Scrownner-Field
8 A casa, os moradores...
Notas iniciais
Distantemente dos amigos, Terrence ainda caminhava pela areia da praia. Ele percebia que as ondas estavam ficando mais altas, também a noite estava chegando, mas a lua iluminava muito.
– Não sei onde eu tô... – Murmurou sozinho, olhando em volta. – Mas as luzes da cidade não deveriam estar acesas?
Continuando a andar, ele viu o fim da areia, onde a água se encontrava com um barranco. Andou até a beira e observou uma casa com as luzes acesas, abaixo de uma pequena colina de areia.
– É a primeira casa com vida que vejo por aqui.
Desceu o morro apressado e bisbilhotou da janela da casa, vendo um lugar bem antigo, com móveis antigos e poeira por todos os lados. Escondido, viu um homem todo de preto, alto e com os cabelos cobrindo o rosto, passar pelo corredor da casa e abrir uma cela.
Gritos agudos foram ouvidos, latidos e rangidos, e mais eco de gritos de desespero.
– O que tá acontecendo ali? – Sussurrou para si mesmo. – Parece até... a voz... do Cory...
Novamente os gritos voltaram. Eram agoniantes e vinham de um cômodo que servia de porão da casa.
– Eu preciso avisar os outros... – Terrence se virou e saiu correndo dali.
*******
Preso por correntes nos braços e nas pernas, Cory estava gritando desesperadamente numa cela enquanto via o corpo de Cindy, morto e deformado, ser puxado por alguma coisa para uma escuridão.
– Me ajudem! Me tira daqui!
O homem alto e vestido de preto chegou por uma escadaria. Cory começou a gritar por ajuda, estava com a testa sangrando devido a uma marretada que levou, mas estava desesperado.
– Me tira daqui!
O homem apenas abriu a cela e andou até a escuridão, onde estava a fera, desprezando os gritos do rapaz.
O som de ossos quebrando, carne rasgando e órgãos explodindo foram ouvidos, mas logo se silenciaram quando “a fera” começou a rugir docilmente. Cory queria ver o que era o bicho, mas não conseguia devido a escuridão.
– Socorro! – Gritou. – Alguém me ajuda!
– Shhh... – O homem de preto fez sinal de silêncio. Ele saiu da escuridão, com uma corrente nas mãos. Estava “passeando com a fera”.
– Mas... O quê? – Cory se espantou ao ver o que era o bicho, seu tamanho. Era horripilante a criatura que estava com a bocha ainda suja do sangue de Cindy.
– Pega! – O homem soltou a corrente e o bicho “voou” contra Cory.
– Não! – Ele ainda conseguiu gritar.
Com apenas um bote, o animal arrancou a cabeça de Cory do resto do corpo. Suas presas afiadas mastigaram e destruíram a face logo, logo, e começaram o resto do corpo.
*******
Na cabana alugada, os quatro já tinham jantado alguns hambúrgueres. Jim havia subido para o andar superior, pra escolher um quarto e dormir um pouco. Os outros três continuaram sentados.
– Aconteceu alguma coisa... – Ramsey quebrou o silêncio. – Eles estão demorando demais...
– Não, calma. – Jenna assentiu. – Talvez estejam... Sei lá, a caminho.
– O que não faz sentido é esse lugar. – Tyler disse. – Não estamos no Rio de Janeiro e nem perto, não tem gente na praia e parece que também não tem gente alguma sem sermos nós.
Ramsey se levantou da mesa e foi até sua bolsa, pegando uma lanterna.
– Acho que já está na hora de irmos àquela cidade. Precisamos procurar o Cory, a Cindy e o Terrence.
– Vou com você, mano. – Indagou Tyler, levantando da mesa.
– Também vou. – Jenna foi até sua bolsa e pegou outra lanterna. – Mas vamos deixar o Jim sozinho aqui?
– Ele está dormindo, tá cansado. – Ramsey explicou. – Além do mais, não tem ninguém além da gente aqui. Vai ficar dormindo até a gente voltar, ou até amanhã.
– Então vamos.
Jenna abriu a porta da cabana e saiu. Os rapazes seguiram, fechando a porta de novo. Foram apenas alguns minutos e... Jim já estava completamente sozinho nos arredores da cabana... Mas ele não era a única presença ali...
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