Seasons Gods - Interativa

5 Capítulo 5 - Stuck In The Middle


Notas iniciais
AAH! Cara, são 21 personagens no total, contando com os meus. Me embananei de novo nesse capítulo então não me matem se você não apareceu muito. X.X
Mas espero que goste e que ache legal como estou conduzindo a história e relacionando os personagens.
Enfim, leiam e não deixem de comentar.
Caso alguém que não comentou no anterior deixar de comentar nesse também, irei informar por MP.
Caso sem resposta, o personagem será excluído de alguma forma que não vem ao caso agora. U.U

Here I am again

Everybody's screaming

The walls are closing in

I'm stuck in the middle

Swimming up a stream

Suffocating in between

I wake up from the dream

Still stuck in the middle

I guess this time I'll wait it ou

Só me lembro de alguém pressionando um pano sobre meu rosto. Depois disso tudo ficou escuro, de uma forma como nunca havia ficado antes.
Aos poucos Minha visão foi focalizando e me vi ainda na floresta, mas amarrada em uma arvore grossa e escura. Procurei companhia e pude observar um garoto sentado próximo de mim com alguns equipamentos ao seu redor.
– Quem é você? — Perguntei estressada. Ele sorriu ao perceber que eu estava desperta. Seu sorriso era indecifrável, mas sabia que ele não queria ser meu amiguinho.
– Eu que te pergunto, Especialista. — Disse naturalmente. Senti meu corpo estremecer e arregalei os olhos como nunca antes. Engoli em seco e esperei que ele prosseguisse a falar. Se prosseguisse. — Por que está aqui?
– Quem é você e como sabe o que eu sou? — Tentei avançar, mas a corda impediu tal ato.
– Eu sou o caçador. — Segurou uma estaca na mão. Essa estaca era de pedra e nela haviam letras em latim. Me encolhi por completo, tentando ao máximo recuar. Quando a estaca se aproximava, eu sentia dor. As letras em latim brilharam com a proximidade dele de mim, mas ele a guardou em uma caixa de madeira, fazendo-me ficar tranquila e a dor amenizar- Não se preocupe, também não sou humano e não irei te ferir.
– O que é isso? — Perguntei amedrontada.
– Isso é algo do qual você deve manter distância. O menor corte e você terá uma lenta e dolorosa morte. A proximidade com criaturas como você lhe causa reações e você sente dor.
– O que é você e o que quer comigo? — Gritei irritada e com medo.
– Eu sou seu aliado; isso é, se você for a minha. — Sorriu arqueando uma sobrancelha.
– Vai me soltar e explicar o que está acontecendo? — Perguntei como condição. Ele assentiu. — Então, somos aliados. Quero que deixe tudo claro para mim.
– Ok. — Ele se aproximou da corda e de seu pulso, por debaixo da camisa social que usava, uma lamina saiu de uma munhequeira de couro dando fim ao meu aprisionamento. — Primeiro, me diga por que você e aquele grupo de especialistas estavam andando pela floresta.
– A árvore das estações foi cortada.
– Cortada...? — Pareceu pensativo. Contraiu os lábios em desgosto e cruzou os braços. — Agora entendo...
– Explique-me.
– A árvore das estações está morta agora mesmo. Eu vivo na terra fazem 500 anos, isso nunca aconteceu. — Ele sorriu achando algo engraçado. — Agora vocês são visíveis aos olhos humanos. Terão que se misturar com eles até que a próxima Protetora Floresça.
– E quanto tempo isso demora?
– Não se sabe ao certo. Tenho que estudar a fundo isso. — Ele suspirou. — você e seus amigos, se ficarem mais que um ano na terra... Morrem.
– Como assim? — Franzi o cenho. — Vivíamos na terra desde que nascemos...
– Não, vocês não viviam. — Ele me calou. — Vocês eram protegidos por uma fonte Vital da Árvore. Não eram considerados sequer vivos.
– E agora o quê? — Perguntei sentindo os olhos marejarem. Franzi o rosto. — O que é isso? — Passei as mãos por minha face e a senti molhada.
– Lágrimas. — Ele se aproximou de mim. — Faça de tudo para que elas não caiam. — As limpou com um dedo e um sorriso confortante nos lábios. — Não se preocupe... Eu vou proteger você. Para que você possa proteger seus amigos, basta apenas tomar de meu sangue.
– Proteger de que...? — Perguntei confusa.
– Dentro de você há um fragmento que, por não estar sendo protegido pela árvore, começará a matar todos ao seu redor. Você não é humana, tampouco uma especialista comum.
– Então o que eu sou?
– Eu já te disse... Preciso estudar isso mais a fundo. Mas antes de tudo, acredite em mim... — Se afastou e, sobre uma taça cortou a palma da mão deixando o líquido rubro preencher parte do recipiente. — Beba isso.
Peguei receosa aquela taça e aos poucos, observando-o sorrir com ternura, ingeri seu conteúdo. Senti como se meu estômago estivesse repleto de gasolina, e eu acabo de jogar um fósforo aceso dentro dele.

