Second Chance

40 Capítulo 39 – Irresistível


Notas iniciais
Oi gente!!!! Capítulo novinho para vocês Como eu já tinha dito antes, teremos dois capítulo focados em Klamile, esse e o próximo. Espero que gostem E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Camille

— Aqui está o seu whisky – coloquei o copo em cima da bancada – Precisa de mais alguma coisa?

— Oh não, obrigado… — respondeu antes de dar um gole na sua bebida – Só isso mesmo, pelo menos por enquanto.

— Está bem, então – apenas de ombros enquanto falava.

Eu me encostei na parede e fiquei ali observando o homem a minha frente. Seu terno escuro meticulosamente alinhado e seus cabelos perfeitamente penteados mostravam que tinha algum cargo importante ou que talvez até fosse um executivo importante, sem dúvida era bem diferente da clientela que costuma frequentar o pub a noite durante a semana.

— Gracinha…, por que não traz mais duas garrafas de cerveja para cá? — além dele havia mais dois homens, aparentemente bêbados, no local, e um deles começou a me chamar; apesar de já estar mais do que acostumada a receber esses “elogios” todos os dias, foi impossível não revirar os olhos.

Não disse absolutamente, apenas peguei as duas garrafas na geladeira e levei até eles.

— Junte-se a nós, linda – o outro bêbado me chamou antes que pudesse me afastar – Beba um pouco conosco.

— Não, obrigada – sorri tentando ser o mais simpática o possível, algo precisei aprender nesses anos em que trabalho aqui nesse pub – Eu estou trabalhando…

— Ora, que isso, gracinha – o outro homem segurou o meu braço de maneira brusca – Tenho certeza de que você está doida para sentar aqui com a gente.

— Já disse que não… — mantive o meu tom de voz firme e me afastei, ficando o mais longo o possível daqueles dois

— Você está bem? — fui pega completamente de surpresa quando o terceiro cliente no local me perguntou. Ele chegou há apenas alguns minutos e como eu acabei de lhe servir uma bebida, as chances de que estivesse bêbado era muito pequena.

— Estou bem sim – garanti, afirmando com a cabeça – Obrigada por perguntar.

— Imagino o quanto deve ser difícil para você ficar aqui, ouvindo esses bêbados todos os dias – comentou – Não deveriam te deixar trabalhando aqui sozinha a essa hora da noite.

— Realmente agradeço a sua preocupação, mas acredite, eu vou ficar bem – respondi – Eu trabalho aqui há quase quatro anos, desde que me mudei para Londres, já estou mais do que acostumada com tudo que acontece aqui.

— Se você diz… — ele apenas deu de ombros.

Não demorou muito para os dois homens se levantarem, tiveram uma certa dificuldade, mas conseguiram ficar de pé. Um deles abriu a carteira e retirou duas notas lá de dentro (que, mesmo de longe, pude ver que ambas eram de 50 libras) e as jogou em cima do balcão.

— Vamos embora… — disse, por fim – Já passamos tempo demais essa espelunca.

— Esse lugar aqui já foi melhor… — o outro concordou enquanto olhava diretamente para mim.

Confesso que fiquei um pouco receosa, mas os dois apenas se viraram e caminharam em direção a saída do pub.

— Está vendo… — voltei a falar com o outro homem, que continuava a beber o mesmo copo de whisky desde que chegou – Como eu disse: tenho tudo sob controle.

— Sim, eu vi – concordou – Acho que te subestimei e você, com certeza, sabe se irar sozinha.

— Muitas pessoas, até mesmo os meus pais, sem estão me perguntando por que eu ainda trabalho nesse pub – apoiei as mãos no balcão enquanto comentava — Mas a verdade é que e gosto de trabalhar aqui, apesar de tudo. Sou estudante de psicologia e tenho bastante “pesquisa de campo” aqui.

— Você, com certeza, deve ter muita gente para analisar aqui todos dias – deu uma olhada em todos os cantos do pub, que agora está vazio – A propósito, sou Will, Will Kinney – esticou o braço para me cumprimentar da maneira correta.

