Second Chance

34 Capítulo 33 – É oficial


Notas iniciais
Oi gente, Aqui está o capítulo novinho para vocês Espero que gostem. E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Eu devo ter ficado completamente maluca, beijar Stefan na minha sala no hotel… Estava trabalhando tranquilamente quando ele apareceu e começou a dizer que tínhamos nascido para ficarmos juntos, que eu não podia lutar contra o destino e simplesmente m beijou… Não sei exatamente porque, mas não consegui resistir, esse é o poder que ele tem sobre mim.

Stefan, espera… — consegui falar quando nossos lábios se afastaram e Stef passou a beijar o meu pescoço – Para… Eu… Isso é errado…

Não é errado, Care – sua voz saiu abafada por falar contra a minha pele – Eu quero, você quer, então porque não?

Sem oferecer a menor resistência, deixei Stef me pegar no colo, me fez sentar na mesa e enganchar as pernas na sua cintura. Voltamos a nos beijar de maneira mais intensa do que alguns minutos atrás.

O que está acontecendo aqui? — nos viramos na direção da porta a tempo de ver Klaus.

Seria uma cena cômica se não fosse trágica. Estava ali em cima da minha mesa trabalho, meu namorado com a mão sob uma das minhas coxas, enquanto meu noivo estava parado no batente da porta com cara de poucos amigos; gostaria muito de saber o que estava passando pela sua cabeça, mas infelizmente não tenho o dom de ler pensamentos.

Klaus… — minha voz saiu como um sussurro – Eu… Eu posso explicar…

Você não precisa me explicar nada, Caroline – me interrompeu de maneira brusca – Você disse que estava totalmente comprometida comigo e que a sua história com o Stefan era passado, mas você está aqui, traindo com ele. Não sei como pude ser tão idiota para acreditar em você!

Não é nada disso, Klaus! — fiquei de pé e caminhei na direção dele – Isso aqui que você está vendo não é nada, ele veio me procurar, foi ele que veio me provocar…

Chega! — gritou – Já cansei das suas mentiras! Cansei das suas desculpas! Acabou! Não posso me casar com alguém me traí na primeira oportunidade!

Klaus – já sentia as lágrimas se acumulando no canto dos meus olhos – Não faz isso, Klaus… Eu te amo!

Você não me ama, Caroline, nunca me amou – completou – Estou voltando para Londres hoje e vou levar a Libby comigo; tenho certeza de que a Camile será uma melhor mãe para ela do que você foi.

Então Klaus se virou de costas para mim e foi embora sem nem ao menos olhar para trás.

Por favor, não faz isso – tentei ir atrás dele, mas acabei caindo no chão – Eu te amo! Você não pode ir embora! Você não pode levar a nossa filha!

— Não! — abri os olhos e tive plena consciência de que estava no meu quarto, ainda estava de madrugada, mas parecia que começaria a clarear a qualquer instante.

— Care! — meu noivo sentou-se na cama ao meu lado e me encarou parecendo assustado – Está tudo bem, meu amor?

Nada daquilo era real, foi apenas o meu subconsciente pregando uma peça em mim. Tudo não passou de um horrível pesadelo…

— Não é nada – balancei a cabeça negativamente – Acho que eu estava sonhando, só isso.

— Você quer dizer: estava tentando um pesadelo – me corrigiu enquanto passava a mão pelo meu cabelo.

— É…, você tem razão – dei um sorriso sem graça – Eu estava tendo apenas um pesadelo.

— Será que eu posso saber com o que era esse pesadelo? — perguntou – Se quiser conversar comigo sobre isso, eu estou aqui para te ouvir.

— Klaus, se você não se importa, eu não gostaria de conversa sobre isso – pedi – Tudo que eu quero nesse momento é esquecer isso.

— Claro, Care, como você quiser – deu um beijo no meu ombro – Agora vamos voltar dormir; teremos um longo dia amanhã e precisamos estar bem descansados.

— Você tem razão – concordei.