Novamente, tudo ficou escuro.

(...)

– Ei... — Arthur parou de caminhar e se virou para trás. Não estão dando falta de alguém?
– Hm? — Dimitri se virou também e de fato sentiu falta de algo. — Aquela garota, Gwen, não estava reclamando alguns minutos atrás?
– De uma hora para outra se calou... — Riley começou a se dar conta. — Gwen! — Gritou por ela, fazendo todos pararem de caminhar.
– O que houve? — Will se aproximou de Riley, que parecia frustrada. — Riley, o que houve?
– Gwen sumiu. — Zoé e Allicia disseram ao mesmo tempo.
– O que?! — Will gritou desesperado. — Como assim? Ela não estava aqui agora a pouco? Como ela pode ter sumido?!
– Calma. — Jessika alisou o ombro do rapaz. — Ela vai aparecer; sei que vai.
– Não podemos para de procurar por outros sobreviventes. Uma hora ela vai aparecer.
– Vai... — Will começou a fazer ventanias fortes. As arvores começaram a se sacudir e as folhas voavam soltas, sendo conduzidas por aquele vento gelado. — Eu vou achar ela. Podem continuar caminhando. — Todos cobriam seus rostos com o que podiam. — Droga! Não consigo saber dela! — Ele reclamou, fazendo os ventos ficarem mais fortes para que possa ter mais informações.
– Will.– Miley o segurou pelos ombros, fazendo os ventos cessarem repentinamente. — Ela vai aparecer. Se acalme e vamos continuar buscando por sobreviventes.
– Mas, e se...
– Will, ela vai ficar bem. — Arthur lhe deu dois tapinhas no ombro.
– Charlie. — Ele se afastou dos outros e foi até a garota. — Consegue alguma informação?
– Vou tentar... — Ela se agachou e pousou a palma da mão sobre a terra. Um leve tremor se ocasionou, mas ela não recebeu nenhum sinal de Gwen. Subiu os olhos para os de Will e negou com a cabeça.
–... — Ficaram em silêncio por um tempo. — Vamos então. — Suspirou ele, vencido. — Há mais alguns sobreviventes perto daqui. Vamos ao encontro deles.
Todos já se preparavam para continuar o caminho.
– Will... — Scarllet puxou o braço do rapaz. — G-Gwen...
Will virou o rosto e deu de cara com um rapaz jovem carregando Gwen desmaiada nos braços.
– Gwen! — Will correu até a garota e acarinhou o rosto desacordado dela. — Quem é você? — Perguntou rude.
– No momento, Derek; mas na verdade o caçador.
– Caçador? — Sam se aproximou — E o que fez com ela? — Perguntou apontando para Gwen desacordada.
– Salvei-a. Ela e todos vocês. — Explicou sério. — No momento o meu sangue corre pelo corpo dela e já fará efeito. Gwen tinha dentro do corpo um fragmento que antes era bloqueado pelas forças da Árvore. Se o deixasse livre, iria controlar as ações dela e logo todos vocês seriam picadinho.
– E o seu sangue vai fazer o que?
– Destruir o fragmento. Durante doze luas cheias, ela sentirá como se estivesse morrendo, já que as doze partes do fragmento irão contorcer-se até não mais existir.
– Me dê ela. — Will passou os braços pelas costas e pernas de Gwen, segurando-a com toda delicadeza.
– Não sou o inimigo. — Derek cruzou os braços. — Pelo contrário, sou quem vai ajudar vocês a partir de agora.
– Você é humano? — Riley perguntou, receosa.
– Não.
– Se não é humano, como nos pode ajudar? — Jessika perguntou alterada e curiosa.
– Vivo na Terra a mais de 500 anos; mudo constantemente de nome e cidades pelo simples fato de nunca envelhecer nem mesmo um fio de cabelo. Tenho dinheiro de sobra, documentos e diplomas. Posso viver na terra tranqüilamente e com conforto. Ajudarei vocês a conseguirem ao menos metade disso e ainda estudarei a situação. — Cada palavra fazia os jovens Especialistas ficarem pensativos.
– Vamos procurar os outros três. — Willian deu a volta e continuou o caminho, enquanto Derek sorria satisfeito. — Não estão muito longe.
– Hm, vou procurar por cima das árvores. — Miley transformou-se em um pequeno pardal e não tardou em sair voando em busca de sobreviventes.
– Aqui. — Zoé se animou ao encontrar alguns jovens especialistas. — Justin, Bella, Midori e Genevive! — Anunciou feliz ao rever os amigos.
– Zoé! — Genevive, uma bela morena de olhos acastanhados abraçou a amiga. Logo depois, direcionou-se até o companheiro de grupo. — Will, o que houve com ela?
– ... — O garoto mandou um olhar irritado para Derek. — Ela não passa bem. — Sorriu para a moreninha e ela lhe deu um beijo estalado na bochecha.
– Ficará bem. — Sorriu.
– Quem diria, O famoso Willian carregando uma garota de um lado para o outro. — Justin se aproximou. — Isso significa que ela só pode ser a tal Gwen.