— Camille O’Connell – retribui o seu gesto, apertando a sua mão – Com medo de parecer invasiva, mas eu preciso perguntar: o que você está fazendo nesse pub em uma noite no meio da semana? Não me diga que é algum problema amoroso?

— Porque você acha que o que me trouxe a um pub hoje foi uma decepção amorosa? — quis saber, seu tom de voz era divertido – Acha que eu tenho cara de frustrado romanticamente?

— Não que exatamente você tenha calma – dei de ombros – Mas, por experiência de trabalhar nesse bar há tantos anos, sei que esse costuma ser o motivo para as pessoas vierem aqui em 60% dos casos.

— Respondendo a sua pergunta: não, não é por isso que eu estou aqui – respondeu, por fim – Ter uma decepção amorosa implica em ter tempo para namorar e isso eu não tenho. Estou aqui tentando esquecer um pouco o excesso de trabalho, sou detetive da polícia de Londres.

— Quando eu entrei na faculdade, eu pensei em trabalhar como investigadora forense – admiti – Mas, atualmente, confesso que estou inclinada a trabalhar em clínica mesmo.

— Bom, se eu puder te aconselhar, diria para você ficar com a segunda opção – avisou antes de beber o restante do whisky que estava no seu copo – Você terá mais tempo para você mesma assim.

— Quer que eu pegue mais um para você? — perguntei, me referindo a sua bebida.

— Sim, por favor – afirmou – E por que você não bebe junto comigo? Prometo que não serei igual aqueles caras que estavam aqui…

— Sendo sincera, não gosto muito de whisky, nem mesmo de cerveja, na verdade – fiz uma careta – Sou mais fã de vinho e acredito que até combine mais com esse frio londrino.

— Então pegue uma taça de vinho e beba comigo, eu pago – voltou a pedir – O pub está vazio mesmo…

Não deveria fazer isso, afinal, mesmo que não tenha mais ninguém aqui para eu atender, ainda estou no trabalho. Mas Will estava se mostrando uma boa e agradável companhia e era difícil dizer não para alguém assim.

— Tudo bem… — concordei – Vou beber junto com você.

***

Não sei exatamente o que aconteceu comigo. Talvez as duas taças de vinho que eu bebi tenham sido demais ou talvez eu simplesmente fosse o que nos dois queríamos; tudo que eu sei é que eu e Will estávamos nos beijando.

Ele me imprensou contra a parede próxima a porta de acesso aos funcionários e não pude deixar de soltar um gemido de reclamação quando senti seus lábios se separando dos meus, mas, por sorte, foi apenas para começar a dar atenção do meu pescoço.

— O que acha de irmos para um lugar mais à vontade? — sugeriu sussurrando próximo ao meu ouvido – Assim não corremos perigo que alguém entre aqui…

— Acredite em mim, ninguém virá há essa hora para beber – garanti, minha voz estava totalmente ofegante – E sou a única funciona aqui hoje, estou até mesmo com a chave para fechar o pub.

— Mesmo assim, ainda acho que poderíamos ir para um outro lugar – voltou a sugerir, dessa vez de uma maneira mais provocativa – Meu apartamento não fica longe daqui, podemos ir até lá a pé.

Tudo estava ficando sério demais…. Eu estava mesmo disposta a ir para a cama com um cara que eu acabei de conhecer? Nunca fui assim e não posso começar a agir dessa maneira.

— Espera, eu… Eu não posso fazer isso… — consegui falar enquanto o empurrava gentilmente para longe de mim – Sinto muito…

— Certo… — ele deu um fraco sorriso, deixando claro que nunca iria me forçar a nada – Mas será que eu posso saber o que foi que aconteceu?

— Não me leve a mal, Will, você me parece um cara legal e tudo mais – estava encarando meus próprios pés enquanto respondia – Mas a gente acabou de se conhecer e tudo isso é errado demais.

— Acredite em mim, Camille, eu te entendo, perfeitamente – segurou uma das minhas mãos, delicadamente – Eu sei que disse não tenho tempo para nada por causa do meu trabalho e talvez eu esteja sendo um pouco precipitado, mas podemos pensar em nos conhecermos melhor. Isso se você também quiser, é claro.

