Second Chance

18 Capítulo 17 – O pedido


Notas iniciais
Oi gente, Quarta-feira e capítulo novinho para vocês. Espero que gostem Nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Exatamente como Klaus especulou, dei milhares de recomendações para April antes de sairmos. Ela costuma cuidar da Libby sempre que precisamos de uma babá, mesmo assim é sempre bom relembrar algumas coisas, só por garantia.

Já dentro do carro levamos cerca de vinte minutos para chegar a Galeria, que ficava em um bairro diferente daquele em que moramos. O local ainda estava vazio, a exposição ainda não tinha começado e era de se esperar que o homenageado chegue mesmo antes de todo mundo.

– Então, o que você achou? – ele perguntou, parecendo um pouco receoso.

Estávamos na entrada da galeria e de lá eu podia ver um pedaço do salão e apenas a ponta de um dos quadros pendurado na parede, mas tenho que admitir que estava tudo muito bem arrumado, inclusive com arranjos florais, e ao lado da porta tinha uma placa com uma grande foto do meu namorado em que se lia “Alexander’s Gallery apresenta: Niklaus Mikaelson”.

– Está incrível! – disse, por fim – Quantos quadros seus tem na exposição? Acho que você não comentou comigo...

– São 16 quadros na exposição – explicou – Como eu disse, hoje é a abertura, mas os quadros ficaram expostos por mais duas semanas e depois, se tudo der certo, talvez me contratem para uma nova exposição.

– Tenho certeza de que você será contratado para outras exposições – garanti – Você é talentoso, eu sei disso e agora todos em Londres vão saber também.

– Só você mesma para ser tão otimista, Care... – ele me puxou para junto de si – E esse é o motivo para eu te amar tanto.

Ele encostou os lábios nos meus e fiquei nas pontas dos pés para poder beijá-lo melhor.

– E aqui está a nossa grande estrela da noite! – uma vez masculina fez com que nos afastássemos. O homem parado na nossa frente era alto, tinha a pele bronzeada, aparentava ser bem musculoso por debaixo do terno que vestia e seu cabelo castanho era até mesmo mais cumprido que o meu e estava preso em um rabo de cavalo.

– Olá! Estava mesmo me perguntando onde é que você estava – esticou a mão para cumprimentá-lo – Care, meu amor, esse é o Alexander, dono da galeria.

Foi uma surpresa ouvir aquilo, ele não parecia dono de galeria. Eu o olhei de cima a baixo e rapidamente o cumprimentei.

– Essa é a Caroline, minha namorada – prosseguiu com as apresentações.

– É um prazer finalmente conhecê-la, Caroline, o Klaus fala muito ao seu respeito e devo dizer que ele não estava exagerando – senti minhas bochechas esquentarem, Klaus e sua mania de me elogiar – Aliás, fala muito da filha de vocês também, mas ela eu conheci hoje mais cedo.

– Espero que ela não tenha dado muito trabalho – comentei; Libby é uma criança tranquila desde que nasceu, mas quando quer ela sabe aprontar.

– Ela se comportou muito bem – ele afirmou – Foi um verdadeiro anjinho, pode ficar tranquila.

– Dei um fraco sorriso e Klaus colocou o braço em volta dos meus ombros.

– Bom, mas antes que a exposição comece, eu tenho uma boa notícia para vocês – continuou – Todos os quadros já estão vendidos!

Isso era mesmo uma excelente notícia! Klaus estava tão preocupado de não gostarem dos quadros dele, mas pelo jeito a exposição já é um sucesso.

– Desculpe perguntar, mas como isso é possível? – quis saber – Quero dizer: a exposição ainda não abriu, como é que todos os quadros já estão vendidos?

– O acervo da exposição foi para o site da galeria 24 horas antes da exposição – meu namorado me explicou – E a partir desse momento os quadros já estão a venda. Claro que eu nunca imaginei que eles iriam vender tão rápido...

– Isso porque você continua de subestimando, Klaus – revirei os olhos – Mas agora você não pode mais fazer isso.

– Ela tem razão, Klaus – Alexander prosseguiu – As provas estão aí para você ver: 15 quadros vendidos, todos da exposição, com exceção de um e isso porque você não permitiu.

– Como assim, Klaus? – me virei para ele enquanto perguntava.

– Pedi que um dos quadros que eu enviei para a exposição não fosse colocado a venda – disse – Mas isso porque o quadro já não me pertence.

