Notas iniciais
VOLTEI, e acho que esse é o meu recorde de postagens em um dia... Espero que gostem, e COMENTEM! W.S.

Acordei com uma puta dor de cabeça. Merda. Essa era a terceira vez essa semana que isso acontecia. Levantei-me lentamente, fiz minha higiene matinal, coloquei meu uniforme da Sonserina, peguei meu material e saí do dormitório.

Passei pelo Salão Comunal sem olhar para os lados. Ouvi a voz de Nicholas me chamar, mais a minha dor de cabeça era mais importante. Fui direto para a enfermaria. Quando entrei, Madame Ponfrey nem precisou me perguntar o que aconteceu e já entregou-me um vidrinho com uma poção negra.

– Um gole agora. Se voltar a atacar, tome mais um gole. Fique com este frasquinho, não precisa ficar dando voltas e mais voltas. — virei-me e saí andando. Fui direto para o Salão Principal. Entrei e passei os olhos pelas mesas. Hugo, Lily e os outros parentes estavam conversando entre si. Fiquei encarando-os até que a voz de Albus passa por cima de todas as outras no salão.

– ROSE! — olho para a mesa da Sonserina, onde ele abana as mãos freneticamente. Todos os alunos estão assistindo a cena calados. Meu orgulho é grande demais para me permitir corar ou demonstrar vergonha. Levanto o nariz e marcho de cabeça erguida e de modo astuto até o lugar onde meus amigos e Scorpius estão sentados.

– O que foi, peste? — pergunto, em um tom que só Nick, que estava ao meu lado, Albus, sentado em minha frente e Scorpius, ao lado de Al, pudessem ouvir. As pessoas esticam os pescoços para poderem ouvir. — NINGUÉM TEM NADA PRA FAZER ALÉM DE FICAR BISBILHOTANDO, NÃO? — pergunto, em tom calmo, e de um jeito que todos no salão pudessem ouvir. Todos automaticamente voltam aos seus assunto. Sabem que devem temer meu tom calmo em momentos como esse.

– Você não respondeu o Nick quando saiu do Salão Comunal e não voltou até agora, meia hora depois!- ele fala.

– Tinha que devolver o livro na biblioteca. — falo, começando a comer. Eu tinha esquecido de tomar a poção. Merda. Olhei para os meninos. Os três estavam concentrados em suas comidas. Peguei o frasquinho m um dos bolsos internos das vestes e bebi um gole discretamente, guardando-o logo em seguida. Olhei para os lados. Ninguém reparou. Perfeito. O efeito foi instantâneo. Não parecia mais que haviam martelos batucando em minha cabeça.

... ...

As aulas ocorreram normalmente. Tirei nota máxima em DCAT e acertei a poção que o Slughorn pediu para que fizéssemos. Nada fora do comum. Quando todas as aulas acabaram, eu fui direto para a Sala dos Marotos. Isso já virou rotina. Eu não precisava mais do mapa para me guiar, nem para checar se estavam me seguindo ou me vendo, porque aquela parte da biblioteca era totalmente desutilizada. Quando abri a porta, não me assustei com o fato de Malfoy estar sentado no sofá. O que realmente eu estranhei é que ele estava lendo um livro muito grosso e visivelmente bem velho.

– Que livro é esse? — pergunto. Quando o assunto são livros eu não consigo me controlar. Malfoy me encara, possivelmente porque eu não usei um tom irônico, bravo nem nada, apenas a minha voz normal.

– Segredos das Artes Mais Tenebrosas. — minha boca provavelmente se abriu em um perfeito e cômico "O", porque Malfoy riu. RIU NA MINHA CARA! POR CAUSA DA MINHA CARA!! Por mais estranho que pareça, eu não senti raiva e só ri com ele. Depois de um tempo, quando consegui parar, perguntei, ainda estupefata.

– O mesmo que a minha mãe pegou do escritório de Dumbledore? Que ela leu pra pesquisar sobre Horcruxes? Não ouse mentir eu sou uma ótima Legitimen. -ameaço.

– E eu sou um ótimo Oclumente, então estamos quites. Enfim, não é exatamente o mesmo, o da sua mãe eu não sei onde está, mais esse é uma cópia exata. Esta na minha família desde os tempos do meu tataravô. Ele fala muita coisa sobre as Artes das Trevas.

– Por favor, me deixa ler. — as palavras fogem da minha boca sem eu conseguir me conter. Eu acabei de pedir por favor ao Malfoy. O cara que eu mais odeio.

– Ora, a Rose pedindo por favor? Essa é nova. Mais tudo bem. Eu comecei agora, e ele está escrito em runas. Preciso de um pouco de ajuda. Senta. — ele dá algumas batidinhas ao seu lado no sofá, mais eu passo reto e vou direto para a estante. Pego a varinha, bato-a na madeira e murmuro algumas palavras. Pego o livro que apareceu e sento-me ao lado de Malfoy.

– Silabário de Spellman. Ajuda bastante nesse caso. Vamos começar logo. Pego o livro de sua mão e juntos começamos a traduzir.

Você, se conhecer a história do Trio de Ouro, deve estar pensando: "mais esse livro não é aquele que contém tudo sobre magia das Trevas e provavelmente ensinou muito do que até Voldemort sabe?"

Sim. É exatamente esse livro. Eu sempre achei as Artes das Trevas cativantes, e sempre quis ser uma auror, afinal, nem todos os Comensais foram pegos ainda. E conhecer sua melhor arma ajuda muito.

... ...

Passamos um bom tempo lendo aquele livro. Eu descobri várias coisas sobre Horcruxes, as Maldições Imperdoáveis e objetos amaldiçoados. Foi realmente esclarecedor. Eram umas três da manhã quando paramos.

Tenho que admitir que Malfoy me ajudou e não foi um peso morto como eu imaginava que seria. Ele sabia as runas que eu não me lembrava e eu as que ele não reconhecia. O livro foi se desvendando aos poucos, mais avançamos bastante para uma noite.

Saímos usando a capa, que, mais uma vez estava com ele. No caminho, tive uma surpresa muito engraçada. Meu irmão e Lílian Potter estavam se agarrando, ou melhor, se devorando no meio do corredor. Eu tinha que ver a reação do tio Harry, Albus e James quando soubessem. Os Crúcios e Avadas infinitos e o meu irmão correndo e tentando se esquivar. Eu preciso aprender a conjurar pipoca.

Quase estraguei nosso disfarce rindo quando imaginei meu irmão tentando encarar um dos Potters. O mais novo deles, Albus, era dez centímetros mais alto. Seria mais que cômico. Com muito esforço e a mão de Scorpius na minha boca, consegui me conter até chegar no Salão Comunal. Lá eu caí na gargalhada. Scorpius me acompanhou. Minha barriga começou a doer e eu tive de sentar no sofá

– Imagina o que acontece quando um Potter descobre o que meu irmão e a Lily estão fazendo!- disse, entre os soluços.

– Desculpa, mais seu irmão tá morto- diz Malfoy, também tentando parar de rir.

– Se ele morrer eu dou uma festa de uma semana!! — falo. Eu estava com o humor muito bom pra lembrar de ser hostil. Mais era a segunda vez que isso acontecia. Tinha que parar de baixar a guarda. Quando me dei conta disso, fechei a cara, me levantei e saí andando para o meu dormitório. Coloquei meu pijama verde com uma cobra cinza-claro na camisa e dormi rapidamente. Tive um sonho horrível.

Notas finais
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