— Também não acho que não é uma boa ideia – voltei a me afastar dele – Talvez isso que eu vou dizer vá ser a coisa mais idiota do mundo, mas eu meio que não estou disponível para me envolver com ninguém no momento.

— Ele deve ser um cara de sorte para ser tão importante assim na sua vida – comentou – Espero que vocês dois consigam se resolver, seja lá o que tenha acontecido de errado.

— Duvido muito que isso aconteça algum dia, nós dois nunca estivemos juntos, para falar a verdade – admiti – Ele é meu professor na faculdade e…

— Já sei, ele é casado? — interrompeu a minha frase no meio para perguntar.

— Na verdade ele está noivo, mas os dois moram juntos há alguns anos e até tem uma filha – lamentei – Sei que você deve estar me achando uma idiota, me fechando completamente por um cara que obviamente não quer nada comigo.

Klaus e eu trocamos apenas um único beijo, mas apesar de saber que ele ficou tão mexido quanto eu como o que aconteceu, ele também deixou claro o quanto ama a Caroline e o quanto ainda quer ficar ao lado dela e da filha dos dois. Algum dia ainda superarei essa decepção amorosa, mas ainda não será agora e, definitivamente, não será com o Will.

— Tudo bem, eu te entendo – voltou a se aproximar, colocando a mão só o meu ombro – Mas, se quer saber a minha opinião esse cara é um idiota se sabe que você é apaixonada por ele e mais assim não te quer.

— Não acho que ele seja um idiota – fiz uma careta – Mas, mesmo assim, obrigada pelo seu apoio.

— Sei que a gente só se conheceu há uma hora, mas percebi que você é uma boa pessoa – garantiu – E merece toda a felicidade do mundo.

— Você também merece ser feliz, Will – disse – E logo você vai conhecer alguém que ira te amar do jeito que você merece.

— Obrigado – me deu um beijo no rosto – Bom, acho melhor eu ir embora, amanhã eu trabalho.

— Também já vou fechar o pub – concordei – Amanhã eu tenho aula.

Apesar de não ter nenhuma obrigação, Will me ajudou a apagar todas as luzes e depois ficou esperando até que eu tivesse trancado tudo e só então cada um de nós seguiu o seu próprio caminho.

***

Foi um alívio quando o professor finalmente avisou que a aula tinha acabado, estava exausta e tudo que eu preciso no momento é voltar para a casa e para a minha cama.

Ontem a noite, mesmo depois de deixar o pub, fiquei acordada pensando em tudo que tinha acontecido e devo ter dormido apenas por uma ou duas horas. Sorte que hoje só preciso estar na faculdade na parte da manhã, pois não sei se aguentaria ficar aqui o dia inteiro.

Estava caminhando na direção do estacionamento do campus quando cheguei a porta em que se podia ler a placa “Niklaus Mikaelson: professor” e, de repente, foi como se tudo que eu estava tentando esquecer voltasse para mim de uma única vez.

Foi impossível não ficar encarando o local, embora soubesse que ele provavelmente não estava lá dentro. Ainda me lembro da última vez em que nos vimos, já faz mais de uma semana.

*Flashback*

Então esse é o trabalho que eu quero que vocês façam – Klaus avisou depois de anotar no quadro exatamente o que ele queria, pude ouvir várias pessoas perto de mim reclamando – Vocês irão me entregar daqui há duas semanas na nossa próxima aula.

Foi uma grande surpresa, imagino que para todos, quando, já no início da aula, Klaus avisou que estaria ausente pela próxima semana. Ninguém perguntou exatamente o porquê disso, mas eu tinha uma leve desconfiança do que era.

Bom, acho que esse o fim da nossa aula de hoje – completou dando uma olhada no relógio de pulso – Qualquer dúvida você podem me enviar um e-mail e eu responderei assim que possível.

Assim que ele terminou de falar, todos começaram a se levantar para sair da sala. Esperei até que todos tivessem saído para me levantar e ir até a mesa, onde Klaus terminava de arrumar o seu material de aula.

Olá, Camille – deu um pequeno sorriso assim que estava perto o suficiente – Está com alguma dúvida a respeito do trabalho?

