Second Chance

30 Capítulo 29 – Juntos outra vez


Notas iniciais
Oi gente, Aqui estou eu com o capítulo bônus que tinha prometido, infelizmente não consegui escrever para o fim de semana, mas agora eu já consegui resolver o problema do note e já está tudo tranquilo novamente. Agora vamos ao capítulo, ele é, como já disse antes, no ponto de vista do Klaus e terá muitas explicações. Espero que gostem E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Klaus

*Flashback*

— O Parquinho que tem aqui perto da casa do vovô Bill e do vovô Steven é muito legal eu já fui lá várias vezes— era sempre assim, todos os dias quando conversávamos, Libby me contava todos os detalhes de tudo que estava fazendo em Washington – Mas a mamãe já me prometeu que quando a gente se mudar para a nosso apartamento, também terá um parquinho lá perto.

Era bom ver o quanto minha princesinha estava se divertindo e se acostumando com a sua nova “casa”, e sei também que quando ela começar na escolinha isso será ainda mais fácil. Mas ao mesmo tempo, meu coração fica apertado de saudades, não só dela, mas também da Caroline.

Isso é muito legal, minha princesinha – comentei, por fim – E pelo jeito você já fez muto amiguinhos ai.

— Sim— afirmou – Mas eu queria tanto que você estivesse aqui também, papai, sinto muito a sua falta.

Também sinto a sua falta, Libby – disse – Você não tem ideia do quanto eu sinto a sua falta.

— E eu sei que a mamãe também sente a sua falta – garantiu

Ela sente? — tentei parecer o mais indiferente o possível, mas não sei se consegui – Sua mãe disse alguma coisa sobre isso?

— Ela não disse, exatamente — explicou – Mas sei que ela sente sua falta também — essa última frase, Libby disse sussurrando.

Sei que fui eu quem pediu esse tempo para a Caroline pensando que essa seria a melhor coisa para o nosso relacionamento e que faria toda a diferença quando finalmente decidimos nos casar, mas depois de três semanas em que ela e a nossa filha foram embora para Washington, não tenho mas tanta certeza disso.

Claro que eu pensei muito a respeito do nosso namoro, mas só para chegar a conclusão de que nunca tinha ficado tanto tempo assim longe das duas mulheres da minha vida e nesse momento daria qualquer coisa para estar lá com as duas nesse momento.

— Vovô Steven está fazendo um bolo de chocolate – Libby continuou – E eu também ajudei.

Mas que legal, minha princesinha – comentei – Quando eu chegar ai em Washington, vou querer provar um bolo feito por você. Combinado?

— Combinado!— concordou.

Nesse momento a porta da minha sala se abriu. Era Camile, que trazia uma pequena pasta preta nas mãos, mas então travou quando percebeu que estava ao telefone.

Desculpe-me… — disse, fazendo menção de se virar e ir embora – Posso voltar uma outra hora;

Não precisa – a chamei antes que pudesse sair – Libby, princesinha, será que a gente pode se falar outra hora? O papai agora precisa trabalhar.

— Tudo bem, papai – concordou – O bolo do vovô Steven já deve estar pronto e eu vou ajudar a decorar.

Então vai lá – foi impossível não sorrir da minha “pequena chefe de cozinha” — O papai te ama, lembre-se sempre disso.

— Eu também te amo, papai – completou antes de desligar.

Deixei o meu telefone em cima da mesa e voltei a olhar a para a recém-chegada, que continuava parada no mesmo lugar de antes.

Klaus, eu realmente poderia ter voltado em um outro momento – avisou – Você estava falando com a sua filha e eu jamais quis interromper.

Apesar de saber que Caroline não se sente confortável com a minha amizade com a Camile (ou, pelo menos, ela se sentia assim antes), ela tem sido uma boa pessoa para conversar e tenho feito muito isso nas últimas semanas. Uma das coisas que ei tenho mais certeza atualmente e de que não quero perder o contato nem me afastar dela quando esse semestre letivo chegar ao fim.

Nós já estávamos conversando há algum tempo, acredite, você não atrapalhou nada – garantiu – Mas agora me diga, o que veio falar aqui comigo?

