Scorose- I Will Love You
18 Three Times On A Day... Oh Hell
Notas iniciais
Eu saí primeiro que o Malfoy, que me seguiria depois de alguns minutos. Andei rapidamente por entre as estantes empoeiradas, até esbarrar em alguém. Caio no chão. Olho para cima e vejo Nicholas me encarando. Ele sorri.
– Desastrada hoje e sempre. — ele me oferece o braço e me ajuda a levantar.
– Idiota hoje e sempre. — falo.
– O que você estava fazendo nessa área da biblioteca? Nunca vi ninguém por aqui. — ele pergunta.
– Vim fuçar, descobrir novas áreas. — minto. Não quero que ninguém mais saiba que eu venho para essa área com muita frequência.
– Enfim, eu estava te procurando. Preciso te dizer uma coisa séria. — seu olhar é estranho. Decidido, porém temeroso.
– Você já me achou e não tem nada te impedindo de falar. — digo. Nick engole em seco e começa a gaguejar.
– É... é que.. e-eu... — pressinto a merda que provavelmente virá e olho ao redor. Vejo uma cabeleira loiro-platinada atrás de uma estante próxima. Ele está ouvindo a nossa conversa. Fico com raiva.
– Olha, Nick, você pode, por favor, falar logo? Preciso dar uma bronca em um abelhudo que gosta de ouvir as conversas dos outros. — falo a última parte um pouco mais alto e, com a visão periférica, percebo a cabeça de Scorpius abaixando-se. Nicholas olha ao redor, se certificando de que não há ninguém por perto.
– Certo. Vou falar de uma vez. Eu te amo, Rose. Te amo desde o terceiro ano, mas nunca tive coragem de te contar. Agora, com você morando com o Scorpius e tal eu sei que não tenho mais chance, mas eu só queria que você soubesse que eu te amo e lutarei por você. — ele fala e sai andando. Fico paralisada. Por que diabos ele acha que só porque eu estou morando com o Malfoy eu vou ficar com ele? Porque ele nunca me falou isso antes? Eu já gostei dele no terceiro ano, quando o meu ódio pelo Scorpius estava no auge. Se ele tivesse se declarado naquele ano provavelmente estaríamos namorando. Mas agora eu não sinto mais nada por ele, e não há esperança. Provavelmente as coisas ficarão estranhas entre nós a partir de agora. A culpa é do Nicholas, e só dele.
O Malfoy sai de trás da estante e para na minha frente.
– Você sente algo por ele? — seu tom é sério.
– Não. E isso não te interessa. — falo, brava por saber que ele estava espiando.
– Rose, eu sei que você está brava comigo, mas eu só estava tentando te proteger. O Nick não bate muito bem ás vezes, e se ele te forçasse a fazer alguma coisa pelo menos eu estaria aqui pra te defender. — ele diz. Encaro-o.
– Como se eu fosse uma boneca de porcelana que precisa de cuidados. Fala sério, Malfoy. — seu olhar fica triste quando chamo-o pelo sobrenome.
– Rose, me desculpa, okay? Prometo que nunca mais faço isso na minha vida. — viro-me e começo a andar, me distanciando dele com os braços cruzados. Não darei o meu perdão tão rápido.
A próxima aula era de vôo, por isso fui até o meu dormitório. Peguei a minha Firebolt (DRaco fez questão de comprar depois que o Malfoy filho mandou uma carta contando o que aconteceu com a minha antiga vassoura) e caminhei até o campo. Apenas o Albus e a Violet estavam lá, conversando. Olhando para ele eu me lembrei das férias de Natal. Ele e o Scorpius estavam conversando alguma coisa importante na piscina, e eu nunca tive a chance de perguntar o que. Porém, como eu sei que o meu priminho querido não me responderá, terei de conseguir a informação do meu jeito. Montei na vassoura e voei até eles.
– Violet! Monta essa bunda esquelética nessa vassoura e sobe aqui!- usei minha voz autoritária. Em segundos ela já estava ao meu lado e dávamos lentas voltas pelo campo.
– O que quer de sua humilde serva? — ela brinca.
– Uma informação. O Al e o Malfoy estavam conversando na piscina nas férias e não paravam de nos olhar com cara de que guardavam um segredo que nem o Papa sabe. Quero saber o que estavam falando. Nenhum dos dois me falará, porém você exerce um poder diferente no Albus. Consiga isso e me fale.
– O que eu ganho em troca? — ela pergunta. Bufo.- E porque você está chamando o meu primo pelo sobrenome? Vocês não estavam se dando bem?
– A gente discutiu. Nada de mais. Em troca você ganhará a satisfação de ter me ajudado e ajuda em Herbologia, porque eu sei que você precisa e eu sou uma professora exemplar. — falo. Ela ri.