Não tenho nenhuma dúvida, senhor Mikaelson – depois daquela “incidente” no meu apartamento, tento tratá-lo da maneira mais formal o possível.

Por favor, Cami, não me chame de senhor Mikaelson, me faz parece um velho – riu do próprio comentário – Pensei que nós fossemos amigos.

Mesmo que nós sejamos amigos, você ainda é meu professor – lembre – Então eu prefiro dessa maneira… Separar um pouco as coisas.

Acho que entendo o seu ponto de vista – concordou – Mas não tem mais ninguém aqui além de nós dois agora, acho que não tem problema você me chamar pelo meu nome.

Tudo bem, Klaus, você venceu – foi impossível não revirar os olhos.

Está vendo, Camille, não doeu… — brincou – Mas você ainda não me disse o que queria falar comigo.

Só queria te desejar boa viagem – expliquei – Imagino que você esteja indo até Washington ver a Caroline, não é mesmo? — decidi arriscar em perguntar.

Exatamente isso – afirmou – Sendo sincero, essa ideia não foi minha; foi uma sugestão da minha irmã Rebekah, ela disse que eu pareço triste sem a Caroline e a Libby por perto.

Acho que sua irmã está exagerando um pouco – comentei – Você parece ótimo, na verdade,

Relutei um pouco para concordar com ela, afinal, só faz um mês que as duas foram embora e eu tenho meu trabalho aqui em Londres, mas a verdade é que essa será uma cosa boa – continuou – Eu e a Caroline temos algumas coisas para conversar e eu também aproveito para conhecer o apartamento em que vamos morar.

Claro que eu sabia que com a mudança da Caroline para Washington com a filha em algum momento Klaus iria segui-las, mas não sabia que seria assim tão rápido. Eles já tem até um apartamento para morar.

Ir para Washington será uma grande mudança… — tentei disfarçar a tristeza na minha voz – E, com certeza, será uma grande perda para a universidade não tê-lo mais como professor.

E não precisa ficar preocupada, não irei embora antes do final do semestre – garantiu – Não deixarei você ou meus outros atuais alunos na mão.

Isso é mesmo muito bom – disse – Sabe, quando eu comecei essa aula, era apenas para ajudar no projeto de final de curso, mas me surpreendi e hoje posso dizer que essa é a melhor aula que eu estou fazendo nesse semestre.

Fico feliz em ouvir isso… — agradeceu – Não deveria dizer isso, mas você também é uma das minhas alunas preferidas.

Fiquei encarando aquele par de olhos azuis e as imagens do nosso único beijo surgiu na minha mente. Se eu pudesse o beijaria agora mesmo, nessa sala, mas eu não posso….

Acho melhor eu ir embora – avisei – E, mas uma vez, boa viagem.

Obrigado… — apenas acenou com a cabeça – E a gente se vê daqui há duas semanas.

Apenas concordei antes de me virar para poder sair da sala e não voltei a olhar para atrás.

*Fim do Flashback*

— Klaus… — estava distraída com os meus pensamentos e tomei um grande susto quando a porta se abriu e ele parou bem na divisão entre a sua sala e o corredor da universidade – O que você está fazendo aqui?

—Eu trabalho aqui – deu a resposta obvia – Sei que passei uma semana fora, mas essa daqui ainda é a minha sala.

— Não é isso! — apressei-me em explicar – Eu só… eu não sabia que você já tinha voltado.

— Cheguei a Londres sexta-feira pela manhã e passei os três dias seguintes em casa – falou – Mas voltei a dar aulas ontem.

— Entendo… passei ontem o dia inteiro no departamento de psicologia – lembrei – Por isso a gente não se viu.

Na realidade, a minha única aula fora do departamento de psicologia era a de surrealismo era nas quartas-feiras e raramente vou para algum outro canto da universidade em algum outro dia. Hoje passei por aqui totalmente por acaso.

— E como é que foi a viagem? — decidi perguntar, por fim – Conseguiu aproveitar bastante.

— Acho que a resposta mais certa a se dar é que eu pensei bastante nesses dias em que estive em Washington – disse – Você está com pressa para alguma aula agora? Podemos combinar de conversar melhor mais tarde?

