Second Chance

17 Capítulo 16 – As surpresa da vida


Notas iniciais
Ooooooooooooi geeeeeeeeeeeeeente!!!!!!!!! Antes de mais nada eu queria agradecer a Tatah pela linda recomendação, eu amei!!!! Agora voltando ao cap, hoje começamos oficialmente a segunda fase da fic e com ela a capa nova totalmente diva feita pela Karol (vulgo: Caseride Lover). O que vocês acharam? Bom gente, não vou me ater muito aqui, espero que gostem do cap E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Cinco anos depois

Quase não acreditei quando ouvi o alarme do meu celular tocando, eu estava dormindo tão bem e confortável, sem contar o frio de quase inverno que estava fazendo hoje. Não foi nenhuma surpresa quando eu percebi que estava sozinha na cama e depois de me esticar um pouco criei coragem para me levantar e fui até o banheiro.

Depois de fazer a minha higiene matinal e de trocar de roupa sai do meu quarto, já no corredor eu podia sentir um cheiro delicioso e quando cheguei na cozinha encontrei meu namorado cozinhando.

– Tentando me seduzir com os seus dotes culinários, senhor Mikaelson? – me encostei no batente da porta antes que ele se virasse na minha direção – Por que se for, está funcionando.

– Pensei que não precisasse mais desses artifícios – cruzou os braços enquanto dava um sorriso sedutor – Ou será que eu ainda preciso?

– Bom, isso depende... – cruzei os braços enquanto me aproximava – O que exatamente você está fazendo?

– Ovos mexidos – respondeu se afastando um pouco para que eu pudesse ver as duas frigideiras encima do fogão – O meu com bacon e o seu apenas com queijo, é claro; embora depois de cinco anos juntos eu ainda não entenda o porquê dessa sua ideia maluca de não comer carne.

– Por que todo mundo fica criticando o fato de eu ser vegetariana? – reclamei.

– Não estou reclamando, Care, apenas observando... – colocou a mão na minha cintura e me puxou para mais perto de si – Isso faz parte do seu charme.

– Melhor assim... – sorri.

Ele me beijou e eu soltei um gemido de surpresa antes de colocar os braços em volta do seu pescoço. Klaus nos girou, fazendo com que eu encostasse na bancada da pia e então desceu os lábios na direção do meu queixo.

– Klaus... – minha voz saiu um pouco fraca, mas tinha certeza que ele tinha ouvido – Klaus, a comida!

– Oh céus! – afastou-se de mim rapidamente e foi na direção do fogão para poder apagar o fogo – Bom, acho que o café da manhã já está pronto, só preciso preparar as torradas.

– E enquanto isso eu vou pegar o suco de laranja – avisei indo na direção da geladeira.

Peguei a garrafa de vidro e a coloquei no centro da mesa que já estava perfeitamente arrumada para três pessoas, exatamente como meu namorado fazia questão de preparar todas as manhãs.

– Está preparado para hoje a noite?- perguntei em seguida – Afinal, não é todo dia que se expõem em uma conhecida galeria de Londres.

Desde que eu conheci Klaus eles sempre demonstrou grande forço para se dedicar a sua arte e tentando provar o quanto seu pai e seus irmãos estavam errados. Não posso dizer que tenha sido fácil, mas todo o esforço está começando a valer a pena.

– Sendo sincero, não estou preparada não – admitiu – Todas aquelas pessoas olhando e julgado os meus quadros, vai ser tão estranho...

– Pois eu sempre acho os seus quadros lindos – lembrei – E tenho certeza de que todos que estiverem na exposição hoje vão amá-los, assim como eu.

– Você não conta, Care, é minha namorada e pode estar falando isso apenas para me agradar – revirou os olhos – E não adianta falar da Bekah, porque ela também não conta.

– E quanto aos seus alunos? – continuei – Eles também devem gostar dos seus quadros, ou não iriam querer ter aulas com você.

– Sou eu quem dou as notas deles, é quase certo que eles também iriam elogiar – argumentou.

– Certo, senhor teimoso, não está mais aqui quem falou; mas hoje a noite você perceber que eu estou certa – avisei – Mas por enquanto eu preciso acordar a nossa garotinha ou ela vai acabar dormindo o dia inteiro.

– Sim, vai até lá – concordou – Eu termino de arrumar a mesa.

***

O que quarto da minha filha ficava no final do corredor, bem ao lado do meu. Quando eu entrei a encontrei toda encolhida na cama e não pude deixar de sorrir, ela tinha puxado isso do pai.

– Libby... – sentei na ponta da cama e comecei a chamá-la – Libby, princesinha, hora de acordar...

– Não, mamãe... – reclamou enquanto se virava, ficando de costas para mim.

– Você precisa acordar, filha – insisti – Hoje o seu pai não tem nenhuma aula na faculdade, então ele vai passar o dia inteiro com você enquanto a mamãe está trabalhando, não é legal?

– Então eu posso dormir mais um pouquinho? – pediu, essa minha garotinha é mesmo uma preguiçosa – Por favor, mamãe.

– Nem um minuto a mais, nem um minuto a menos – continuei, mas dessa vez ela nem mesmo se moveu – Tudo bem, você não me deixa escolha.

Então comecei a fazer cosquinha na barriguinha dela. Libby começou a se contorcer e a gargalhar sem parar.

– Para, mamãe! – ela não conseguia parar de rir – Já acordei, já acordei...!

– Já acordou mesmo? – ela balançou a cabeça afirmativamente enquanto ficava sentada na cama – Então vai ao banheiro antes de irmos encontrar o seu pai na cozinha. Você precisa de ajuda?

– Não precisa, eu já sou grande – garantiu.

– Sei... – revirei os olhos e coloquei a mão nas suas costas – Cinco minutos ou eu vou até ai te buscar, mocinha.

Ela fechou a porta do banheiro e eu tentei ajeitar a cama um pouco e coloquei o hipopótamo de pelúcia que ela ganhou de presente da Rebekah em cima do travesseiro.

Alguns poderiam pensar que engravidar duas vezes sem querer em um intervalo de dois anos pode idiotice ou muita falta de sorte, e sendo sincera quando descobri que estava esperando outro bebê eu realmente fiquei apavorada. Claro que Klaus esteve ao meu lado desde o momento em que contei a ele me chamou para morarmos juntos e fez questão de me prometer que dessa vez seria diferente e o nosso final seria feliz; acreditei em cada palavra do meu namorado e tentei encarar tudo isso como uma benção e até mesmo como uma segunda chance, principalmente quando descobri que seria uma menina.

Nossa pequena nasceu forte saudável apenas sete dias antes do previsto, de parto normal, medindo 48cm e pesando 2,680 Kg; decidimos dar a ela o nome da minha mãe, Elizabeth, ou simplesmente Libby. Agora, depois de quase três anos, percebo que tudo que me aconteceu antes de vir a Londres teve um porquê, Klaus e nossa filha são as coisas mais importantes da minha vida e eu não os trocaria por nada dessa vida.

– Prontinho, mamãe! – Libby surgiu poucos minutos depois, já parecia totalmente desperta agora – Podemos ir tomar café!

– Então vamos lá! – eu a peguei no colo – Como você está pesada, princesinha, daqui a pouco a mamãe não vai mais conseguir te levar no colo assim.

– Não estou pesada, mamãe – ficou ofendida com o meu comentário – O papai diz que eu só cresci.

– Tem razão, que bobagem a minha – eu me corrigi imediatamente – Agora vamos, o seu pai já deve estar impaciente nos esperando.

– Verdade... – concordou, sorrindo.

***

Infelizmente o nosso café da manhã em família acabou sendo interrompido por um telefonema. Klaus foi atender e logo em seguida veio me falar.

– É a Bekah – avisou – Ela disse que precisa falar de alguma coisa sobre o hotel e parece urgente.

Sim, deve ser mesmo urgente ou ela teria esperado até eu chegar ao trabalho em, no máximo, 40 minutos. Depois de terminar o tempo do meu estágio recebi a excelente notícia de que seria efetivada e hoje em dia divido as funções de gerente com Katherine, que também continuou no emprego.

– Bom, acho melhor eu ir atender então... – avisei enquanto me levantava – Eu já volto.

Fui até a sala e peguei o telefone sem fio em cima da mesa de centro antes de me sentar para poder falar.

– Bekah... – disse imediatamente – Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa ai no hotel?

– Não se preocupe, Caroline, está tudo bem, sim – tentou me tranquilizar – Mas você precisa vir para cá, o mais rápido possível.

– Se essa foi a sua tentativa de não me deixar preocupada saiba que não está adiantando – avisei – Agora mesmo que eu estou oficialmente preocupada.

– Está tudo bem, Care, é sério– garantiu mais uma vez – Venha logo para cá que você vai entender perfeitamente o que está acontecendo.

– Você vai me contar agora mesmo, Rebekah! – exigi – Por favor, me diz o que está acontecendo.

Minha cunhada costuma ser uma pessoa calma e tranquila, principalmente quando o assunto é trabalho. Quando e tem uma reação como a de agora, pode ter certeza que aconteceu ou está acontecendo algo de muito grave no hotel.

– Minha mãe está aqui – respondeu antes de soltar um longo suspiro.

– A Esther está em Londres? – passei a sussurrar para que Klaus não me ouvisse da cozinha, o dia de hoje já será estressante o suficiente, ele não precisa saber que a mãe está na cidade – Quando foi que ela chegou?

– Ontem a noite, veio fazer uma vista surpresa – tinha certeza de que ela estava revirando os olhos nesse momento – Ela está dando uma volta pelo hotel com o Elijah, mas já disse que está doida para te ver.

Esther mora em Paris desde a morte do marido e raramente vem aqui em Londres, segundo ela mesma pela cidade ter muitas lembranças dolorosas. Nesses cinco anos em que estou com o Klaus eu só a vi em duas ocasiões: a primeira em um jantar em que ela estava ansiosa para conhecer a nova namorada do filho e depois quando a Libby nasceu.

– Rebekah, o que a sua mãe pode estar querendo falar comigo? – quis saber.

– Sinceramente, eu não tenho a mínima ideia – respondeu – Mas eu te recomendo vir logo para cá, assim você vai descobrir mais rápido o que ela quer.

– Certo, você tem razão... – concordei – Ela sabe da exposição do Klaus hoje a noite?

– Nunca pensaria em contar isso a ela, não sei qual seria a reação do meu irmão ao encontrá-la lá e também não estou com vontade de descobrir– riu – Por sorte ela está hospedada na casa do Elijah, por isso eu vou poder ir sem maiores problemas – Bekah, é claro, foi a única pessoa da família Mikaelson a ser convidada para a exposição hoje a noite, os motivos são óbvios.

– Bom, agora eu preciso desligar – avisei – Estarei aí em breve...

Assim que desliguei, eu coloquei o telefone na base e quando retornei a cozinha presenciei a cena mais adorável do mundo: Klaus passando geleia de morango na torrada de Libby e quando ela pediu para ele parar, colocou um pouco na ponta do seu narizinho, o que a fez sorrir. São momentos como esse que eu penso que não poderia ter escolhido pai melhor para a minha filha.

– Quantas vezes eu pedi para vocês não brincarem com a comida? – brinquei, fazendo com que os dois se virassem para mim.

– Acho que nós estamos encrencados, Libby... – meu namorado entrou na brincadeira e os dois fizeram cara de “culpados”.

– Pode ter certeza – me aproximei e peguei um guardanapo para limpar o rosto de Libby – Bom, meus amores, eu preciso ir.

– Mas já, mãe...? – minha filha lamentou – Pensei que fossemos terminar de tomar café da manhã juntos. Como você disse.

– Eu bem que queria, minha princesinha, acredite em mim – garanti – Mas a sua tia Bekah precisa de mim no hotel o mais rápido possível.

– Certo... – soltou um longo suspiro e ficou encarando o seu prato.

– Está tudo bem mesmo, amor? – foi a vez de Klaus me questionar – Alguma coisa grave?

– Não é nada de grave, pode ficar tranquilo – avisei – E o que vocês dois vão fazer hoje? Você precisa ir ao centro comunitário?

– Hoje não, sou vou até a galeria ver se está tudo certo para hoje a noite – respondeu – Depois eu e a Libby vamos almoçar e passaremos a tarde toda sem fazer nada.

– Muito bem... – continuei – Antes de saírem, não esqueça de telefonar para a casa dos Young para ver se está tudo certo para a April ficar de babá hoje a noite.

– Não entendo porque eu tenho que ficar com uma babá hoje a noite – Libby cruzou os braços, mal humorada – Queria poder ir na exposição do papai com vocês.

– Vai acabar muito tarde, minha filha – lembrei – Você precisa dormir cedo ou vai ficar cansada amanhã o dia inteiro e não vai aproveitar o seu sábado.

– Tudo bem... – acabou concordando.

– Além disso – meu namorado continuou – Hoje, quando formos até a galeria, vou te mostrar todos os quadros da exposição e vai ser praticamente a mesma coisa.

– Agora eu preciso mesmo ir – dei uma olhada no relógio da parede – Vocês dois se comportem; e Klaus, por favor, não dê muita besteira para a Libby comer ou ela vai ficar agitada a noite e quem vai precisar aturar a coitada da April.

– Pode deixar! – fingiu bater continência.

– Qualquer coisa pode ligar para o meu celular – dei um beijo no topo da cabeça da minha filha e depois um selinho no Klaus – Amo vocês.

– Nós também te amamos – responderam ao mesmo tempo.

Eu ainda fui até o quarto escovar os meus dentes e peguei a minha bolsa antes de finalmente sair para o trabalho.

***

O transito estava anormalmente tranquilo hoje, por isso, levei pouco mais de dez minutos para conseguir chegar ao hotel. Encontrei Rebekah e Kath encostadas no balcão da recepção.

– Bom dia! – eu as cumprimentei — E então? Onde é que está a Esther?

– Ai está você! – antes mesmo que Bekah pudesse abrir a boca, minha sogra surgiu, vinda da área exclusiva para funcionários – Caroline, querida, imagino que a Rebekah já tenha dito que eu quero falar com você, não é mesmo?

– Sim, ela disse – afirmei – Por isso mesmo eu vim para cá o mais rápido o possível.

– Perfeito! – pareceu bem satisfeita com a minha reposta – Então vamos conversar agora mesmo. Rebekah, queria, espero que não se importe de eu usar a sua sala por algum tempo – terminou virando-se para a filha.

– Claro que não me importo – garantiu – Eu já disse, mãe, pode ficar usando a minha sala durante o tempo em que estiver por aqui.

– Então? Vamos, Caroline? – voltou-se para mim mais uma vez.

– Sim – respondi – Eu já volto – avisei para as duas, que continuavam no mesmo lugar, enquanto seguia com Esther pelo mesmo lugar por onde ela veio.

***

– Muito bem, Caroline, sente-se – ela pediu enquanto fechava a porta da sala – Acho que você já deve ter imaginado porque eu te chamei até aqui, não é mesmo?

– Sendo totalmente sincera, senhora Mikaelson, eu não tenho a mínima ideia – admiti.

– Ora, querida, senhora Mikaelson era a minha sogra, por favor, me chame de Esther – ela já tinha me pedido isso antes, mas eu não consigo chamá-la pelo nome enquanto estamos conversando, afinal, essa é a minha chefe – Somos praticamente da mesma família e quando você se casar com o Klaus oficialmente vai entender o meu lado e provavelmente não vai querer se chamada de “senhora Mikaelson” também.

Me casar oficialmente com o Klaus... Ta aí uma coisa que a gente realmente nunca conversou nesses cinco anos de namoro. Nós já moramos juntos há mais de três anos e temos uma linda filha juntos, não será um pedaço de papel ou a falta dele que mudará alguma coisa; pelo menos é assim que eu penso.

– Quem sabe um dia eu realmente te entenda... – apenas dei de ombros, não querendo entrar em mais detalhes.

– Bom, agora me diga, como é que estão as coisas em casa? – finalmente decidiu perguntar – Como é que está o Nik?

Klaus não tem problemas com a mãe da mesma maneira que tinha do pai, mesmo assim ele prefere ficar o mais longe possível de todos os membros da família, com exceção de sua irmã mais nova, é claro. Disse que quer garantir que a nossa filha cresça sem as pressões de ser uma Mikaelson e acho que preciso concordar com esse ponto de vista;

– Ele está muito bem – afirmei – Trabalhando muito com os quadros e as aulas no centro comunitário e na universidade, mas é disso que ele gosta, então...

– Fico mesmo muito feliz que o Nik esteja trabalhando naquilo que gosta e no que o faz feliz; isso é tudo que eu sempre desejei para os meus filhos – percebi que ela estava mesmo sendo sincera – E como é que está a Elizabeth? Aposto que deve estar enorme, não é mesmo?

– Crescendo mais a cada dia – dei um sorriso bobo, aquele que sempre surgia nos meus lábios sempre que falava da minha filha – Ela é alta para a idade, a pediatra disse que Libby se passaria por uma garota de três ou quatro anos sem nenhum problema.

– Ela puxou ao pai nisso, Nik também sempre foi alto para a idade – agora Esther também estava sorrindo – Bom..., apesar de gostar muito de falar dos meus filhos e dos meus netos, não foi para isso que eu te chamei aqui, pelo menos não exatamente.

– Então para que foi? – quis saber.

– Não vou mentir para você, Caroline, quando soube que você e Nik estavam juntos, vi nesse relacionamento uma oportunidade para que meu filho voltasse a se aproximar da família e as minhas esperanças só aumentaram quando Elizabeth nasceu – explicou calmamente – Mas não foi exatamente o que aconteceu, pois apesar de tudo, Niklaus continuou afastado de mim e dos irmãos, isso realmente me entristece muito.

– Eu sei disso, Esther – concordei – Mas não posso fazer nada, foi a decisão do Klaus e, sinceramente, prefiro não me meter nessa história, eu...

– Entendo perfeitamente a sua decisão – me interrompeu – O que eu preciso nesse momento é muito simples: um jantar na casa de vocês. Passo um tempo com vocês dois, conversamos em um ambiente mais informal e também posso rever a minha neta.

Era um pedido perfeitamente plausível. O que poderia acontecer de mal com um jantar inocente na nossa casa...?

– Acho que podemos fazer isso – respondi – Mas hoje não pode ser, temos um compromisso; talvez amanhã...

– Amanhã para mim está ótimo – concordou – Imagino que o Nik ainda não saiba que estou em Londres, então converse com ele e amanhã eu ligo para saber de todos os detalhes.

Eu precisaria conversar com o Klaus a noite quando voltássemos da exposição, quando estiver tudo mais calmo. Tenho certeza de que ele não vai se opor em recebermos Esther para o jantar, afinal, é a mãe dele.

Por mim está tudo certo, então – estendi a mão na sua direção, como se estivéssemos fechando algum tipo de acordo.

– Caroline, querida, estou ansiosa para vê-los amanhã... – completou.

Eu, Klaus e Libby também ficaremos muito felizes em te receber – garanti – Pode ter certeza.

***

– Mamãe, você está mesmo linda – Libby estava sentada no centro da cama enquanto mexia na minha caixa de jóias – Está parecendo uma rainha.

– Obrigada, minha princesinha – dei um sorriso.

Então eu me virei na direção do espelho para poder me ver melhor. Eu estava usando um vestido branco com renda amarela e um sapato de salto no mesmo tom, já no cabelo fiz alguns cachos na ponta e decidi deixá-los soltos, por fim, coloquei um brinco que já tinha escolhido anteriormente.

– Esse anel é tão lindo, mamãe – minha filha comentou – Por que você nunca usou?

Eu voltei a olhá-la para saber de que anel ela estava falando e foi uma grande surpresa ao vê-la segurando a aliança que Stefan me deu quando voltamos a namorar logo após a nossa primeira grande briga.

Quando decidi vir para Londres e tivemos a nossa conversa definitiva pensei em devolver o anel, afinal tinha sido da mãe dele. Mas por fim decidi ficar com ela para ter pelo menos uma lembrança de tudo que aconteceu, mesmo que acabasse ficando no fundo da minha caixa de jóias.

– Eu já usei esse anel várias vezes, Libby – expliquei enquanto me sentava na ponta da cama – Só que foram há muito tempo; antes de você nascer, para falar a verdade.

– E por que não usa hoje? – sugeriu enquanto me entregava o objeto – Ele é tão bonito.

– Não combina com o meu vestido, filha – inventei a primeira desculpa que consegui pensar – Mas quem sabe em outra oportunidade?

– Tudo bem... – lamentou enquanto dava um longo suspiro.

– Eu tenho uma ideia – continuou – O que você acha de ficar com o anel quando ele couber no seu dedo? Sei que ainda vai demorar um pouquinho, mas ele será todo seu depois disso.

– Sério? – balancei a cabeça afirmativamente; eu tinha mesmo planos de dar aquele anel para a Emma quando chegasse o momento, agora posso realizar isso com a Libby – Oba! Obrigada, mamãe – me abraço rapidamente.

– Deixa ele guardadinho ai... – entreguei o anel a ela para que pudesse devolvê-lo ao lugar anterior – E escolha uma pulseira bem bonitinha para a mamãe usar.

Ela concordou e acabou escolhendo uma das minhas pulseiras favoritas, depois minha filha me ajudou a colocá-lo.

– Com licença! – Klaus apareceu em seguida na porta do quarto, como um bom namorado ele tinha se vestido antes para poder me deixar a vontade para me arrumar – Uau, Care! Você está mesmo incrível!

– Como você é exagerado, Klaus... – revirei os olhos.

– Não estou exagerando, meu amor, tenho certeza de que será a mais bonita de toda a festa – garantiu – Bom, a April já está ai, se você já estiver pronta, nós podemos ir.

– Eu já estou pronta – respondi – Podemos ir a hora que você quiser, então.

– Papai, estou muito curioso para saber o que a mamãe vai dizer da surpresa que você tem para ela – Libby comentou em seguida – Você vai me contar amanhã, não é mesmo?

– E que surpresa seria essa? – quis saber imediatamente; não acredito que Klaus estava mesmo planejando uma surpresa para mim...

– Libby... ele repreendeu a nossa filha – É por isso que é uma surpresa, lembra? A sua mãe não pode saber até chegar a hora certa.

– Ops... – colocou as suas mãos sob a boca – Desculpe-me, papai! Desculpa mesmo.

– Agora que eu já sei mesmo, será que algum de vocês dois vai me dizer que surpresa é essa? – pedi.

– Libby, princesinha, porque você não vai lá para a sala fazer companhia para a April enquanto eu converso com a sua mãe – me namorado pediu – Nós já vamos até lá.

– Tudo bem, papai – levantou-se em um pulo e saiu do quarto, deixando a porta encostada.

No momento em que ficamos sozinhos eu voltei a ficar de pé e cruzei os braços me fingindo de brava.

– Niklaus Mikaelson, você sabe o quanto eu odeio surpresas – lembrei – Então porque, exatamente, você decidiu me fazer uma surpresa hoje?

– Não é exatamente uma surpresa, Care – tentou se explicar – Foi só algo que eu achei que já deveria ter feito há muito tempo; não queria pensar demais, apenas escolher o momento certo, que é hoje.

– E você não vai mesmo me contar que surpresa é essa? – insisti.

– Se eu te contasse agora, deixaria de ser uma surpresa – brincou dando um sorriso torto.

– Você é mesmo um chato – revirei os olhos – Espero mesmo que eu goste dessa surpresa.

– Pode ter certeza de que você vai amar – garantiu antes de me puxar para um selinho – Agora vamos, imagino que você queira fazer milhares de recomendações para a April antes de sair.

Colocou uma das mãos nas minhas costas e me guiou para que pudéssemos sair do cômodo.

Notas finais
E a Caroline seguiu em frente, está feliz com o Klaus e a filha e aparentemente esqueceu o Stefan e todos os problemas que aconteceram cinco anos antes. O que vocês acharam da vida da Care em Londres? E qual será que vai ser a surpresa do Klaus para a Care que a Libby quase falou? Já vou adiantando que teoricamente são duas surpresas. *** Mais uma coisa, eu e a Karol (Caseride Lover), estamos escrevendo uma fic Steroline juntas, se chama From Winery To Heart, se puderem deem uma olhadinha e digam o que acharam https://fanfiction.com.br/historia/662236/FromWineryToHeart/ *** Bom, é isso Agora comentem digam o que estão achando Recomendações?