Vim te trazer a cópia da primeira versão do meu projeto de final de curso – me entregou a pasta que estava segurando – Você me ajudo tanto a escrever, por isso gostaria que você lesse.

Ora, muito obrigado – tirei as folhas de papel que estavam ali dentro e dei uma rápida olhada – Você se importa se deixar para ler mais tarde? Agora eu estou com um pouco de pressa, ainda preciso arranjar um lugar para almoçar e depois ir para o centro comunitário onde dou aula de pintura.

Bom, na verdade, eu também vim aqui para te fazer um convite – avisou – Gostaria te convidar para o almoço, eu mesma cozinharei no meu apartamento, para te agradecer pela ajuda.

Um covite para almoço caseiro era mesmo tentador. Normalmente eu comia algum sanduíche que trago de casa ou então vou ao restaurante do campus e será bom dar uma variada.

Claro, só se você quiser – continuou – Ou então podemos marcar outro dia.

Pode ser agora mesmo – avisei enquanto me levantava – Estou doido para ver os seus dotes culinários, senhorita O’Connell.

*Fim do Flashback*

***

Ao longo desses cinco anos que estamos juntos, Caroline tem me mostrado muitas fotos de Washington e por isso já sentia como se já conhecesse cada local que passava com o táxi. O grande problema que senti no momento em que sai do avião foi o clima ser totalmente diferente do Londres e apesar de a temperatura poder ser considerada amena, estava começando a sentir calor.

Fora esse único pequeno problema, acho que esse será um lugar que gostarei de viver quando chegar a hora.

— Chegamos, senhor… — o motorista disse no momento em que parou o carro em frente ao hotel – Hotel Washington Place, aqui estamos.

Era realmente uma entrada típica de hotel, bem semelhante a todos os outros que já entrei na vida. Apesar de saber que o prédio já existia há vários anos antes da minha família comprá-lo, o local já tinha um “quê” dos Mikaelsons.

— Aqui está, pode ficar com o troco – entreguei uma nota de vinte dólares logo depois de dar uma olhada no valor indicado no taxímetro.

Sai de dentro do carro e caminhei em direção a entrada do hotel. O saguão estava praticamente vazio nesse momento, então fui imediatamente até o balcão da recepção.

— Posso ajudá-lo? — uma mulher me perguntou no momento em que eu me aproximei.

— Acho que sim – afirmei – Eu estou procurando pela Caroline Forbes, ela por acaso está ai?

— A senhorita Forbes está sim, espera só um minuto – ela pegou telefone, mas no instante em que olhou para o lado, ela voltou a largar o aparelho – Oh, ali está ela.

Então eu me virei na mesma direção dela, e foi quando a vi. Caroline tinha acabado de chegar ao saguão, acompanhada de uma outra mulher, que eu imaginei ser uma outra funcionária do hotel.

— Senhorita Forbes, esse senhor está te procurando – voltou a falar, dessa vez se referindo diretamente a recém-chegada.

Foi então que Care pareceu notar a minha presença. Ela parecia mesmo muito surpresa ao me ver ali, no seu local de trabalho, ficou algum tempo apenas me encarando de cima a baixo.

— Klaus… — ela sussurrou, por fim.

— Oi, Caroline – também a cumprimentei – Você… Você está ótima, linda como sempre… Eu…

Mas não tive tempo de falar mais nada, pois nesse momento Caroline saiu apressada em direção a saída do hotel. Olhei para as outras três mulheres no local e elas simplesmente deram de ombros, então eu decidi segui-la.

— Care… — não demorou muito para encontrá-la, olhando os carros parados no estacionamento – Care, por favor, fala comigo.

E como resposta, eu recebi um tapa de leve no braço, seguido de um empurrão.

— Ai… — coloquei a mão no local atingido, minha intenção era tentar diminuir a tensão daquele momento.

— Você é mesmo um idiota, Niklaus Mikaelson – disse, por fim – Durante todas essas semanas que eu estou aqui em Washington, você tem ligado para falar com a Libby em horários que sabe que eu não estou em casa, justamente para não precisar falar comigo. E agora você aparece aqui, no meu trabalho e fica me encarando como se nada tivesse acontecido; é assim mesmo que as coisas vão ser, Klaus?

