Second Chance
20 Capítulo 19 – Minhas vidas
Notas iniciais
Klaus
*Flashback*
– Care, será que você pode parar de andar em círculos? – pedi – O máximo que você vai conseguir fazer com isso é abrir um buraco no chão e cair dentro dele.
Já fazia uns vinte minutos que estávamos ali esperando e desde então Caroline ainda não tinha conseguido parar quieta por nenhum segundo sequer.
– Quem sabe esse buraco não leva os meus problemas embora – finalmente para enquanto dá de ombros – Por que isso seria realmente maravilhoso.
– Care... – segurei a sua mão, fazendo que se aproximasse um pouco mais de mim, acho que nunca a vi tão preocupada como agora – Isso não é o fim do mundo, meu amor.
– Sei disso – sentou-se ao meu lado – Só não quero criar expectativas e no final acabar me decepcionando novamente.
– Isso não vai acontecer – garanti, embora não pudesse fazer essa promessa, afinal, não é algo que dependa de nenhum de nós dois – Pode ter certeza disso.
– Talvez seja apenas um alarme falso e eu realmente não esteja grávida – sugeriu – Isso pode acontecer, não é mesmo?
Foi uma grande surpresa quando Caroline foi me encontrar no centro comunitário me contando que poderia estar grávida, nós sempre nos protegemos, mas lembro que tendo alguns descuidos exatamente há alguns meses, o que torna isso totalmente possível. Imediatamente fomos comprar um teste que farmácia, que deu positivo, mas mesmo assim achamos melhor vir ao médico apenas para ter 100% de certeza; ela já fez o exame de sangue e agora estamos aqui aguardando para falar com a obstetra.
– Desse jeito eu vou começar a achar que você não quer ter um filho comigo – me fingi de ofendido.
– Mas é claro que não é isso, Klaus – apressou-se logo em dizer – Só acho que talvez seja um pouco cedo para isso.
– Cedo demais? – foi impossível não sorri com esse comentário dela – Care, nós dois estamos juntos há dois anos, temos um relacionamento estável, não diria que é cedo demais para pensarmos em ter um bebê.
– Não disse cedo pelo tempo de namoro que temos e sim pela nossa situação – explicou – Eu terminei o meu estágio há pouco e estou começando a minha carreira no hotel e você também está iniciando a carreira de artes; será mesmo que seremos capazes de sustentar a nós dois e um a bebê?
– Eu tenho o dinheiro que recebo dos lucros do hotel – lembrei – Estou guardando para uma ocasião especial ou para uma emergência e quer motivo melhor do que esse?
Quase que involuntariamente coloquei a mão sob a barriga dela, então Caroline colocou a dela sob a minha.
– Você já está ai fazendo planos e a gente nem sabe se estou mesmo grávida – revirou os olhos.
– E você parece que está em negação... – retruquei – Como eu disse antes, não é o fim do mundo; pode até mesmo ser uma coisa boa.
– Eu só não sei se eu aguento se aquilo acontecer novamente – sei exatamente do que ela está falando: sobre o aborto espontâneo que sofreu há alguns anos, Care raramente toca nesse assunto, sei que não gosta de comentar sobre o seu passado e eu respeito isso.
– Se você estiver mesmo grávida, Care, não vai perder o bebê – garanti – Tenho certeza disso.
– Você não é médico, Klaus... – continuou – Não pode me dar certeza absoluta de que vai tudo ser tranquilo.
– Talvez eu realmente não posso fazer isso, mas uma coisa eu posso garantir: se depender de mim, se depender de nós dois, ficará tudo bem – segurei a mão dela e a fiz ficar de frente para mim – Care, eu...
– Senhorita Caroline Forbes – a recepcionista chamou, interrompendo a nossa conversa – O seu exame está pronto e a doutora irá recebê-la agora.
– Bom, chegou a hora a verdade – ela se levantou enquanto falava – Você vai entrar comigo?
– Não perderia isso por nada – respondi enquanto repetia o seu gesto.
