Scorose- I Will Love You

16 Time to Revenge part 2


Notas iniciais
sem comentários. W.S.

– EXPELIARMUS! — ele berra.

– PROTEGO! — desvio o feitiço. — ENGORGIO- falo, apontando para sua cabeça. Ela incha como um balão.- TARANTALLEGRA! — o corpo, agora muito menor que a cabeça, começa a dançar. A expressão na face de Hugo é de tremendo terror.

– FINITE INCANTATEM! — ele berra, apontando a varinha para a cabeça, com um pouco de dificuldade, já que não consegue controlar os braços muito bem. Seus membros voltam ao normal ele aponta a varinha para mim. A essa hora, já tem um grupo de alunos ao nosso redor. Sua face fica vermelha como um tomate. — FILIPENDO!

– PROTEGO! LEVISCORPUS!- o corpo dele é içado até alguns metros acima do chão e ele fica de cabeça para baixo.- Achou mesmo que eu não ia me vingar pela queda, pequeno irmão? — perguntei, desdenhosa. — Também tem o episodio no Caldeirão Furado... Por pelo menos um momento, realmente passou pela sua cabecinha ingênua que era melhor que eu? Nunca viu as pegadinhas que eu aprontava, como o pântano que nem a McGonnagal conseguiu tirar do corredor, as estátuas ganhando vida do nada, a lula gigante levitando no meio do lago, o fogo Maldito maestralmente controlado, toda a comida da escola escondida na casa dos gritos... Fui EU. Os meninos não participaram dessas. Eu era a aluna poltergeist. — falo, e a boca de todos se abre em perfeito "O". Pra encurtar a história, um dia eu estava farta de ser posta de lado por todos e decidi fazer uma pegadinha sozinha. Conjurei um pântano em um dos corredores do segundo andar que só foi tirado de lá por um funcionário do Ministério um mês depois, porque nem a Minerva conseguiu achar um jeito de tirar. Gostei da sensação de aprontar sozinha e, no meio do NOM'S, conjurei Fogo Maldito em forma de fênix e fiz que ela ficasse voando no ar em cima dos alunos. A última pegadinha que armei sozinha foi no ano passado. Eu peguei toda a comida de Hogwarts e escondi-a na Cada dos Gritos. Tiveram que comer Acariçoba* por dois dias antes de a comida ser reposta. Eu, como sabia onde tudo estava, só fingia que comia e, nas horas livre, escapava para a Casa para pegar da comida decente. O resto ficou com uma diarreia do cacete por causa das plantas.

A essa hora, em vez de um grupinho, havia uma multidão ao nosso redor. Todos me olhavam como se eu fosse a espada de Gryffindor cantando funk. Dei um sorrisinho. Hugo estava de olhos arregalados.

– Meninos, eu acho que já acabei com ele. Agora, se quiserem vingar a sua irmã, por favor, fiquem a vontade. — Albus e James deram um sorrisinho. Abaixei a minha varinha e Hugo caiu no chão. — Mais antes... — transformei-o em um barrete vermelho. Virei-me e saí andando. Parei ao lado do Malfoy e comecei a assistir a cena. Agora, Hugo já tinha sua aparência normal. James lançou-lhe um feitiço e ele caiu para trás. Albus lançou-lhe um Densaugeo, e seus sentes crescem muito. Albus se aproxima dele e lhe dá um soco. Como meu irmão é um panaca fracote, cai já na primeira pancada. James abaixa-se e lhe dá um soco no nariz.

Depois de mais algumas pancadas, Hugo já está encolhido no chão e chorando. Seu nariz provavelmente está quebrado, pela quantidade de sangue que escorre e pelo jeito como está torto. Do nada, chega o professor Snow. Ele é o mais legal da equipe docente dessa escola. Me bajula muito e é muito querido comigo. Ele avalia a situação, depois ajuda Hugo a ir para a Ala Hospitalar.

Virei-me e caminhei calmamente para a sala dos Marotos. Minutos depois, Malfoy entra também e senta-se ao meu lado. Desde o ano novo não tínhamos conversado sobre o que aconteceu, e eu sabia que essa conversa estava próxima de acontecer.

