Second Chance
29 Capítulo 28 - Foi só uma noite
Notas iniciais
Apesar de não ver nada nesse momento, tinha plena consciência de um par de olhos verdes observando. Decidi verificar, apenas para ter certeza de que Stefan estava mesmo me admirando.
— Para com isso, Stefan— pedi— Isso é estranho…
— Não é estranho, Care, é romântico— defendeu-se— Você fica tão linda dormindo, não posso evitar. Poderia ficar o dia inteiro aqui te olhando.
Em um gesto totalmente infantil, eu peguei o lençol e coloquei por cima do meu rosto. Tinha certeza que Stef estava revirando os olhos.
— Quantos anos você tem? Cinco? — reclamou, ao mesmo tempo que tentava me descobrir— Muito maduro, Caroline Forbes, muito maduro…
Depois de uma pequena briga, ele consegui retirar o lençol de mim e logo em seguida começou a fazer cócegas na minha barriga, justamente o meu ponto fraco. Comecei a me contorcer, tentando pedir para que ele parasse.
É sério, Stefan, para! — minga voz estava totalmente ofegante por causa do esforço de rir sem parar, sem contar que eu já estava praticamente implorando nesse momento.
No mesmo segundo em que ele parou com aquela tortura já estávamos nos beijando. Aquela era sem dúvida a melhor maneira de começar uma manhã fria e preguiçosa de sexta-feira como a de hoje.
— Ainda não consigo acreditar no que aconteceu ontem a noite— falou quando voltamos a nos afastar e ele encostou a testa na minha— Tudo continua me parecendo apenas um sonho. Um sonho muito bom, tenho que admitir, mas apenas um sonho.
Flashes de ontem a noite começaram a invadir a minha mente: cada beijo, cada toque, cada jura de amor, nossos corpos se movendo de maneira sincronizada, os gemidos… Foi impossível não sorrir com aquelas lembranças.
— Pois eu posso afirmar que nada daquilo foi um sonho— garanti— Foi tudo mais do que real.
Stefan sorriu e voltou a me beijar lentamente, embora por um tempo menor que da última vez.
— Não quero mais sair do seu lado…– disse, por fim— Bem que a gente podia ficar aqui pelo retante do dia. Apenas eu e você, o que acha?
Isso era mesmo tentador, mas infelizmente não podemos fazer isso. Já estávamos há tempo demais nessa nossa bolha particular e nesse momento a realidade nos chamava.
— Você sabe que não podemos…– lembrei enquanto dava algumas mordidas no seu queixo— Você precisa cumprir o seu dever como congressista e eu preciso ir para o hotel.
— Por que você tinha que me lembrar disso? — escondeu o rosto no vão entre meu pescoço e meu ombro ao mesmo tempo que reclamava— Não quero sair daqui…
— Mas você precisa, nós dois precisamos – comecei a empurrá-lo em uma tentativa de fazer com que se levantasse— Vamos lá, vou preparar o nosso café da manhã, enquanto isso você pode tomar banho.
— Certo…– acabou se convencendo— Acho que você venceu.
— Perfeito! — dei um sorriso convencido— Se você não aparecer na cozinha em quinze minutos, venho até aqui te buscar.
Stefan fez uma careta e eu apenas ri antes de sair do cômodo.
***
Quando passei pelo quarto da minha filha a porta estava fechado, exatamente como eu tinha deixado na noite anterior, sinal de que está dormindo direto desde então, não pude deixar de suspirar aliviada nesse momento. Entrei no local e lá estava Libby: dormindo profundamente abraçada um dos seus ursos de pelúcia que trouxemos lá de Londres. Foi apenas nesse instante que comecei a notar a gravidade do que eu tinha feito…
Eu não só tinha acabado de transar com um cara casado, mas tinha feito isso com a plena consciência de que a minha filha pequena dormia no quarto ao lado. Essa era, sem dúvida, o maior erro que eu poderia cometer na vida.
— O que foi que eu fiz…? — murmurei enquanto encarava o teto.
— Mamãe…– quando voltei a olhar para cama, Libby estava acordada e me encarava em dúvida— Já é de manhã?
— É sim, minha princesinha— respondi— Amanheceu há poucos minutos, ainda está bem cedo, mas teoricamente já estamos de manhã sim.
— Oba! — ela soltou um pequeno bocejo, sinal de que ainda está com sono— Quer dizer que vamos ligar para o papai? Como você tinha me prometido?