Segurei a mão da minha namorada enquanto caminhamos juntos na direção do consultório onde a médica já nos esperava.
**
Quando abri a porta, a sala estava apagada e completamente vazia. Katherine, com que Caroline divide o apartamento desde que terminaram o estágio no hotel Mikaelson, não estava em casa.
– Senta aqui, meu amor – eu a ajudei a ir até o sofá – Quer que eu prepare alguma coisa para você comer, quem sabe um copo d’água?
– Você vai mesmo ficar me tratando como se fosse uma doente? – revirou os olhos – Porque, caso você tenha se esquecido, eu não estou doente.
Como já estávamos desconfiando, o exame de sangue apontou que Caroline estava mesmo grávida. A obstetra quis iniciar o pré-natal o mais rápido possível e a primeira coisa que minha namorada falou, obviamente, foi que tinha sofrido um aborto espontâneo há alguns anos devido a uma hipertensão gestacional, por isso mesmo ela decidiu ficar de olho nisso e depois de medir a pressão (que estava normal, passou uma série de recomendações.
– Bom, você ouviu o que a doutora disse: o maior tempo de repouso o possível e nada de sofrer fortes emoções – lembrei – Tenho certeza de que você quer que fique tudo bem com o nosso bebê.
Apesar de estar tão temerosa há pouco menos de uma hora, depois de saber que estava tudo bem, Caroline parecia bem mais tranquila.
– Não sofrer fortes emoções eu até concordo, mas ficar de repouso vai ser meio impossível – continuou – Preciso trabalhar e é algo que eu preciso me movimentar constantemente.
– Tudo bem, talvez você não consiga ficar de repouso quando estiver no hotel – concordei – Mas enquanto eu estiver por perto, pode ter certeza de que farei tudo por você.
– E, mais uma vez, você também não estará ao meu lado pelo resto das horas do dia em que não estivermos trabalhando – prosseguiu com os seus argumentos – Não sei se a Kath vai gostar de ter uma terceira pessoa aqui em casa e não posso passar o tempo todo no seu apartamento.
– E se for seu apartamento também? – os olhos da minha namorada arregalaram no momento que eu fiz essa pergunta – Já queria ter feito essa proposta há alguns meses , quando você precisou se mudar do hotel, mas pensei você poderia achar que era um passo muito grande para darmos; só que agora, com o bebê chegando, talvez seja bom termos o nosso próprio canto.
– Morarmos juntos? – balancei a cabeça afirmativamente – Você tem certeza disso?
– Nunca tive tanta certeza de nada na minha vida – garanti – Claro que vamos precisar de um lugar maior, porque não vamos conseguir morar eu, você e o bebê no meu apartamento de quarto e sala, mas assim que você disser sim, posso começar a procurar algum lugar, teremos bastante tempo para arrumar tudo até o bebê nascer.
Caroline ficou olhando fixamente um ponto da parede atrás de mim, várias coisas deviam estar passando pela sua cabeça nesse momento e eu nunca quis tanto ter o poder de ler pensamento como agora.
– Ter filhos, morarmos juntos, compartilharmos uma vida juntos..., nunca pensei que as coisas fossem acontecer tão depressa – verbalizou, por fim – Você sabe por tudo que eu passei um pouco antes de te conhecer e...
– E quero garantir que tudo seja diferente dessa vez – a interrompi, enquanto segurava uma de suas mãos entre as minhas – Eu realmente não sei qual era a situação quando você engravidou da primeira vez, nem mesmo tudo que aconteceu e, sinceramente, não quero saber; mas eu quero que você saiba que eu estarei aqui do seu lado, sempre e estou ansioso para começarmos a nossa vida juntos, nós três.
– Sim... – respondeu – Eu aceito ir morar com você. Esse bebê precisa de estabilidade na vida, então vamos preparar um ambiente seguro para ele.
– Você não sabe o quanto está me fazendo feliz, Care – segurei seu rosto entre as minhas mãos e a beijei – Vou começar a procurar um apartamento para nós hoje mesmo.
– Mas já vou avisando que quero participar dessa escolha com você – disse – Vamos visitar os lugares juntos.