Continuei olhando o Klaus, ainda mais confusa.

– Vem comigo, você vou te mostrar o quadro – voltou a segurar a minha mão – Você vai entender o que eu estou falando.

– Isso, vão até lá ver os quadros – o outro homem voltou a falar – Enquanto isso eu vou ver se está tudo certo lá na frente.

Então ele saiu, seguindo pelo mesmo lugar que chegamos, deixando eu e meu namorado sozinhos mais uma vez.

– Tenho certeza de que você vai adorar... – avisou.

– Certo, vamos lá – revirei os olhos – Vamos lá ver esse quadro misterioso que você não quer vender.

***

O quadro ao qual Klaus estava se referindo chamava-se “As mulheres da minha vida” e nela podia ver uma janela que cobria quase a tela inteira e por trás de uma cortina era possível ver a sombra de uma mulher sentada em uma cadeira com um livro no colo e uma garotinha no chão. Para quem nos conhecia era totalmente obvio que se tratavam de mim e da Libby.

– Isso é incrível... – minha voz saiu como um sussurro, ainda não tinha conseguido tirar os olhos daquela pintura – Eu nem sei o que te dizer.

Apenas diga se você gostou ou não – pediu.

– É claro que eu amei, isso é obvio – voltei a me virar na direção do meu namorado – Você pintou um quadro para mim, não tem como eu não gostar, Klaus.

Apesar de já ter feito vários desenho meus e também fez alguns da nossa filha, mas os quadros dela retratavam apenas a natureza ou a cidade. Klaus nunca tinha me retratado em uma tela, essa é a primeira vez.

– Agora você entende porque eu não pude colocá-lo a venda – continuou – Alexander até fez uma boa oferta por ele, mas eu neguei; quero esse quadro em algum lugar de honra na nossa sala, isso se você não quiser colocar em outro lugar, esse quadro é seu e a escolha é sua.

– Acho uma ideia perfeita deixá-lo na nossa sala – respondi – Acho que não poderia pensar em um lugar melhor para ele.

– Então é onde colocaremos o quadro... – afirmou.

– Essa era a tal surpresa de que a Libby estava falando? – voltei a perguntar, era obvio que ela tinha visto o quadro e Klaus deve ter contado sobre os seus planos.

– Isso era uma surpresa que eu estava planejando, mas não era essa a surpresa de que a Libby estava falando – deu de ombros – Essa é outra surpresa.

– Mais surpresas... – revirei os olhos – Você sabe que eu sou impaciente e detesto esperar por uma surpresa.

– Vai valer a pena, meu amor, eu prometo – colocou a mão na minha cintura e fez com que eu girasse para ficar em frente a ele – Espere até a hora do discurso.

– Discurso? – fiquei ligeiramente preocupada; quer dizer que seria uma surpresa na frente de todo mundo? – Klaus, o que você está aprontando?

– Confia em mim, Caroline – voltou a pedir.

– Eu não estaria aqui agora se não confiasse em você... – lembrei — Apesar de realmente estar curiosa sobre o que você está aprontando.

– Isso você já vai descobrir, logo – sorriu – E realmente espero que você tenha uma boa reação a minha surpresa.

– Então você também está curioso para saber a minha reação... – brinquei – Por que não mostra logo essa surpresa e acabamos logo com isso?

– De maneira nenhuma... – negou com a cabeça – Eu e você precisamos aprender a ter paciência.

Eu revirei os olhos e me fingi de brava, mas Klaus segurou o meu rosto com as mãos e me puxou para mais um beijo. Foi quando ouvimos um barulho na entrada da galeria, um lembrete de que não estávamos sozinhos.

– Daqui a pouco as pessoas vão começar a chegar para a exposição... – ele comentou – Pronta para isso.

– Claro... – entrelacei a mão na dele – Sempre...

***

Em pouco tempo o local encheu, todos pareciam falar das obras e alguns até mesmo paravam para cumprimentar o Klaus. Era oficial, a exposição era mesmo um sucesso.

– Aquela ali é a Rebekah? – avistei a minha cunhada na entrada do salão e rapidamente falei.

– Sim, é ela – ele confirmou – Quem será aquele lá com ela?

Rebekah realmente não estava sozinha. O homem ao seu lado era alto, morena e aparentemente raspa o cabelo. Eles estavam os braços entrelaçados e pareciam bem íntimos um do outro.

