Scrownner-Field
12 À Busca...
Notas iniciais
Jenna e Tyler enfim tinham acabado de subir o monte de areia. Ficaram boquiabertos quando viram todo o município debaixo de uma tremenda escuridão, a única luz presente era da lanterna de a moça levava.
– Isso é brincadeira, né? – Tyler perguntou pausadamente.
– Eu... Eu não sei.
Os dois continuaram observando, mas sequer aconteceu um movimento pelas ruas escuras.
– Que tipo de cidade é esse? – O moreno estava atônito. – Pensei que não existissem mais cidades-fantasmas.
Jenna viu uma placa de madeira a alguns metros e bateu a lanterna, deixando visível o nome: “Scrownner-Field”.
– A gente vai ter que ir ver... – A pálida disse. – A Cindy e o Cory estão em algum lugar por aqui. Me disseram que viriam ao shopping, então vamos ter que caçá-los.
Sem sequer outra pergunta, começaram a andar rumo à rua central da cidade, que a cortava em linha reta e separava as vendas do lado esquerdo, das do lado direito. Nenhum som vinha das casas, apenas o barulho do “vento” que movia as portas de um lado para o outro.
– Cindy! – Jenna começou a gritar. – Cory... Cadê vocês?
– Tem alguém aí? – Tyler também.
*******
Imóveis, Terrence e Ramsey ficaram ouvindo os passos. Eram muitos. Praticamente tinham 3 ou mais pessoas.
– A gente vai morrer... – Terrence cochichou.
O loiro, que estava pensativo, olhou em volta e viu uma janela acima de uma estante. Era de vidro, mas estava quebrada.
– Não vamos não. – Respondeu mostrando a janela. – Podemos sair por ela.
Os passos continuavam. Os indivíduos abriram o portão, que causou um grande gemido, e começaram a descer as escadarias.
Ramsey pegou uma mesa e a pôs perante a estante. Subiu sobre ela, sendo firmado por Terrence, e passou para a estante de madeira, que emitiu ruídos. Colocou as mãos para o lado de fora da janela e puxou o restante do corpo. Com dificuldade, conseguiu. Caiu do lado de fora e se apressou logo para ajudar o amigo.
– Por favor... Eu não quero morrer... – Terrence causava chios de medo.
Os passos acabaram, os indivíduos tinham chegado no piso abaixo. Outra vez um portão de grades foi aberto, ainda estava tudo escuro.
O negro estava tremendo sobre a mesa, que ringia com seu peso. Debruçou-se sobre a estante de madeira, que também ringiu, porém muito mais alto que o normal.
De uma vez, dois indivíduos botaram a porta do cômodo abaixo. Terrence viu apenas os dois vultos: Um de um ser humano, o outro de alguma coisa de quatro patas.
– Me ajuda, Ramsey! – Ele gritou, e o loiro o puxou para o lado de fora.
Seu peso era muito, a estante se quebrou, mas ele ficou firme no buraco. Ramsey tentava puxá-lo, mas ele estava garrado. Terrence sentiu algo morder fortemente um de seus pés, também pôde ouvir alguém enlaminando uma faca.
– Socorro!
– Vem logo! – Ramsey fez força e deu um puxão para trás. O amigo saiu para o outro lado.
Os dois caíram numa pequena colina de areia, mas pararam e se levantaram depressa.
– Está bem?
– Meu pé... Alguma coisa mordeu. – Terrence viu, mesmo no escuro, que grandes porções de sangue escorriam de uma fenda no seu tornozelo esquerdo.
– Venha. – O amigo ajudou-o com o ombro. – A gente tem que sair daqui e avisar os outros.
Os dois terminaram de subir novamente e voltaram para a areia, saindo correndo. De dentro da cabana, o individuo humano apenas assoviou algumas vezes, foi o suficiente para o animal sair correndo, farejando os fujões. Ele também, por sua vez, pegou uma grande picareta e foi atrás.
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