– Não pensaria em nada diferente disso – garanti.
Continuamos a conversar sobre os planos do apartamento novo e também sobre o inicio da nossa vida juntos. Só fui embora quando Katherine chegou e assim que sai do prédio vi que já estava escuro lá fora e nem mesmo tinha visto o tempo passar.
*Fim do Flashback*
***
Ainda não estava nem na metade da história e Libby já dormia profundamente e toda encolhida na sua cama, não pude deixar de sorrir com a aquela cena. Passei a mão pelo seu cabelinho loiro e minha filha se mexeu, mas nem ao menos abriu os olhos.
Não pude deixar de ficar ali a admirando por alguns minutos. Essa garotinha é sem dúvidas a maior conquista da minha vida; eu a amo desde o momento em que soube que ela estava a caminho e tenho certeza de que Caroline, apesar de todas as preocupações, pensava da mesma maneira que eu. Ainda me lembro do dia em que nossa pequena chegou ao mundo, nós dois costumávamos ficar olhá-la no berço para ter certeza de que ela estava respirando, típicos pais de primeira viagem.
– Boa noite, princesinha... – dei um beijo na sua testa antes de me levantar, em seguida sai com todo o cuidado de dentro do quarto e fazendo o mínimo de barulho o possível para não acordá-la.
Quando cheguei ao outro aposento, Care já estava deitada e olhava alguma coisa na tela do tablet, totalmente concentrada. Fiz barulho quando fechei a porta, o que a fez se virar na minha direção e sorrisse.
– A Libby já dormiu? – quis saber, ela costumava demorar mais que o dobro desse tempo para fazer a nossa filha dormir.
– Como um bebê – afirmei.
– É sério, você precisa me ensinar a sua técnica – pediu – Libby já está com três anos e ainda não sei como é que você consegue fazê-la dormir tão rápido.
– Isso, meu amor, é o meu segredo – Caroline revirou os olhos, o que me fez rir – Acha mesma que vou revelar assim as minhas técnicas?
– Você é mesmo um idiota... – cruzou os braços e se fingiu de brava.
– O idiota que você ama, vale lembrar – me aproximei para poder beijá-la nos lábios – E será que eu posso saber o que você está vendo com tanto interesse?
– Só estava olhando alguns apartamentos em Washington... – respondeu – Pensei que poderíamos achar um apartamento do tamanho desse ou até um pouco maior, são tantas opções. Como eu e a Libby vamos na frente, pensei que nós duas poderíamos ficar um tempo com o meu pai e o Steven quando olho os lugares com calma.
– Olha só para você, toda empolgada com a ideia de voltar para Washington – sentei ao seu lado na cama enquanto minha noiva me mostrava as fotos de um dos apartamentos – Sabia que você ia acabar gostando da ideia.
– Não exatamente gostando, mas estou me acostumando com a ideia – admitiu – Vai ser meio estranho voltar para Washington depois de tantos anos, minha vida está tão diferente do que estava quando vi para cá.
– Eu sei disso – concordei – Mas você sempre fala com tanto carinho da época em que morava em Washington, apesar de tudo; tenho certeza de que conseguirá ser feliz lá novamente, nós três seremos.
Ela apenas deu um fraco sorriso e permaneceu em silêncio.
Gostaria muito que Caroline fosse 100% sincera comigo sobre o que aconteceu há cinco anos pouco antes dela vir aqui para Londres. Sei que ela terminou com o ex-namorado pouco depois de perder o bebê que estavam esperando, mas o fato de ele já estar noivo de outra menos de dois meses depois do termino significa que tem que mais coisa por ai que eu não sei. Infelizmente não posso forçá-la a me contar o que não quer e só me resta ficar mesmo na curiosidade.
– Sim, nós seremos muito felizes lá... – acabou dizendo, por fim.
Eu voltei a me levantar, então retirei a blusa que estava vestindo e em seguida a calça, ficando apenas com a minha cueca boxer preta.
– Você está tentando me seduzir, senhor Mikaelson? – perguntou enquanto me olhava de cima a baixo.