Acho que nunca a tinha visto gritar com tanta ênfase assim, e isso tudo era única e exclusivamente minha culpa.

— Sinto muito por isso, meu amor – tentei colocar a mão sob o seu braço, mas ela o afastou bruscamente – Eu ligava para falar com a Libby enquanto você não estava receoso de que não quisesse falar comigo depois de tudo. Prometi te dar o tempo que fosse necessário para que pensasse sobre nós, e foi isso que eu fiz.

— E você conseguiu? – quis saber – Pensar sobre nós dois, quero dizer.

— Foi justamente por isso que vim aqui – respondi – Será que nós dois podemos conversar sobre isso? Prometo que serei o mais breve o possível.

— Por que você não me avisou que estava vindo para cá? — achei que ela fosse concordar com o meu pedido, mas simplesmente voltou a perguntar – A Libby queria muito falar com você hoje de manhã e eu decidi te ligar, mas caiu direto na secretaria eletrônica; não sabe as milhares de coisas que eu imaginei que poderia ter acontecido e você só estava vindo para cá.

Milhares de coisas passaram na cabeça dela sobre o que poderia ter acontecido? Estava apenas preocupada ou com ciúmes?

— Sinto muito por isso – balancei a cabeça negativamente – Eu não te avisei porque nem eu mesmo sabia que estava vindo para cá. Em um minuto estava conversando com a Rebekah sobre estar com saudades suas e da Libby, então, no minuto seguinte, já estava planejando uma viagem para fazer uma surpresa para vocês duas.

Só ficaria aqui nos Estados Unidos apenas uma semana, o meu trabalho como professor impedia que eu me afastasse de Londres por muito mais tempo. Mas sei que isso será o suficiente para fazer exatamente o que eu queria.

— Então…, quer dizer que você realmente sentiu a minha falta – pude ver um pequeno sorriso surgindo entre seus lábios.

— Muita – voltei a segurar a sua mão e dessa vez, Caroline me permitiu – Acho que você não tem ideia do quanto.

— Caroline! — nos viramos quase ao mesmo tempo para saber quem estava falado, era aquela mesma loira que estava com ela há alguns minutos – Está tudo bem?

— Está tudo bem sim, Lexi – afirmou com a cabeça.

Lexi ficou me encarando de cima a baixo por alguns segundos, parecendo um pouco confusa sobre quem eu seria.

— Mas que cabeça a minha, já estava me esquecendo de fazer as apresentações – revirou os olhos – Essa é a Lexi, uma das nossas gerentes aqui no hotel.

— Oh sim… — comentei voltando a olhá-la. Apesar de não ter seguido pelo ramo da hotelaria, cresci nesse meio, e devia imaginar que pela maneira dela se vestir deveria ocupar um cargo importante aqui no hotel.

— E esse é o Klaus – continuou – Ele é… Ele é o pai da Libby.

Pai da Libby? Só pai da Libby? Depois de tudo, de toda a nossa história, eu sou apresentado apenas como o pai da filha dela… Era apenas assim que Caroline me via?

É um prazer conhecê-lo, senhor Mikaelson – esticou o braço na minha direção, e eu retribui o seu cumprimento – Care, nós ainda vamos ao shopping juntas? O meu horário de almoço está passando e eu não queria demorar muito lá, então…

— Na verdade, eu estava pensando em levar a Caroline para almoçar comigo – avisei – Claro que se for algo muito urgente, nós dois podemos conversar em uma outra hora.

— Não é nada muito urgente, pode ficar tranquilo – Lexi respondeu – Vocês dois podem ir almoçar juntos.

— Você tem certeza, Lexi? — Caroline olhou confusa para a amiga.

— Absoluta – garantiu – Posso pedir para a Bonnie ir junto comigo ao shopping, pode ficar tranquila quanto a isso.

— Se você diz… — deu de ombros.

Lexi apenas concordou com a cabeça, então virou-se e voltou a entrar no hotel, nos deixando ali sozinhos do lado de fora mais uma vez.