Então meu noivo voltou a deitar e me puxou para mais perto de si, fazendo com que eu deitasse a cabeça no seu peito.

— Tem certeza de que vai consegui voltar a dormir? — quis saber enquanto fazia carinho na minha orelha, eu apenas balancei a cabeça afirmativamente – Então está bem

Fechei os olhos e não demorou muito para eu cair na inconsciência mais uma vez.

***

— Prontinho, estou pronta para ir – quando cheguei a sala, Klaus estava mexendo no tablet distraído – Klaus…, você está me ouvindo?

— Desculpa, Care – balançou a cabeça negativamente colocando o aparelho em cima da mesa de centro – Estava aqui distraído que nem vi que você estava ai.

— É, eu percebi – revirei os olhos – Espero que não tenha te deixado esperando por muito tempo – sei o quanto meu noivo detesta quando eu demoro muito para me arrumar e se fosse em uma outra oportunidade, sei que ele reclamaria muito nesse momento.

— Sendo sincero, Care, eu perdi completamente a noção do tempo – admitiu – Passei um trabalho para os meus alunos da faculdade nessa semana em que eu estou fora e estão me mandando várias e-mails com dúvidas e decidi responder enquanto estava aqui te esperando.

— Tudo bem, você está perdoado – sentei ao seu lado no sofá e deitei a cabeça no seu ombro – Ainda não acredito que você só vai passar uma semana aqui em Washington, queri que pudesse passar mais tempo.

— Acredite em mim, Caroline, tudo eu mais queria nessa vida era ficar aqui com você e a Libby – garantiu – Mas infelizmente não posso, tenho trabalho para fazer em Londres; ainda não acharam um professor para ficar no meu lugar e não posso simplesmente largar as minhas turmas.

Pode parecer um sinal de fraqueza e até mesmo egoísmo da minha parte, mas a presença de Klaus aqui comigo me “lembrando” que temos um compromisso aumentam as chances de que eu não caia em tentação com o Stefan.

— Eu sei disso, meu amor – concordei – Só acho que sete dias é pouco tempo para passarmos juntos depois de estarmos separados por mais de um mês.

— Prometo que compenso todo esse tempo perdido depois que nos casarmos – segurou o meu queixo delicadamente e me puxou para um selinho – Agora, o que acha de irmos logo para a casa do seu pai? Já está quase na hora do almoço e eles devem estar esperando por nós.

Uma coisa eu podia garantir que meu pai e Klaus tem em comum, os dois são extremamente pontuais e detestam qualquer tipo de atraso. Eu, sinceramente, não sei como ele ainda não ligou para saber que horas exatamente chegaremos.

— Está preparado para contar ao meu pai sobre o nosso noivado? — decidi perguntar.

— Mais do que preparado – afirmou, seu tom de voz realmente demonstrava confiança – Apesar de não nos conhecermos pessoalmente, o seu pai me ama. Ele está sempre me dizendo o quanto gosta que eu te faça feliz.

Isso era mesmo verdade, apesar de ter ficado obviamente receoso por meu novo relacionamento, meu pai também ficou muito feliz por ver que eu estava finalmente começando a superar o Stefan e tudo que aconteceu.

— Tudo bem, senhor convencido – revirei os olhos antes de me afastar dele e levantar do sofá – Já que você tem tanta certeza de que vai dar tudo certo nesse almoço, vamos logo acabar logo com isso.

— Vamos nessa… — concordou enquanto repetia o meu gesto de ficar de pé – E só mais uma coisa, Care.

— O que foi? — perguntei imediatamente, comecei a pensar o que eu poderia ter esquecido, mas nada me passou pela cabeça.

— Eu te amo – disse – Nunca se esqueça disso, tudo bem?

— Claro que eu não esqueço – dei um fraco sorriso; Klaus vem sendo bem carinhoso comigo desde que reatamos, só não sei o quanto disso é para recuperar o tempo perdido e o quanto é culpa por ter beijado a Camile – Eu também te amo.

Inclinou-se para me beijar uma última vez antes de sairmos.

