Scorose- I Will Love You

17 Big Fire Snakes. Astie, You Shipp Me With He?


Notas iniciais
W.S.

Acordei com o calor do galeão enfeitiçado em contato com a minha mão, que estava debaixo do travesseiro. Peguei-o rapidamente e li o que estava escrito na borda:

Sala Precisa, em dez minutos, pegadinha.

Levantei-me com pressa, tomei um banho rápido, vesti o uniforme, fiz um coque malfeito no cabelo, separei os materiais e saí correndo. Depois de exatos sete minutos, eu estava em frente à porta da Sala Precisa. Entrei. Scorpius, Nick e Albus estavam sentados em poltronas idênticas às do Salão Comunal da Sonserina. Caminhei até eles e me sentei de frente para Scorpius, do outro lado da mesa- de- centro que separava as poltronas. Virei a cabeça para Albus.

– Qual o plano? – perguntei, animada. Essa seria a primeira pegadinha do ano, e era sempre uma das maiores, por ser a que abre a temporada.

– Todos sabemos que uma certa prima minha, uma Sonserina beem chata – Al fala a palavra “bem” com voz arrastada- lida muito bem com fogomaldito e consegue deixá-lo com formas interessantes... – ele pausa, quando abro um sorriso.

– Tive uma idéia, mas o Doninha precisa me ajudar. – falo, encarando Scorpius. Ele retribui meu sorriso maldoso.

– Duas cobras de fogomaldito andando por cima das cabeças dos alunos. Com cores legais. – ele fala, como se lese os meus pensamentos. – assinto.

– Como assim com cores bem legais? – Nick pergunta.

– Eu descobri uma técnica nova. Posso mudar a cor do fogo. E o Malfoy também sabe. – falo. – Agora acho melhor começarmos a ensaiar, afinal, acho que não ia ser agradável pra McGonnagal explicar pros pais de algum aluno que ele foi morto por fogo maldito no meio do café. – completo.

– Isso. E eu não quero ser levado para Azkaban. Vamos ensaiar. – Scorpius fala, empunhando a varinha. Faço o mesmo. A Sala Precisa vira o salão principal e os alunos são manequins de ferro. – No três. – assinto.- 1, 2, 3.

Meia hora depois, estávamos todos sentados na ponta da mesa da Slytherin.

– Rose, tá na hora. — Albus fala no meu ouvido. Assinto e olho para o Scorpius. Ele pisca para mim. Com as varinhas debaixo da mesa, sussurramos ao mesmo tempo:

– Fiendfyre.

[N/A: Eu não sei como é conjurado esse feitiço, por isso coloquei o nome em inglês mesmo.]

Duas cobras de um fogo alaranjado saíram de nossas varinhas. Fiz a minha rastejar um pouco pelo ar, um metro acima do eu seriam as cabeças dos alunos. A do Scorpius fez a mesma, do outro lado do salão. As pessoas no Salão berraram. Virei a cabeça da minha boa esmeralda para o lado, para que fosse de encontro com a de Scorpius. Ele fez o mesmo com a sua cobra albina. As cobras de fogomaldito levantaram-se e se cruzaram, como se fosse o símbolo da medicina trouxa. Os animais faziam movimentos simétricos, como se fossem um só, mas isso só era possível porque eu e o Malfoy tínhamos uma simetria única.

Os répteis de fogo levantaram as cabeças e cuspiram faíscas que morreram antes de chegar a dois metros acima das cabeças dos estudantes.

A maioria dos alunos estava olhando, fascinada. Não era todo dia que uma coisa dessas acontecia. Sem perder a concentração, fiz minha boa esmeralda se encolher até formar uma forma indistinta. Scorpius fez o mesmo. Juntamos as duas bolas verde e prata. Juntas, com um misto das duas cores, formaram uma mão gigante, que logo mostrou o dedo do meio. A mesa da Slytherin explodiu em gargalhadas. Os lufanos desaprovavam com a cabeça. Os Ravenclaw olhavam sem acreditar, provavelmente se perguntando como alguém que não era da Casa deles estava fazendo um feitiço tão complicado. Na mesa da Griffindor, os meus primos estavam todos encolhidos, com medo de serem queimados. O resto dos "leões" olhava com raiva para o sinal, provavelmente com raiva das cores da Slytherin em uma coisa tão espetacular.

Guardei a minha varinha na mesma hora que o Malfoy. Voltamos a comer como se nada tivesse acontecido. Logo o salão todo estava comentando os últimos acontecimentos.

