi – Também estou com saudades de você, pode acreditar.

E quando é que você vai voltar aqui para Washington?— quis saber.

Senti meu coração apertado ao ouvir aquela pergunta. Deixei Washington na semana passada com a promessa de que estaria de volta em três meses e logo me mudaria para lá definitivamente; mas agora os planos mudaram.

Muito bem, a senhorita já viu o seu pai— Caroline a interrompeu – Agora você pode ir para eu e o Klaus podermos conversar a vontade. Você pode comer biscoito de chocolate para o lanche.

Mas eu não alcanço a prateleira dos biscoitos, mamãe…— lembrou.

Peça ajuda para a sua tia Kath— sugeriu – E tem suco de laranja na geladeira, peça para ela te servir um pouco, mas em um copo de plástico, por favor.

Está bem, mãe…— revirou os olhos antes de dar um beijo no rosto da Caroline e se levantar da cama.

Desculpa por isso, Klaus— ela disse depois de ouvirmos o barulho da porta sendo fechada – Quando eu disse você ligaria, ela ficou muito empolgada em te ver e não tive como dizer não.

— Sem problemas, Care – garanti – Mas você estava falando da Kath, como é tê-la ai com vocês?

Ainda estava em Washington quando Katherine avisou que estava deixando Londres e que seria assistente da Caroline. Até onde estou sabendo, ela chegou a cidade dois dias depois de eu ir embora.

Acho que eu não tinha ideia do quanto sentia falta de ter a minha amiga por perto até ela chegar aqui— respondeu – E a Libby também está amando ter a madrinha aqui.

— Isso parece bom – continuei – E vai ajudar muito no que eu tenho para te falar…

Você estava tão sério, usando um tom tão formal naquela mensagem de mais cedo— falou – Não vou mentir, fiquei preocupada com o que você tem para me falar.

— Também não vou mentir, isso não será fácil, mas é melhor fazer isso logo de uma vez – fiquei olhando para os teclados do computador, apesar de estarmos há milhares de quilômetros de distância um do outro, não conseguia olhar diretamente nos olhos da Caroline – Isso não está dando certo, Care. É melhor terminarmos esse relacionamento.

O que?— ela gritou – Não é possível, estávamos bem há cinco dias e a gente ia marcar a data do casamento. O que foi que mudou?

— Care, a verdade é que eu não fui totalmente sincero com você quando disse que o meu beijo com a Camille não significou nada – decidi contar tudo para ela, ou, pelo menos, a parte sobre os meus sentimentos – Fui te visitar cheio de dúvidas e cheguei a pensar que poderia levar o nosso relacionamento a diante por você ser importante para mim, mas a verdade é que não posso fazer isso.

Uau…— para a minha sorte, Care não parecia triste ou com raiva – Se você estava com tantas dúvidas a respeito do nosso relacionamento deveria ter me contado, teríamos conversado enquanto você estava aqui e já resolveríamos tudo.

— Eu estava sem coragem e não sabia como você reagiria – expliquei – Mas a verdade é que continuar as coisas do jeito que estavam, só faria com que todos os envolvidos sofrerem.

— Ela apenas concordou com a cabeça sem falar nada.

— Só quero que você saiba o quanto você é especial para mim, Caroline – continuei – Houve um tempo em que achei que nunca encontraria ninguém, isso até você aparecer. Além disso você é a mãe da minha filha e sempre será importante na minha vida por causa disso.

Você também sempre será importante para mim, Klaus, e sabe disso— afirmou – E espero que você seja muito feliz com a Camille.

— Ainda não sei como as coisas serão, mas também espero que seja assim – concordei – E espero que você seja feliz, quem sabe não seja ao lado do Stefan?

Finalmente tinha tomado coragem de tocar nesse assunto, Caroline tinha ficado com os olhos arregalados quando mencionei seu ex-namorado. Será que ela finalmente iria me contar a verdade? Será que tinha alguma verdade para contar? Acho que finalmente descobriria.

Klaus, acho que também preciso te contar uma coisa — começou – Eu também não fui totalmente sincera com você quando me perguntou sobre eu ter feito alguma coisa enquanto estávamos separados. Acontece que eu transei com o Stefan, foi apenas uma única vez e eu me arrependi amargamente do que aconteceu.

De alguma maneira, descobrir isso foi mais fácil do que eu imaginava que seria.

Desculpa não ter te contado antes— prosseguiu – Mas eu estava com medo de qual seria a sua reação a respeito disso, mesmo dizendo que entenderia, eu…

— Não estou com raiva de você, Care, é sério – a interrompi – Eu disse que entenderia e entendo, além disso, nós estávamos separados quando isso aconteceu.

Não sabe como eu fico aliviada ao te ouvir dizendo isso— mesmo do outro lado da tela, consegui ouvi-la suspirando pesadamente – É como se eu tirasse um peso de uma tonelada das costas.