***

*Flashback*

Enquanto Camile preparava o nosso almoço (ela não me deixou ajudá-la de nenhuma maneira, alegando que eu era seu convidado), comecei a ler o esboço do projeto que ela tinha me entregue. Não entendo absolutamente nada de psicologia, mas posso dizer que a parte de artes e dos movimentos artísticos estava totalmente perfeito e ao terminar aquilo não poderia estar mais orgulhoso dela.

Pousei o papel em cima do sofá e decidi esperar enquanto olhava todos os cantos da sala. Meu olhar recaiu sobre um porta-retratos que estava ao lado do telefone, nele tinha uma foto da Cami e um cara que não conheço, será o namorado dela? Foi nesse momento que eu percebi que apesar de tudo eu quase não a conhecia.

O nosso almoço já está pronto – ela surgiu no cômodo alguns minutos depois — Espero que não tenha demorado muito.

Não demorou nada, para falar a verdade pensei que fosse demorar um pouco mais – respondi – Acho que é porque eu estou com fome, então eu realmente agradeço por ter cozinhado rápido.

Fiz macarrão com molho à bolonhesa, receita da minha mãe – avisou – Espero que você goste.

Está brincando? Eu adoro uma boa macarronada – garanti.

Fico feliz em ouvir isso – pareceu mesmo bem aliviada com as minhas palavras – Você se importa se comermos na cozinha? Como é para ser um almoço bem informal, achei que não teria problema, se…

Cami, não precisa se explicar – eu a interrompi, colocando a mão sob o seu ombro – Claro que eu não me importo de almoçar na cozinha, quanto mais simples melhor. Somos amigas, não precisa ficar com formalidades comigo.

Está bem… — deu um sorriso aliviado – Eu esqueci de perguntar: o que você achou? — referiu-se ao rascunho do seu projeto, que continuava ali no mesmo local que eu deixei.

Confesso que não entendi muita coisa, mas eu gostei – disse – Parece algo bem sério e importante.

Não estou querendo me gabar, mas eu recebi muitos elogios do meu orientador – comentou, cheia de orgulho – E ele também disse eu não poderia estar em melhores mãos tentando você para me auxiliar na parte artística.

Sem que precisar – garanti.

Perfeito… — segurou a minha mão e começou a me puxar na direção da cozinha – Agora vamos almoçar, ou daqui a pouco você vai me culpar por se atrasar para o trabalho.

Tem razão – concordei – Vamos lá.

*Fim do Flashback*

***

— Então quer dizer que eu virei só o pai da Libby agora? — decidi comentar, somente para quebrar o gelo do ambiente – É a isso que a nossa história de cinco anos? Sou apenas o pai da sua filha?

— Desculpa, acho que a não soube como te apresentar – respondeu – Acho que me referir a você como o pai da Libby era melhor do que te chamar de meu ex-noivo, não é mesmo?

Ex-noivo… Era mesmo muito duro ouvi-la falando desse jeito. Balancei a cabeça negativamente espantando aquele pensamento da minha mente.

— Então…, o que acha de irmos almoçar agora? — sugeri – Tem um restaurante que não fica muito longe daqui e que é excelente.

— Pensei que poderíamos ir ao restaurante do seu padrasto – comentei – Você sabe está sempre falando tão bem lá, pensei em confirmar que as suas palavras são mesmo verdade.

— Não! — aumentou tanto o tom de voz que eu até mesmo me assustei – Quero dizer, teremos outra oportunidade de ir até a delicatessen do Steven, pensei que poderíamos conversar sem ninguém das nossas famílias por perto.

— Acho que você tem razão – tive que concordar com ela – Vamos então a esse restaurante que você falou.

— Estou com a chave do carro aqui – retirou o objeto de dentro da bolsa – Já podemos ir se você quiser.

— Antes, tem uma coisa aqui para você – retirei o anel de noivado de dentro do bolso da calça, aquele mesmo anel que Caroline me devolveu quando terminamos, um pouco antes de vir para Washington – Na verdade, algo que já pertence a você, mas que acabou ficando comigo temporariamente.