– Na verdade eu só estava me preparando para dormir – dei de ombros, tentando parecer o mais inocente possível – Mas se isso estiver te seduzindo...
Caroline colocou o tablet em cima da mesa, se ajoelhou para poder se aproximar de mim e pôs os braços em volta do meu pescoço.
– Amanhã nós dois temos que acordar cedo – sussurrou, sua boca estava a poucos centímetros da minha – Acho que não é uma boa ideia continuarmos com isso antes.
– Eu serei rápido... – garanti, falando da mesma maneira que ela – Não iremos dormir muito tarde, prometo.
Logo que viemos morar juntos fiquei com receio de que nosso relacionamento caísse na rotina, principalmente depois que viramos pais, mas por sorte isso acabou não acontecendo. Hoje não posso dizer que nossa vida sexual é mesma de antes da Libby nascer, mas ainda temos o nosso momento juntos a dois e isso é mesmo muito importante para a nossa vida de casal.
– Se é o que você diz – ela começou a brincar com o elástico da minha cueca, mas não retirou a peça de roupa.
Ela me puxou para cima de si e em seguida inverteu as nossas posições. Care se sentou na minha barriga e rapidamente retirou a blusa do pijama.
– Parece que tem alguém com pressa aqui... — brinquei.
– Não temos muito tempo para preliminares – lembrou – Então vamos direto ao ponto.
Aproveitei que ela se distraiu para retirar o short e voltei a me deitar por cima dela novamente. Comecei a beijá-la no pescoço e a pressionar o quadril contra o dela, deixando bem claro o quanto eu já estava “animado”, mesmo que ainda estivéssemos com as nossas roupas intimas era tudo muito excitante.
– Klaus... – sua voz saiu em um misto de sussurro e gemido – A camisinha...
Depois do nascimento da nossa filha, Caroline começou a tomar pílula, mas precisou interromper o uso por causa de desequilíbrios hormonais; a ginecologista até falou da possibilidade de usarmos outro método contraceptivo, mas preferimos ficar com a camisinha mesmo, por mais incomodo que seja ainda é o mais seguro.
Peguei um pacotinho prateado em uma das gavetas do meu armário e ainda tranquei a porta antes de voltar para a cama, afinal, por mais que Libby tenha um sono pesado, ela ainda está dormindo no quarto ao lado.
– Deixe-me fazer isso para você – pediu enquanto retirava a embalagem das minhas mãos.
Care me ajudou a retirar a cueca antes de vestir a camisinha no meu membro ereto. Em seguida ela arrancou a sua última peça de roupa e sentou no meu colo, permitindo que eu a penetrasse.
Coloquei as mãos na sua cintura e ela colocou as suas sob os meus ombros, então eu a ajudei a se movimentar, fazendo com que eu entrasse e saísse dela repetidas vezes.
– Care... – minha voz saiu abafada pelo fato de meus lábios estarem contra seu pescoço – Eu... Eu...
– Eu sei... – ela estava totalmente ofegante.
Segurei as suas pernas pela parte interna da coxa, fazendo com que nossos corpos suados ficassem grudados um ao outro. Logo o quarto estava totalmente preenchido com as nossas respirações.
– Não vou aguentar por muito tempo – anunciei, estava tentando prolongar o nosso momento o máximo de tempo que pudesse, mas a cada estocada isso ficava cada vez mais difícil.
– Então não aguente – sussurrou bem próximo ao meu ouvido – Não precisa aguentar.
Depois disso não precisei de mais nada. Segurei o rosto dela para poder beijá-la e não demorou muito para chegarmos ao ápice, quase ao mesmo tempo.
***
– Sabe o que eu estava pensando...? – cerca de dez minutos depois estávamos abraçados e eu mexia no cabelo da minha noiva, que nesse momento estava com a cabeça deitada no meio meu peito.
– O que? – ela estava quase adormecendo, mesmo assim conseguiu reunir forças para perguntar.
– Bem que nós poderíamos pensar em dar um irmãozinho para a Libby – disse – O que você acha disso?