Ainda tem esse detalhe… Fazia menos de 12 horas que eu tinha prometido a Libby que a deixaria falar com o pai dela hoje antes dela ir para a aula, mas nesse momento parecia que eu tinha falado isso há dias. Depois de tudo que aconteceu ontem a noite, ligar para o Klaus parecia algo extremamente errado.
— Não precisa ter tanta pressa assim, minha filha— avisei— Como eu disse, ainda está bem cedo, você pode dormir mais um pouquinho antes.
— Não me importo— nesse momento era perceptível que ela estava lutando para conseguir manter os olhinhos abertos— Não estou com sono, é sério.
— Sei…– sorri quando ela soltou mais um bocejo.
Quando eu era criança, lembro que ficava irritada quando meus pais pareciam ler os meus pensamentos e saber tudo que eu faria ou queria fazer, e mais ainda quando afirmavam que eu compreenderia o que era isso quando fosse mãe, mas hoje percebo o quanto eles estavam certos. Conheço Libby mais até do que a mim mesma, conheço cada choro, cada manha e cada necessidade, por isso sei que quando não dorme o suficiente a noite vai passar o restante do dia de mal humor, sem contar que acabaria não aproveitando tudo que queria ou precisava fazer por causa da sonolência.
Sem contar que ainda existe o problema do Stefan. Não poderia deixá-la se encontrar com ele na mesa do café da manhã, isso deixaria a sua cabecinha confusa e ela me faria milhares de perguntas; ainda mais porque ontem e prometi que ninguém tomaria o lugar do pai dela nas nossas vidas.
— Tenho uma ideia— sugeri— Você dorme mais um pouquinho enquanto eu preparo o seu café da manhã, então quando já estiver tudo pronto venho aqui te chamar. Combinado?
— Combinado! — concordou— E depois disso vamos ligar para o meu pai, certo?
— Claro…– afirmei— Então a gente liga para o seu pai, exatamente como eu te prometi ontem.
Ela pareceu satisfeita, então voltou a se deitar e fechou os olhos. Dei um beijo no topo da cabeça da minha filha e sai do quarto novamente.
Antes de vir chamar a Libby para o café da manhã, existe um problema que eu preciso resolver…
***
Cheguei a cozinha e imediatamente coloquei duas fatias de pão na torradeira e liguei a cafeteira antes de começar a preparar o leite com cereais da Libby. Fazia tudo isso com bastante calma, não tinha para que ter pressa, afinal, estou com bastante tempo ainda.
Apesar de estar bem focada na minha tarefa atual, ainda estava concentrada o suficiente para perceber os passos se aproximando de mim. Sabia muito bem que era o Stefan, mas preferi continuar de costas; olhá-lo nesse momento poderia colocar todo o meu plano a perder.
— Prontinho, meu amor, já estou aqui— ele colocou uma das mãos na minha cintura e beijou rapidamente o meu pescoço— Esse cheiro está maravilhoso! Acho que ainda não tinha percebido que estava com fome até agora.
— Que bom…– dei de ombros, tentando me fazer o mais indiferente o possível.
— Care, tem certeza de que está mesmo tudo bem? — quis saber sem se afastar de mim nenhum centímetro sequer, o que tornava tudo ainda mais difícil.
— Acho melhor você ir embora, Stefan— mesmo sem ver o seu rosto nesse momento, preferi fechar os olhos enquanto falava— Agora…
— O que? — ele praticamente gritou enquanto perguntava.
Finalmente tomei coragem para me virar e ficar de frente para ele. O olhar de Stefan nesse momento era uma mistura de dúvida e decepção.
— Ontem a noite foi maravilhoso, mas foi só isso: uma recaída de uma única noite— expliquei— Quanto mais rápido admitirmos isso, melhor será.
— Quem foi que disso que ontem a noite foi apenas uma noite e que não vai se repetir? — quis saber— Eu não penso assim e achava que você também não pensava.
— No calor do momento podemos ter falado e pensado coisas que nunca irão se realizar, mesmo que a gente queira— dei de ombros mais uma vez— Mas precisamos encarar os fatos, Stef: você tem uma família que não vai largar por minha causa e eu também tenho uma família, a qual eu preciso pensar em primeiro lugar.
— É claro que as coisas não são assim, Caroline…– insistiu— Eu já te disse que nunca conseguirei amar a Elena como eu te amo, estou disposto a largá–la pra ficar com você, exatamente como eu deveria ter feito há cinco anos.
Mas que não fez por causa da tal ameaça que colocava a mim e a Emma em perigo, completei mentalmente. Aquela mesma ameaça que Stefan não queria entrar em detalhes e que provavelmente ainda me colocava em risco; e provavelmente, parando para pensar, esse seria novamente um impedimento para ficarmos juntos.