***

*Flashback*

Vovô! — Libby correu para abraçar o meu pai assim que ele abriu a porta do apartamento – Que saudades!

Também estava com saudades de você princesinha – ficou de joelhos para ficar na altura dela par dar um beijo no topo da sua cabeça – Muitas saudades suas.

Vocês dois são mesmo uns exagerados – revirei os olhos – Eu a Libby estávamos aqui até domingo…

Não ter vocês aqui conosco todos os dias é muito doloroso, minha filha – ele admitiu – Mas, pelo menos, teremos a Libby aqui conosco por essa noite e isso já um conforto.

Revirei os olhos, sim, meu pai consegue ser dramático demais quando ele quer…

Libby, minha princesinha, porque você não vi levar as suas coisas para o quarto? — ele sugeriu em seguida – Enquanto isso eu converso mais um pouco com a sua mãe e ela pode me passar todas aquelas milhares de recomendações que ela fez sempre que eu e o Steven precisamos tomar conta de você.

Quanto exagero… — reviro os olhos – Mas vai lá sim, minha filha, preciso mesmo conversar uma coisa com o seu avô.

Entreguei para ela a mochila que estava segurando e dei um beijo na sua bochecha antes dela correr para dentro do apartamento e em direção aos quartos.

Agora você já pode falar – meu pai avisou – Não precisa se preocupar, minha filha; eu sei que horas ela precisa jantar, quanto tempo pode ficar vendo televisão e a que dormir… Ao menos que você tenha outra recomendação, é claro.

Não é nada disso – balancei a cabeça negativamente – Só queria agradecer, mais uma vez, que vocês fiquem com a Libby hoje a noite. Eu não ia saber o que fazer se não pudessem, precisaria procurar uma babá as pressas e…

Caroline, querida, eu e o Steven sempre estaremos aqui para te ajudar com a Libby – garantiu – Quanto a isso não precisa se preocupar.

Eu sei – concordei – Obrigada.

Então… você vai para a festa dos Gilberts… — continuou, pude sentir um tom de crítica na sua voz – E você pretende ir a essa festa sozinha?

Aquela pergunta me pegou totalmente de surpresa. Obviamente em algum momento eu teria que contar que Klaus estava na cidade, mas como ele não foi até lá comigo, pensei que poderia explicar tudo com mais calma amanhã, principalmente sobre o recente noivado.

O papai vai com ela a festa, vovô – Libby respondeu antes que eu pudesse dizer alguma outra coisa – Ele está aqui em Washington, veio fazer uma surpresa para gente.

Isso é sério? — meu pai olhou totalmente surpreso para mim – E você não ia comentar comigo que seu namorado estava na cidade?

Eu ia contar, é claro… — afirmei – Só estava esperando o momento certo para fazer isso.

E por que você precisava de um “momento certo”? — voltou a me questionar – Caroline, você sabe perfeitamente estou doido para conhecer o meu genro. Aliás, por que você não o trouxe aqui hoje?

Ele precisou resolver umas coisas enquanto eu trazia a Libby aqui – expliquei – Mas Klaus ficará em Washington por uma semana, tenho certeza de que oportunidades não faltaram.

Podemos fazer um almoço aqui amanhã… — foi nesse momento que Steven surgiu na porta da cozinha fazendo essa sugestão – Você não acha uma boa ideia, querido?

Um almoço aqui em casa amanhã? Acho uma excelente ideia – concordou – Preciso ter uma conversa muito séria com esse Klaus.

Como se vocês nunca tivessem conversado o suficiente – revirei os olhos – Você nos ligava pelo menos uma vez por semana quando estávamos em Londres.

Mas nunca conversamos pessoalmente – lembrou – Desse jeito não tem como ser ameaçador.

Balancei a cabeça negativamente e cruzei os braços. Sei que o meu pai está falando isso, mas a verdade é que ele não representava nenhum tipo de “perigo” para o meu noivo.

Meu papai é muito legal, vovô – minha filha garantiu – Você vai gostar muito dele.