Ela ficou olhando para o anel na minha mão e para o meu rosto repetidas vezes.

— Você, tem certeza disso, Klaus? — perguntou – Nós ainda nem conversamos sobre esse tempo em que passamos separados, não conversamos se é isso mesmo que é certo para nós dois e…

— Eu tenho certeza de que é isso sim que eu quero – afirmei – A não ser que você não queira, mas então eu não posso dizer que não tentei.

— Nunca disse isso, Klaus – garantiu – Isso é o que eu sempre quis, não fui eu quem pediu esse tempo, foi você.

— E pensei muito em nós dois nessas últimas semanas e descobri que nada mais importa – me ajoelhei, ficando em frente a ela – Não me importo que eu tenha um passado e que não tem motivos para o ficar com ciúmes disso.

— Realmente não tem motivos para isso – concordou – E se você quiser eu posso te contar tudo que aconteceu entre mim e o pai da Emma.

— Eu não quero saber, Care, isso realmente não importa – garanti – Tudo importa é você, nós dois e o nosso noivado. Quero me casar com você, continuar a construir uma vida ao seu lado e dar vários irmãozinhos para a Libby, é só isso que eu quero: ser feliz e te fazer feliz.

Peguei a sua mão e coloquei o anel no lugar de onde nunca deveria ter saído. Caroline não ofereceu a menor resistência, apenas ficou ali encarando a aliança com um sorriso bobo no rosto.

— Será que isso é um sim? — quis saber, totalmente esperançoso nesse momento – Por favor, diga que é um sim.

— Sim, isso é um sim – afirmou – Também quero me casar com você, quero tudo isso que você falou.

Voltei a ficar de pé e a beijei. Eu certamente sou o homem mais feliz desse mundo nesse momento e tudo isso graças a uma pessoa: Caroline Forbes.

***

*Flashback*

A comida estava mesmo uma delicia, tanto que eu precisei repetir.

Você estava mesmo com muita fome – Camile comentou depois terminar o meu segundo prato – Realmente não era brincadeira.

Desculpa, é que fazia muito tempo que eu não comia macarrão com molho à bolonhesa – expliquei – Acredite em mim você não faz mesmo, a menor ideia de quanto tempo faz.

Caroline não é uma boa cozinheira? — quis saber – Desculpa, foi uma pergunta idiota, eu não tenho nada a ver com isso…

Tudo bem, você pode me perguntar – garanti – Não vou dizer que a Care é uma grande cozinheira, mas ela sabe se virar, o problema é que ela só sabe fazer pratos vegetarianos, então…

Entendi… — comentou antes de se levantar e pegar os pratos – Deixe-me levar isso aqui para a pia. Você aceita uma sobremesa? Eu fiz mouse de chocolate.

Claro… — respondi – Eu amo mousse se chocolate.

Depois de colocar a louça suja na pia, ela pegou a mousse de chocolate e serviu em duas taças antes de voltar para a mesa.

Posso te fazer uma pergunta que pode soar um pouco pessoal? — pedi— Desculpa é que eu sou um pouco curioso demais e eu percebi que falo muito sobre a minha vida, mas que quase não sei nada a respeito da sua.

Acho que já é mania de futuro psicóloga, ouço muito os problemas dos outros e acabar não falando sobre si mesma – revirou os olhos – Mas tudo bem, você pode me perguntar.

Quem é aquele cara da foto que está lá na sala? — quis saber.

É o meu irmão, Sean – aquela resposta realmente me pegou e surpresa, não tinha a menor ideia que Cami tinha um irmão, na verdade eu não sei nada a respeito de ninguém da família dela – Meu irmão gêmeo, para falar a verdade.

Seu irmão gêmeo? — a surpresa foi maior ainda agora – Vocês dois não são nem um pouco parecidos. A cor dos olhos, os cabelos… não poderiam ser mais diferentes.

Todo mundo diz isso, eu sou muito parecida com o meu pai e Sean se parece com a nossa mãe – explicou – Mas somos irmãos gêmeos sim, tenho fotos e até a minha certidão de nascimento para provar.

Acredito em você – garantiu – E vocês dois se veem muito?

