Scorose- I Will Love You
4 Wtf?!
Notas iniciais

Eu estava divagando pelo castelo, pensando em meu dilema atual: Contar da minha nova descoberta aos meninos ou não? Eu só tinha dois mapas porque o Al me emprestou o dele, mas essa sala é o único lugar que eu poderia me enfiar e ninguém me encontraria.
Meus pensamentos foram atrapalhados no momento em que eu, como a atrapalhada que sou, tropeço no degrau da escada e chego perto de beijar o chão bonito, porém braços fortes passam pela minha cintura, me re-estabilizando. Quando recuperei totalmente o equilíbrio, virei-me para olhar a pessoa que me salvou de um corte na boca ou algo pior. Deparei-me com dois olhos azul-tempestuosos me encarando. Ele ainda estava com os braços em minha cintura. Nossos rostos estavam a uma distância perigosamente curta.
Ele olhava fixamente para meus olhos e eu não conseguia desviar os meus. Scorpius passou a encarar minha boca. Eu continuava olhando seus olhos. Minha cabeça tinha simplesmente bugado, travado, pifado. Porém, voltei ao normal quando ele começou a diminuir a distância entre nossas bocas. Dei-lhe um tapa na cara e afastei-me.
– Querido, você acha mesmo que eu sou assim tão fácil de conquistar? Tenha dó! Meu primo é Albus Severus Potter! Eu sou imune aos galinhas! — gargalhei da expressão incrédula dele. Podiam ser meus melhores amigos, mais Albus e Nick eram os maiores galinhas de Hogwarts, e Scorpius não era exceção. Só não era meu amigo.
– Você ainda será minha. — ele fala. Eu dou uma gargalhada, como a das bruxas dos filmes trouxas e saio andando. Uma resposta verbal não era necessária.
Fui andando calmamente até a biblioteca. Eu já tinha decorado o caminho. Se prestasse atenção, era só seguir umas marquinhas em forma de "M"que tinham no chão. Abri a sala com a senha do Beco e entrei. Coloquei minha mochila em um canto e fui até a bancada de mármore. Eu já disse o quanto eu gosto dessa sala? Minha cor favorita era preto, e era a cor predominante naquele cômodo. As tochas lançavam uma luz azulada no local, dando certa frieza. Meus cabelos podem ser da cor do fogo, mais eu, na verdade, sou fria como uma pedra de gelo. Irônico, eu sei.
Murmurei um "chocolate quente" e bati com a varinha na bancada de mármore negro. Depois de alguns segundos, uma caneca fumegante apareceu. Peguei-a, alcancei um livro em minha mochila e sentei-me no sofá.
... ...
Já eram umas 22:30 da noite. Provavelmente os monitores estavam em ronda, e, por isso, para voltar para o meu salão comunal, teria que usar o mapa. Fui até a minha mochila e abri o livro de DCAT. Cadê aquela porra? Virei meus materiais de cabeça para baixo, mais não estava lá. Comecei a pensar: onde eu posso ter perdido os mapas? Claro! Malfoy! Quando eu trombei com ele eu estava com o livro de poções na mão! Maldito! Maldito²! Argh! E minha vontade de matar a Doninha Albina Jr. só aumenta!
Bufei. Guardei todo o meu material e levantei-me. Era muito arriscado sair agora, e eu não queria levar uma detenção ou perder pontos para a minha casa. Nós estávamos dez pontos á frente da Grifinória, e tínhamos um jogo contra a mesma depois de amanhã! Não podia me dar ao luxo de ser pega, mais precisava voltar para o meu dormitório. Sentei-me no sofá, minha cabeça trabalhando a mil, até que, do nada, a porta se abre. Pulo com o susto e saco minha varinha, instintivamente. Tudo o que vejo é uma varinha flutuante. A Capa da Invisibilidade.
– Albus? — A varinha se meche para a frente e, quando eu estou pronta para pensar em algum feitiço (sim, eu sou ótima em feitiços mudos) a cabeça e o corpo de uma criatura muito pálida aparecem. — Ahm. Você. — falo, com desprezo e desânimo na voz.- Como encontrou essa sala?
– Eu já conhecia esse lugar e sabia que não pode ser rastreado pelo Mapa do Maroto. Quando o Albus e o Nicholas quase surtaram por não te achar em lugar nenhum, deduzi que você tinha encontrado essa sala. Peguei a capa escondido e vim. Meu palpite estava certo. Eu bem que notei que tinha um cheiro diferente aqui ultimamente. E, falando nisso, você tem que cuidar mais com os mapas. — ele me entrega o mapa de Lupin. Mas não está mais junto com o de Albus. Olho-o interrogativamente [N/A: isso existe?]- Devolvi pro Al.
Assinto.
– Como você achou esse lugar? — pergunto. Eu estava curiosa demais, tanto que resolvi deixar o ódio de lado por um tempinho.
– Tenho meus contatos — ele fala em seu tom arrogante, que eu tanto odeio.
– Hum... Eu te ofereceria comida, mais não me importo com você e, pelo que vi, já conhece o ambiente. — falo, quando ele vai em direção à bancada.
– Exatamente. — ele bate com a varinha no mármore e duas canecas aparecem.- Chá? — assinto e vou até ele. Pego minha caneca e sento-me em uma das poltronas. ele se esparrama no sofá.- E você, pequena Weasley? Como descobriu essa sala?
– No dia em que eu fui comparar os mapas eles se fundiram e eu vi que tinha uma sala que eu nunca tinha visto. Vim aqui no outro dia e encontrei isso. — fiz um movimento com os braços, apontando para o meu redor.
– Certo. E por que não saiu correndo pra contar as novidades pro Potter e pro Zabini? — ele pergunta.
– Pergunto o mesmo. Se você diz que conhece esse lugar a bastante tempo, porque não contou?- devolvo na mesma moeda.
– Esse é o único lugar de Hogwarts que o Al não pode me rastrear. Quando eu quero ficar sozinho é só vir pra cá.
– Foi por isso que eu não contei. Exatamente o mesmo motivo.- era estranho falar tão civilizadamente com ele depois te todo o ódio que passamos por tanto tempo. Mas era um estranho bom, e não ruim.
– O papo está bom, mais já está tarde e tem aula amanhã. Vamos? — ele pergunta, pegando as duas mochilas e a Capa.
– Vou ter que dividir o espaço com você? — pergunto, fazendo uma careta.
– Se não quiser ser pega por nenhum monitor... E essa é a hora da patrulha do Hugo e da Lily. Vai dar mesmo esse gostinho pra eles? – ele tinha um sorriso presunçoso no rosto, porém era arriscado demais, querendo ou não. Fui ao seu encontro e já estava com a mão em cima da alça da minha mochila quando ele descia.- Eu levo. Só pega o mapa. — fiz o que ele mandou e fomos. Realmente, no meio do caminho, nos deparamos com o meu irmão e com a minha prima. Eles estavam conversando sobre Transfuguração, acho. Quando chegamos ao salão comunal, saí de baixo da Capa e peguei minha mochila de sua mão. Não cumprimentei- nem agradeci, simplesmente subi para o meu dormitório. Coração de gelo modo On.
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