Se não fosse por você... Rufy
2 Capítulo 2 Acasos
Notas iniciais
Acordei com meu despertador de cogumelo fazendo seu enjoativo “pi pi pi” ( que me lembrava o choro do Chaves), estiquei minha mão mais próxima e deliguei, infelizmente eu havia me precavido de mim mesma e pus um toque extra, após cinco minutos ele tocou de novou, fiz um esforço e me sentei na cama. Olhei para meu cogumelo que marcava 6h05 da manhã e murmurei um “Estraga prazeres”.
Na tela do meu celular tinham 3 mensagens, peguei-o e comecei a ler.
A primeira mensagem dizia:
“Parabéns! Você acaba de ganhar um cupom para um carro zero, novinho em folha! Para concorrer basta ligar para *** e torcer!”.
— Não obrigada, próximo.
A segunda :
“Oi meu amor, como vão as coisas por aí?
Nós estamos com muitas saudades de você! O trabalho é bom? Está comendo direito?
Espero que esteja bem, sabe que sempre pode contar conosco!
Beijos mamãe e companhia!
Obs.: Seu avô esta aprendendo a usar o whatsapp, colocamos ele no grupo da família,você não imagina a vergonha que passamos quando ele escreveu “genitais” quando queria dizer “gentis” e mandou uma foto que meu Deus do céu, melhor nem comentar.”
— Ah, que saudades. Fazem 3 meses que me mudei para morar sozinha, infelizmente não tive tempo para visita-los.
Olhei para os potes de miojo na lixeira e fiz uma careta, não podia dizer que só comia bobagens a minha mãe se não ela viria pessoalmente me trazer vários potes de comida.
Segui para terceira e última mensagem:
“Bom dia flor! Espero que tenha tido uma boa noite de sono!
Estou só mandando essa mensagem para dizer que você pode chegar mais tarde, a loja só ia abrir de tarde por causa da tempestade de ontem vou ter que tirar a água que empoçou e secar os equipamentos. Eu e Gabriel damos conta de tudo, pode deixar conosco!
Ah! Quando estiver vindo, pode me trazer aqueles brownies caseiros? Obrigada!
Obs.: Sua entrada é as 11h, você vai passear com os cachorros ( então melhor trazer o equipamento de proteção, cotoveleira, caneleira, capacete e luvas haha ).
Abraços,
Tamy!”.
Depois de ler e responder as mensagens, já estava sem nenhum pingo de sono. E me conhecendo, voltar a dormir significava que iria me atrasar então fui até a janela espiar como estava o tempo.
Fiquei surpresa ao ver um belo céu azul vívido e algumas nuvens brancas, abri os braços sentindo aquele solzinho fraco e morninho.
— Bom, hora da faxina! São 6h35, então até as 9:h eu tenho que terminar. Mãos na massa, baby!
Após concluir tudo dentro do prazo, tomei um banho estilo Frozen, me arrumei, dessa vez me certifiquei que não esqueci nada e saí. No caminho parei na padaria “Pão é massa”, comprei os brownies de Tamy dois pães doces e tomei meu ônibus.
—-
— Oi Tamy! Hey Gabriel! Bom dia! Hoje o dia está bem diferente de ontem, não é? – e sorri.
— Oi flor! Sim! Esse tempo maluco, “tempestade e sol”, a gente tem que andar com guarda chuvas e lencinhos porque a previsão do tempo nunca acerta.
— E ai, Bela Adormecida? Tudo bem?
— Muito engraçado Gabriel, tudo. E aí Tamy, o que tem para mim hoje?
Ela me olhou com os olhos de “tadinha, hoje não vai sobrar nem o dedo mindinho”.
— Bom, estamos precisando levar esses meninos e meninas para passearem. – e deu um sorriso amarelo me apontando os cinco pares de olhinhos brilhantes que me fitavam.
— H-hum, é agora que eu pego aqueles equipamentos que você me disse na mensagem? Porque eu não trouxe o capacete. — todos riram.
Eu levaria para passear Theodore um labrador retriever, Leslie uma Boiadeiro Bernês, Einstein uma dálmata, Lala uma pincher e Sara uma Samoieda. Fiquei com pena de Lala, era a menorzinha e a que mais parecia à vontade. Coloquei as coleiras e as travas de segurança em cada um, em seguida prendi bem firme as coleiras nas mãos que não boba nem nada, já catei as luvas para não me machucar.
Gabriel abriu a porta e eu podia ver em seu rosto a vontade enorme de rir da minha cara, mas ignorei.
Quando estava chegando perto do parque os cachorros correram cada um para uma direção diferente, o que me fez quase cair e perder o equilíbrio. Fui arrastada por tudo quanto é lado, até que eu o vi de novo. O pelo reluzindo ao raios solares, o olhar azul e fixados na minha direção, isso me deu um susto e quando eu vi ele se lançara em direção á Sara que parecia mais interessada na borboleta do que nele próprio.
— Calma gente, só tem uma Aurora para cada um de vocês. Oi, cadê seu dono? – Olhei a volta quando avistei um rapaz com os cabelos desalinhados, o casaco empapado de suor e quase sem fôlego se aproximando.
— Me...Me... Desculpa. – disse quando se aproximou, colocou as mãos no joelho e tentava se recuperar da longa corrida.
— Ah, sem problemas. Eu sei como é. – e dei uma olhada nos cachorros. Ele sorriu.
— Rufy, quando você vai aprender a me obedecer, hein amigão? Opa, agora eu entendi tudo, ela é um bom partido. – e acariciou a cabeça do cachorro.
— Ah, então seu nome é Rufy, prazer. – e levantei a mão, esperando que ele fosse me deixar no vácuo, mas não ele pôs sua patinha sobre meus dedos e tirou.
— Wow, como você fez isso? Ele nunca me obedece e a maioria das vezes eu sempre acabo correndo atrás dele.
— Sorte?
— Meu nome é Rafael, prazer.
— Aurora, o prazer é todo meu.
— Seu nome é muito bonito e diferente.
— Obrigada. Bom tenho que levar essas crianças de volta. – Quando estava na metade do caminho Rufy correu e pulou em cima de mim, conclusão caí que nem pudim e todos os cachorros pularam também. Rafael pediu 900 desculpas e parecia envergonhado, eu só conseguia rir.
— Bom, amanhã posso levar Rufy para seu pet shop, sabe não são todos que dão conta dele. Você traz sempre os cachorros para passear aqui?
— Sim, gosto de pensar que entrar em contado com a natureza seja bom para eles.
— Então amanhã eu te pago um café, como pedido de desculpas sobre o que Rufy fez.
— Não precisa, sério. Já estou acostumada. Bom então vou indo, até mais Rafael.
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