— Na verdade as minhas aulas de hoje já acabaram e eu já estava indo para casa – expliquei.

— Será então que você pode esperar mais um pouco para poderemos conversar? — pediu – Prometo que não vou tomar muito do seu tempo.

Estava evitando ficar em qualquer lugar sozinha com o Klaus, esse era o certo se fazer pelo bem da minha sanidade. Mas…

— Claro – concordei.

Então Klaus colocou a mão nas minhas costas e me guiou para dentro da sala.

***

Já tinha estado tantas vezes nesse local nos últimos meses, que não fiz nenhum tipo de cerimônia para me sentar. Em cima da mesa tinha um papel com desenho de uma garota; apesar de só tê-la visto umas duas ou três vezes, reconheci imediatamente como sendo a Libby, filha do Klaus.

— Isso está adorável… — apesar de não saber se podia fazer isso, peguei a folha nas minhas mãos.

— É só o primeiro esboço, na verdade – explicou enquanto se sentava em frente a mim – O aniversário da Libby é daqui há três meses e eu vou fazer um quadro dela para dar de presente. Ainda preciso pensar nas cores, mas eu quero uma coisa bem colorida e alegre, exatamente como a minha princesinha.

Os olhos de Klaus sempre adquirem um brilho diferente e especial quando fala alguma coisa sobre a filha. Mesmo quem não o conhece direito, pode ver o quanto ele a ama.

— Tenho certeza de que ficará lindo – comentei – E a Libby, com certeza, vai amar o seu presente.

— Assim eu espero – riu.

— Imagino que você vá para Washington na época do aniversário da Libby, não estou certa? — perguntei – O semestre já vai ter acabado, então imagino que você já deva estar indo para sempre na ocasião…

Era muito difícil falar isso. A verdade é que eu não consigo nem imaginar como vai ser não vê-lo todos os dias.

— Essa era a intenção… — disse, dando de ombros – Não exatamente me mudar de vez, mas eu iria para Washington no aniversário da Libby e então já marcaríamos a data do nosso casamento e com isso, tomar todas as decisões.

— Essa era a intenção? — voltei a colocar o papel em cima da mesa para poder encará-lo – Não vai me dizer que você está mudando de ideia sobre casar? Pelo que eu entendi você está enrolando a Caroline há, pelo menos, uns três anos, acha que ela vai continuar tendo tanta paciência assim para te esperar?

— Acredite em mim, Cami, se dependesse de mim, eu e Caroline teríamos casados quando ela engravidou da Libby – explicou – E agora, depois de passar essa semana lá em Washington, não sei se esse continua sendo o melhor para nós dois.

— Você disse que queria conversar… — lembrei – Era sobre isso? Aconteceu alguma coisa na sua viagem?

— Não é fácil para mim, aliás, acho que não seria fácil para ninguém admitir uma coisa dessas… — soltou um longo e pesado suspiro antes de continuar – Tenho quase certeza de que a Caroline está me traindo.

— Traindo…? — sussurrei.

Aquela revelação certamente me pegou de surpresa. Não conheço tão bem assim a Caroline, nós duas mal trocamos duas palavras na única vez em que nos vimos, mas pela maneira como ela agiu ao me ver, parecia bem apaixonada pelo noivo e nunca imaginaria que ela poderia ao menos pensar em traí-lo.

— Klaus, acusar alguém de traição, é algo muito grave – continuei – Você tem que ter certeza do que você está falando…

— Você é a primeira e única pessoa com quem eu estou falando isso – garantiu – Preciso desabafar isso com alguém, Cami, por favor, me escute.

— Fico honrada por saber que você me considera alguém com quem você pode desabafar – sorri – Você pode me falar o que quiser, estou aqui ouvindo. O que te faz acreditar que a Caroline tenha te traído.

— Para começar, tem esse cara, eles namoraram um pouco antes dela se mudar para Londres e de nos conhecermos – começou a explicar – Pelo que a Caroline me contou do relacionamento dos dois, pareciam bem apaixonados e ela até mesmo engravidou dele, mas acabou perdendo o bebê e esse foi um dos motivos para os dois terminarem.

