Seasons Gods - Interativa
3 Capítulo 3 - Breath Of Life
Notas iniciais
Obrigada por todos os comentários que recebi no capítulo anterior.
Essa é a última chance para confirmar sua participação na Fanfic.
Espero receber mais que os 11 comentários anteriores.
Enfim, nem todos aparecerão aqui.
O próximo capítulo será maior e melhor -eu espero-.
I was looking for a breath of life
A little touch of heavenly light
But all the choirs in my head sang ''no''
To get a dream of life again
A little vision of the start and the end
But all the choirs in my head sang ''no''
A Árvore das estações. Uma planta fora do comum, com as folhas e frutos em cores vívidas e chamativas, mas ao serem cortados ou retirados perdem a cor e tornam-se escuros e com aparência fúnebre. Seu tronco forte e rígido em um marrom escuro com diversas saliências arrastando-se até o solo, onde suas raízes estavam fixadas e levemente saltadas para fora. Pendiam em seus galhos alguns cipós e ainda algumas criaturas que os residiam.
Essa árvore manteve-se escondida em uma parte obscura e profunda da floresta para que nunca fosse encontrada; isso tudo para nos manter seguros e protegidos de qualquer mal que nos pudesse afetar ou afetar nosso trabalho; o trabalho de manter humanos felizes durante todos os 365 dias do ano e manter o equilíbrio da natureza sem exageros.
Quando um especialista nasce é comemorado com um Arco íris, não importa em que estação estejamos. Seu trabalho é árduo, e mesmo que tudo esteja em perfeita ordem, para eles não é suficiente.
Ao se chocarem no chão, suas folhas tomaram uma aparência seca e quebradiça. A máquina continuava empurrando-a e tentando ao máximo desprender suas raízes do solo. As raízes que nos mantinham conectados àquela árvore; se elas fossem realmente desprendidas, logo iríamos estar em grande perigo, sem sua proteção seriamos alvos fáceis para qualquer predador e bem possível seria que perderíamos nossos poderes. O mundo entraria em colapso desordenado e provavelmente iria virar pedra, acabando com quaisquer vestígios de vida.
Tac!
Essa foi a última raiz sendo quebrada.
– Gwen! — Senti meu corpo ser empurrado contra o chão antes de um dos galhos cair centímetros atrás de mim. — Gwen! Você está bem? — Will passava as mãos por meu rosto, preocupado.
– Will, o que vamos fazer? — Perguntei embriagada pelo medo. Meu corpo já não obedecia meus comandos como antes e eu podia sentir como se eu estivesse desaparecendo.
– Temos que sair daqui! — Ele tentava me fazer levantar, olhando segundo por segundo para cima, confirmando que nenhum galho iria cair sobre nós.
– Mas e a árvore!? — Perguntei em um grito desesperado. — O que vai acontecer com ela? Ah! — Pulei para longe junto com ele antes que um dos galhos nos atingissem. Olhei em volta e todos corriam desesperados para longe; também haviam... corpos no chão. Esses logo se transformaram em folhas, que foram varridas pelo vento.
– Não olhe. — Ele puxou meus ombros me fazendo olhar para seu peito. Seus braços contornavam minhas costas e começou a me guiar para dentro da floresta.
O barulho foi diminuindo na medida que nos afastávamos do local. Eu ainda conseguia sentir-me sem ar. Eu me sentia queimando como nunca antes. Talvez os braços protetores de Will me transmitissem grande segurança, mas ainda assim, queimando.
– Riley! — William suspirou aliviado assim que avistou minha companheira de grupo.
Riley era uma garota bonita. Os olhos eram como duas lagoas com águas em um azul profundo com um delineado delicado por sobre estes; seus cabelos caiam até os ombros em um castanho vívido e saudável, contornando seu rosto com traços finos.