– Tem mais coisas aí no meio. E eu acho que o jeito que o Nick está te olhando tem a ver com isso. — ela fala e aponta para as arquibancadas. Nicholas está me olhando fixamente, como se me comendo com os olhos. Desvio o olhar.
– Depois eu te conto. Informação primeiro. — digo. Ela voa até o meu primo e os dois começam a conversar. Depois de alguns minutos, ela ri como alguém que confirma fortes suspeitas.
Comecei a fazer algumas manobras pelo campo, até que Godric Rosier aparece no meu lado. Ele é da Sonserina. Alto, moreno e de olhos azuis, tão desejado pelas meninas de Hogwarts quando o Scorpius. Ele para a vassoura ao lado da minha e me olha.
– Rose, eu estou apaixonado por você. — ele fala e me dá um selinho. Afasto a minha cara, aturdida. Ele me olha, porém sai segundos depois. Esse dia está muito estranho.
... ...
Não tive tempo par falar com a Violet até o final do último tempo. Ela estava saindo da sala de DCAT quando eu a peguei pelo braço e puxei-a para um corredor vazio.
– Conseguiu? E acho melhor não mentir, porque eu vi a sua cara. O sorrisinho de vitória entregou tudo. — falo. Ela ri.
– Eu consegui uma pista. Mas eu meio que estou proibida de te falar, ou isso estragaria tudo. — ela fala e eu pisco, incrédula.
– Porra. Meus amigos estão armando um motim contra mim. Malfoy, Nicholas e agora você. Sem falar que o Albus também esconde alguma coisa. Merda. Preciso de amigos novos. — saí andando, irritada. Sem pensar no que fazia, fui direto para a Sala dos Marotos. Só me dei conta deste ato quando a porta já estava fechada e eu encarava o Malfoy sentado na poltrona, lendo um livro. Pensei em virar-me e sair antes que ele me notasse, mas ele levantou a cabeça no momento em que eu comecei a me virar.
– Pensei que não vinha. — ele disse, se levantando e deixando o livro na mesinha de centro. Caminhou até mim.
– Já estou de saída. Vim pegar um livro e a prateleira daqui é mais prática. Pensei que você estivesse jantando. — minto.
– Rose, por favor, me perdoa. Você viu como ele te olhava hoje na aula de vôo. Se ele te vir sozinha em algum canto e estiver com algum sentimento um pouco alterado, ele vai fazer alguma coisa ruim, e eu só quero te proteger.
– E eu não quero ser protegida. Posso me cuidar. — falo.
– Rose... — Scorpius fala, rouco. Ele se aproxima. Nossos lábios se tocam levemente. Quase perco o controle e beijo-o, porém sou firme.
– Scorpius... — imito-o no mesmo tom.
– Por favor, não faça isso. Você me deixa louco. — ainda sussurrando, ele coloca as mãos em meu rosto. Seus olhos nos meus e vice e versa.
– Pena que não posso dizer o mesmo. — tento provocar, porém ele me beija e eu não resisto. É impossível resistir àqueles lábios.
Depois dos amassos costumeiros, deitamo-nos no sofá e ficamos lá. Ele mexe levemente os meus cabelos e acaricia meu rosto, enquanto eu apoio a cabeça em suas pernas.
– O que te trouxe aqui? Eu sei que não foi a minha pessoa, porque você estava uma fera comigo. E eu sei quando você está mentindo. Sua pálpebra esquerda treme um pouco. A história que você me contou era falsa. — Scorpius diz, depois de um tempo.
– Eu estava irritada. — digo, simplesmente. — Vim sem pensar.
– Posso saber o que te aflinge?
– O Nicholas, com tudo o que você já sabe. Você por ter bisbilhotado. Violet por não fazer o que eu peço e você e o Al por não me contarem o que estavam conversando na piscina nas férias. E não vamos nos esquecer do Rosier se declarando pra mim. Estou muito cobiçada. Sim, você aparece duas vezes na lista, o que não é uma coisa boa. — ele me encara.
– 1- duas vezes? Porra, isso é muita concorrência. 2-Aquilo não era nada. Estávamos falando da sua família e dos Potter. Estávamos preocupados com o que aconteceria, se o seu pai viria pedir a sua guarda ou alguma coisa assim. Já é de conhecimento público o que aconteceu. Victorie adora fofocas. Sabe como é.
– Eu também sei quando você mente, senhor Malfoy. Seu lábio treme minimamente. Pode me contar a verdade. — ele revira os olhos.
– Não era nada. Juro.
– Aham. E hipogrifos amam ser xingados.- digo e levanto-me. Ele segura o meu pulso e me deita de novo.
– Esquece isso. Por favor.
– Você está me pedindo muitos por favores hoje. — falo.
– A culpa não é minha se eu me apaixonei por uma pessoa tão complicada. — ele fala e eu gelo.
– Vocês tem que parar de fazer isso. — digo.
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