— Tudo bem, talvez você pense que pode largar a Elena para ficar comigo, mas e quanto a Evelyn? — lembrei— Ou será que você já se esquecei da sua filha.
— É claro que eu não me esqueci Lyn— defendeu-se— Mas a presença dela jamais me impediria de fazer isso. O fato de me separar da mãe dela não me impede de ser um bom pai, e talvez isso até seja melhor para ela, afinal, pois eu e Elena já não somos mais marido e mulher há muito tempo.
— Mas e quanto a Libby? — continuei— Você está pensando no que é melhor para a sua filha e eu preciso pensar no melhor para a minha.
— Libby estará feliz se você estiver também— afirmou.
— As coisas não são tão simples assim, Stefan— balancei a cabeça negativamente— Como você quer que eu explique para a minha filha de dois anos que tem um novo cara, que não é o pai dela, nas nossas vidas e que ainda dormiu aqui ontem noite? Não me peça para fazer isso, pois eu simplesmente não posso.
— Se você precisar de um tempo para contar sobre nós para a Libby e até mesmo para o seu pai, tudo bem, eu te dou o tempo que precisar— garantiu— Podemos nos encontrar escondidos como fazíamos antes, posso vir para cá depois que você colocar a Libby para dormir e não preciso ficar a noite toda.
Soltei um longo suspiro, era óbvio que Stefan não facilitaria para mim, mas acho que não tinha ideia que seria assim tão complicado.
— Eu não quero um tempo, Stefan! — continuei, tenta do manter a calma no meu tom de voz— Tudo que eu quero é que você me deixe em paz.
— Você ontem me disse que nunca tinha conseguido deixar de me amar, mesmo depois de cinco anos— lembrou— Agora você vai me dizer que era tudo mentira? Porque sinceramente não vou conseguir acreditar.
— Nunca disse que nada daquilo que eu disse ontem não era verdade— apressei-me em explicar— Eu te amo e isso não é mentira, mas não podemos ficar juntos.
Ele passou a mão lentamente pelo meu braço, provavelmente em uma última tentativa de me fazer mudar de ideia.
— Care…– seu tom de voz era de súplica.
— Vou levar você até a porta…– avisei enquanto caminhava na direção da sala e Stefan me seguiu.
Abri a porta e antes de sair, ele para na minha frente e me encara por alguns segundos de cima a baixo.
— Quero que você saiba que eu não vou desistir de você— avisou— Não vou desistir de nós dois.
Stefan foi embora e eu me encostei na parede soltando um longo suspiro. Aquela sem dúvida foi a conversa mais difícil que eu tive em muito tempo, mas eu fiz exatamente o que precisava ser feito, agora era seguir em frente.
***
Ainda não tinha nem acabado a minha primeira torrada com geleia de morango quando Libby terminou o seu cereal. Ela praticamente engoliu seu café da manhã de uma única vez e eu tinha certeza de que tudo isso era apenas por uma única coisa.
— Prontinho, terminei! — anunciou— Agora você já pode ligar para o papai lá em Londres, não é mesmo?
Depois de repassar mentalmente toda a conversa que tinha acabado ter com o Stefan, decidi que tinha chegado a hora de superar tudo aquilo que tinha acontecido e que eu retornaria a minha rotina normal a partir daquele instante. Voltei para a cozinha e terminei de preparar a nossa refeição matinal antes de ir chamar a minha filha, no instante em que ela levantou da cama quis que eu já ligasse para o Klaus, mas consegui convencê-la a comer antes de qualquer coisa.
— Você prometeu, lembra? — voltou a argumentar quando eu não tive nenhum tipo de reação ao seu primeiro pedido..
— Sim, eu sei que te prometi— concordei enquanto pegava o celular, que já tinha deixado em cima da mesa.
Em Londres já é pouco mais de meio-dia e a maioria das pessoas devem estar almoçando nesse momento, mas se eu conheço bem o meu “ex-noivo”, ele deve estar na sua sala da faculdade comendo o seu sanduíche para depois ir ao centro comunitário. Mas como ele pode ter mudado algum horário, decidi ligar diretamente para o seu celular, assim as chances de encontrá-lo eram maiores.
— Aqui é Niklaus Mikaelson, no momento eu não posso atender— a ligação caiu diretamente na secretária eletrônica, sinal de que o aparelho estava desligado ou sem bateria— Mas deixe seu nome e telefone após o sinal que eu retorno assim que possível.
Não esperei nem ao menos o sinal e desliguei sem deixar nenhum recado. Klaus não do tipo que se desliga do mundo exterior, ainda mais durante a semana, o que será que aconteceu de tão importante para fazê-lo abrir essa exceção?