Tenho certeza disso, princesinha – concordou enquanto bagunçava de leve o seu cabelo.

Sabe, Libby, tem um pedaço de bolo de chocolate lá na cozinha que tem o seu nome – meu padrasto comentou enquanto se aproximava um pouco mais de onde estávamos – O que você acha de ir lá comer?

Oba! — assentiu na mesma hora – Eu posso, não é mesmo, mamãe?

Sim, você pode ir – afirmei – Mas é bom você não comer muito doce, ou depois na hora do jantar não vai querer comer mais nada.

Pode deixar, mãe… — garantiu.

Acho que vou junto com você – meu pai avisou – Estou olhando para esse bolo o dia inteiro, mas o Steven não me deixou comer nenhum pedaço enquanto você não chegasse.

É claro que não, fiz esse bolo para a Libby e se eu deixasse ia comer tudo antes até mesmo dela chegar aqui – observou – Mas tudo bem, agora você pode comer um pedaço – Deu ênfase no “um”

Os dois foram na direção do outro cômodo. E quando ficamos sozinhos, meu padrasto começou a me encarar de cima a baixo diversas vezes.

Acho melhor eu ir embora – avisei em seguida – Ainda tenho milhares de coisas para fazer antes de hoje a noite e, sendo sincera, espero que dê tempo para tudo.

Então quer dizer que o Klaus está aqui em Washington? — disse, ignorando completamente as minhas palavras – Isso é… interessante…

Não estava esperando por isso, mas o Klaus decidiu vir me fazer uma surpresa – dei de ombros – E por um lado foi até bom, pois assim eu tenho companhia para ir comigo a festa dos Gilberts.

E quanto ao Stefan? — quis saber.

O que tem o Stefan? — tentei me fingir de desentendida, mas sabia muito bem onde Steven estava querendo chegar com aquela conversa.

Há uma semana você estava aqui toda confusa dizendo que até amava o Klaus, mas que o Stefan ainda mexia com você – lembrou – O que aconteceu com todo aquele conflito? Simplesmente sumiu quando reencontrou o Klaus?

Sim – afirmei com toda a convicção do mundo – Klaus esteve lá por mim todos esses anos e é o pai da minha filha. Não posso jogar tudo para o alto por causa de algo que nem sei se vai para frente.

— Principalmente porque estive há um passo de fazer isso há dois dias, completei mentalmente.

Isso tudo não é exatamente uma base para um relacionamento longo e durador – observou – Estar com um, mas, mesmo assim, pensar em outro… Tem certeza que de que é isso mesmo que você quer?

Sim, Steven, é isso mesmo que eu quero – revirei os olhos mais uma vez, tinha tomado a minha decisão e não estava com a menor vontade de ser questionada — Klaus tem me feito feliz nesses últimos cinco anos e continuará a me fazer feliz e isso é tudo que basta.

Só não quero que você tome uma decisão que vá se arrepender daqui há alguns anos – insistiu – Você pode acabar se magoando, magoando o Klaus e o Stefan e isso também fará mal para a Libby.

Eu nem ao menos penso mais no Stefan – tudo bem, isso é mentira, mas é algo que eu pretendo que aconteça conforme o tempo vá passando – Estou 100% com Klaus, pode ter certeza disso.

Você realmente consegue ser mais teimosa que o seu pai quando quer – observou – Mas eu não vou falar mais nada sobre isso. Se essa é a sua decisão…

Obrigada, Steven… — conheço meu padrasto bem o suficiente para saber que esse assunto ainda não acabou, mas, pelo menos, por agora, sim – Será que agora eu posso ir embora? Tenho hora marcada no salão para daqui há vinte minutos.

Claro, você pode ir – respondeu – A gente se vê amanhã na hora do almoço.

Dei um sorriso sem graça antes de me virar de costas. Até o momento em que entrei no elevador, tive plena consciência de que Steven continuava a me observar.