– WOW! Aquilo foi melhor que o ensaio! — Nick disse, maravilhado. Ele é bem infantil, mais até que é legal.

– Fui eu que fiz, é claro que ficou perfeito.

– Rose, você sabe produzir um Patrono, certo? — Albus me pergunta.

– Óbvio. — digo, sem me importar com o assunto.

– Eu nunca vi. O que ele é?

– Antes era uma cobra, mas agora é um lobo gigante. — fala Scorpius. todos olham para ele. — O Patrono mais estranho que eu á vi. Os olhos são vermelho-sangue. — olho pra ele com cara de interrogação. Não lembro de ter produzido um Patrono na frente dele. O loiro percebe o meu olhar e explica — um dia eu entrei na Sala Precisa e te vi treinando. Na hora que eu entrei você tinha acabado de recitar o feitiço.

– Por isso que ele correu até a porta. Pensei que eu tinha feito merda. — falei, me lembrando da ocasião. Eu tinha acabado de aprender a conjurar um Patrono, e ficava treinando na Sala Precisa. Um dia, quando eu soltei-o, ele saiu do meu controle e correu como um cachorrinho até a porta. Parecia que queria lamber alguma coisa, mais não tinha nada lá. Foi estranho.

– Eu estava com a capa. Tinha que fazer uns serviços pro Al. — ele olha de solsaio para o meu primo. Nessa hora, Violet aparece ao meu lado.

– Como vocês dois fizeram aquilo? — ela pergunta, apontando para mim e Scorpius.

– Porque você acha isso? — pergunto, calmamente.

– 1- eu sei que vocês são ótimos com Artes das Trevas. 2- tem que ter uma ligação forte entre as pessoas que fazem uma coisa desse jeito. As cobras se moviam exatamente ao mesmo tempo, com os mesmos movimentos.

– 1- eu sou boa em todas as matérias. 2- não temos uma ligação. — falo. Olho de esguelha para Scorpius, e vejo que ele está se divertindo com essa situação.

– Então você não me vê como seu irmãozinho, Ross? — ele pergunta, com um biquinho que dá vontade de beijá-lo, mas me controlo.

– Um irmão bem irritante quando quer. — falo.

– Vocês não podem ser irmãos.- Violet fala, séria.

– Poor...? — instigo-a.

– Seria prática de incesto.

– Ela descobriu nosso segredo, tem de ser eliminada!- falo, olhando para Scorpius e sorrindo. Ele abre um sorriso de canto, que me dá mais vontade de beijá-lo. Me lembro do gosto de menta de sua boca e a frieza de seus lábios.

Quando foi a última vez que nos vimos na Sala dos Marotos? Ontem? Terça? Não sei, mas parece que foi a uma eternidade.

– Agora, seus putos, eu vou pra aula de DCAT, com aquele professor gostoso do Sr.Somerhalder! — levanto-me, pego a minha bolsa, mando um beijinho para os meus amigos e saio andando.

... ...

Sento-me no meu lugar. Segundos depois, o Malfoy aparece e coloca-se na cadeira ao meu lado. Pego um pedaço de pergaminho e uma pena e escrevo um bilhete simples:

Sala M. Almoço. Se topar, pista três vezes bem rápido olhando pra mim.

R.M.

Uso uma sigla falsa, pois nunca se sabe quando meu bilhete será interceptado pelo banco de Aurores ou pelo professor. Jogo o papel para o Malfoy e presto atenção na sua reação.

Quando ele termina de ler, finca os olhos na parte de baixo do papel e dá uma risadinha. Eu sei que não ficou legal eu usar a minha inicial com a inicial do sobrenome dele, mas foi a primeira ideia que eu tive. Ele olha fixamente para mim e pisca rapidamente três vezes. Faço o mesmo.

... ...

Almoço o mais rápido possível, mas nem isso é suficiente comparado ao que o Malfoy consegue fazer. Eu estava na metade do prato quando o Scorpius disse:

– Eu vou andar um pouco por aí. — e sai do Salão. Quando acabo, me levanto.

– Biblioteca. — saio sem mais explicações, afinal, todos estão acostumados com o meu vício em livros. Quase corro até a nossa sala. Quando chego lá, parece que as estantes demoram um século para se abrir. Respiro fundo e entro um pouco menos afobada, percebendo que ele iria rir de mim se eu chegasse tão animada. Entro normalmente. Quando a mochila está na minha mão, quase encostando no chão, sinto mãos na minha cintura e lábios gélidos nos meus. Largo o objeto e coloco meus dedos naqueles cabelos sedosos que eu tanto senti falta. Faz uma semana, isso, UMA SEMANA, desde a última vez que fizemos isso. Não teve muito tempo entre a semana de provas e os meninos estavam muito no meu pé ultimamente, sem falar na Violet. Ela é muito legal, mas falar de qualquer coisa enquanto eu poderia estar beijando esses lábios é estressante.