– Will. — Ela se levantou do tronco onde antes estava sentada e o abraçou assim que me afastei dele. — Que bom que está vivo... — Ela suspirou empurrando a franja por sobre a cabeça e mantendo a mão entre os fios. — Oi, Gwen... — Ela me mandou um sorriso e eu o retribuí. Posso ser anti-social, mas Mal-educada nunca, mesmo que nunca tenha conversado com ela direito.
– Ei, também estamos aqui. — Uma terceira voz se pronunciou.
Meus olhos caíram sobre uma bela garota. Seus cabelos eram ondulados e castanhos e caíam assim até o peito. A pele era pálida e os olhos azuis eram destacados pela sobrancelha bem definida. Ao lado dela havia um outro garoto, claramente preocupado com algo. Ele tinha os cabelos castanhos aparentemente desordenados e os olhos verdes estavam percorrendo toda a floresta em busca de algo.
– Jess. — Will acenou após um riso nasalado. — Ei, Dimitri. — O chamou, fazendo com que ele o olhasse rapidamente.
– Viu a Scarllet? — Foi direto e um pouco ríspido. Arqueei uma sobrancelha quando ele me encarou, logo após Will negar com a cabeça. — E você? Viu?
– Para começo de conversa, eu nem sei quem é essa pessoa e...
– Été, pálida, cabelos negros e olhos azuis. — Me cortou, aproximando-se de mim com os braços cruzados e me encarando como quem queria uma resposta, e rápida. Fiquei alguns segundos em silêncio tentando processar suas palavras.
– Sabe... Existem mais que uma morena pálida de olhos azuis no grupo Été. Você devia ser mais preciso em suas informações. — O irritei com um sorriso provocador nos lábios. Observei seus punhos se contraírem, segundos antes dele soltar um suspiro profundo e relaxar os ombros.
– Ok... — Ele arrastou as mãos pelo rosto e se afastou de nós, sentando-se no tronco ao lado de Jess, que se levantou e correu até Will.
– Oi Will, Quem é ela? — Perguntou ela apontando para mim. Embora estejamos todos preocupados e apavorados, ela me parecia calma e animada. Realmente não conseguia entender essa Jessika. — É a Gwen?
– Sim. — Ele afirmou com a cabeça. — Gwen, essa é a Jessika. Certamente você já viu ela. — Will suspirou, acomodando as mãos nos bolsos.
– Ok. Bom, vamos andar e procurar os outros antes que algo aconteça. — Jess tomou a iniciativa. — Gwen, Will, Riley e Dimitri. — Ditou nossos nomes com animação. — Vamos logo. Temos que ver se achamos mais alguém. — Ela insistiu.
Todos concordamos e começamos a andar pelo meio da floresta. Os animais corriam assustados e alguns levavam suas crias na boca. Meus passos eram lentos e eu estava ficando para trás. Me apressei em alcançá-los e acabei tombando nas costas de Riley, que se virou achando graça.
– Ei. — Jess nos chamou. — Encontrei mais algumas pessoas.
Andamos apressados até a clareira até onde ela indicou e logo encontramos mais três garotas. As três eram muito bonitas. Duas tinham os cabelos castanhos e uma em um tom castanho avermelhado, ela era asiática.
– Will! — Elas anunciaram alegres. Qual é; sei que Will é popular, mas não sabia que todas as garotas de uma hora para a outra o adoravam.
– Charlie, Zoé, Sam! — Ele disse alegre ao vê-las.
Ouvi novamente o barulho daquela máquina e segundos depois a árvore ao meu lado desabou. Caí no chão juntamente com ela e senti uma dor profunda na minha perna. Meus olhos percorreram meu corpo até observar um tronco levemente fincado em minha panturrilha e dela escorria um líquido vermelho e vívido. Gritei de dor. Se a árvore não tivesse sido arrancada, aquele tronco teria passado por meu corpo como se eu não estivesse ali.
– O que é isso?!– Gritei desesperada. Nem sequer sabia o que era aquele líquido que nem ao menos cheirava bem. Tudo estava desabando. Se era pra eu morrer, eu acho que provavelmente era agora.
Notas finais
Xoxo
~Candy
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