Scrownner-Field
7 Não Estamos Sozinhos...
Notas iniciais
– Cory? – Gritou ela desesperada, agachando-se e mexendo nas mãos do rapaz, que parecia não ter qualquer reação. Estava imóvel. – Cory, o que houve?
O sangue continuava a escorrer pelo piso. Olhando na poça, Cindy se arrepiou quando viu alguém todo encapuzado descendo as escadarias, atrás dela, com uma enorme marreta nas mãos.
– O quê? – Se virou bem a tempo de esquivar sem querer de um golpe.
Ela caiu lateralmente no chão e se afastou, levantando rapidamente e saindo correndo e gritando. Chegou até a porta do shopping e girou a maçaneta, mas ela estava trancada. Pelo reflexo, viu novamente o homem tentando lhe dar uma marretada, mas conseguiu sair de lado e o golpe atingiu a porta e a destruiu.
– AHHH!
Cindy voltou em direção contrária, gritando. Não tinha qualquer outra saída por baixo, então subiu as escadas para o segundo andar. Não tinha saídas de emergência, era tudo preso e fechado. Se escondeu rapidamente atrás de uma bancada branca e ficou olhando para a escadaria.
O homem encapuzado chegou no andar, correndo e pronto para martelar alguém. Viu em volta e não percebeu onde a moça estava escondida, então começou a caçar. Depois de alguns passos, ele sumiu da vista da morena, que ficou confiante e preocupada.
De repente, “Scrack”. A marreta bateu e destruiu toda a bancada ao lado de Cindy, que saiu correndo e gritando de volta para a escada. Chegou no piso inferior e não sabia por onde ir, então tratou de se esconder entre as roupas nos cabides.
Ela se descuidou e caiu para trás, entrando de vez numa escuridão atrás das roupas que a impediam de ver a loja. Murmurando em choro, se levantou outra vez e aproximou lentamente o rosto dos tecidos, tentando olhar do outro lado. Mas antes que chegasse a ver, um pedaço de cabide atingiu-a na testa e atravessou seu crânio.
Ela caiu morta.
*******
A noite chegou. O relógio de Ramsey apitou nas 7 horas (19hs), o tirando de um estado de sono em que se encontrava sentado na areia.
– O quê? – Ele olhou em volta, assustado, e viu que Tyler vinha em sua direção, todo molhado. Limpou a roupa e levantou-se com dificuldade, pois suas pernas estavam dormentes. – Cadê os outros?
– Até que enfim acordou, né. – Tyler sorriu, cravando a prancha na areia. – Não sei. Acabei de sair da água, estou todo quebrado por dentro.
– Será que ainda estão pra lá? – Ramsey olhou na direção da cidade, onde se via apenas a topa de algumas casas e a colina de areia com dificuldade.
– É estranho, né? – O moreno assentiu, se enxugando com uma toalha. – É noite, então as lâmpadas da cidade já deviam ter sido acendidas. Mas parece que ainda não...
– Estou com um pé atrás com essa cidade... Onde já se viu? Não tem pessoas na praia, não tem luz e a estrada é interditada. Que lugar estranho!
Os dois se viraram e olharam para a cabana, onde algumas luzes estavam acesas.
– Vamos lá. – Tyler chamou. – Depois que eu tomar um banho, vou com você procurar os outros.
– Tudo bem... Quem sabe eles já não chegaram pela porta dos fundos?
Os amigos foram para a cabana. Chegaram na varanda e o moreno entrou diretamente na porta, enquanto o loiro deu uma última olhada para trás e viu apenas a escuridão.
– Onde vocês estão Cory, Cindy, Terrence? – Sussurrou ao vento.
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