— Que coisa horrível… — foi tudo que eu consegui falar – Perder um bebê…, nem consigo imaginar como isso deve ter sido horrível para a Caroline.

— Essa é uma longa história, mas atualmente esse ex-namorado está casado com a melhor amiga da Caroline – continuou – Ela tentou me deixar claro que não queria mais nada com esse cara e que a amizade com a esposa dele não é mais a mesma que era há cinco anos; mas eu os conheci em uma festa e não foi assim que as coisas me pareceram….

Fiquei esperando que ele voltasse com o seu relato, mas Klaus permaneceu em silêncio, provavelmente esperando que eu fizesse algum comentário.

— Bom, Klaus, você sabe que eu tenho milhares de motivos para concordar que você deveria investigar as suas dúvidas e talvez até mesmo terminar tudo com ela – decidi dizer – Mas pelo que você acabou de falar, nai vejo nenhum motivo para essa sua desconfiança.

— Isso não é tudo… — prosseguiu – Assim que cheguei a Washington, eu contei para a Caroline sobre o nosso beijo.

— Contou? — gritei mais alto do que estava planejando – Klaus! A sua noiva já não gosta muito de mim e você conta isso para ela? Você está ficando maluco?

— Cami, fica calma… — nesse momento, Klaus tinha dado a vola na mesa, então se ajoelhou na minha frente e segurou as minhas mãos – Eu precisava falar isso, não podia levar em frente esse noivado sem ser totalmente sincera com ela.

Klaus ainda se sentia culpado por ter me beijado, era isso… Não importa o quanto ele tenha gostado disso, a verdade é que nunca vai gostar de mim quanto gosta da Caroline.

A verdade é que é muito duro ouvir isso.

— Eu ainda disse, caso ela tivesse feito algo enquanto estivemos separado, poderia me contar e a Caroline me respondeu que não – continuou – Mas eu sinto que ela está mentindo para mim.

— Sinto muito por isso… — lamentei.

— A verdade é que eu sempre soube que a Caroline nunca me amou como ainda ama, mas achei que meu amor poderia ser o suficiente para nos dois, o relacionamento deles acabou de uma maneira traumática e eu poderia ajudá-la a superar… — nesse momento ele estava encarando as nossas mãos unidas – Mas agora, sabendo que ela pode estar tendo um caso com o ex-namorado, não sei se vou continuar com isso.

— Klaus, acho que você deveria pensar melhor nisso tudo – sugeri – Por mais que você esteja magoado ou até com raiva, terminar o relacionamento por causa de uma suposição é precipitado, você deveria ter certeza do que está fazendo.

— Começo a pensar que talvez teria sido melhor ficar com você quando a gente se beijou lá no seu apartamento – concluiu – Teria sido bem menos doloroso – segurou cada um dos lados do meu rosto com a mão.

— Klaus, por favor, não faz isso… — pedi – Você está com raiva e vai acabar se arrependendo de qualquer decisão que tomar agora.

— Tenho certeza de não vou me arrepender – e no segundo seguinte ele estava grudando os lábios nos meus.

Aquele beijo me pegou totalmente de surpresa, principalmente quando Klaus voltou a ficar de pé e puxou as minhas pernas para enroscá-las na sua cintura e assim ficarmos mais perto um do outro. Soltei um pequeno gemido de reclamação quando nos separamos e ele passou a mordiscar de leve o meu pescoço.

— O que está acontecendo aqui? — um grito fez com que nos afastássemos bruscamente.

Estávamos tão distraídos que nem ao menos reparamos quando a porta da sala foi aberta. A mulher parada na entrada tinha mais ou menos a minha altura, loira e com os olhos azuis, foi impossível não ver a semelhança com o Klaus, provavelmente era a sua irmã.

E não parecia nem um pouco feliz com a cena que acabou de presenciar…

Notas finais
É isso ai, meu povo, vai ter Klamile! O que acharam da conversa deles? O Klaus sabe perfeitamente que a Caroline tava traindo ele (ou pelo menos desconfia kkkkkkkkkk) E o flagra da Rebekah? *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?