Ele me encosta na parede. Uma de suas mãos está na minha cintura, enquanto a outra acaricia meus cabelos. Puxo a sua nuca para mim, tentando diminuir ainda mais o espaço entre nós. Ele corresponde esse movimento com um sorriso. Involuntariamente, coloco minha perna em sua cintura. Ele segura a minha coxa e acaricia-a. Passo a outra perna e fico suspensa no ar, com as costas apoiadas na parede de pedra e a frente colada em Scorpius. Minhas duas mãos massageiam seu cabelo, e ele segura minha perna e cintura.

Depois de um tempo, no separamos ofegantes.

– Esse foi o melhor beijo da minha vida. — ele fala. Eu assinto.

– E o mais longo. E o mais feroz. — ele ri um pouco.

– Isso seria incesto se a minha mãe não shippasse a gente. — eu encaro-o, com os olhos arregalados.

– Astoria shippa nós dois? Tem certeza?

– Seu quarto é do lado do meu, você está morando na minha casa... Ela te amou desde a primeira vez que te viu! — ele fala, com um risinho.

– Wow. Ela não liga para o "sangue puro da família Malfoy?" — faço uma voz engraçada.

– Nem o meu pai liga mais pra isso. É uma besteira e eles perceberam. Ele também apóia um nós. — ele murmura alguma coisa, mas eu não entendo.

– Enfim, mudando de assunto, temos que encontrar um meio melhor de combinar os encontros. — falo.

– Eu passei a aula de DCAT toda pensando nisso. Essa coisa que você inventou faz parecer que tem um cisco no olho. — rimos. — Por isso eu tive uma ideia, mas você tem que me emprestar o meu presente de natal. — faço uma careta e tiro o colar do pescoço. Eu não tirava mais aquilo, como o Scorpius com o medalhão que eu o dei. Ele segurou os dois, pegou a varinha murmurou um feitiço. — É a mesma coisa que os galeões dos Marotos, só que não esquenta tanto e as palavras aparecem atrás.- Assinto e ele me entrega o objeto.

– Coloca pra mim? — peço, com um bico. Ele me rouba um selinho e pega o colar. Viro-me e levanto o cabelo. Delicadamente, Scorpius ajeita a joia em meu pescoço, e beija o mesmo. Arrepio.

– Então esse é o seu ponto fraco? — ele pergunta e me beija de novo. Estremeço. Já acostumei com os choques que eu sinto cada vez que nossos corpos se encostam, mas no pescoço essa sensação é mais forte.

– Vá se ferrar. — digo e viro-me pra ficar de frente pra ele.

– Tenho uma ruiva pra atazanar primeiro. — ele fala e me beija. — E o que foi aquilo de R.M.? Eu sabia que você amava, mas não sabia que era tanto.

– Idiota. Eu não podia arriscar que alguém soubesse do nosso encontro, por isso usei uma sigla falsa, e foi a primeira palavra que me veio à mente. — falo, dando de ombros, enquanto me deitava no sofá, com a cabeça nas pernas do Malfoy.

– Rose Malfoy. Senhorita Malfoy. Não fica tão mal. Esse será o seu novo apelido. — rio.

– Ah, sim, marido. Com certeza.

– Pra nós pode ser uma piada interna, afinal, a gente fica direto. Pros outros é como se você fosse minha irmã, já que mora comigo. — assinto, rindo da ideia. Ele começa a fazer carinho no meu cabelo. — Agora nós temos que ir pra aula antes que pensem merda e descubram tudo isso aqui. — ele fala. Minha felicidade vai pelo ralo.

– Temos mesmo que sair? Tá tãão bom... — faço voz manhosa.

– Sim, senhorita Malfoy. Vamos logo.

Levanto-me e começo a me ajeitar. Essa tarde vai ser longa.

– Voltamos aqui depois das aulas? — pergunto. Ele me encara com brilho nos olhos e se aproxima. Tenho certeza que ele dirá alguma coisa irônica, mas o que sai de sua boca me surpreende.

– Com certeza. — ele me beija ternamente e sai.

Notas finais
COMENTEM! W.S.