E então, mamãe? — estava encarando a tela do meu celular, quando Libby voltou a me chamar— Não conseguiu falar com ele?
— O telefone dele está desligado, princesinha— respondi— Ele estar em reunião ou até mesmo dando aula.
Queria mesmo acreditar que era mesmo uma dessas duas coisas, pois a terceira opção é que ele esteja com outra mulher… Imediatamente a imagem de Camile me veio a cabeça, acompanhada de uma sensação ruim.
— Mas tenho certeza que mais tarde teremos mais chances— continuei— Posso tentar novamente quando for te buscar na escola, o que acha?
— Pode ser— concordou.
— Agora vai escovar os dentes e trocar de roupa para ir a escola— avisei— Eu já vou lá te ajudar.
Ela concordou com a cabeça e saiu do cômodo. Sei que Libby tinha ficado chateada por não conseguir falar com o pai e realmente me magoa muito vê-la desse jeito.
Vou tentar ligar novamente mais tarde como prometi e espero mesmo que Klaus não decepcione a filha.
***
Depois de deixar Libby no colégio, fui diretamente para o hotel. Assim que cheguei encontrei Lexi e Bonnie encostadas no balcão conversando com as recepcionistas do dia, foi impossível não reparar no enorme buquê cor de pêssego perto delas.
— Bom dia para todas! — as cumprimentei e elas retibuiram o meu gesto com um aceno de cabeça— Ora…, e qual de vocês ai tem um admirador secreto? Estou impressionada…
— Na verdade, Caroline,é você quem tem que nos responder isso— foi Lexi quem disse isso— As flores são para você?
As flores eram para mim? Rosas cor de pêssego são as minhas flores favoritas no mundo e são poucas as pessoas que sabem disso. Logo, já até poderia imaginar de quem eram…
— Tem um cartão— ela continuou e foi então que eu percebi um envelope branco entre as flores— Não se preocupe, nenhuma de nós leu, apenas deixamos ai para você.
Decidi pegar o envelope e peguei o cartão, me afastando um pouco para não correr risco de que elas não conseguissem ler nada.
Care,
Eu disse antes do sair hoje do seu apartamento que não desistiria de nós e eu realmente não irei e não me peça para tentar esquecer tudo que aconteceu o tema noite, pois eu não conseguirei fazer isso nem que viva cem anos. E por mais que você negue, sei que sente o mesmo.
Com amor,
Stefan.
Apesar de saber que era a única que estava vendo aquelas palavras, foi impossível não ficar vermelha. Mais cedo eu tinha prometido a mim mesma que esqueceria completamente tudo relacionado a noite de ontem, mas será que eu conseguirei isso com o Stefan disposto a me reconquistar?
— Tudo bem, Caroline…? — Lexi voltou a me perguntar, me tirando completamente dos meus devaneios.
— Está tudo bem, sim— afirmei— Bom, por mais que ache que as flores estão embelezando a entrada do hotel, vou levá-las lá para a minha sala.
— Precisa de ajuda? — quis saber.
— Não precisa— garanti enquanto pegava o buquê, ele era mais pesado do que eu imaginava, mas dava para levar— Posso fazer isso sozinha.
Então eu segui para a área exclusiva para funcionários apressadamente.
***
Apesar de tudo, não conseguia parar de olhar para aquelas lindas flores. Dava até para esquecer todas as circunstâncias…
Fui despertada com o som do telefone da minha mesa e então atendi na mesma hora.
— Caroline Forbes, falando— disse assim que coloquei o aparelho no ouvido.
— Senhorita Forbes— como eu já imaginava, era uma das recepcionistas, nenhuma ligação era passada para mim sem que elas atenderem primeiro— A senhora Salvatore está aqui e disse que precisa falar com a senhorita.
— A Elena quer falar comigo? — achei aquilo muito estranho, já faz mais de uma semana que ela sabe que eu estou de volta e não tinha mais vindo me procurar desde então— O que será que ela quer?
— Eu realmente não tenho ideia, senhorita — respondeu— Ela só disse que é um assunto apenas do seu interesse.
O assunto apenas do meu interesse? Imediatamente pensei em Stefan, será que ela desconfia que está sendo traída pelo marido e veio até aqui para ver se eu deixo transparecer alguma coisa? Afinal, Stefan dormiu fora de casa hoje e isso seria motivo o suficiente para ficar com a pulga atrás da orelha. O pior que eu não sei se serei capaz de mentir se ela me colocar contra a parede…
— Tudo bem, pode deixá–la entrar— avisei, seja lá o que for não pode ser pior do que eu ficar especulando aqui.