– Er... Rose? — ele fala, inseguro. Eu disse. Viro a cabeça para encará-lo.

– Eu?

– Eu queria falar sobre o que aconteceu... bem... no ano novo. — ele ruboriza.

– O beijo? — falo, como se pouco me importasse e como se aquele não tivesse sido o melhor beijo da minha vida.

– Sim. Como estão as coisas entre a gente agora? — ele pergunta. Dou de ombros.

– A gente já ficou duas vezes sem compromisso. Acho que nossa amizade já está virando uma amizade colorida. — falo, com um sorrisinho de canto. Ele me olha com cara de cú. — A gente pode se pegar a qualquer hora, mais ninguém pode ver o saber. Os dois estão livres pra entrar em um relacionamento na hora que quiser, e, quando isso acontecer, acabou a pegação, porque não quero botar chifres em ninguém. — falo.

– Então é um negócio simplesmente físico? — ele fala. — Sem sentimentos.

– Exatamente. — digo.

– Então tudo bem se eu fizer isso? — ele pergunta, já selando nossos lábios. Ele pede permissão e eu cedo instantaneamente. Coloco as mãos em seus cabelos loiro-platinados e macios como seda e começo a brincar com ele. Scorpius coloca as mãos em minha cintura, distribuindo carinhos. Sento em cima dele e coloco as pernas em sua cintura. Quando o ar falta, ele começa a distribuir beijos no meu pescoço. Arfo. Com as respirações normais novamente, ele volta a atenção para a minha boca.

Ficamos a tarde inteira "ficando" (frase estranha, mais foda-se). Quando eram umas seis da tarde, nos desgrudamos. Eu ajeitei o cabelo e a maquiagem, enquanto ele arrumava o cabelo e tirava o batom do rosto. Quando fico pronta, percebo que ele está no sofá, me olhando com um sorriso bobo no rosto. Sorrio também.

– Te vejo amanhã ás seis, aqui? — pergunto. Ele assenti. Pego a minha mochila e me encaminho para a porta, porém, quando faço o movimento para abri-la, sinto uma mão em meu pulso. Viro-me e dou com a cara no peito do Malfoy. Ele coloca uma mão no meu queixo, levantando-o e sela nossos lábios em um beijo de despedida. Posso senti-lo sorrindo no meio do ato.

– Te vejo amanhã. — ele fala e me solta. Ando pelos corredores de Hogwarts, meio avoada, e bato em alguém sem querer. Caio no chão.

– Porra, olha por onde anda... — parei de falar quando notei que era o Nicholas. — Ah, é tu. — começo a juntar meus materiais.

– Oi pra você também, Rose.

– Eu já te dei oi de manhã. Ah, quer saber? Foda-se. — digo, já me levantando.

– E aqui está o seu prêmio de menina mais educada de Hogwarts. — ele fala, e finge que está me entregando um troféu. Sou uma risadinha sem humor.

– O que te deu? Parece a minha coruja depois de ganhar um rato gordo pro jantar. — falo.

– Sei lá. Acordei feliz hoje. — ele fala. — Ah! Antes que eu me esqueça, você poderia me ajudar em poções? Se eu não tirar um Excede as Expectativas nesse bimestre eu rodo, e eu não quero fazer esse ano de novo. — ele fala, com cara de cachorrinho pidão.

– Vou pensar no seu caso. — falo e saio andando com um sorriso zombeteiro no rosto.

Notas finais
Dicionário Longbotton de herbologia: Acariçoba: Família: Umbelíferas. Descrição: Planta rasteira, com grandes folhas longipecioladas, crespas, peltadas e inflorescência ramosa. Flores esbranquiçadas. Frutos pequeninos, com duas sementes dentro, em forma de cápsula chata. Vegeta nas proximidade da águas. Uso: É aperiente, desobstruente, diurética, emética (em dose elevada), tônica. Das folhas não se faz uso interno, pois são venenosas. Parte usada: Toda a planta. COMENTEM! W.S.