– Você está brincando, não é mesmo? – afastou-se um pouco e apoiou o cotovelo no colchão para poder me olhar melhor – Outro filho? Agora?
– Você mesma já me disse que não queria parar na Libby – lembrei dando de ombros – Ela já está com três anos, é o momento perfeito para termos outro bebê, assim a diferença de idade deles não será muito grande.
– A Libby com três anos já me dá trabalho o suficiente, se eu ainda tiver um bebê para cuidar acho que vou enlouquecer de vez – revira os olhos – Além disso, estamos em processo de mudança para Washington e eu acabei de ser promovida no trabalho, não sei se é o melhor momento para eu engravidar.
– Você será a chefe agora, não será um grande problema que você se afaste por alguns meses – insisti – Além disso, você fica tão linda grávida.
– Esse foi um péssimo argumento, Klaus... – fez uma careta – Será que poderíamos esperar, pelo menos, mais um ano antes de pensarmos em ter outro filho? Talvez até mesmo depois que já estivermos casados? Ainda estou preocupada sobre como vou contar para o meu pai que estamos noivos, não preciso “piorar” a situação dizendo também que ele vai ser avô outra vez.
– Tudo bem, se é assim que você prefere – mesmo totalmente contrariado acabei concordando – Mas se você já for para Washington grávida terá duas novidades em uma para contar. Além disso, o seu pai me ama mesmo sem me conhecer pessoalmente, é claro que ele vai amar saber que eu serei seu genro oficialmente.
– Ele pode até gostar de você, mas não garanto que as coisas vão continuar assim quando você disse que vai se casar com a filha dele – explicou – Eu já te disse, todos os meus ex-namorados tinham medo dele.
– E eu já te disse que não sou igual aos seus ex-namorados – lembrei – Care, temos uma filha juntos se seu pai quisesse me matar teria feito isso quando eu te engravidei, sem contar que nós dois já moramos juntos e esse casamento é apenas para tornar tudo oficial, não acho que vá assustar o seu pai.
– Mesmo assim, eu acho que prefiro contar para ele com calma quando já estiver em Washington e de preferência sem estar grávida – pediu – Sei muito bem como lidar com o meu pai, por favor, entenda a minha decisão.
Há momento que eu acredito que Caroline não quer realmente se casar comigo. Apesar de termos uma vida aparentemente feliz juntos, ela costuma surgir com esses comentários de que tornar o nosso relacionamento oficial é uma bobagem; sem contar quando não quer contar algo sobre nós para a sua família e esse mistério sobre o seu passado.
Claro que da mesma maneira que essas ideias surgem na minha cabeça eu tento afastá-las no mesmo instante. Não são pensamentos felizes e eu prefiro não tê-los.
– Tudo bem, Care, como você quiser – dei um beijo no topo da sua cabeça – Quem sabe você não possa esperar até eu ir até Washington, mesmo que seja apenas para visitar você e a Libby; então contamos sobre o nosso noivado juntos.
Estava brincando com a aliança que continuava no dedo anelar da sua mão direita. Um anel delicado exatamente igual a ela, não poderia ter escolhido nada melhor.
– Acho uma ideia perfeita – ela me deu um selinho antes de se levantar e pegar o roupão em cima da poltrona.
– Onde é que você vai? – quis saber quando ela destrancou a porta.
– A nossa “malhação” e essa conversa me deram sede – explicou – Vou beber um copo d’água e vou aproveitar para dar uma olhada na Libby.
– Pensei que você quisesse dormir cedo porque amanhã é segunda-feira- lembrei – Se soubesse que você ia mudar de ideia, poderíamos ter aproveitado mais.
– Eu não vou demorar, Klaus – avisou – E quando eu voltar nós dois vamos dormir.
Caroline me jogou um beijo de longe antes de sair do quarto. Apesar de todos os problemas e até mesmo algumas preocupações essa mulher é a minha vida; ela e Libby são as minhas vidas e eu não poderia estar mais feliz por tê-las aqui comigo.
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