*Fim do Flashback*

Foi impossível não pensar naquela conversa que tive com Steven ontem de manhã. Sendo totalmente sincera não estou com medo de qual será a reação do meu pai ao fato de eu e Klaus estarmos noivos, minha preocupação é com o que o meu padrasto dirá. Ele parece mesmo bem decidido que eu serei bem mais feliz com meu ex do que com o meu atual namorado.

Claro que essa decisão é totalmente minha, mas não posso deixar de ficar receosa a respeito do que ele falará quando souber das novidades…

— Eu preciso virar na próxima rua, não é mesmo? — ouvi Klaus perguntar, mas a verdade é que estava totalmente alheia aos meus pensamentos para prestar atenção – Caroline? Care, você ouvi o que eu acabei de falar?

— Desculpa, meu amor, estava aqui distraída olhando a paisagem – O que foi que você disse?

— Eu quero saber se preciso virar na próxima rua – voltou a perguntar – Você precisa me orientar, não conheço nada por aqui e também não tenho a mínima ideia de onde fica o apartamento do seu pai.

— Sei disso, me desculpa – dei uma rápida olhada no local para ter certeza de onde é que nós estávamos – E sim, você virá na próxima rua e vai até o final, o prédio que o meu pai mora é o último.

— Você está mesmo preocupada com o que vai acontecer quando contarmos que estamos noivos, não é mesmo? — voltou a me questionar.

— Acho que posso dizer que sim – voltei um longo suspiro e apoie o cotovelo na janela do carro – É isso mesmo.

— Você não precisa se preocupar, Care – segurou a minha mão e beijou a ponta dos meus dedos – Tudo que você precisa fazer é relaxar e aproveitar o jantar.

Será mesmo que ele pode estar certo? Por um lado, acredito que o Steven não faria um escândalo na frente do meu pai, do Klaus e da Libby. Eu só estou sendo paranoica, como tenho sido muito nessas últimas semanas.

— Acho que você tem razão… — dei um fraco sorriso – Estou só pensando demais, é isso.

Logo chegou a rua que eu tinha indicado para o Klaus virar. Agora estávamos há poucos minutos daquele que será o almoço mas importante de toda minha vida.

***

Ocorreu tudo bem na nossa chegada, tanto meu pai quanto Steven foram muito simpáticos com Klaus e deixaram claro que estavam muito felizes por finalmente conhecê-lo. Fomos todos para a sala conversar amenidades e não demorou muito para meu padrasto avisar que o almoço estava pronto, então fomos para a mesa.

— Está tudo uma delícia, vovô Steven… — Libby comentou em algum momento, ainda com a comida na boca.

— Libby… — eu a repreendi – Já te disse, milhares de vezes, que é falta de educação falar de boca cheia.

— Desculpa, mamãe – ficou encarando um ponto fixo da mesa e fez uma carinha triste; minha vontade era passar a mão pelo seu cabelinho, mas eu não podia fazer isso, pois estava dando uma bronca nela.

— Bom, mas uma coisa eu tenho que concordar com ela – foi a vez de Klaus falar – A comida está mesmo uma delícia, você é mesmo um excelente cozinheiro, Steven.

— Ora, muito obrigado, Klaus! — pareceu surpreso com o elogio, mas, mesmo assim, agradeceu.

—E o que você está achando de Washington, Klaus? — meu pai decidiu perguntar – Sei que está aqui há apenas três dias e não deve ter tido tempo de ver quase nada, mesmo assim eu fiquei curioso para saber o que está achando da nossa querida cidade.

— O pouco que eu vi gostei muito – garantiu – Além disso, ontem conheci os amigos da Caroline da época em que morava aqui antes de ir para Londres e foi bastante… agradável…

— Os Gilberts… — continuou, não consegui identificar pelo tom da sua voz o que estava pensando nesse momento – Eles são mesmo muito mesmo. Fiz alguns trabalhos com o senhor Gilbert na época em que era deputado e como a Caroline e a Elena ficaram amigas, as famílias ficaram próximas. É claro que depois acabamos perdendo o contato ao longo do tempo.