– Engraçado, JB. — Fez careta e suspirou.
– Hm, hora do Sol se por. — O garoto com os cabelos acastanhados e espetados deu dois tapas fracos no ombro do amigo e foi cumprir seus afazeres. Logo o sol caiu.
– Willy! — Midori abraçou o pescoço do colega — Que bom que esta vivo. — Ela sorriu para ele. — Hm? Gwen?
– Mais tarde eu explico. — O Automne suspirou. — Me faz um favor? Tente achar mais sobreviventes. — Pediu ele e ela assentiu animada.
Midori controlava livremente os ventos noturnos e a brisa lhe informava o paradeiro de mais duas Hiver.
– Então? — Will curioso.
– Não demoram a chegar. Duas Hiver vem em nossa direção. — Sorriu a morena dos olhos claros.
– Sabe quem são? — Bella apareceu próximo deles, que lhe sorriram. — Hivers?
– Aham. São Elena e Vanessa. Se aproximam. — Midori sorriu tímida, por nunca ter falado com Bella antes.
– Tem gente vindo aí. — Arthur disse e observou o semblante desanimado de seu melhor amigo. — Ei, Will! Não fique triste, imagine como seria pior se a Gwen pesasse o dobro que isso. Os quatro riram.
– Só você pra falar isso em um momento como esse, Artie. — Will revirou os olhos azuis.
– Não vejo nada demais no momento; pra mim está tudo a mesma coisa. — Acendeu uma pequena chama sobre o indicador, ameaçando queimar o cabelo de Midori, que o empurrou.
Nesse momento, Elena e Vanessa adentraram na clareira onde eles já as esperavam, acompanhadas de Miley já em sua forma humana.
– Que bom que estão bem. — Scarllet sorriu e abraçou as três.
– Fiquei com medo. A árvore tinha caído bem próxima de nós. — Helena disse já mais calma do que a minutos atras. — Né, Nessa?
– Sim... Por sorte fizemos uma barreira de gelo antes que ela caísse sobre nós. — A morena concordou e suspirou. — Ainda não podemos relaxar, não é mesmo?
– Não... Só espero que aquele Derek consiga nos explicar direito o que aconteceu. — Scarllet cruzou os braços, observando de longe o caçador que observava uma adaga que antes tinha presa na cintura.
Enquanto isso, Will e Arthur conversavam próximos de uma lareira que Artie tinha acabado de acender com um estalo.
– Pare de fazer isso; me dá nervoso. — Will fez careta ao observar o outro mergulhar as mãos pelas chamas.
– Mas é legal! — O outro disse rindo.
Will sentiu Gwen se mexer em seus braços e quando viu, ela havia acordado.
– Gwen! — Sorriu largamente ao ver a garota acordada. — Estava preocupado! — Ela mal havia sentado-se e ele a puxou para um abraço forte.
– Will...?– Ela estava confusa. — O caçador! — Se afastou do amigo e procurou pelo moreno que lhe dera de seu sangue. — Ele...
– Não se preocupe. Acho que ele nos ajudará. — Arthur continuava rinchando com as chamas.
– Hm... — Gwen se levantou do tronco caído onde estava com os outros dois e suspirou, fazendo alguns cristais saírem por entre seus lábios. — Vou falar com ele. Em pouco volto. — Se apressou para ir ao encontro do outro.
– Acordou.. — Disse sem tirar os olhos da Adaga prateada. -Como se sente?
– Normal...
– Quando for lua cheia, tente ficar ao máximo próxima de mim. — Ele guardou a arma novamente e fitou a garota confusa. — Só faça isso. — Se afastou, deixando-a sozinha. Ela bufou.
– Ei.– Uma voz familiar soou atras dela, que se virou e deu de cara com...
– Honmin...? — Ela perguntou desanimada.
– É um gosto te ver também, Gwen. — Ele lhe sorriu sarcástico.
Honmin, um Hiver. Desde pequeno ele e Gwen discutem como cão e gato sem motivo aparente, mas viviam grudados. Talvez se odiassem tanto, ou não, por ela o ter prendido uma vez em um pequeno tronco oco, mesmo sabendo que ele tinha pavor a lugares estreitos. Ou por ele já ter congelado os pés dela uma vez perto de uma nevasca; sem contar que lhe tinha roubado o primeiro beijo só para vê-la irritada.
Era o tipo de garoto um pouco frio, indiferente, sarcástico e principalmente manipulador.
– Olha que coisa, você sobreviveu. — Ele revirou os olhos para ela, que odiava isso. — É uma pena.
– Cale-se. — Ela apontou para ele e lhe deu as costas, mesmo sabendo que alguma hora ele iria aparecer para discutir com ela novamente.
Sentou-se ao lado de Will novamente e logo o caçador ocupou o outro lado vago.
– Amanhã será Lua Cheia. — Lhe avisou.- Prepare-se.

Notas finais
E aí? Gostaram?
Caso dúvidas sobre o fragmento, no próximo capítulo mais claro estará.
Comentem e se der, recomendem ;)