– Acho que é o novo namorado, dela... – sabia que o Klaus ficaria bem irritado com essas palavras – Algum problema com isso, meu amor?

– Apenas não gosto dessa situação – admitiu – Você pelo menos já viu esse cara alguma vez na vida? Sabe se ele é digno de confiança?

– Sendo sincera, Klaus, eu nunca tinha visto ele antes – respondi – Mas a Bekah parece feliz com ele, não é isso que importa?

Apesar de já sermos amiga há cinco anos, Rebekah não é muito de falar a respeito da sua vida pessoal e provavelmente pelo fato de eu namorar o irmão mais velho dela; mas uma coisa eu tenho que admitir, acho que nunca vi a minha cunhada tão feliz, pelo menos eu nunca a vi sorrir tanto quanto estou vendo agora.

– Mesmo assim eu quero conhece-lo melhor – avisou – Apenas para garantir que ele não vá magoar a minha irmã.

– Klaus, a Rebekah tem 26 anos e sabe muito bem se cuidar, principalmente quando o assunto é a vida amorosa – lembrei e ele apenas revirou os olhos – Niklaus Mikaelson, não me diga que você está com ciúmes?

– Não é ciúmes! – tentou se explicar – Apenas estou tentando garantir que a minha mãe mais nova vá ficar bem nesse novo relacionamento.

– Vou fingir que acredito... – foi impossível não rir daquela situação, se você está fazendo isso com a Rebekah, imagina como vai ser quando a Libby tiver idade para namorar.

– Isso não vai acontecer – disse – Porque nenhum aproveitar vai chegar perto da minha princesinha antes 30, talvez dos 40 anos.

– Por que será que isso não me surpreende – reviro os olhos – Sorte Da Libby eu estar aqui, pois se dependesse de você ela iria acabar virando freira.

– Até que não é uma ideia tão ruim – brincou – Está decidido! Amanhã mesmo vamos começar a procurar um bom colégio interno para ela, um que de preferencia tenha um convento.

– Você é mesmo impossível, Klaus... – fiz uma careta.

– Com licença... – uma voz feminina interrompeu a nossa conversa – É que eu gostaria de cumprimentar pessoalmente o artista.

A mulher a nossa frente era loira, olhos verdes, usava um vestido preto e não parecia ser muito mais velha do que eu.

– Cami! – Klaus parecia conhecê-la, pois foi rapidamente cumprimenta-la – Mas que surpresa você ter vindo.

– Acho mesmo que eu iria perder a sua exposição? – disse – Você tem falado tanto disso nas últimas duas últimas semanas, não poderia deixar de dar uma conferida...

– Pelo jeito você foi a única – lamentou – Não vi mais ninguém aqui.

– Ouvi muita gente comentando que teria aula hoje a noite – explicou – Tenho certeza de que todos estariam aqui se pudessem.

– Com licença... – fingi um pigarro, fazendo com que os dois se virassem para mim – Acho que estou perdendo alguma coisa...

– Mas que falta de educação a minha... – meu namorando balançou a cabeça negativamente – Cami, essa é a Caroline, a minha...

– Sua esposa – o interrompeu enquanto esticava o braço para me cumprimentar – Já ouvi falar muito a seu respeito, Caroline.

Estava prestes a corrigi-la e dizer que Klaus é na verdade o meu namorado, apesar de ser apena um pequeno detalhe, mas achei que não era importante, sem contar que não estava com vontade de discutir a minha vida amorosa com ela.

– Pois eu nunca tinha ouvido falar de você – respondi enquanto retribuía e o seu gesto e olhava rapidamente para o Klaus.

– Camille é uma das minhas alunas na aula de surrealismo – ele explicou – Ela é estudante de psicologia.

– Fazer uma matéria do curso de artes é fugir bastante da sua área de atuação... – observei – Está vendo se é isso que você quer ou algo parecido?

– O tema do meu trabalho de conclusão de curso fala sobre a influência de traumas e histórias de infância nas pinturas dos artistas – falou – Meu orientador sugeriu eu fizesse uma matéria do curso de artes e achei que surrealismo era o que tinha mais a ver com tema.

– E ela é umas das que mais pergunta e participa da aula – avisou, seu tom de voz demonstrava certo orgulho – Até mais do que os alunos que realmente são do curso de arte.

– Ele está exagerando – Camille voltou a falar para mim – Apenas comento o que acho importante para o meu trabalho.