— Parece mesmo uma pena – meu noivo lamentou – Mas quem sabe todos não voltam a se aproximar agora?

— É, quem sabe… — apenas deu de ombros.

— Aqui em um Washington é mesmo muito legal – Libby voltou a falar, dessa vez, para a minha alegria, não estava de boca cheia – Só não é mais legal porque o papai não está aqui sempre.

— Isso é temporário, princesinha – Klaus lembrou – Logo eu morarei aqui com você e a sua mãe.

— Já que você tocou no assunto, Klaus – meu pai retornou a palavra – Quando, exatamente, você irá se mudar aqui para Washington? Tem alguma data certa?

— Eu ainda preciso esperar que a faculdade arranje um professor para me substituir – respondeu – E depois tenho que vender todas as coisas do nosso apartamento e só depois estarei totalmente livre para vir para cá.

— Em uns dois ou três meses, então? — arriscou.

— Acho que é bem possível – concordou – E, quando eu já estiver instalado na cidade, poderemos finalmente marcar a data do casamento – completou segurando a minha mão por debaixo da mesa.

— Casamento? — meu pai e Steven questionaram ao mesmo tempo, era obvio que não estavam preparados para essa novidade, ainda mais dessa maneira.

— Ainda não tínhamos tocado no assunto do noivado – sussurrei de uma maneira que apenas o meu noivo pudesse ouvir.

— Eu posso explicar isso, senhor Forbes – pediu, de maneira calma – Conheço Caroline há cinco anos e estamos juntos durante quase todo esse tempo; além disso moramos juntos e até temos a Libby. Já está mais do que na hora de oficializar isso e não consigo pensar em um momento mais oportuno do que esse, que é o início dessa nova etapa das nossas vidas e por isso pedi a Caroline em casamento, no dia em que cheguei a Washington.

Comentei com o Klaus que era melhor dizermos que o pedido de noivado tinha sido somente agora depois de voltarmos. Isso seria bem menos confuso de explicar.

— Mas isso é mesmo maravilhoso! — meu pai parecia mesmo muito animado agora – Por que não contaram nada antes? Caroline, você podia ter dito quando veio trazer a Libby aqui ontem.

— Achei que seria melhor que eu e Klaus contarmos juntos e que esse jantar seria a melhor oportunidade para isso – expliquei – Mas pelo jeito o Klaus esqueceu que ainda não tínhamos tocado no assunto e acabou falando demais.

— Sinto muito… — fez uma cara igual à de criança quando apronta alguma coisa e leva bronca da mãe – Acho que me empolguei com os planos e esqueci desse detalhe.

— Agora tanto faz… — dei de ombros, mas não pude deixar de esboçar um pequeno sorriso – O importante é que agora vocês já sabem. E pai, a minha mãe ainda não sabe, então, por favor, não comente nada com ela ainda.

— Pode ficar tranquila, minha filha – garantiu – Não serei “esquecido” como o seu noivo – brincou, e Klaus fez uma careta.

— Eu também sabia do pedido de casamento do papai – Libby anunciou Mas a mamãe me pediu para não falar nada, então eu fiquei quieta.

— Isso mesmo, minha filha – concordei enquanto passava a mão nas suas costas.

— Mas agora chega de toda essa falação, ainda não dei os parabéns direito – avisou enquanto se levantava – Venham até aqui.

Então ele abraçou o meu noivo e depois a mim, em seguida ficou admirando o anel de noivado e ainda lamentou por não ter reparado na joia reluzindo na minha mão antes. É claro que ele não reparou justamente porque eu estava escondendo.

— Estou mesmo muito feliz por vocês – completou depois de voltar a sentar – Podem ter certeza disso.

— Obrigada, pai, o seu apoio é mesmo muito importante – falei – E quanto a você, Steven? Está tão quieto desde que falamos sobre o noivado. Queria saber o que você está pensando.

— Você sabe a minha opinião sobre isso, Caroline – respondeu – Se você está mesmo feliz, pode ter certeza que eu também estou. O importante é que você fique bem.