— Acredite, eu sinto o mesmo – garanti – Acho que é isso, a gente se fala por ai. Mesmo que não estejamos mais juntos, eu ainda quero estar ai para o aniversário da Libby.

Claro, ela é sua filha também, você tem todo o direito de estar aqui no aniversário dela— concordou – Mas será que podemos conversar sobre isso quando estiver mais perto? Eu ainda nem sei o que farei no aniversário da Libby.

— Sim, é claro – afirmei – Bom, agora eu preciso ir. Obrigado por entender isso e fique bem, Care.

Você também, Klaus— completou antes que a tela ficasse escura.

Então eu me levantei e peguei a chave do carro em cima da mesa de centro. Agora que estava tudo esclarecido, só tinha uma coisa que eu queria e precisava fazer.

***

Já tinha ido ao apartamento de Camille uma vez e não foi tão difícil achar o prédio pela segunda vez. O porteiro anunciou a minha chegada pelo interfone e permitiu que eu subisse, assim que cheguei, ela já estava me esperando no corredor.

— Klaus… — Cami sorriu assim que me viu – Quase não acreditei quando falaram que você estava aqui.

— Desculpa ter vindo sem avisar antes – disse – Espero que não esteja te atrapalhando.

— Você não está me atrapalhando em nada, acredite – permitiu que eu entrasse e voltou a fechar a porta – Acabei de lanchar e estava procurando alguma coisa para ver na televisão. Aproveitando o meu dia de folga no pub.

Pensei em milhares de coisas para falar naquele momento, mas nenhuma delas me pareceu apropriada. Então simplesmente me aproximei e a beijei.

— O que você está fazendo, Klaus? — tentou me empurrar enquanto perguntava – Você tem a Caroline, vai se casar com ela em breve, não quero ser a outra na sua vida. Sinto muito, mas é assim que eu penso…

— Não tem mais Caroline – a interrompi afastei meus lábios dos dela, mas nossos rostos ainda estava próximos – Tive uma conversa sincera agora a pouco e terminamos o nosso relacionamento. Estou livre e desimpedido.

Dessa vez foi Cami quem me beijou. Eu imprensei suas costas contra a parede e coloquei as duas mãos na barra da sua blusa com a intenção de tirá-la.

***

Cami retornou ao quarto trazendo duas garrafas de cerveja e me entregando uma delas antes de sentar ao meu lado. Tudo que eu consegui pensar é que ela ficava lindo usando a minha camisa, principalmente sabendo que ela não estava usando mais nada debaixo daquela peça de roupa.

— Sempre me dão as garrafas de cerveja importada quando ficam encalhadas lá no pub por mais de uma semana – explicou – Espero que não se importe mas é a única bebida alcoólica que eu tenho em casa nesse momento.

— Está perfeita para mim – garanti antes de lhe dar um selinho, gesto que a fez sorrir.

Abri a garrafa e tomei um gole da bebida, até que não era tão ruim. Sempre fui mais fã de whisky, mas não tinha nenhum tipo de problema em tomar uma cerveja de vez em quando.

— Isso tudo que aconteceu aqui hoje significa que estamos namorando? — aquela pergunta dela me pegou totalmente de surpresa – Não que eu esteja querendo apressar as coisas, eu sei que você acabou de sair de um longo relacionamento e tudo mais…

— Bom, Cami, isso é verdade, acabei de sair de um longo relacionamento com a Caroline, mas eu não preciso de tempo nenhum para me recuperar – garanti – Nada me deixaria mais feliz do que ser o seu namorado.

Coloquei a mão no seu rosto de voltei a beijá-la, dessa vez mais profundamente.

— Também fico muito feliz em ser a sua namorada – sorriu – Mas eu só te peço para fazermos segredo até a minha formatura, pode parecer estranho para todo mundo eu namorar o meu professor. Então acho que seja melhor dessa maneira, não acha?

Por mais que eu estivesse morrendo de vontade de andar de mãos dadas e beijá-la por ai, Cami tem toda razão. Acho que posso fazer segredo por mais alguns meses.

— Você tem razão – concordei, por fim – Mas só se você me deixar dormir aqui hoje para podermos ir para a faculdade juntos amanhã. A gente se separa no estacionamento para não nos verem juntos, é claro.

— Claro que você pode dormir aqui hoje – me deu um novo selinho – Hoje… amanhã… semana que vem… sempre…

Voltei a deitá-la na cama e arranquei a minha camiseta do seu corpo. Já tínhamos conversado bastante hoje, agora é a hora do segundo round.

Notas finais
É isso ai gente, Klamile na área! Eu ia escrever uma cena hot, mas acabei não escrevendo..., mesmo assim, espero que vocês tenham gostado. *** No próximo cap, teremos um salto de dois meses e teremos uma surpresinha pra Caroline (e pro Stefan também) que ela com certeza não estava esperando... O que será? *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando.