Seasons Gods - Interativa
4 Capítulo 4 - No Light, No Light
Notas iniciais
Se vocês soubessem como me embananei para fazer esse capítulo, teriam dó de mim. Sério, foi uma confusão total com nomes, poderes e tribos, mas já está mais ou menos resolvido.
Bom, tentei ao máximo brincar com a personalidade de cada um e espero que tenha tido um bom resultado.
Os outros seis personagens irão aparecer no próximo capítulo.
Espero que gostem da foto do Will, já que eu demorei e ralei para achar, mas gostei do resultado. Agora falta a da Gwen, e acreditem, é mais difícil do que parece.
Podem ler o capítulo agora :3
No light, no light in your bright blue eyes
I never knew daylight could be so violent
A revelation in the light of day
You can choose what stays and what fades away
– O que é isso?!– Gritei desesperada. Nem sequer sabia o que era aquele líquido que nem ao menos cheirava bem. Tudo estava desabando. Se era pra eu morrer, eu acho que provavelmente era agora.
– Gwen! — Will correu até mim e se jogou ao meu lado, sujando grande porcentagem de sua calça com terra e suas mãos com o líquido rubro, assim que as repousou com preocupação sobre o ferimento.
– Auch!– Reclamei e ele retirou as mãos rapidamente.
– Desculpe...– Ele sussurrou.
– O que é isso... — Riley se ajoelhou ao meu lado. Segurou as mãos de Will rapidamente e as aproximou do nariz, dando uma fungada profunda. Ficou um tempo em silêncio nos dando expectativas. -Eu não faço a mínima ideia.
– Nunca vi na vida... — Jess analisava minha perna como se fosse um dilema. — Provavelmente não é comestível.
– Alguém por favor faça algo! -Ergui a voz, os fazendo parar de opinar e ficarem em silêncio. — Will, consegue empurrar esse galho? — Perguntei e ele prontamente o fez. Quando a madeira abandonou meu músculo, senti a mesma dor de quando se fincou voltar. Fechei os olhos com força, tentando pensar em coisas felizes.
– E agora?
– Sinceramente... — Dimitri se aproximou com cara de poucos amigos e paciência. — Me dê algo para estancar. — Ordenou Pediu para Riley, que revirou os olhos com seu tom. Antes que ela pudesse se mover, foi interrompida.
– Aqui. — Will empurrou pelos braços a camisa que usava por cima da blusa negra. — Pode usar isso.
Dimitri amarrou com certa agilidade a camisa em volta de minha panturrilha e arrancou a quantidade excedente de pano com uma mão apenas, jogando-a ao seu lado sem dar muita importância. Certificou-se de que o nó estava firme e me puxou pelo braço, apoiando-me em seu ombro.
– Will, — Zoé, uma bela morena com os cabelos pouco repicados e o rosto com traços firmes, se aproximou dele, observando minha perna. — Acho que tem alguém próximo. Sinta o vento...– Ela ergueu uma das mãos com a palma para o céu. Logo um vento fraco começou a soprar e, ao que parece eles estavam ouvindo algo, mas eu não ouvia ou via porcaria nenhuma. Automnes...
– Acho que... — Will segurou o queixo com uma das mãos, fazendo expressão pensativa. Algumas pequenas folhas secas no chão começaram a formar pequenos redemoinhos conduzidos pelo vento. — Allicia Madson, Miley Diamond e Charlotte Hamish do Printemps. Ah! Com elas tem mais dois Été... Arthur Mountbatten e a Scarlett.
– Caramba... Esses ventinhos dão informações bastante detalhadas. — Arqueei uma sobrancelha. — Realmente... Nunca vou entender.
– Vamos. Onde eles estão? — Dimitri ignorou totalmente meu comentário e me arrastou por alguns metros até Zoé, que parecia ainda manifestar algumas rajadas de vento. — Estão muito longe?
– Calma! -Ela se irritou e bufou. — Quinhentos metros ao norte. — Apontou para sua esquerda.
Começamos a caminhar com certa pressa. Aliás, eles caminhavam, eu era arrastada. Talvez eu preferisse ir mancando ou rastejando do que ser "ajudada" por Dimitri, embora este fosse um gesto de compaixão ao próximo ao seu ver.
– Dimitri! — Pálida, cabelos negros, olhos azuis e Été (Julgo por suas roupas pesadas. Étés geralmente sentem demasiado frio durante Outono e Inverno.). Sim, aquela era Scarllet. — Epa... Quem é ela? — Me encarou confusa.
– Gwen. — Me apresentei curta e grossa com um aceno, soltando-me de Dimitri e saí pulando até poder me agarrar em um tronco escuro de uma bela figueira. Scarllet Abraçou Dimitri e entrelaçaram os dedos. Ele pelo menos me parecia menos afoito agora. Pena que perdi minha carona.
– Will! Gwen! — Sim, Allicia eu conhecia. Era realmente bonita e tinha um gênio forte. Não éramos amigas. Uma vez lhe ajudei a pegar um coelho que estava fugindo dela por qualquer razão que não vem ao caso, e desde então ela acha que somos melhores amigas. Apesar de ser incômodo, eu gosto dela. Só um pouquinho...
– Que bom que está bem. — Ele sorriu ao receber um beijo estalado na bochecha vindo da dona dos cabelos ondulados escuros e belas orbes azuis.
– Você também. — Ela o abraçou uma vez mais e se virou para mim, me puxando com força contra ela. — Gwen! — Ela me abraçava e balançava ao mesmo tempo. — Está viva! Viva e... machucada!? — Ela perguntou espantada.