Aquelas palavras foram mesmo um alívio, mas apenas eu sei o verdadeiro significado dela. Não pude deixar de ficar extremamente sem graça com isso.

— Isso é mesmo muito generoso de ouvir, Steven – Klaus disse – Também agradecemos o seu apoio não é mesmo, Care.

— Sim, é claro – concordei, por fim.

— Fico feliz que pensem assim – os olhos do meu padrasto continuavam sob mim enquanto completava.

***

Se você está feliz, por ter certeza de que eu também estou. O importante é que você fique bem…

O restante do almoço transcorreu sem problemas, mas as palavras de Steven não saíram da minha cabeça, mesmo depois que fomos embora. Tanto que quando chegamos em casa eu avisei que estava com dor de cabeça e fui diretamente para o quarto.

Amo o Klaus e estou fazendo a coisa certa aceitando me casar com ele, isso e tenho certeza. Stefan foi alguém importante na minha vida, mas que também me magoou muito e nosso namoro simplesmente acabou, da maneira mais trágica o possível; ele está feliz ao lado da Elena e da filha deles, chegou a hora de eu ser também.

Mas também não pude deixar de pensar em tudo que aconteceu antes de eu e Klaus voltarmos. Tive a oportunidade de lhe contar a verdade duas vezes e fui covarde o suficiente para não contar nada.

Steven disse que o importante era que eu fosse feliz. Será que eu conseguirei ser feliz guardando esse segredo?

— Deixei a Libby assistindo televisão – meu noivo abriu a porta do quarto com todo o cuidado – Vim até aqui saber como é que você está.

— Eu estou bem, Klaus – me sentei e dei uma arrumada no meu cabelo para o caso de estar bagunçado – Já tomei um remédio e tenho certeza de que a dor de cabeça vai passar logo.

— Acho que você está com dor de cabeça por causa do nervosismo do almoço – comentou enquanto se sentava na ponta da cama – Mas acabou tudo bem, você não precisa mais se preocupar.

— Não é exatamente com isso que eu estou preocupada, Klaus – avisei – É uma outra coisa.

— Então o que é? — já foi logo perguntando.

Era agora ou nunca, ou contava de uma vez por todas que transei com o Stefan quando estávamos separados, ou nunca mais vou conseguir falar nada. Suspirei pesadamente, tentando tomar coragem.

— Klaus…, você se lembra quando voltamos e você me perguntou se eu tinha ficado com alguém enquanto estávamos separados? — balançou a cabeça afirmativamente – Acontece que…

Minha frase foi interrompida pelo som do celular. Quando peguei o aparelho vi que era o número de Lexi. Por que será que ela está ligando em plena tarde de domingo?

— Eu preciso atender…, desculpe-me – disse enquanto colocava o aparelho no ouvido – Lexi? Está tudo bem?

Não…— sua voz estava chorosa, o que me deixou mais preocupada ainda – Era verdade, Caroline, ele estava mesmo me traindo… Ele…

Imediatamente lembrei-me da conversa entre Alaric e Damon que presenciei ontem na festa e imediatamente liguei os pontos. Bom…, pelo menos ele teve coragem de ser sincero com ela.

— Fica calma, Lexi, estou indo ai… — avisei antes de desligar – Klaus, você se importa se conversarmos depois? É que eu…

— Precisa ir ver a sua amiga – completou – Tudo bem, eu entendo…, mas você está bem para ir de carro? Você estava com dor de cabeça e tomou remédio.

— Vou pegar um táxi… — dei um beijo nele, por sorte ainda estava usando a mesma roupa do almoço – Não devo demorar.

Não esperei que ele respondesse mais nada, apenas sai apressada de dentro do quarto.

Notas finais
É isso gente, A Caroline QUASE contou tudo para o Klaus, mas acabou sendo interrompida. E, como deu para perceber por esse final, o próximo cap será no ponto de vista da Lexi e vai explicar melhor tudo que aconteceu. *** Bom gente, é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?