– Que legal...! – dei um sorriso forçado, fingindo animação.

– Já que você faz comentários pertinentes ao seu trabalho, me diga o que achou dos meus quadros – meu namorado pediu – Acha que eu tenho algum problema de infância irrecuperável?

– Diria que eu ainda preciso analisar – brincou – Mas caso você acha que tem problemas de infância, tenho ótimos psicólogos para te indicar.

Eles continuaram a conversa, então eu decidi me afastar, nenhum dos dois parecia ter reparado que eu fiz isso.

***

Tinham algumas cadeiras espalhada pelo salão e eu arranjei uma para me sentar depois de pegar uma taça de champgne. Meia hora depois Klaus ainda estava conversando com a tal de Camille, os dois estavam rindo e se divertindo muito; apesar de ter confiança no nosso relacionamento, não posso deixar de me sentir incomodada com a situação.

– Finalmente eu te achei... – Rebekah estava parada bem na minha frente – Estou tentando falar com o Nik, mas até agora não consegui encontra-lo sozinho.

– É a exposição dele e o Klaus está sendo muito solicitado – lembrei.

– Bom, depois eu falo com ele então – avisou enquanto se sentava na cadeira ao meu lado – Eu vi o quadro que o Nik pintou de você e da Libby ficou mesmo incrível.

– Eu também achei – foi impossível não dar um sorriso bobo.

– Embora eu nunca tenha duvidado disso, essa é a prova de que o meu irmão realmente te ama – afirmou – Vocês três formam uma linda família e com certeza são uma inspiração para mim.

Bekah tinha razão, Klaus me ama e nós temos uma relação sólida, além de uma filha juntos. Preciso me focar nisso e é exatamente o que eu vou fazer.

– E será que essa inspiração tem alguma coisa a ver com o cara que está aqui com você – perguntei, tirando todos os outros pensamentos anteriores da minha cabeça – Quem é ele? Pode contar tudo, Rebekah Mikaelson!

– O nome dela é Marcel, ele é amigo de uma amiga e nos conhecemos em uma festa há pouco mais de um mês – respondeu – Ainda estamos no conhecendo e eu não sei como as coisas vão ser, mas tenho bastante esperança.

– Fico feliz por você, Bekah – admiti – Você parece feliz e isso é mesmo muito bom.

– Espero que o Nik pense da mesma maneira que você – riu – Nós dois sabemos o como o meu irmão pode ser difícil.

– Oh sim! – concordei – Mas tenho certeza de que ele vai acabar aceitando, pode ficar tranquila – ela sabia que não era exatamente verdade, mas não se opôs.

– E aí está você! – foi a vez de Klaus aparecer – Olá, Rebekah! Bom te ver aqui.

– Olá, Nik – ela se levantou para cumprimentar o irmão – Bom, vou deixar vocês dois conversarem.

Bekah acenou para mim antes de voltar a se afastar, provavelmente foi procurar pelo Marcel. Enquanto isso meu namorado sentou-se ao meu lado, no local em que ela estava alguns segundos antes.

– Eu estava conversando com a Cami e de repente você sumiu – voltou a reclamar.

– Isso prova que você estava mesmo distraído conversando com a sua amiguinha... – apenas dei de ombros.

– Agora eu estou começando a entender a situação – observou – Você está com ciúmes da Camille...

– Eu tenho motivos para isso? – decidi ser totalmente direta – Vocês dois pareciam bem íntimos e eu nem ao menos tinha ouvido falar dela, pensei que não tivéssemos segredos um com outro.

– Care, estamos juntos há cinco anos, moramos juntos e temos uma filha – segurou a minha mão enquanto lembrava – Acha mesmo que eu iria te largar depois de toda a nossa história juntos?

– Como é que eu vou saber o que se passa na sua cabeça? – respondi – Você sabe que eu...

– Eu não sou o seu ex-namorado – me interrompeu elevando o seu tom de voz, embora não tenha sido alto o suficiente para que chamássemos atenção – Eu sei tudo que você passou antes de nos conhecermos e jamais faria mesma coisa você. Eu te amo, Care! Nunca se esqueça disso.

– Não vou me esquecer – garanti.

Ele se levantou e segurou a minha mão para me ajudar a fazer a mesma coisa.

– Você quer uma prova do quanto eu realmente te amo? – apenas balancei a cabeça afirmativamente – Então venha, está na hora do meu discurso.