– Pelo visto, com a queda da Árvore das Estações estamos desprotegidos. Creio que agora podemos ser atingidos por tudo que antes não nos era ameaça. Temo que não consigamos viver muito tempo.- Dimitri suspirou e puxou Scarllet para mais perto de si, deitando sua cabeça sobre a dela.
– É. — Riley se aproximou de nós com Jess e mais um garoto ao seu lado. — Temos que pensar em algo e tratar de encontrar mais sobreviventes.
– Quem é ela? — Perguntou o rapaz desconhecido por mim, aproximando-se de mim e me observando como se eu fosse uma relíquia. Inclinou o corpo como se eu fosse muito mais baixa que ele e soltou um riso debochado. Tinha a pele bronzeada e o rosto bem desenhado, com belos olhos azuis e cabelos loiros em um penteado desleixado.
– O que? — Perguntei sem humor, ainda com um braço me mantendo apoiada na figueira e com a perna esquerda levantada. — Eu que te pergunto, criatura estranha. — Disse ríspida. Não notem, esse é meu jeito de ser.
– Arthur. — Estendeu uma mão para mim.
– Gwen. — Respondi enquanto observava sua mão estendida em minha direção, sem a mínima vontade ou intenção de apertá-la.
– Vamos; vai perder a graça se você não colaborar! -Ele balançou a mão, ansioso por minha iniciativa. Meu subconsciente me implorava para que eu não apertasse aquela mão, já prevendo a vergonha alheia, mas não escutei.
Estendi minha mão com finalidade de apertar a sua, mas ele retirou rapidamente antes que eu pudesse realizar o ato, me deixando com cara de idiota e com um Arthur rindo sozinho.
– Engraçado. — Revirei os olhos e comecei a pular para o outro extremo daquela clareira, procurando sentar-me em um tronco caído.
– Pretende saltitar o resto da sua vida? — Arthur me observava pular com dificuldade e achava graça. — Olé... — Esticou a perna em frente da minha, fazendo-me tropeçar. Antes que eu fosse ao chão e ralasse a fuça (Hipóteses...), ele me segurou com um braço, rindo de minha expressão estressada.
– Você é irritante. — Reclamei.
– Só agora percebeu? — Perguntou animada a asiática. Provavelmente era Charlie. — Você se acostuma. — Ela sorriu para mim. — Ele é assim mesmo.
– Ah, claro... — Dei um riso irônico e finalmente consegui me sentar no tronco. Charlie se sentou ao meu lado e Arthur do outro.
– Sua perna está melhor? — Perguntou ela, toda educada. Ao contrário do ser ao meu outro lado.
– A julgar como ela está saltitando por aí, a perna dela está totalmente ferrada. — Arthur deu risada e começou a enrolar a ponta de meu cabelo em torno de seu indicador, percebendo que aquilo estava me tirando do sério.
– Melhor que antes está. — Empurrei o braço de Arthur.
– Sobre o que estão falando!? — Uma voz fina soou atrás de nós. Virei o rosto e pude ver uma bela garota com cabelos castanhos e profundos olhos verdes. Ela mantinha o tronco inclinado para nos ver melhor e as mãos atrás das costas; sem contar com o sorriso travesso e curioso.
– Oi Miley. — Charlie sorriu para a amiga. — Sobre a perna da Gwen. Um galho caiu sobre ela.
– Ah... E doeu? — Ela perguntou com a dúvida estampada na testa. Afirmei com a cabeça e apoiei o rosto na palma de minha mão.
– Gwen, Gwen! — Allicia se aproximou de mim com Sam e Riley ao seu lado. — Como se sentiu quando viu que o tronco não tinha passado por você? -Perguntou visivelmente interessada em minha resposta, que não foi tão animadora quanto elas esperavam.
– Dolorida...
– Ah, Gwen! Conta melhor! — Voltou a insistir.
– Um galho fincou minha perna. Eu senti raiva, dor e medo. — Disse séria e já irritada.
– Sério, Allie. — Riley dava risada da amiga. -As perguntas que você faz.
– Mas o que tem...? Eu queria saber.
– Quer que te finquemos um galho na perna agora? — Sam perguntou achando graça, enquanto a outra cruzava os braços.
– Ei!– Scarllet gritou para nós, se aproximando. — Decidimos continuar caminhando. Vamos tentar achar mais algumas pessoas. — Explicou ela com um sorriso nos lábios. — Will nos informou que ainda restam seis sobreviventes.
– Seis?! — Perguntei indignada. — Ao todo somos então apenas 18!? De toda uma população, sobrou apenas 18 pessoas!? — Me levantei, esquecendo da perna danificada e caí no chão. — Au.
– Bom... Os ventos não nos lhe disseram mais que isso. Esperamos achar mais. — Riley e Sam me ajudaram a levantar.- Mas vamos nos apressar antes que anoiteça. — Riley olhou para o céu.
– Vamos então. — Suspirei.
– Vamos então. — Arthur me imitou, passando o braço por meus ombros e tapando meu nariz com sua mão. — Fale peixinho bonitinho. — Deu risada antes que eu o empurrasse e ele saiu andando na frente junto com os outros.
Senti um braço me puxando para trás de algumas árvores e nem ao menos deu tempo de gritar, já que uma mão cobriu minha boca impedindo-me de realizar tal ato.
Era só o que faltava agora!
Notas finais
Me digam o que acham e recomendem, se quiserem. Seria legal :3
Enfim, é isso e não tenho previsão de postagem agora. Minhas aulas começam dia 29 de janeiro.
Ah, estou ansiosa para inserir na fic um personagem que gostei bastante, o Honmin. Mas os outros, que eu também adorei, eu já tenho muita coisa planejada xD
É isso, comentem!
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