Não tanto quanto eu gostaria – deu de ombros – O Sean esta atualmente estudando para ser padre, ele deve se ordenar no meio do ano.

Uau… — e aqui está a terceira surpresa do dia – Seu irmão está estudando para ser padre?

Acredite, quem conhece meu irmão há muito tempo não poderia imaginar que ele algum dia pensaria em ser padre, principalmente quem sabe o quanto meu irmão foi mulherengo durante a adolescência – sorriu com aquelas lembranças – Mas um dia, logo depois que a gente terminou o Ensino Médio, ele simplesmente anunciou que entraria para o seminário. Há quem dia que ele se influenciou pelo nosso tio padre, que é padrinho do Sean, ele sempre teve uma grande influência na nossa vida religiosa.

Apesar de a minha mãe sempre ter feito questão de que eu e meus irmãos sempre fossemos a igreja aos domingos, nunca fui muito ligado a essas coisas e como Caroline também não tem uma religião definida e assim estamos criando a Libby, ensinando sempre o valor do certo e do errado e deixando que ela escolha o caminho de qual fé escolher quando for mais velha. Mas também admiro muito quem tem esse tipo de tradição familiar.

Então você tem um irmão gêmeo seminarista, um tio que é padre e foi criada dentro da igreja católica –falei tudo que tinha descoberto sobre ela nos últimos minutos – O que mais eu ainda não sei ao seu respeito.

Acredite, não há muito coisa interessante para saber sobre mim – deu de ombros – Sou de Nova Orleans, nascida e criada, meu pai é advogado e minha mãe jornalista, tenho um irmão gêmeo e atualmente estou terminando o curso de psicologia na universidade de Londres. Acho que é só isso.

Você é de Nova Orleans? — outra coisa que eu não sabia a seu respeito, pelo sotaque já imaginava que ela era americana, mas não tinha ideia de que cidade ela era – O que te fez vir para Londres? É uma grande mudança.

Não sei exatamente, acho que só a mudança de ares mesmo – disse – Pesquisei o curso de psicologia daqui de Londres e achei muito interessante, então porque não…

Aquele papo estava muito interessante que eu nem ao menos percebi que tinha terminado de comer o meu mousse de chocolate. Estava sendo um almoço muito interessante, mas eu precisava ir.

Bom, Cami, agora eu preciso ir, o dever me chama – avisei – Muito obrigado pelo almoço.

Não precisa me agradecer – garantiu – Bom, deixe-me te levar até a porta, a superstição diz que é para você poder voltar.

E é melhor levarmos a superstição a sério, não é mesmo – concordei, vamos até lá.

Fomos até sala juntos e Camile abriu a porta para que eu pudesse sair.

Espera, Klaus – me chamou enquanto colocava a mão sob meu braço – Antes de você ir embora, tem algo que eu preciso te falar.

O que houve? — ela parecia preocupada e não pude deixar de ficar preocupado também.

Sei que você tem a Caroline e que está em um relacionamento complicado com ela nesse momento – Cami encarva o chão enquanto falava – Também sei que ela já não gosta muito de mim e isso vai fazer com me odeie mais ainda, mas…

Esperei que completasse a frase, mas ao invés disso ela puxou meu rosto para mais perto de si para me dar um selinho. A princípio fiquei assustado, mas acabei entreabrindo os lábios e correspondendo ao beijo.

Não sei se é porque estou há mais um mês sozinho ou simplesmente porque tem algo em Camile que me atraí desde que a conheci, mas estou sim gostando desse beijo e apesar de uma voz na minha cabeça insistir que isso é errado, não consigo me afastar.

Infelizmente tivemos que nos afastar quando o ar nos foi necessário e quando Cami abriu os olhos ficou me encarando temerosa e maravilhada ao mesmo tempo.

Klaus, eu… — ela começou a falar, mas coloquei os dedos nos seus lábios para silenciá-la.

Espera, Cami, deixa eu falar primeiro – pedi – Você é uma mulher muito linda, inteligente e não posso dizer que não esteja honrado por você sentir isso por mim, sem contar que gostei muito desse beijo.