***

– Antes de mais nada, eu queria agradecer a todos por terem vindo aqui – Klaus estava no palco improvisado e todos estavam ali ouvindo o seu discurso – Para mim é muito importante que estejam curtindo e admirando as minhas obras, foi por isso que eu escolhi essa profissão – houve uma pequena salva de palmas – Todos aqui devem ter visto o quadro nomeado “As mulheres da minha vida”, agora eu quero que vocês conheçam uma dessas mulheres da minha vida.

Fiquei alguns instantes sem reação e sem saber exatamente o que fazer, isso até que Alexander me chamou e me fiz subir no palco ao lado do meu namorado.

– Essa daqui é Caroline Forbes, o alicerce da minha vida, minha companheira, a mãe da minha filha – ouvi alguns comentários sobre como isso era fofo, obviamente já estava sentindo as minhas bochechas esquentarem de vergonha – Nunca pensei que fosse amar alguém como eu amo essa mulher.

– Foi impossível não sentir a lágrimas se acumulando no canto dos meus olhos, aquela era mesmo a declaração de amor mais linda que eu já tinha recebido na minha vida.

– Klaus, isso é... – comecei, mas ele colocou o dedo sob os meus lábios.

– Espera, me deixa terminar – pediu – Eu realmente não consigo me lembrar de como era a minha vida sem você; tem sido cinco anos incríveis e espero passar muito mais tempo ao seu lado.

Quando ele se ajoelhou todos voltaram a bater palmas. Tentei não acreditar que isso estava mesmo acontecendo até que ele retirou uma caixa azul de veludo lá de dentro.

– Klaus... – consegui sussurrar – Não acredito que você está mesmo fazendo isso.

– Caroline Forbes – abriu a caixa, relevando um anel com um único e pequeno diamante em cima; era bem simples, mas muito bonito – Você aceita se casar comigo?

– Sim! – respondi sem nem mesmo pensar duas vezes.

Ele colocou o anel no meu dedo e se levantou para poder me beijar, a reação da nossa plateia foi imediata.

– Então essa era a grande surpresa? – perguntei quando nos separamos, mas ainda nos mantínhamos perto o suficiente um do outro.

– Eu consegui te surpreender? – quis saber totalmente esperançoso.

– Com toda certeza – afirmei – Acho que nem nos meus sonhos mais loucos eu poderia imaginar que seria uma coisa dessas, ainda mais aqui.

– Fico feliz em ter te surpreendido – completou antes de voltar a me beijar.

***

Além dos cumprimentos ao Klaus pelos quadros e pela exposição, agora também no parabenizavam pelo nosso noivado.

Ainda permanecemos na galeria por pouco mais de uma hora e quando chegamos em casa a primeira coisa que eu fiz foi olhar a minha filha e quando vi que Libby dormia profundamente fui para o meu quarto.

– Comprei hoje cedo – meu agora noivo entrou no local com uma garrafa de champagne e duas taças – Para podermos comemorar.

– Então você já estava confiando que eu ia aceitar o seu pedido? – cruzei o braço e me sentei na cama – Quanta pretensão, senhor Mikaelson...

– Não é pretensão, apenas tinha certeza de você ia aceitar o meu pediu – garantiu – Senhora Mikaelson.

Ele também se sentou na ponta da cama, ao meu lado, e deu um beijo no meu ombro.

– Eu ainda não sou a senhora Mikaelson – lembrei – Pelo menos não oficialmente.

– Apenas uma questão de tempo – deu de ombros – E se dependesse de mim, a gente e casaria amanhã mesmo, mas eu sei que você prefere fazer tudo da maneira tradicional, então...

Era isso mesmo. A verde é que eu sempre fui uma romântica incorrigível e sempre tive o sonho de me casar na igreja, com um belo vestido e uma festa para todos os meus amigos. Pensei que meu sonho nunca fosse se realizar, mas agora eu posso ter.

– Sim, eu faço questão de ter um casamento com tudo que eu tenho direito – respondi – Mas será que a gente pode conversar sobre isso depois? Tudo isso ainda está girando na minha cabeça e eu faço questão de planejar tudo bem perto.

– Você manda... – avisou – E agora, vamos comemorar.

Ele se aproximou de mim e m beijou calmamente. Quando voltamos a nos afastar, Klaus me entregou as duas taças e abriu a garrafa de champagne antes de colocar o conteúdo em cada uma delas.

