Scrownner-Field
13 Perdidos ou Perseguidos?
Notas iniciais
Na cidade, Jenna e Tyler ainda andavam a procura de alguém, mas parecia estar realmente extinta de seres humanos. Já estavam cansados de gritar por nomes, por ajuda ou por alguém, mas ninguém respondia nada.
– Que droga! – Jenna parou. – Por que será que não tem ninguém aqui? Pra onde essas pessoas foram? Como foram? Cadê nossos amigos?
– O difícil e responder... – Tyler passou os olhos pelo ambiente e viu uma igreja bem à frente. Parecia ter um brilho nela, e as portas estavam abertas. – Ali!
O rapaz foi correndo, apontando o dedo, e emitindo um sorriso. Jenna continuou parada, apenas o vendo.
– Parece que tem alguém no culto. – O moreno disse. – Talvez saiba onde estão nossos amigos ou podem ser eles mesmos.
– Vou ficar esperando aqui, caso apareçam de algum lugar.
Concordando, Tyler subiu apressadamente as escadarias do lado de fora da igreja e entrou pela porta aberta, parando de correr.
Suspirante, Jenna se viu sozinha no meio da rua deserta e escura, pelo menos estava com a lanterna. Curiosa, começou a iluminar as lojas ao lado, e foi quando viu o nome “Shopping” estampado na frente de uma loja de dois andares.
– Achei... – Ela foi apressadamente até a porta e viu que a vidraça estava quebrada. Ainda olhando de fora, viu o que parecia ter um brilho especial vindo do segundo andar da loja, então resolveu entrar. – Cindy, Cory, estão aqui?
*******
Ramsey estava correndo o máximo que podia. Ele segurava e ajudava Terrence a correr também, mas este murmurava de dor por seu tornozelo parecer quebrado. O sangue que pingava no lugar mordido ia mostrando o caminho dos dois para o animal, que vinha rugindo atrás deles.
– Droga... Ele tá chegando perto. – Ramsey reclamou.
– A gente vai morrer, vai morrer. – Terrence dizia.
Por um breve momento, o negro desviou o olhar da estrada pra olhar as ondas do mar, que eram lindas naquele céu escuro e com o brilho da lua. Então, batendo os pés em um galho, soltou-se das mãos de Ramsey e caiu no chão.
– Não! – Ramsey parou mais a frente.
O bicho rapidamente apanhou Terrence, que gritava caído, e começou a rasgar sua calça e roer seus pés com suas grandes garras. O rapaz tentava chutar o animal, mas ele era grande, forte e estava com cede de sangue.
– Socorro!
Ramsey estava desesperado, não sabia o que fazer. Não podia deixar o amigo naquele estado, morrendo aos poucos. Foi então que, ao ver um galho de ponta afiada, pegou-o e foi correndo até o bicho.
– Morre desgraçado! – Gritou, espetando as costas do animal com a ponta da estaca, mas tudo que conseguiu foi trazer a atenção dele para si.
O “monstro” voou em Ramsey, o jogando no chão e começando a mordê-lo e rasgar sua camisa. Preparou um bote para arrancar a cabeça do garoto, e no mesmo instante o loiro viu a vara que tinha acertado o animal no chão, ao seu lado.
– Ramsey, cuidado! – Terrence só gritava, pois não conseguia levantar-se com seu pé.
O animal pulou com a boca na cabeça de Ramsey e, no mesmo momento, Ramsey firmou a estaca na frente da sua cabeça. Com a boca aberta, o ser engoliu a estaca, que atravessou sua garganta e apontou na nuca. Murmurando em latidos, caiu para trás, saindo de cima do loiro.
– Pronto! – Ele se levantou, ainda assustado.
– Você... matou isso? – Terrence falou confuso.
– Era um cachorro. – Ramsey. – O desgraçado tava enorme de tantas pessoas que comeu.
Ajudando o outro a se levantar, os dois dirigiram-se o mais depressa possível para a cabana que alugaram.
– Não vamos atrás da Jenna e dos outros?
– Temos que pegar o Jim primeiro, Terrence. Ele tá sozinho na cabana e aquela coisa tá presa no porão, louca pra sair e se juntar ao irmão assassino.
Os dois já estavam longe quando o homem pálido, Vincent, chegou até o animal. Ele ficou sem reação ao chutar o bicho e percebê-lo imóvel, estava morto. Deu um grito de ódio, de fúria. Pegou o galho a qual mataram o cachorro, também pegou sua picareta no chão. O terror agora ia piorar muito mais...
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