Mas…? — revirou os olhos.

Mas não posso dizer que apesar de todos os problemas, eu ainda amo a Caroline – completei – Ela é a mãe da minha filha e sinto que a gente ainda pode se acertar.

Entendo… — soltou um longo suspiro.

Acredite em mim, Cami, se eu não estivesse com ela, com certeza daria uma chance a nós dois – garanti – E eu tenho certeza de que você ainda vai encontrar um cara de muita sorte que vai amá-la muito.

Se você diz – deu de ombros.

Sim, eu tenho certeza disso – coloquei a mão sob o seu ombro – E espero que continuemos a ser amigos. Detestaria perder a sua amizade.

Claro, eu também não quero isso – respondeu.

Agora eu realmente preciso ir – dei um beijo no seu rosto – Nos vemos na aula.

Senti um grande aperto no coração quando sai do apartamento de Camile. Uma parte de mim queria dar uma chance a ela, viver isso que eu obviamente também estou sentindo, mas também sei que não posso fazer isso com a Care, a nossa história não pode acabar dessa maneira e se depender de mim, não acabará mesmo.

*Fim do Flashback*

***

— Care, tem uma coisa que você precisa saber – falei no momento em que paramos de nos beijar – Algo totalmente sem importância e que aconteceu nesse tempo em que estivemos separados, mas eu vou me sentir melhor quando você souber.

Quando ela se afastou mais de mim, seus olhos estavam arregalados e ela continuava a me encarar atentamente, esperando que eu continuasse a falar. Nesse momento me deu um leve medo de falar, mas agora que eu tinha começado…

— Eu beijei a Camile – sussurrei rápido, mas tinha certeza de que ela tinha compreendido as minhas palavras – Foi apenas uma vez, não significou nada e, com certeza, não irá se repetir.

Nem tudo aquilo era exatamente verdade. Não posso dizer que meu beijo com Camile não tenha tido significado, mas agora que eu e Caroline estamos juntos novamente, posso afirmar que não irá mesmo se repetir.

— Você e a Camile? — ela ficou me encarando de cima a baixo – Você realmente não perde tempo.

— Nós estávamos teoricamente separados – lembrei – Mesmo assim, foi apenas uma vez, só quis te contar não por me sentir culpado, mas porque não quero esconder nada de você. Por favor, entenda isso.

— Você tem razão, Klaus, nós estávamos mesmo separados e você não faz nada de errado ficando com ela – concordou – E, como você mesmo esta dizendo, foi apenas uma vez.

— Isso, foi apenas uma vez – passei a mão pelo seu cabelo e segurei o seu rosto para que ela me encarasse – E também quero que você saiba, que se você também tiver feito alguma coisa enquanto estávamos separados, o que quer que tinha sido, você pode me conta. Eu vou entender…

Caroline ficou quieta por um instante, então fiquei preocupado e arrependido de tê-la incentivado a falar. Será mesmo que eu vou gostar do que vou ouvir?

— Não aconteceu nada enquanto estávamos separados, Klaus – respondeu por fim, e não pude deixar de respirar aliviado – Não aconteceu nada.

— Certo… — voltei a abraçá-la – O que você acha de irmos aquele restaurante que você falou agora?

—Sim, é uma ótima ideia – concordou – Depois podemos ir buscar a Libby na escola, juntos, tenho certeza de que ela ficará muito feliz em te ver.

— E eu também estou louco para vê-la – garanti.

Então descemos as escadas de acesso ao hotel e caminhamos em direção ao carro de Caroline.

Notas finais
É isso ai, meu povo... Klaroline is back, babys (por favor gente, só a fic, eu não suporto o casal na série... ECA...) o Klaus beijou a Cami gostou e se sentiu culpado, então contou a verdade para a Care, mas ela não contou sobre ela o Stefan, Será que ela vai conseguir sustentar essa mentira por muito tempo? *** E o próximo cap já é a festa!!!! Todos comemoram!!! E como eu postei hoje, não sei se consigo escrever outro cap pra quarta, então aviso que o cap dessa semana deve sair só na quinta. *** E é isso, comentem e digam o que estão achando. Recomendações?