– Um brinde – levantou a sua taça e eu fiz a mesma coisa – Ao nosso noivado e a nossa vida juntos.

Nos brindamos e em seguida e tomei um gole da minha bebida.

***

– Posso te pedir um favor? – depois de terminarmos a garrafa de champagne decidimos tomar um banho relaxante e depois fomos deitar; apesar de amanhã ser sábado e nenhum de nós dois trabalhar, mas hoje tinha sido um dia cansativo e estávamos ambos exaustos.

– A respeito do que? – quis saber – Vou fazer de tudo para realizar, é claro, mas preciso saber o que é.

– Não é nada demais, pode ficar tranquilo – disse – É sobre o nosso casamento, na verdade...

– Pensei que você não quisesse falar sobre isso agora – lembrou.

– Não é nada demais – dei de ombros – Eu só quero que você convide os seus irmãos para cerimônia.

Sabia que esse não era um pedido fácil, assim que nos conhecemos Klaus me disse que tinha rompido com os irmãos e isso era mesmo verdade. Lembro-me quando ainda estava morando no hotel quando era bolsista e ele ia me buscar para podermos sair, já encontramos Elijah várias vezes e os dois nem ao menos se cumprimentaram.

– E eu vou chamar – afirmou – A Bekah.

– Não quero que você chame apenas a Rebekah – insisti – Quero que você chame todos os seus irmãos.

– Por que isso agora, Care? – reclamou – Você sabe o meu relacionamento com os meus irmãos e...

– Eu sei disso tudo, meu amor – o interrompi – Mas eles são os seus os seus irmãos. Sei que sou filha única, mas se tivesse irmãos, ainda mais tantos quanto você, não iria querer perder o contato com eles. Família é algo importante.

– Você e a Libby são minha família – colocou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha – Vocês duas são tudo de que eu preciso.

– Se eu sou tão importante assim para você, faz o que eu estou pedindo – continuei.

– Nem sei se meus irmãos vão aceitar vir ao nosso casamento – revirou os olhos.

– Apenas faça o convite – voltei a pedir – E se eles não aceitarem, pelo menos você tentou e fez a sua parte.

Klaus ficou algum tempo em silêncio, gostaria muito de saber o que está se passando pela sua cabeça, mas infelizmente eu não tenho dom de ler pensamentos.

– E então? – arrisquei perguntar.

– Tudo bem, eu convido os meus irmãos – concordou e eu não pude deixar de sorrir – Mas você também vai ter que me fazer um favor.

– O que é? – quis saber, tinha certeza de que não teria problemas em fazer qualquer coisa que ele quisesse.

– Quero que você chame a sua melhor amiga de Washington para o casamento – avisou – Elena o nome dela, certo?

– Sim, é Elena – afirmei.

Lena e eu sempre conversamos sobre sermos madrinha de casamento uma da outra e, é claro, de sermos madrinhas uma do primeiro filho da outra. Claro que nada disso deu certo: eu já não fui madrinha de casamento dela por motivos óbvios e ela também não foi madrinha da Libby, não sei se ela e o Stefan já tiveram filhos e sendo sincera nem quero pensar nisso.

Mas é claro que o Klaus não sabe de todos os drama envolvendo eu, minha melhor amiga e o meu ex-namorado; por isso não posso nem ao menos contra argumentar o pedido dele.

– Certo, eu acho justo – repeti – Eu vou falar com a Elena sobre o nosso casamento, talvez não a chame para ser madrinha, pois não nos falamos há anos e seria um convite estranho... – isso pode até ser bom, seria uma maneira de mostrar ao Stefan que eu segui em frente — Satisfeito?

– Muito... – puxou o meu rosto e me deu um selinho – Eu te amo, sabia disso?

– Eu também te amo, Klaus – dei um sorriso bobo.

Encostei a cabeça no seu peito, me aninhando melhor ao meu noivo antes de fechar os olhos. Não demorou muito para o eu cair na inconsciência.

Notas finais
Alguma pessoas tinham dito que a surpresa do Klaus era um pedido de casamento e aí está. O que acharam da exposição do Klaus? E o pedido dele para a Care falar com a Elena? Claro que ele não sabe de todo o drama, mas qual vocês acham que poderia ser a reação dele se acabasse descobrindo sobre o que aconteceu? *** Bom gente, é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?