— Está bem, senhorita Forbes— completou antes de desligar.
Antes que Elena chegasse, eu guardei o cartão que tinha recebido junto com a flores dentro da gaveta, muito bem escondido…
— Care! — minha antiga melhor amiga já vou falando— Uau! Quem mandou essas flores? Algum admirador secreto? — para a minha total falta de sorte, foi a primeira coisa que ela reparou quando colocou os olhos na minha mesa.
— Acho que posso dizer que sim— me limitei a responder.
— Bom, deve ser alguém que te conhece muito bem— continuo— Já que sabe que rosas pêssego são as suas favoritas.
Lena sabe perfeitamente bem que Stefan conhece qual é a minha flor favorita, afinal, foi ela mesma quem contou…
— Acho que a pessoa pode apenas ter tido sorte— tentei disfarçar— Não são flores difíceis de achar, ainda mais aqui em Washington.
— Bom, eu duvido muito…– completou— Bom, se a pessoa tiver mandado um cartão, mas não tiver assinado, isso é uma coisa que você nunca vai saber.
— Elena, não estou querendo ser grossa, mas o que você veio fazer aqui? — decidi perguntar— Estou cheia de coisa para fazer hoje e você está me atrapalhando— menti.
— Não se preocupe, serei breve— garantiu— Vim aqui apenas para te entregar os convites para a festa de amanhã. Só disse que era um assunto do seu interesse, pois não sei se falou para alguém aqui que você irá na festa, e não queria te arranjar problemas.
Ela abriu a bolsa e retirou um envelope de lá para me entregar. Dentro tinha um convite grande informando data, a hora e o local da festa, além de dois convites individuais que seriam necessários para se entrar no salão. Era tudo muito luxuoso, digno da importância da família Gilbert para a cidade de Washington.
— É maravilhoso…– afirmei depois de olhar tudo atentamente durante alguns minutos— Pelo jeito será mesmo uma grande festa.
— Com certeza— garantiu— Eu trouxe dois convites pois não sei se você levará alguém com você, então… Quem sabe você não leva o admirador secreto das flores.
Sorri, mas, ao mesmo tempo, pensei quem eu poderia levar comigo. Libby não tem a menor condição, pois ela ficará com sono menos de uma hora depois que chegarmos; talvez meu pai ou Steven queiram me acompanhar.
— Muito obrigada pelo convite, Lena— disse, por fim— A gente não se via há cinco anos e você não tinha a menor obrigação de me convidar.
— Podemos não nos ver há cinco anos, mas você ainda é a minha melhor amiga— garantiu— E convidá-la é a minha maneira de mostrar que estou feliz por te ter de volta a minha vida.
Elena está sendo tão legal comigo e eu não posso deixar de me sentir culpada… Acho que não mereço a amizade dela.
— Agora eu preciso ir, ainda tenho algumas coisas de última hora para resolver— explicou— E vou deixar você trabalhar também.
Ela jogou um beijo para mim antes de ir embora, me deixando mais uma vez sozinha com os meus pensamentos.
***
— O que acha de irmos almoçar juntas? — faltavam poucos minutos para o meio-dia quando Lexi surgiu na minha sala com esse convite— Estava querendo ir até shopping comprar um vestido novo para festa de amanhã, mas não quero ir sozinha.
— Não sabia que você também ia a festa dos Gilbert— comentei.
— Oh sim, um convite de última hora, por isso o meu desespero por arranjar uma roupa— explicou— Alaric, está trabalhando com o marido da Elena, ele é um velho amigo de infância do Damon, irmão do Stefan.
— Ora…– isso era mesmo uma surpresa— Bom então vamos lá, estava pensando em comer aqui no restaurante do hotel, mas vai ser bom sair e dar uma volta.
— Perfeito! — pareceu satisfeita com a minha resposta.
Então eu peguei a minha bolsa para poder sair em companhia da Lexi.
***
— Oh, ali está ela— ouvi uma das recepcionistas falando no momento em que chegamos a recepção— Senhorita Forbes, esse senhor está te procurando.
Foi quando eu o vi: aqueles olhos azuis, o cabelo loiro, a barba por fazer, e aquela roupa totalmente preta que já era a sua marca registrada, estava exatamente da mesma maneira que da última vez que eu o vi há pouco mais de um mês. Acho que de todas as pessoas que eu poderia imaginar vindo aqui me procurar, ele seria a minha última opção.
— Klaus…– sussurrei enquanto meu “ex-noivo” continuava a me encarar.
Fale com o autor